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[EM ANDAMENTO] Estar grávido, ainda por cima de alguém que eu só tinha ficado por uma noite, não era lá algo que eu queria para mim ou que eu, ao menos, imaginava que iria acontecer comigo. Contudo, o destino é um belo palhaço que adora pregar peças em certos desavisados, inconsequentes de suas atitudes. No entanto, enquanto eu parecia estar quase morrendo, pensando nas coisas ruins que viriam por conta da gravidez inesperada, o outro pai estava o completo oposto. Ele estava mais que radiante, podia até ser comparado ao sol. Pensava sempre positivamente e me auxiliava em tudo que pudesse, se importando até demais. Mas quem era eu para reclamar, não é mesmo? Pois, meus caros amigos, o outro pai de Choi Seori, vulgo o nome da minha filhote, era ninguém menos, ninguém mais, que Choi Soobin, o alfa mais dócil existente. capa by: rorysoo YEONBIN | ABO | MPREG | GRAVIDEZ INESPERADA | YEONBIN!papais PLÁGIO É CRIME!


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Por essa eu não esperava

Aos dezessete anos, eu tinha duas metas de vida: ser rico e poder viajar para onde eu quisesse. Era tudo que eu mais queria naquele tempo e planejava detalhadamente para o meu futuro. Contudo, eu apenas não tinha percebido aquele furinho no papel, aquele corretivo borrado ou até mesmo aquela tinta da caneta que saiu de uma vez e acabou estragando tudo. Porque se perguntassem para o Yeonjun de vinte e três anos o que ele mais desejava e quais suas metas de vida, ele apenas responderia:


— Eu quero parir e morar na casa do Soobin, mãe! — gritei, quase chorando de dor, ao que me remexia na minha cama que já não sustentava mais o meu peso e o da minha barriga de cinco meses, que mais parecia de sete.


— Para de ser preguiçoso, Yeonjun! Você está grávido, não doente! — berrou do outro quarto minha carinhosa mãe, Choi Yeri. Gemi em desgosto, sentindo algo ruim subir pelo meu estômago. Rapidamente corri, mais para "caminhei apressado", até o banheiro, despejando tudo que havia comido no café da manhã daquele dia no vaso sanitário.


Essa era uma das partes horríveis da gravidez.


Eu realmente não estava preparado para aquilo. Nunca imaginei que aconteceria comigo tão cedo e ainda mais, com uma pessoa que eu não estava comprometido. Tinha sido — ou pelo menos era para ser — apenas uma relação de uma noite e cada um que seguisse seu caminho. Eu havia acabado de me formar na universidade de Nutrição e como na maioria das formaturas, teria uma festa. Eu fui, junto do meu melhor amigo, Choi Beomgyu, e bebi muito. Muito. Contudo, por ser forte em relação a bebida, ainda me encontrava consciente dos meus atos — o que não contribuiu muito para variar.


E lá estava ele. Ele mesmo, o alfa por qual eu estava todo bobinho desde o início do curso — por mais incrível que pareça. Choi Soobin estava simplesmente lindo. O jaleco branco — pois tinha se formado em Medicina — contrastava seus braços e tronco magros, mas fortes, enquanto o cabelo preto aparentemente macio, que eu comprovei ser mesmo depois, havia sido um tanto bagunçado pela mão do seu melhor amigo, vulgo Kang Taehyun, um alfa loirinho e bastante inteligente. Tudo nele era adorável e eu sorria igual um idiota observando-o. Mas dessa vez, ele me olhou. Seus olhos castanhos escuros penetrantes capturararam os meus e não soltaram mais. Ele me hipnotizou.


— Você está mais lindo que o comum hoje, sabia? — sussurrou em meu ouvido, ao que se aproximava vagaroso. Sorri tímido, tentando não demonstrar que estava acanhado e intimidado com sua presença tão perto de mim.


