kathiz kathiz

Uma maga sem magia em um reino sem um rei. Em papéis escondidos os segredos se revelavam E dia a pós dia guerras os ameaçavam. Um segredo guardado e que após o assassinato deve ser revelado. Um romance com alguém cruel e desalmado, onde ambos seriam selados E onde por fim a história teria acabado Mas o que não sabiam que ela acabara de ter começado. __________ Asterin é uma maga sem magia, porém é filha de magos poderosos. Em uma noite na corte, seu pai tinha sido assassinado, e ela descobrira que um segredo havia sido guardado. Cabia a ela descobrir e revelar o omitido, mas ela descobriu que ele havia se perdido, em busca de algo para o achar, com dois caras ela teve que se deparar, um com um sorriso radiante e de alma brilhante, e outro tão frio quanto as nevadas do luar. Aliar - se a alguém era a única forma de sobreviver, mas para isso alguém teria que perecer, com um sacrifício em suas mãos para fazer, ela decidiria quem iria viver. • A história está postada no Spirit Fanfics e o Wattpad também.


Fantasia Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#mistério #ação #lgbtqia+ #258
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Capítulo 1

O baile estava animado, haviam vestidos rodopiando, pés deslizando sobre o chão encerado, sorrisos verdadeiros e forçados, conversas e flertes por todos os lugares. As pessoas estavam se divertindo, e se não estavam, estavam fingindo muito bem. Eu estava sentada em uma mesa atrás de uma das grandes pilastras do Grande Salão, não me preocupava em esconder o quão desconfortável estava com tudo aquilo. Eu não gosto de bailes, mas meu pai me obrigou a participar por questões de aparência, e porque os nobres de alguns reinos vizinhos estavam vindo. Na minha opinião bailes são desconfortáveis, você vê pessoas em todos os lugares com sorrisos falsos e flertando descaradamente na frente de todo mundo, e observar isso é bem enjoativo.

Resolvi me levantar e ir para o meu quarto, já tinha ficado o suficiente na festa para manter as aparências, virei a direita em uma das portas que davam acesso ao Grande Salão e segui em frente, era de noite e o ar estava frio, o vento beijava meus braços e pernas, e meus cabelos e vestido se esvoaçavam no ar.

- Que merda! – reclamei – Porque diabos eu tinha que vir com um vestido com um decote tão grande e um tecido tão fino!? – murmurei.

Virei a esquerda e entrei em um corredor, ele estava escuro, então usei um pouco de magia para acender as luzes. Apertei o passo para chegar mais rápido em meus aposentos, não via a hora de trocar a minha roupa extremamente extravagante, desconfortável e desnecessária, por uma camisola fina e me enfiar em baixo das cobertas. Mas meus pensamentos foram interrompidos quando me deparei com dois vultos no corredor, aparentemente um casal, eles estavam se beijando freneticamente, a garota estava entre a parede e o homem, eu parei abruptamente e comecei a encarar o casal. O homem tinha o cabelo preto, seus cabelos eram um pouco longos e lisos e caiam em uma franja pelo seu rosto, ele vestia um terno terno amarelo queimado bem escuro e aveludado, com detalhes e acessórios dourados, a mulher usava um vestido rosa claro, o decote deixava uma parte dos seios amostras, as mangas eram longas e transparentes e a saia do vestido lembravam pétalas de rosas, seus cabelos eram castanhos e ela usava brincos cravejados de pedras verdes. O casal percebeu meu olhar e seus beijos cessaram, eles começaram a me encarar, o cara estava com o cabelo bagunçado e o rosto manchado de batom, e a garota estava com o batom todo borrado, ela analisou dos pés a cabeça e perguntou em tom de deboche.

- Ta olhando o que?

Rapidamente enrijeci a postura e respondi com um tom frio:

- Vocês estão no caminho do meu quarto. – Torci para que eles não tivessem notado a minha surpresa, estava imaginando a cara de bunda que eu deveria estar fazendo nessa hora e torci para que as aulas de etiqueta tivessem algum efeito, pois eu não era lá essas coisas em manter a aparência.

- A sim – ela disse em um tom sarcástico levantando os braços e dando uma leve reverencia – Vá em frente sua majestade! – O homem ao seu lado deu um risinho.

- Obrigada – disse em um tom seco e com um olhar frio, a garota riu com deboche. Segui adiante pelo corredor e antes de virar na curva falei – Inclusive eu amei o seu batom, achei que foi uma forma peculiar de usar mas adorei a arte moderna que fez com a cara do seu amante, que inclusive ficou incrível com a cara borrada! - e então me virei a esquerda no corredor torcendo para que não tivessem notado a surpresa em meu rosto.

