kamiluiza Kamily Luiza

A morte é a única coisa na vida que não tem uma solução; perder a sua esposa foi a pior coisa que lhe aconteceu, mas sua vida não podia ficar parada. Tinha uma empresa pra cuidar e sete filhos para criar. Porém a vida não era justa e mesmo que não quisesse se casar novamente, sua mãe parecia discordar de si... - Ou você se casa e fica com meus netos ou eu tiro tudo que você te restou e seus filhos estão incluídos nisso.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#romance #bts #jikook #kookmin #abo #casamento-arranjado #familiar
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Capítulo 1 - Medidas drásticas

Já reparou em como a vida é engraçada? Feita por altos e baixos, para que sempre tenhamos algum conhecimento, um novo amadurecimento. É assustador como em um dia podemos estar no ápice da felicidade e no outro simplesmente ver tudo ao nosso redor desmoronar.

As lembranças ainda estavam vivas na memória do alfa. Os gritos de dor, as horas que passou ao lado da esposa esperando que seu filho nascesse, para então horas depois ele nascer forte e saudável, preenchendo novamente o peito do casal de puro amor; tinha sido um dia mágico, porém a última experiência que envolveu um hospital tinha sido traumática. Os gritos de dor não eram mais ouvidos, sua amada estava em uma maca, com os equipamentos de parada nas mãos dos médicos, enquanto os internos o tiravam da sala para que pudessem fazer seu trabalho.

Foi uma noite difícil, um caso irreversível que deixou a família Jeon totalmente desolada. O alfa se perguntou como não enlouqueceu após seu lobo sentir o de sua amada partir junto desta. Quando recebeu a notícia, já não havia mais como derramar lágrimas, sentiu o elo que os unia se desfazer pouco a pouco.

Ficar dentro de casa parecia uma coisa sem lógica, ocupar a cabeça com trabalho era melhor, lhe distraia por não ter que pensar em outra coisa, senão documentos.

E lá estava Jungkook em mais um dia, sentado na cadeira do escritório, analisando o documento, com uma caneta em mãos, pronta para ser usada. Era possível apenas ouvir os suspiros do moreno, até que o barulho de saltos ecoaram do lado fora da sala e a princípio, o moreno estranhou, sua secretária não ter lhe avisado que alguém solicitava falar consigo. Suas dúvidas, porém, foram esclarecidas quando pela porta de vidro, a ômega dos cabelos negros na altura do queixo, roupas sociais e a bolsa apoiada no antebraço, abriu a porta, adentrando no local e se sentando em sua frente, com a expressão fechada.

— Omma… — Jungkook suspirou pesadamente, deixando os papéis de lado. — O que gostaria?

— Preciso ter uma conversa muito séria com você, Jungkook. — O tom de Jiwon saiu sério, a pose da ômega estava rígida e era nítido que estava muito irritada.

— Aconteceu alguma coisa? O Appa está bem? — O lúpus franziu o cenho de modo preocupado.

— Seu pai nunca esteve melhor, mas não posso dizer o mesmo dos meus netos. — Respondeu rapidamente, a amargura era notada a quilômetros de distância.

— O que tem meus filhos? — Arqueou as sobrancelhas para a mais velha, que riu sem humor.

— “O que tem?” Ora essa, como assim o que tem, Jeon Jungkook? — Cruzou os braços, parecendo ter ficado ainda mais irrita. — Você deixa eles a Deus dará, desde que Yoona faleceu. Não sei se recorda, mas tem um filho de três meses de idade e o deixa com uma babá qualquer, não só a ele quanto os meus outros seis netinhos. Por Deus, você ao menos sabe se estão sendo bem tratados, como estão indo na escola ou como estão em relação a morte da mãe deles?

— Omma, olha-...

— Não me interrompa! — Ralhou, fazendo Jungkook se encolher na cadeira. A mulher então se levantou. — Jungkook, são crianças! O mais velho tem apenas nove anos e está tendo que encarar a responsabilidade de ser o irmão que dá consolo aos mais novos, porque o pai dele não faz isso! — A expressão da ômega mostrava pura decepção. — Eu sei que amava a Yoona, mas seus filhos chegam a estar mais magrinhos, sabe quantas vezes Wonho foi ao hospital no último mês? Aposto que não sabe ou se dá conta que três vezes para um recém-nascido é mais do que grave. Eu o levei ao hospital, mas não é responsabilidade minha! Meus filhos eu já criei e estão muito grandinhos e saudáveis por sinal. — Suspirou, não deixando a pose superior de lado. — Sua mulher iria repudiar a forma que está tratando as crianças, quando foi a última vez que brincou com eles ou deu um beijinho de boa noite? Que chegou em casa cedo e os ajudou com a lição da escola? — Perguntou andando de um lado para o outro. — Eu aguentei quieta, deixei que você tivesse seu luto durante três meses pois sei o quão desolado se encontra o seu lobo, mas seus filhos são prioridade! Meus netos são mais importantes, eu sei que dói, mas infelizmente você não me dá escolha.