— Você também está, Soobin-ssi. Você é todo lindo. — Não me aguentei. Logo, minhas bochechas adquiriram tons rosados e ele não estava lá muito diferente. Mas ainda assim, riu baixinho, uma risadinha malditamente gostosa.


Ah, só de lembrar eu sentia meu coração saltar no peito... Soobin conseguia quebrar todas as minhas estruturas com um único golpe. Ele era... AH, ELE ERA PERFEITO!


— Yeon? — Escutei a voz do dito cujo do outro lado da porta, apenas percebendo naquele momento que me encontrava há minutos lavando as mãos na pia do banheiro, enquanto lembrava de como tudo começou.


— Bin? — Arregalei os olhos, terminando rápido de lavar as mãos e saindo com pressa do cômodo... O que não deu muito certo.


Eu trombei meu corpo no corpo alto do outro Choi e ele me segurou com urgência, assustado.


— Você está bem?! — indagou, ainda rodeando minha cintura e costas com cuidado. Sua expressão demonstrava que estava preocupado.


Soobin era assim. Desde que contei para ele e sua família, vulgo seu pai e irmã mais velha, Choi Seojun e Choi Yebin, ele vivia alarmado sobre tudo em relação a mim, fosse um olhar estranho de algum desconhecido na rua até uma formiga que ousava tentar me picar.


— Estou bem, Bin. Só foi uma trombadinha. — Fiz um bico manhoso, encostando minha cabeça em seu peito. A minha barriga já tinha um tamanho bem considerável, então impedia de que nos abrassássemos direito.


— Mas tem que tomar cuidado. Imagina se eu não conseguisse te segurar a tempo e você caísse? — reclamou, ainda com um olhar preocupado.


Respira, Yeonjun.


— Binnie... — Blefei, usando o apelido que deixava-o todo bobo e me afastando um tiquinho para olhá-lo nos olhos. Eu podia fazer isso o dia todo, pensei. — Eu estou bem. Prometo tomar mais cuidado, ok? Eu amo nossa filhote e estou cuidando bem dela, assim como você está cuidando de nós.


— Ai, Junnie... — Ele me apertou em seus braços, aconchegando ainda mais meu corpo e relaxando minha mente ao me sentir protegido.


Soobin não era o meu alfa. Ele apenas estava ali, como pai e amigo, me auxiliando em tudo que eu precisasse na gravidez, incluindo amor, carinho e proteção. Ele era incrível. Mas eu sentia aquele vazio... Eu queria que ele me olhasse com desejo e paixão, que me mimasse apenas por me amar e que me amasse. Eu queria. Queria muito. Queria uma marca também. Uma bem bonita, que eu sabia que apenas Soobin poderia fazer.


— Vamos descer? Sua mãe fez bolinhos de chuva. — Sorriu gentil, segurando minha mão. Assenti com a cabeça, lentamente, e com a confirmação, nós saímos dali. Descemos as escadas e seguimos até a cozinha.


Eu era apaixonado por bolinhos de chuva e tinha certeza que Seori também ia amar de tanto que eu comia. Soobin já sabia desse detalhe, então sempre comprava o material necessário para que minha mãe fizesse para o meu lanche da tarde. Ele não era nenhum rico. Mas tinha excelentes condições, assim como eu, e sempre dava seu melhor para comprar o necessário para mim e Seori. Por isso que eu queria tanto morar com ele. Eu sabia que seria melhor, tanto para mim, quanto para minha mãe, já que Soobin morava sozinho e tinha começado a trabalhar em um hospital pequeno como médico auxiliar. Eu teria mais privacidade e Soobin ficaria mais "próximo" de Seori.


— Hm, então, o casal resolveu descer? — mamãe exclamou, com um sorriso sarcástico. Ela sempre zombava, dizendo que em algum momento realmente ficaríamos juntos e ela só estava aguardando, para que finalmente comprasse o vestido perfeito para a ocasião.


— Mãe... — repreendi, olhando-a sério. Mas pouco ela se importou, apenas terminando de organizar os bolinhos no prato e colocando em cima da mesa.