Alguns passos adiante eu relaxei a postura e tirei a expressão rígida de meu rosto, virei a esquerda novamente e entrei no meu quarto, tranquei a minha porta tirei o meu vestido com certa dificuldade por conta do zíper nas costas e me joguei na cama, agarrei meus travesseiros e me enfiei em baixo das cobertas. Não estava conseguindo dormir de imediato então comecei a pensar, e então percebi, que eu nunca havia visto aqueles rostos na corte, então pensei que eles poderiam ser plebeus mais ricos e que poderiam ter comprado, pois se fossem nobres ela os teria reconhecido, mas eles não pareciam ser plebeus, pois as roupas que usavam eram muito requintadas, então só sobrou uma opção, eles deveriam ser da corte oposta.

- MAIS QUE MERDA! – eu gritei enquanto amassava o travesseiro – Porque eu não estudei as cortes opostas! Eu não deveria ter recusado as aulas da Olívia sobre as cortes opostas! – eu deveria ter aceitado as aulas sobre as outras cortes e decorado suas aparências, assim como eu tinha feito com a minha corte, assim eu poderia adicionar aqueles dois na minha lista de PRND "Pessoas Repulsivamente Nojentas e Desgraçadas".

Me virei com a barriga para cima e olhei para a parte de cima da minha cama, fiquei encarando os pontinhos de diferentes cores que reproduziam estrelas e constelações, elas foram criadas por magia. Quando eu era menor tinha medo do escuro, não do escuro em si, mas do que ele me lembrava e as sensações que ele trazia consigo, então minha mãe criou aquelas estrelas, elas nunca se apagaram, mesmo após a sua morte. As estrelas criadas por minha mãe eram uma representação do sistema solar, sempre que a posição de um astro mudava no universo, ela se modificava na representação também, e a impressão que eu tinha é que a cada dia essa minha mini constelação ficava mais bonita. Eu já não tinha mais medo do escuro, mas mesmo assim mantinha a constelação, pois ela era uma das únicas lembranças de minha mãe, e ela me acalmava.

Eu devo ter adormecido por volta de duas e meia da madrugada, pois quando entrei no meu quarto já eram uma hora e vinte da manhã, acordei com Lilian e Olívia me chamando.

- Acorda Astra – disse Olívia em seu tom rígido como sempre – Hoje você tem café da manhã com a família real do Reino de Mavka e do Reino de Solis, e você tem uma reunião as três da tarde com os filhos deles.

- A sim – disse com uma voz de sono – Então basicamente você me acordou para lanchar com um bando de nobres gananciosos e nojentos?

- Não diga isso – Olívia me repreendeu – Não diga coisas rudes.

- Foi mal, foi mal. – disse com uma voz carregada de tédio – Prometo que não vou falar nada rude durante o café da manhã e nas reuniões.

Olívia me fulminou com um olhar e disse:

- Acho bom.

Revirei os olhos e fiz uma careta, mas antes de Olívia começar a me dar sermão sobre a forma de tratar as pessoas e sobre minhas horrendas expressões faciais, Lilian a interrompeu:

- Ouvi das empregadas que estão encarregadas dos príncipes que eles são lindos!

- E o que isso tem haver? – respondi distraidamente

- E daí? – ela me olhou perplexa – E daí que você vai estar falando diretamente com os caras mais disputados de três reinos!

- Tá, eu não ligo. – respondi

- Astra, essa é a oportunidade perfeita para achar um marido adequado – disse Olívia tomando o seu chá.

Me virei para Olívia com um pouco de indignação e falei:

- Olívia, primeiramente eu não pretendo me casar. E mais do que tudo, se algum dia eu me casar, não quero de forma alguma um casamento político, frio e sem amor.

- Mas você... – ela começou mas eu a interferi.

- Eu escolho o que eu quero da minha vida, Olívia, e nada do que você diga vai mudar isso. Algum dia eu ainda posso mudar de ideia, mas não tente me falar o que eu devo fazer da minha vida, você pode me ensinar etiqueta e o que você quiser, mas não me diga o que fazer da minha própria vida. – terminei de falar e não me dei ao trabalho de olhar para Olívia, me levantei da cama e fui em direção a minha penteadeira, me sentei no banco almofadado e me olhei no espelho. Meu cabelo estava uma bagunça, ele tinha nós nas pontas e estava todo desgrenhado. Me encarei de novo no espelho suspirei e falei:

- Que desastre!

Lilian riu e falou:

- Bem, então vamos dar um jeito nesse desastre!

Lilian amarrou meu cabelo em um rabo de cavalo não muito apertado e fez um coque meio solto, ela puxou duas mechas de cabelo e alguns fios soltos para a frente de meu rosto. Era um penteado simples, mas era bonito. Vesti uma calça justa preta e uma blusa branca social de manga comprida e meio larga, Lilian me ajudou a dobrar a barra das mangas, prendi a blusa em baixo da calça e coloquei um cinto. Calcei as botas de couro de cano alto e escolhi um conjunto de joias que era composto por um par de brincos simples, um anel e um colar, todos com pedras vermelhas contornadas por prata, então fui em direção a porta e saí do quarto.

