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Nascido entre cifras e conjunturas, Jeon Jungkook sempre teve a música como parte de si mesmo; um lugar onde ele poderia habituar todos os seus sentimentos de uma só vez, um lar. E como um sonho a ser realizado, ele é convidado para participar de um dos maiores eventos de Orquestra sinfônica do mundo. Diversos instrumentistas renomados estariam inseridos em um só palco, demonstrando como a música poderia ser capaz de juntar várias nações e culturas distintas em um só lugar. E foi mergulhado aos sons melodiosos e melancólicos de seu violino que ele conheceu Park Jimin, um harpista baixinho e de humor questionável. Mas, para Jeon, ele é conhecido como o maior mistério da World Symphony Company. E em meio a tentativas a fim de solucionar a incógnita que o garoto é, uma série de acontecimentos incomuns e tendenciosos passam a tomar conta do local onde, em dois meses, dezenas de sonhos deverão ser realizados. E no fim, talvez Park Jimin não seja o único mistério a ser desvendado.


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público. © direitos autorais

#gay #yaoi #música #bts #jikook #itália #orquestra-sinfonica #sinfoniaamornica #música-classica
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01 • Melodias

Betado por @Dejunmars


#SinfoniaAmornica

Em meus primeiros dez anos de vida, já me vi oscilando entre diversos sonhos.

Já quis ser astronauta, para alcançar as estrelas. Pensei em me tornar antropólogo, para entender ao ser humano. Cardiologista, para conhecer o verdadeiro coração. Também cirurgião veterinário, pois, talvez, o contato com o que há de mais puro no mundo pudesse responder todas as perguntas que existiam em minha pequena cabecinha, todas as dúvidas que eu ainda queria desprovir.

Mas nenhum fez o meu coração palpitar mais que ela.

A música.

A cada melodia que eu escutava no pequeno rádio de mão do meu avô, aos meus treze anos, eu sentia como se uma parte de mim se completasse. Meu passatempo favorito era dormir ouvindo a voz etérea de minha mãe agraciando canções que ela mesma criava, somente para que eu dormisse tranquilamente.

A música é o manancial para tudo que existe de bom no mundo. Ela cria boas energias, boas memórias e, principalmente, bons sentimentos.

Quando ela entrou definitivamente em minha vida, eu senti como se pudesse escalar montanhas de notas musicais, pois mergulhei e se entreguei completamente a ela.

Não é novidade que o mundo é composto de música, desde o som dos passos, até nossos batimentos cardíacos - estes, sendo as mais belas harmonias que o ser humano já pôde ter produzido. Tão linda quanto o som de nossa respiração em uma manhã calma e serena, enquanto você desperta lentamente de seu sono mais profundo ao que, do lado de fora, o mundo dá as caras a um céu azul rosado, mesclado em tom escarlate e enfeitado de pequenos pontos pretos sobrevoando sob a cidade grande.

Nesta manhã, eu acordei como em outras qualquer. Como é domingo, nada está planejado para o dia, apesar da minha extrema vontade de ficar em casa o dia inteiro jogando vídeo game com minha mãe e tocando o meu violino, somente a fim de aperfeiçoar minhas habilidades didáticas.

Quando finalmente tomei coragem para levantar, fiz tudo o que um adulto no auge de seus vinte e três anos faria.

Ir fofocar com a mãe enquanto toma café da manhã.


— Você acordou mais bonito hoje, filho. Será que é uma dádiva dos Deuses demonstrando que seu dia será maravilhoso?


Ela leva sua xícara de café até próximo dos lábios e assopra, cruzando suas pernas expostas por uma saia rosinha que eu sei que ela tanto ama.

Apesar de seus quase quarenta e nove anos, minha mãe é a mulher mais antenada e moderna que já posso ter visto no mundo. Até mais que eu! As vezes, enquanto estou lendo um livro em meu quarto, ela está na sala com a televisão ligada no último volume cantando 'Positions' da Ariana Grande, performando como se fosse uma musa do pop. De vez em quando, chego até a pensar que ela é a caçula da casa, e não eu.


Respiro fundo e saboreio demoradamente o adocicado líquido quente, que desce pela minha garganta em uma verdadeira explosão de sabor excêntrico.


— Mãe, lindo eu sou todo dia, entenda isso. — com uma mão, eu jogo os fios longos de minha franja para trás, empinando o nariz como uma verdadeira cover da Regina George faria.


Ela ri e nega com a cabeça, e então eu a acompanho, também rindo.


— Acredita que a filha da sra. Yang apareceu grávida?


Arregalo os olhos, afastando a xícara da boca.


— Sério? aquela que fugiu de casa para viver com o marido e deixou a velha doidinha?


— Essa mesma! — ela olha para os lados, procurando por alguém que possa ouvir nossa conversa. Mas obviamente não encontra. — Aparentemente ela traiu o marido e engravidou. Para que ele não descobrisse, Sana voltou para a casa da mãe e não disse nada do paradeiro dela para o corno.