— Não adianta, Yeonjun. Eu sou sua mãe e conheço o que está acontecendo entre vocês. — Intercalou o olhar entre nós dois, ao mesmo tempo que apontava para si própria. — Comam. Estão com um cheiro bom. — Por fim, sorriu, saindo dali, após deixar um beijo em nossas testas.


Suspirei, cansado. Em seguida, olhei para o mais alto, notando sua expressão séria e bochechas rosadas. Seu olhar parecia distante, como se pensasse de forma corrida. Os pensamentos borbulhando em sua mente. Mas em meio a toda aquela seriedade, tinha um pontinho solto: seu sorriso. Ele sorria pequeno, mas ainda sim, estava ali.


— Seu bobão — falei, soltando minha mão da sua e indo até a mesa. Não demorou nem três segundos para eu já estar devorando alguns bolinhos, enquanto me acomodava na cadeira da cozinha.


Soobin piscou repetidas vezes, confuso.


— O quê? Por quê? — perguntou, desentendido, e eu revirei os olhos. Alfa bobo.


— Porque sim. Agora senta e come! — mandei, autoritário, e ele riu.


Ele riu. Repito: ele riu.


— Está rindo de mim, Soobin? — indaguei, desconfiado e raivoso. Ele negou em um movimento rápido com as mãos.


— Estou rindo da sua facilidade em trocar de humor. Você já era esquentadinho normalmente; aí agora, está pior. Mas isso te deixa ainda mais fofo ao meu ver. — Sorriu cafajeste. — E gostoso também.


— Choi Soobin, coma e cale a boca, por favor! — Saltei ligeiro da cadeira com dois bolinhos na mão, rapidamente enfiando-os na boca do outro e silenciando-o. Meu rosto queimava.


As vezes eu achava que aquele alfa tinha duas personalidades: uma dócil e carinhosa, toda fofa e que deixava-o com bochechas rosadas. E a outra, toda cafajeste e safada, que me deixava com bochechas rosadas.


Nhami, nhami! — Abriu a boca, fazendo os movimentos e barulhos de mastigar.


— Que nojo, Bin! — Franzi o cenho.


[...]


Já era de tarde. Eu estava deitado na minha cama, descansando, enquanto Beomgyu — que tinha chegado um pouco depois — e Soobin falavam sobre as roupinhas que iriam comprar para Seori. Eu já tinha comprado, junto de mamãe, alguns conjuntos. Contudo, ainda faltava bastante coisa e estávamos resolvendo isso, quando eu fiquei enjoado e fui deitar. Os outros dois, para que não me deixassem sozinho, me acompanharam e ficaram sentados no 'pé da cama', debatendo.


— Mas o que acha de comprarmos três peças azuis, duas rosas, três amarelas e duas verdes? — indagou Beom, pensativo. Ele seria padrinho de Seori, então, obviamente, estava eufórico para o nascimento da pequena, preparando tudo como um bom padrinho.


— Acho uma ótima ideia. Também podemos incluir dois sapatinhos vermelhos. — Soobin contribuiu com a proposta. Eu observava tudo calado, permitindo que tanto Beom, quanto Bin, pudessem ter aquele passo na vida da feto.


Acreditem, quando se está em um ambiente de gravidez, qualquer mínimo detalhe que você possa ajudar ou fazer parte irá te deixar feliz. Eu já estava com Seori sendo desenvolvida em meu ventre há cinco meses e durante esse tempo passei a observar essas pequenas diferenças. Também o fato de que o enxoval estava quase todo pronto, apenas faltando as compras que os outros dois queriam fazer, junto do avô da bebê e meu irmão, San, e seu namorado, Wooyoung. Eles eram incríveis.


— Yeonjun? — Beomgyu me chamava. Tanto ele, quanto Soobin, olhavam para mim e eu senti minhas orelhas aquecerem em vergonha.


"Soobin conseguia quebrar todas as minhas estruturas com um único golpe", que era igual a seu olhar sobre mim.