Segui pelos corredores e peguei a rota que passava pelo jardim, passei pelo corredor onde vi o casal se beijando na noite passada e fiz uma cara de nojo. Entrei no Salão de Jantar e meu pai e minhas irmãs estavam me aguardando sentados, meu pai estava sentado na ponta da mesa avaliando alguns documentos, que eu julguei ser sobre os tratados que estão sendo desenvolvidos entre os três reinos, e minhas irmãs estavam sentadas a sua esquerda conversando entre si.

- Bom dia! – falei

Meu pai levantou os olhos de seus documentos e minhas irmãs interromperam sua entusiasmada conversa, elas me avaliaram com olhares julgadores, Darya, minha irmã perguntou em um tom levemente arrogante:

- Por que está vestida assim?

- Porque está me perguntando isso? – retruquei a pergunta

- Porque sua roupa é estranha e muito inadequada. – Darya respondeu

- E desde quando você se importa com o que eu visto, Darya? – perguntei em um tom de desafio.

- Desde nunca, mas hoje a família real de Mavka e Solis estarão aqui, então você deveria vestir uma roupa melhor, para dar uma boa impressão – Darya respondeu

- Desculpe, mas não quero impressionar ninguém. – respondi secamente

Lydia, minha segunda irmã mais nova as interrompeu antes que arrancássemos nossa própria pele.

- Eu achei você deslumbrante, Astra

Não, com certeza não, ela não achava minha roupa deslumbrante e isso estava estampado em sua cara, mais fora a única forma de impedir eu e Darya de nos comermos vivas.

- Obrigada – respondi educadamente. Me sentei ao lado direito de meu pai, de frente para Lydia, cruzei as pernas embaixo da mesa, relaxei a postura, cruzei os braços e comecei a encarar os talheres na mesa. Minhas irmãs continuaram a conversa, que aparentemente era sobre os príncipes dos reinos vizinhos e quem era o mais bonito.

Um tempo depois nosso pai nos chamou nossa atenção e falou:

- As famílias reais estão chegando, quero que vocês se comportem bem na frente deles, passem uma boa impressão, e se eles comerem o jantar sem tocar nos petiscos, não os repreendam, mas lembrem-se de como os petiscos são importantes para abrir o apetite e são importantes e deliciosos!

Olhei para minhas irmãs procurando saber se elas tinha entendido alguma coisa, mas não fiquei surpresa com a cara de confusão que estava estampada na cara de, suas dúvidas transpareciam seus rostos. Mas antes que pudéssemos perguntar alguma coisa as portas do Salão de Jantar se abriram, e o mordomo começou anunciou a entrada das famílias reais.

- Do Reino de Mavka, Sua Majestade o Rei Darius Leanne IV, sua esposa, a Rainha Polianna Leanne, e seus filhos, o Príncipe Hakan Leanne e a Princesa Arsenne Leanne.

A família real de Mavka tinham dois filhos legítimos, mas havia boatos de que haviam bastardos do rei espalhados pelo seu país. O rei de Mavka, Darius Leanne IV, aparentava ter uns sessenta e sete anos, ele tinha uma barba que cobria metade do seu rosto e cabelos grisalhos e calvos, que um dia, haviam sido de um ruivo estonteante, seus olhos eram castanhos escuros e ele vestia um terno verde escuro com detalhes e medalhas esculpidas cuidadosamente em ouro. Sua esposa, Polianna Leanne, aparentava ter cerca de quarenta e três anos. Seus cabelos estavam presos em um coque trançado perfeito atrás de sua cabeça, eles eram castanhos escuros e combinavam com o tom de verde escuro de seu vestido, seus olhos eram castanho claro e dava para ver a idade neles. Seus únicos dois filhos legítimos tinham ambos cabelos castanho claros arruivados, Arsenna Leanne, a filha mais velha herdara os olhos cor de mel de sua mãe, mas seu irmão mais novo, Hakan Leanne, tinha olhos escuros. Eles usavam roupas verdes também, já que era a cor de sua família, e eram notoriamente bonitos, então fiquei os observando.

- Do Reino de Solis, - o mordomo começou a anunciar a chegada da segunda família real me tirando instantaneamente do meu transe - Sua Majestade o Rei Cadmus Solanis, sua esposa, a Rainha Reina Solanis, e seus filhos, a Princesa Bianca Solanis, a Princesa Aloísa Solanis, a Princesa Aida Solanis, e seu irmão gêmeo, o Príncipe Aiden Solanis.

Eu congelei após as últimas palavras, o homem que entrava tinha cabelos negros, que caiam sobre o seu rosto e estavam parcialmente bagunçados, olhos azuis, e vestia um terno amarelo queimado.

O Príncipe Aiden Solanis.

O usuário do título de único príncipe da nação Solanis.

E o cara que eu tinha possivelmente, e muito provavelmente, ofendido na noite passada.

14 de Maio de 2021 às 12:36 0 Denunciar Insira Seguir história
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