Torço o nariz e estalo a língua no céu da boca, dessa vez tomando um belo gole, a fim de digerir o choque da vez.


— E quem te contou isso?


— Eu estava passeando com a Kiki ontem a noite e me escondi atrás do muro da casa dela quando a filha chegou! Veio de mala e cuia, um barrigão danado, menino! Escutei todinha a conversa delas, depois quando elas entraram, não pude ouvir mais nada.


Kiki é a nossa cachorrinha de estimação que vive em nosso quintal. Apesar de ser pequena, minha mãe a deixa lá, pois acredita que algum dia a doguinha possa incorporar o incrível Hulk e espantar qualquer pessoa desconhecida que ouse entrar em casa. O que nitidamente seria impossível, mas confiança não se discute nunca.


Antes que eu possa responder, ouvimos o som agudo e irritante de um apito bem em frente à nossa casa. O carteiro chegou.


— Numa hora dessas e de domingo? — a minha velha reclama, apoiando o copo em cima da mesa. Confesso que também começo a me sentir curioso quanto a essa vinda inesperada, pois normalmente o horário de funcionamento é de segunda a sábado, a não ser que algo de extrema importância esteja sendo enviado.


Olho para a minha mãe, ela me olha também. E no meio dessa troca de olhares, eu quase posso ouvir ela implorando para que eu vá abrir a porta, pois estampa a maior cara de preguiça de Seul inteira.


— Tá bom, eu abro! — termino o restinho do café o mais rápido possível e levanto da mesa, podendo ouvir sua voz que pouco a pouco se distância enquanto sigo até a sala:


— Obrigado, meu papagaio lindo.

Reviro os olhos, quase sentindo eles doerem pelos trezentos e sessenta graus rodados. Desde que decidi pintar a minha franja, a velha não para de pegar em meu pé, me chamando de papagaio, Argentino, aquarelável, dentre muitas outras nomenclaturas que sua criatividade com fronteiras pode permitir usar.


Abro a porta assim que chego no cômodo, puxando de vez a maçaneta no exato momento em que o carteiro apita mais uma vez. Com uma carranca no rosto, já me preparo para reclamar da forma mais educada e culta possível, mas ao invés do carteiro, dou de cara com outra pessoa.


— Taehyung... O que diabos você está fazendo soprando esse maldito apito às oito da manhã e na porta da minha casa?

O sonso me fita com um sorriso enigmático no rosto, e ao invés de me responder, somente empurra o meu corpo para o lado e se espreme na porta para entrar correndo dentro de casa.


— Ei, isso é invasão de propriedade! — grito, daqui mesmo. O cara está doidão.

Em contrapartida, nem posso ver sua imagem quando movo meu olhar para dentro de casa, pois ele já está longe demais.


— Mano, pare de falar e venha logo ver isso! — Ouço sua voz vinda da cozinha.


Confuso, nervoso e sem conseguir analisar a situação sem lógica alguma, simplesmente fecho a porta e vou correndo até o cômodo.


Pra quem não conhece, Taehyung é meu melhor amigo desde que entrei na faculdade. Ele é mestiço de Tailandês com Coreana, inclusive morou lá a vida inteira e chegou aqui na Coreia há mais ou menos cinco anos assim que seus pais se separaram e ele veio morar com sua mãe, já que ela e sua família inteira é coreana. O maluco é, tipo, bonito 'pra um santo caralho! Desde que o conheço, o questiono o porquê dele não largar o curso de música e ingressar numa carreira de modelo, até porque ele está nitidamente perdendo uma ótima oportunidade com tanta beleza inacabável e sem fim algum.


Olho para o maluco, e ele está falando algo no ouvido da minha mãe, que encara o papel que ele tem em mãos como se uma bomba atômica que acabasse de ter sido enviada pelos americanos estivesse infiltrada ali dentro.


— Filho, veja o que Taehyung trouxe. — ela pega o papel de sua mão e escorrega pela superfície da mesa, até que esteja perto de mim.


— Um pedaço de papel. — digo o óbvio.


Ele estala o dedo, arregalando os olhos que já não são pequenos naturalmente.


— Exato, mas o que tem dentro desse papel pode mudar a sua vida inteirinha! — anuncia, seu olhar ansioso quase chega a ser psicótico, suas mãos juntas também denunciam isso.


Confuso, cruzo os meus braços e encaro os dois, que me olham em expectativa.


— Que foi?


— Abre logo essa carta, moleque, antes que eu taque essa cafeteira em você!


Minha mãe aumenta o tom da voz, mas está visivelmente tão ansiosa quanto Taehyung. Eu teria negado fazer isso por pura pirraça, mas eu sei que a minha mãe é capaz de fazer coisas que eu sempre desacreditei, então prontamente seguro o envelope que está devidamente ladrado com um selo dourado.


Por fora, nada está escrito além de meu nome e o endereço da casa de Tae. Eu não entendo isso, mas já que já não estou entendendo absolutamente nada do que está acontecendo aqui, isso já não importa muito. Penso um pouco antes de abrir.