— Oi, Beom. O que foi? — respondi, após uns segundos de confusão.


— O que acha de unicórnios? — indagou, sorrindo estranho. Levantei uma sobrancelha em dúvida, mas não era lá algo que eu tivesse muita proximidade, então apenas dei de ombros.


— Nada demais. São fofos — falei e eles riram entre si, cúmplices. Achei ainda mais estranho, mas não disse nada, somente aguardando o que viria a seguir.


No entanto, Beomgyu apenas se levantou e veio até mim, deixando um beijo em minha testa.


— Agora eu vou indo. O garanhão aí sabe cuidar de você. — Dei um tapa em seu braço e ele riu alto e escandalosamente do jeito que sempre fazia. — Tchau, Yeon! Tchau, Soo! — Nos despedimos, acenando freneticamente, e ele saiu porta a fora.


Suspirei. Muitas vezes eu ficava sozinho com Soobin, olhando para o teto ou deitado sobre o seu tronco, ouvindo seus batimentos cardíacos e me sentindo mais seguro. Quando se está grávido, a sensação de impotência em certas situações é duplicada e você automaticamente fica mais manhoso.


— Bin... — Ele estava com o celular em mãos, lendo alguma coisa. Mas entendeu rápido o meu chamado, olhando para mim de forma quase que imediata e pedindo gentilmente ao tocar meu tornozelo para que eu me afastasse um pouco e ele pudesse se deitar.


Mais rápido do que um gato atrás de um rato, eu me afastei e ele se aconchegou atrás de mim, abraçando minha barriga e arrastando a mão por cima dessa, como um carinho. E que carinho gostoso. Eu estava quase dormindo apenas com aquele toque. Era confortante.


— Você sabe que eu te amo, não é? — sussurrou em meu ouvido de repente, como se não soubesse o efeito avassalador que aquela fala me causava.


— Aish... Você... — sussurrei de volta, repreendendo-o. Ele sorriu. Eu estava de costas, mas consegui sentir o seu sorriso em minha nuca, o que foi o bastante para me arrepiar por inteiro.


— Choi Soobin!


E dali, sua risada foi solta, preenchendo todo o cômodo e agraciando meus ouvidos. Ele era tão perfeito e adorável que conseguia rir mais adoravelmente ainda. Quase o bati por ser tão dócil.


— Durma — mandei, sabendo que ele estava cansado. O alfa abraçou melhor o meu corpo, deixando um casto selo em meu ombro esquerdo, onde a blusa caía e expunha-o, e após alguns minutos, escutei seu ressoar fundo e baixo.


Soobin sempre ficava mais solto e cheio de piadinhas, quando o cansaço já havia consumido o seu corpo. Ele era forte; trabalhava, morava sozinho e ainda tinha mais um peso: cuidar de mim. Eu sabia que ele amava Seori e que estava feliz por ter uma filha. Mas... Era uma grande responsabilidade. Nós seríamos papais de verdade, de um bebê de verdade. Não era brincadeira de criança e tínhamos noção disso. Mas não diminuía o nosso medo. "Seríamos bons pais?", "como iremos dormir?", "como vai funcionar quando ela nascer?", "eu vou ser um bom pai?", "eu vou ficar gordo e inchado?". Essas eram perguntas que eu fazia diariamente a mim mesmo. Seori não tinha sido premeditada e a minha reação ao descobrir a gravidez não foi das melhores — o que me diferenciava de Soobin, que quase desmaiou de tanta felicidade.


Contudo, ao longo dos dias, semanas e meses, eu fui me apaixonando pela minha garotinha, que não demoraria muito a nascer. Eu e o alfa bobão que babava em meu pescoço éramos apaixonados pela nossa filhote. Escolhemos tudo da forma mais doce e calma possível, sempre pensando em futuras possibilidades. Roupinhas, sapatinhos, toalhas, mamadeira, brinquedinhos, pelúcias, entre outras diversas coisas. Tudo feito especialmente para ela. Além do mais, seu nome tinha um significado fofo por trás. "S" de Soobin, "eo" de Yeonjun e "ri" de Yeri — minha mãe. Os créditos da ideia eram todos de Taehyun. O baixinho era um gênio.


