anacguedes Ana C

Lua é o que a sociedade Londrina chama de solteirona, porém ela não sei deixa levar pelo rótulo que lhe colocaram, assim vivendo sua vida da melhor maneira possível e trabalhando naquilo que gosta, que é ensinar. Contudo, sua vida toma um rumo totalmente inesperado quando descobre seu pai deu sua mão casamento para o Duque de Villin. O que tem por trás desse casamento? O que um duque deseja com uma tutora? E quando ela descobri a verdade, ela conseguira superar?


De Época Todo o público.

#juliaquinn #eravitoriana #bridgestons
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Prólogo

O ano era 1842, a temporada de casamentos havia acabado de começar, as debutantes haviam sido apresentadas a sociedade e as modistas estavam cheias de pedidos de vestidos novos que estivessem em conformidade com as tendências daquele ano, porém para algumas pessoas a temporada realmente começava apenas quando se dava início aos bailes em especial um dos bailes particulares mais tradicional de Londres, sendo oferecido pelos Brown umas das famílias mais respeitadas da alta sociedade londrina.

Quem estava ali sentia-se honrado, e quem não estava tinha o desejo de estar, pois as pessoas mais influentes e os melhores pretendentes estavam ali.

A música alegre e animada do salão podia ser ouvida da rua, as grandes portas que davam acesso aos jardins estavam abertas, fazendo assim com que o ar frio da noite entra–se por elas refrescado assim todo o salão, aquele seria um verão muito quente . As chamas das velas crepitavam como se acompanhassem o ritmo da música que estava sendo tocada.

Enquanto todos se divertiam, flertavam e conversavam, um dos convidados entrou sorrateiramente pelos fundos, não queria ser visto, pois sabia que se todos no salão tivessem consciência de sua presença, as mães, que eram comparadas a leoas famintas, cairiam sobre ele. Afinal de contas, que mãe não desejava que sua filha se torna-se uma duquesa? Ainda mais uma duquesa de um dos ducados mais ricos e para corroborar ele receberia futuramente o título de melhor partido da temporada, além de possuir um dos ducados que estava sendo mais próspero.

Leonard Henry Willians, o Duque de Villin era o que se podia chamar de “O partido ideal”, jovem, bonito, rico e com um título de nobreza, muitas moças ignoravam que ele era viúvo e pai de uma menina de sete anos, pois seus outros atributos eram muito mais chamativos. Ele apenas estava presente naquele baile por causa de sua amizade com Edmund Brown, filho mais velho da família e seu amigo de longa data.

Leonard procura pelo salão pelo seu amigo e parceiro de aventuras da juventude, e ao encontrá-lo se depara com uma das mulheres mais linda que havia visto em toda a sua vida. Ela aparentava ser diferente das debutantes que deve o desprazer de encontrar em seus poucos minutos naquele salão de bailes. Infelizmente seu anonimato não durou muito e algumas mães o reconheceram, elas não demoraram em apresentar suas filhas, porém a maioria das debutantes apenas ficava calada enquanto sua mãe falava por ela ou quando alguma daquelas garotas abria a boca apenas sabia falar de laços, fitas e qualquer outra coisa supérflua, algumas até mesmo falaram o valor de seus dotes e ligações sociais.

Esses poucos encontros renderam o começo de um murmurinho, porém ao continuar olhando para a bela mulher que estava nos braços de seu amigo, sua mente só conseguia pensar que ela tinha algo diferente, ele poderia não saber o que era, todavia, alguma coisa dentro dele fazia com que tivesse a vontade de descobrir.

Com cabelos fartos e escuros como a noite, pele escura e um sorriso, um sorriso que fez surgir borboletas em seu estômago, ele não conseguia deixar de admirar aquela bela mulher e involuntariamente sorriu.

Aquela com toda certeza, não era uma mulher comum.

A mulher misteriosa dançava uma valsa com Edmund, seus passos eram graciosos, seus movimentos delicados, e em nenhum momento ela deixou de sorrir ou olhar para seu parceiro, assim lhe restando apenas seguir o casal com seus olhos. Ao final, ela toma seu lugar ao lado da matriarca da família que a recebe de bom grado e aparentemente com uma grande série de elogios, logo seu amigo vêm em sua direção, o cumprimentando alegremente.

— Olha só quem temos presente essa noite, o Duque de Villin! Pensei que não viria mais meu caro.

