duhoope Sagan Naiff

Era lei e tradição: "Não perderás para as tentações de demais matrimônios, não sorrirás para outros rostos, não depreenderás as intenções de teu alfa e nunca o questionará. Atenderás aos teus inquirimentos com um sorriso bordado na face perpetuamente pintada em pó de arroz e tinta rubente e para sempre enternecida, conceberá os filhos, prepararás o banquete de cada dia até que este parta para a guerra. Prostarás-te sob a sombra de teu marido, e nunca deixará seu lado, pois a única penalidade mais nociva do que o demérito romântico é a própria morte." Seguir o caminho moldado pela sociedade onde os Alfas e Betas imperavam mostrava-se uma tarefa difícil para os Ômegas, que dia após dia, rendiam-se a segregação e subserviência inerente a seus postos. Regras que pesavam sobre os ombros, falta de independência e não transparecer tons contristados na face eram muitos dos costumes que deviam ser seguidos, caso contrário, seriam eternos renegados pela sociedade. Porém, fora no último inverno, que as concepções marcadas no subconsciente dos oprimidos desmancharam-se. Caminhos rapidamente se entrelaçam pelo destino de muitos que exasperavam-se à esperança e a faísca êmula ao frio acendera. Os genitores que seguiam depressivamente o sórdido cotidiano tornaram-se conscientes, e sob o manto de segredos, alheios a sociedade que os repudiava, preparavam o plano para a revolução. Onde em sua vitória, jamais seriam objurgados novamente. Ciclos se iniciaram, e o líder mal esperaria que abrigaria os espíritos mais vilipendiados da sociedade. Um alfa que engravidara, um ômega acometido pela enganação de seu marido, um pintor esperançoso, o viúvo injustiçado e outras inúmeras histórias.


De Época Para maiores de 18 apenas.

#abo #original # #Novel #japones #fanfiction
4
602 VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 30 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Prólogo

Aquele dia estava lindo.

Tão lindo quanto Tanaka-Sama gostaria de apetecer-se a descrever na mais vasta gama de sinônimos em uma bela poesia composta por três páginas. Não que o haiku, já popular e perene adotado pelas mãos Betanas daquela época lhe fosse incômodo de exercer e poupasse-lhe horas de escrita e transes sinuosos, mas era como se a ácie pertencente ao Sol daquela manhã o propusesse a garantia da falta de palavras.

Quando arrebitou-se de suas cobertas e mirara a alta janela que desembocava nos raios, esperou que acariciasse-lhe as feições e sorrira, tendo a convicção de sua missão matinal. Retirou-se do berço acalentador, realizou uma refeição leve, e iniciou as reverências inerentes à hora cedia. Prostrou-se ante o altar, agradecera, e caminhou às plantações que localizavam-se do lado de fora. Traçou então ali, nos pequenos campos verdejantes e solos alegremente frutíferos sua purificação - e por além desta, a garantia do sucesso, tempos prósperos e bem-fadados, na forma da imposição luminosa de suas mãos. Com uma reverência, pedindo silenciosamente pela permissão de seu Criador para que ministrasse uma parcela da luz, concedera-a à horta. Por tanto esforço e fé que o senhor mantivera, a colheita já amostrava-se farta, com tamanhas inflorescências nuançadas.

Ele retornou à morada, assim que a mata verdísseca resplandeceu-se em gratidão pela luz oferecida. O velho senhor perdurara o juramento da limpeza, resguardando à mente bons agoureiros, enquanto esgravatava cada canto sujo. Em pouco tempo, as camadas de poeira no recinto antes ensimesmado foram libertas e deram lugar ao brilho inigualável do Sol pintando seu quadro variegado de tons amarelados e estacional. Limpara a primeira camada de suor que continha-se na testa luzidia, guardara os elementos que deveriam manter-se ocultos dos olhos visitantes e pôs-se de cócoras no tatami pertencente à sala de estar.

Junto de seu corpo, sobre o próprio hakama, encontrava-se uma agulha e o tecido mais belo que pôde localizar no comércio. Por três dias atrás, durante a perdurante equimose de joelhos que mantinha na confidência ouvinte de Yuyomi e os demais deuses, auscultara sobre o bom tom de uma história. Um conto que ele próprio faria parte, mas que não o protagonizaria - serviria de fundamento aos últimos, por sua vez. Caminhos rapidamente se entrelaçariam pelo destino de muitos que exasperavam-se à esperança e a faísca êmula ao frio acenderia. Os genitores que seguiram depressivamente o sórdido cotidiano tornariam-se conscientes, e sob o manto de segredos, alheios a sociedade que os repudiava, preparariam o plano para a revolução.

Onde em sua vitória, jamais seriam objurgados novamente.

12 de Maio de 2021 às 13:02 0 Denunciar Insira Seguir história
1
Leia o próximo capítulo 壱 | O Dever do Genitor

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 3 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!