Acabei me mexendo um pouco para ficar em uma posição melhor e Soobin moveu a mão, acabando por deslizá-la até minha coxa e depois levando-a de volta para a minha barriga. Eu congelei. Ao longo da minha gestação, que logo iria completar seis meses, tudo que eu menos queria era mostrar o meu corpo. Estrias apareceram, tanto nas coxas quanto na barriga, eu engordei cinco quilos — ou seja, estava bem mais acima do meu peso de não-grávido — e vivia enjoado e com trocas rápidas de humor. As idas ao banheiro também foram se tornando frequentes, o que era completamente constrangedor, principalmente em ambientes públicos ou cheios.


Com os pensamentos girando em torno de várias coisas, eu adormeci.


[...]


— Acorda, gatinho.


Escutei a voz rouca do alfa em meu ouvido esquerdo e gemi dengoso, sem nenhuma vontade de levantar, agarrando mais seu braço e inclinando meu corpo para trás, necessitando de mais contato com o outro... Mas... O que eu senti de encontro com minha bunda não era o tipo de contato que eu estava falando.


— 'Porra, Yeonjun! — O outro rosnou, arrepiando praticamente todos os meus pelos do corpo. Até mesmo os da alma.


— S-Soobin? — indaguei, sentindo aquilo ainda ali, encostando levemente em minha nádega direita. Engoli em seco. Seori, parecendo notar minhas sensações, rapidamente me chutou, fazendo com que eu tivesse um leve susto.


Não, mas um segundo... ELA ME CHUTOU?


— Soobin! A Seori chutou! Bebê, ela chutou! — berrei, animado, enquanto apontava igual um maluco para a minha barriga, sem nem mesmo notar do que tinha chamado o alfa.


— Ela chutou?! — indagou, sentando rápido na cama e me ajudando a sentar também, com cuidado. Levantei temeroso minha blusa e segurei ela com força entre meus dedos.


Fiquei de joelhos em sua frente e ele primeiro encostou a mão na minha barriga já descoberta — estremeci pelo contato gélido dos dígitos alheios —, passando os dedos por minhas estrias e sorrindo ao acariciar cada uma. Depois, devagar, foi encostando a cabeça, com o ouvido praticamente colado em minha pele. E mais uma vez, um chute. Mas dessa vez, foi bem forte, como se ela tivesse reconhecido a presença do outro pai e se exaltado. Só de pensar, meus olhos encheram de lágrimas. E o alfa não se encontrava muito diferente.


Estávamos chorando de emoção. Era nosso primeiro contato com nossa menininha e era mais que suficiente para o coração dos dois papais bobões. Sabíamos que muitos outros viriam.


— Junnie... — Soobin agarrou minha cintura, com o rosto grudado em minha barriga, transbordando sua felicidade ali, como uma cachoeira serpenteando um lago. Sorri aberto com a cena, sentindo os olhos pesados pela água salgada e as bochechas molhadas.


Por essa eu não esperava, Choi Seori.


[...]


— Você gosta de mim? — perguntei, com um bico grande nos lábios, enquanto fazia algumas pesquisas no celular sobre berços para comprar um barato, mas bom, para Seori.


O alfa me olhou estranho, com seu cabelo molhado pós-banho, cheiro de morangos do meu sabonete no ar e crispou os lábios, pensativo. Talvez ele realmente estivesse ali só por Seori... E eu era só um barrigudo que engravidou de si. Quis gemer em desgosto com o pensamento, já parando de mexer no celular, posicionando-o na cômoda que ficava ao lado da minha cama. Finalmente olhei diretamente para ele, meu olhar com certeza transparecendo mágoa, pois eu era péssimo em esconder emoções.