— Sem formalidades caro amigo. — um aperto de mãos é dado, e eles caminham lado a lado até a mesa onde se encontravam limonadas e alguns aperitivos. — Pensei em não vir, hoje Agnes deve um dia difícil, mas acho que devo lhe parabenizar por sua noiva eu acho, vocês formam um belíssimo casal.

— Noiva? Penso que deve estar falando da Senhorita Davies a minha última parceira de dança. Não possuímos compromisso algum, ela é tutora da minha irmã mais nova.

— Tutora? Pesava que as tutoras eram senhoras, não senhoritas na flor da idade. – surpreso com isso, olha discretamente em direção a família de seu amigo, onde a mesma se encontrava

— Esteve longe por muito tempo meu caro amigo, a senhorita em questão está mais para uma solteirona que uma jovem na flor da idade, não que ela não seja bela, ao contrário, entretanto ela nunca fora cortejada ou um pedido oficial fora realizado. Mas devo admitir, nunca fiquei tão feliz em fazer os levantamentos das terras da família na sala de estudos, ver uma mulher bonita e agradável é muito mais interessante. Antes eu tinha que dividir o mesmo ambiente que a megera da antiga tutora, aquela mulher me dava calafrios. Mas me diga, o que fez o duque de Villin sair do campo e comparecer a uma temporada? Pensei que não queria mais saber de conviver com a alta sociedade.

— Está na hora de encontrar uma nova duquesa. Já faz quase três anos que Abigail morreu, Agnes precisa de uma figura materna, eu dê uma esposa e um herdeiro para o ducado. – aquele assunto o fazia ficar nervoso, só de pensar em ter que procurar alguém no meio daquelas debutantes tão jovens o fazia ficar desesperado.

— Ainda bem que minha mãe não está perto para te ouvir, ela falaria que todos os cavaleiros descentes e dignos estão casando e eu deveria honrar o título de visconde da família e me casar também, mas posso lhe falar que está no lugar certo. Todas as jovens com boa educação estão presentes nesse salão, será uma tarefa muito fácil meu amigo.

Sim, ele podia perceber que todas naquele salão tinha uma posição de destaque na sociedade londrina, para estarem ali tinham que possuir, porém ele apenas tinha olhos para a Senhorita Davies. Para ele, aquela mulher era um mistério, e não apenas um mistério, ela tinha educação suficiente para ser uma tutora, aparentava possuir também a elegância e comportamento exemplar de uma dama, possuindo assim tudo para ser uma excelente esposa aparentemente.

Leonard deixa seu amigo, com alguma desculpa esfarrapada que havia visto alguém e tinha a necessidade de cumprimentar aquela pessoa, porém a verdade era que desejava falar com aquela dama que havia lhe roubado à atenção, assim ele atravessa o salão caminhando em direção a Senhorita Davies. Algumas pessoas pelo caminho o reconhecem e o cochicho que já havia se iniciado começa a espalhar-se por todo salão, a história de Leonard era conhecida por toda Londres, e velo presente naquele salão era uma surpresa para várias pessoas.

Ao chegar onde a senhorita em questão estava houve uma surpresa por parte dela, já a Viscondessa Brown se alegrou ao vê-lo e não demorou para começar a falar em como ela estava satisfeita em saber que um bom homem deixara o exilo autoimposto e voltara para o convívio social, voltando sua atenção para a senhorita houve uma breve reverência feita por ambas as partes, um sorriso gentil mas tímido podia ser visto no rosto dela, e ele sorria para ela também.

— Boa noite senhorita, sou o duque de Villin, e gostaria de saber se me dá a honra da próxima dança. – estendendo sua mão, esperava por uma resposta positiva por parte dela, e alegrou-se ao ouvir a resposta.

— Boa noite vossa Graça, seria uma honra. – logo eles tomam seus lugares no centro do salão junto dos outros casais que participariam daquela quadrilha e começam a dançar. Todos naquele salão ficaram surpresos, para não disser, espantados com aquela cena, o que séria o partido perfeito dançando com a solteirona do salão. Porém os alvos daqueles olhares e comentários não se importava ou ignoravam, apenas se importavam com o que estava acontecendo naquele momento entre eles.

– A noite está muito linda, não é mesmo, senhorita…

– Lua, vossa Graça, meu nome é Lua, e sim a noite está muito linda.

Enquanto eles conversavam e dançavam, todos os olhares estavam sobre eles, atentos a cada detalhe daquele fato, não demorou muito e logo no dia seguinte aquele acontecimento estava ecou em todas as rodas de conversa, e continuou a ecoar por muitos e muitos dias.


13 de Maio de 2021 às 18:27 0 Denunciar Insira Seguir história
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