— Do que a senhora está falando? — Perguntou não ousando argumentar contra a ômega.

— Eu pensei e pedi a ajuda do seu pai sobre o que fazer sobre a situação. Eu e ele chegamos a conclusão de que você precisa se casar com outro ômega, para cuidar das crianças e de você. E eu já tenho até o pretendente. — Jungkook começou a rir, mesmo que a expressão da ômega deixasse bem claro que não estava brincando.

— Você só pode estar brincando comigo, está totalmente fora de cogitação eu me casar novamente. — Jungkook respondeu de modo firme. — Não farei isso de forma alguma.

— Oh não? — Jiwon olhou para o filho, o sorriso maléfico e as sobrancelhas arqueadas. — Eu sabia que você ia preferir do jeito difícil.

— O que está insinuando?

— Se não se casar com outro ômega, eu tiro não só todos os seus bens, como as crianças de você. — Disse séria. — E eu não estou blefando, eu duvido muito que algum juiz lhe permita ficar com a guarda das crianças com todas as provas que eu tenho. Não me importo em ser a avó chata, se for para o bem deles eu consigo fazer com que você nunca mais os veja. Vou pra Londres com todos e ninguém vai me impedir. Sem a MS você fica sem nada, que futuro daria a eles? Se bem que dessa forma você já não está agindo como bom pai, imagine sem isso. — Jiwon olhava no fundo dos olhos do filho. — Você deixa meus tesouros a Deus dará, é escolha sua, ou casa e tudo fica bem ou eu tiro tudo que ainda lhe resta. Eu sou sua mãe, eu jamais faria algo para o seu mal, porém se eu for obrigada, tenha certeza que não vou pensar duas vezes antes de fazer.

— A senhora não pode me obrigar a algo assim! — Jungkook gritou, porém Jiwon ao menos se moveu ou vacilou na expressão.

— Pague pra ver então. — Voltou a se sentar. — Pode me odiar, mas meus netinhos já estão sofrendo demais pela perda da mãe e se acostumando sem você. Não vai ser difícil pra mim, Jeongguk.

O alfa sentiu seu coração acelerar, estava com o corpo todo tenso, sua mãe falava a verdade e ele sabia que sim, ela faria. Conhecia a mulher a sua frente, Jiwon era um amor de pessoa, mas sabia ser pior que o demônio quando queria. Estava sem saída, já tinha perdido a esposa, se perdesse seus sete tesouros, como viveria? Jiwon estava mesmo lhe colocando entre a cruz e a espada, não tinha saída.

— Quem é o pretendente que falou? — Jungkook perguntou, sentindo o mal estar se apossar de seu corpo.

— Park Jimin, o filho de Park Jihyun, a dona da editora L.Y. — Jiwon foi rápida em tirar os papéis da bolsa com fotos e entregar ao filho. — Ele é perfeito para ser seu esposo. É um ômega adorável, belo e é inteligente, um dos poucos ômegas que sabe ler e escrever. A nossa sociedade ainda está mudando na velocidade da tartaruga, sendo assim, ele é um diamante bruto.

~*~

A floricultura L.Y estava vazia naquele começo de manhã. Organizar flores era um passatempo até legal, o tempo passava mais rápido e a essência das flores parecia inspirar o ômega. Seu pai havia saído para resolver algumas coisas, então aproveitava para anotar algumas observações sobre as sensações e cheiros que sentia, iria ajudar em algum enredo.

Apesar de gostar de cuidar da floricultura, aquilo com certeza não era o que Jimin faria por escolha. Às vezes pensava no quão melhor deveria ser a vida de um alfa, poder estudar e trabalhar em qualquer profissão, entrar para o exército, poder dar aulas em uma escola e publicar livros…

Este último sendo sonho do ômega! Ah, tinha uma imensa criatividade e vivia escrevendo em folhas ou máquinas de escrever. Os computadores ainda estavam sendo testados, mas Park Jimin conseguiria domar um deles facilmente. Os ômegas estavam aos poucos conquistando os direitos que já deveriam ter, afinal eles não serviam somente como fábrica de crianças.