Soobin particularmente era estranho às vezes. Mas eu poderia ser dez vezes mais e sabia bem disso. Ele tinha ficado aquela tarde inteira comigo, apreciando as poucas, mas existentes, vezes que Seori chutou. Depois, decidiu dormir ali mesmo, já que o dia seguinte era sábado e ele não trabalhava. Eu já havia tomado banho e o Choi tinha saído há poucos minutos do banheiro, apenas arrumando seus fios diante do espelho grande dali — chegava até o chão —, mas que não conseguia alcançá-lo por completo pela sua altura grandiosa, fazendo com que esse tivesse de dobrar um pouco os joelhos.


— Não me olhe assim... — Por fim, parou sua tentativa falha de arrumar os fios negros e se virou em minha direção. — Eu já disse: te amo. — Suspirou, se aproximando e sentando ao meu lado. Eu estava, como sempre, esparramado pelo colchão, sentindo a maciez e conforto que esse proporcionava para minhas costas. — Eu só fiquei surpreso. Você sabe... Eu sempre gostei de você. Desde o início do curso.


Por que eu era tão teimoso? Ele literalmente se confessava para mim todos os dias. Mas algo dentro de mim doía com a possibilidade dele estar apenas se enganando por conta da filhote e que logo que ela nascesse, ele enxergaria a realidade.


Aquela em que eu era só um ômega pai de sua filha. Apenas.


— Por que você é assim, seu bobão? — Senti uma lágrima escorrer pela minha bochecha e, em seguida, outras vieram. Era a segunda vez naquele dia que eu transbordava. Mas dessa vez, era total culpa dos hormônios.


Malditos hormônios.


Maldito Choi Soobin!


— Jun... — Chegou mais perto e com delicadeza, secou algumas lágrimas do meu rosto. Deixou um beijinho na minha testa franzida pela dor de cabeça que vinha com aquele choro repentino e sorriu, dispersando qualquer sentimento negativo de mim com seu sorriso radiante.


Não evitei sorrir também, melhor. Ainda que minhas orelhas estivessem queimando, juntamente de todo o meu rosto, principalmente onde o outro Choi tinha tocado.


— Eu não estou aqui só por Seori, se é o que está pensando. Eu estou aqui por ela e por você. — Acariciou minhas madeixas e em seguida pousou sua mão em minha bochecha esquerda. Seu olhar era cheio de carinho e seriedade. — Vocês são minha família agora. Os dois. E eu quero te conquistar, Yeonjun. Aos poucos, eu estou fazendo isso. Não menti em nenhum momento até aqui e de forma alguma me arrependo.


Suas palavras eram dóceis. Eram dóceis igual a ele, o alfa mais dócil existente. Eu nem sabia como responder, então, apenas me agarrei em seu tronco, meio sem jeito pelo barrigão, sorrindo contra seu peito.


Eu tinha uma chance e não iria desperdiçá-la. Eu iria fazer tudo dar certo, mesmo que errando para que isso fosse possível. Pois se não errarmos, nunca vamos conseguir acertar, certo?


— Eu também gosto de você. Muito mesmo. Obrigada por estar aqui, Soobin. Eu e Seori te amamos. — Senti quando sua mão subiu até o meio das minhas costas e massageou o local. Sua respiração leve ficou um tanto descompassada e consegui ouvir seus batimentos cardíacos acelerados.


— Eu que agradeço. — E me beijou, fazendo meus olhos automaticamente se arregalarem, para logo em seguida fecharem em puro derretimento. Seus lábios doces como pipoca caramelizada, talvez por conta dos bolinhos que comemos anteriormente.


Foi apenas um selinho.


Mas transmitiu o que nenhum beijo necessitado de apenas uma noite poderia transmitir. Era amor. Paixão. Carinho. Cuidado. Desejo.


Serotonina.


Por essa eu não esperava, Choi Soobin.

13 de Maio de 2021 às 04:18 0 Denunciar Insira Seguir história
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