O sino da porta foi tocado, sinalizando que alguém tinha chegado, já estava com um sorriso no rosto, pronto para atender o cliente com o tom mais gentil existente, mas tirou a máscara assim que viu o rosto de sua mãe.

— Bom dia, Omma. — Cumprimentou, voltando ao seu trabalho com as flores.

— Bom dia, filho. — A alfa sorriu docemente. — Eu quero conversar com você.

— Pode falar. — Dirigiu sua atenção para a alfa.

— O quanto você sonha em publicar um dos seus livros? — Perguntou deixando a pasta de documentos em cima do balcão, discretamente.

— Creio que seja o meu maior sonho, mas está me perguntando isso, por quê? — Jimin franziu o cenho, confuso. — Você leu algum dos meus enredos e gostou?

— Eu gosto de todas as suas histórias, mas até então eu não queria arriscar o nome da LY. — Explicou a alfa, fazendo o filho ficar ainda mais confuso. — O que você faria para realizar esse sonho?

— O que fosse necessário. — Deu de ombros.

— Até se casar? — Jihyun perguntou com um sorriso fraco nos lábios, Jimin tornou a arregalar os olhos. — Já fazem sete anos Jimin, você nunca mais esteve com ninguém. É o único da família que ainda não tem uma marca e eu não estou dizendo que não gosto de te ter pertinho o tempo todo, mas eu quero que você tenha a sua vida, que não viva debaixo da minha asa pra sempre, mesmo eu sendo uma mamãe coruja e queira te proteger de tudo. — Suspirou. — Encontrei uma antiga amiga a mais ou menos duas semanas atrás e nós conversamos sobre algumas coisas, uma delas sobre nossos filhos. Jiwon me contou sobre o situação atual de seu filho.

— E qual é? — Perguntou a princípio incomodado.

— A esposa dele morreu tem uns três meses. — Jimin arregalou os olhos, tão recente e a mãe dele já quer que ele se case? — Eu sei o que está pensando e sim, parece ser cedo porém a Jiwon se vê sem saída. Ele tem sete filhos, o mais velho completou nove anos recentemente. Ele deixa as crianças com qualquer uma e fica trancado no escritório, o lobo dele se encontra desolado. Jiwon acha que um novo casamento pode ser bom para ele. — Explicou calmamente. — Sei que está pensando em negar e que acha um absurdo, mas se aceitar, público todos os livros que você já escreveu e os que vai escrever. Vai ter tudo o que sempre sonhou, mas eu quero te ver com alguém ao seu lado. Alguém pra sair, ir a entrevistas, ter mais sete netinhos… Jimin, tem um bebê de três meses que precisa de alguém que lhe dê o amor que a mãe não pôde dar.

— E com que garantia a senhora acha que esse tal alfa vá gostar de mim a ponto de sair e essas coisas? A esposa dele era marcada, não é meio ilógico ele se casar novamente tão rápido? — Jimin indagou cruzando os braços. — Fora que já deixei de acreditar nessa baboseira de amor.

— Não deixe seu passado te influenciar, aquele crápula nunca te mereceu. Pense nisso como uma nova oportunidade, meu filho. — Jihyun olhava ternamente nos olhos do loiro. — Não gostaria de ter a sua casa, seus filhos e, bom, seus livrinhos publicados? E também, você sabe bem as consequências de perder seu parceiro.

Jimin mordeu o lábio, nervoso. Sua mãe batia as unhas na pasta esperando uma resposta. Faria tudo o possível e impossível para realizar seu maior sonho, casar não parecia tão ruim, ele sempre gostou muito de crianças e ter um alfa não parecia uma ideia tão horrível. No entanto tinha algo que o fazia querer dar pra trás, não queria vivenciar a mesma coisa novamente, valia mesmo a pena fazer aquilo por um sonho?

— Todos os livros que eu quiser? — O ômega perguntou, como uma criança tentada. — A hora que eu quiser?

— Todos e quantos quiser, com direito a sessão de autógrafo e tudo o mais. — Jihyun sorriu. — Basta aceitar se casar.

— Nesse caso, eu… — Jimin tinha o pé atrás e estava sim com receio, mas quando teria uma oportunidade daquelas novamente? Sua mãe nunca tinha lhe feito tal proposta, era uma chance única, nenhuma outra editora iria querer um livro escrito por um ômega, pois afinal ômegas só pensavam na casa e nos filhos. — Aceito.

Jihyun sorriu. As medidas de Jiwon eram drásticas, mas por um lado sua amiga estava certa e por que não unir o útil ao agradável?

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