— Puta que pariu, deixe eu abrir para você que eu faço em um segundo! — Taehyung dá a volta na mesa e tenta pegar o envelope da minha mão, mas eu abro o lacre no mesmo instante que ele deveria ter o tomado, o que faz com que o maluco paralise no mesmo canto, um sorriso estranho tomando conta de seu rosto.

— Meu deus, por que meu filho teve que nascer tão lerdo...


— Eu estou ouvindo isso, mãe. — cerro as pálpebras para ela.


Taehyung, parecendo ter um piriri ao meu lado, interrompe:


— Jungkook, eu juro por tudo que é mais sagrado que se você não abrir isso agora, eu-


— Sem ameaças nessa casa. — Mamãe alerta.


— A senhora acabou de ameaçar tacar uma cafeteira na cabeça dele, senhora Jeon!


Ela da de ombros.


— Mas eu sou a mãe dele, você não.


— Que barulheira é essa aqui em baixo? — meu velho aparece na porta segundos depois.


Meu pai é praticamente um idoso de cinquenta anos, mas não é um velho qualquer, não. O coroa está mais em boa forma do que eu, ele provavelmente deve frequentar a mesma fonte da juventude que minha mãe vai. Toda semana vai para a acadêmia e tinge os fios escuros. Óculos de sol já é sua marca registrada, se não sair com um pelo menos nos seis dias da semana, sua vida está definitivamente acabada. É maneiro, meu pai é chave, e acho que seu estilo é um dos que eu mais adoro.


No momento, ele coça os próprios olhos inchados de sono, seus cabelos arrepiados para cima quase me fazem pegar o celular e tirar uma foto para enviar para meus tios no natal, entretanto, a situação nem me permite pegar o smartphone.


— Jungkook recebeu uma carta aparentemente super importante e está enrolando para abrir. — mamãe explica.


— Uma carta?


— Sim. — balanço o papel em mãos que acabo de retirar de dentro do envelope. Ele é completamente dourado, e pelo que eu vejo do lado de fora, as letras são banhadas por uma cor prateada cintilante. Fodeu, será que joguei na loteria sem querer e ganhei? — Mas não lembro de ter pedido nada nesses meses...


— Tio Jeon, mande ele abrir...


Respiro fundo e me ajeito na cadeira.


— Nossa, vocês são muito ansiosos. Vou abrir agora, olha só!


Finalmente abro a carta, e com isso, confirmo que ela é exatamente do jeito que eu imaginei há segundos atrás. Toda trabalhada no luxo e na beleza.


Nesse exato instante, os três vêm correndo e se juntam a mim, prestando atenção no papel chique. Reviro os olhos diante da curiosidade de terceiros, e então, ao prestar atenção no nome estampado de dourado no topo do papel, meu coração para por breves segundos e minhas pernas até mesmo ficam molinhas, molinhas.


— World Symphony Company... — tento ler alto, entretanto, a minha minha voz quase que não sai.


Minhas mãos começam a soar, a garganta fecha e até mesmo o ar parece sair terrivelmente escasso. Deus, finalmente veio me fazer pagar pelos meus pecados?

Limpo a minha própria garganta, começando a ler tudo o que está escrito.


— Caro candidato, agradecemos atenciosamente pela sua inscrição no questionário online do site Italy symphonic auditorium, há um ano atrás. Desde lá, viemos trabalhando arduamente a fim de selecionar a dedo cada um dos vídeos dos candidatos inscritos no projeto. Há cerca de cento e vinte anos, movemos nossas Orquestras ao redor do mundo em diversas culturas e cidades, e neste ano não seria diferente. Fundada em 1900... — passo os olhos tão rápido entre as letrinhas caprichadas que nem me importo com essa encheção de linguiça. — Viemos informar que dentre os três mil candidatos naturalizados na Coreia do Sul, você... — Engulo em seco, puxando o ar com força. — Você é o escolhido para representar o país na maior orquestra histórica do mundo em Milão, na Itália. Abaixo terá as informações precisas para que o senhor entre em contato conosco, assim podendo...


Puta. Que. Pariu.


— Eu preciso sentar... — jogo o papel em cima da mesa, e enquanto eu afasto meus fios coloridos da minha testa com uma mão, meu pai da apoio moral ao deixar algumas batidinhas em meus ombros e minha mãe corre para buscar um copo de água gelada na geladeira, enquanto Taehyung somente da uns gritos finos e uns pulos estranhos ao meu lado, juntamente a soquinhos em meu braço.

— Filho do céu, meu Deus, que orgulho, eu vou chorar... — ela diz ao entregar o copo para mim, que bebo em um segundo.


— E eu vou pular. — quando olho para o lado, Tae está de pé em cima de uma das cadeiras, mas desce no exato instante que minha mãe ameaça dar uns tapas nele com uma colher de pau que nem sei de onde surgiu.


Minha cabeça está a mil, e o pior disso tudo é que eu nem consigo sorrir ou chorar, pois sinto como se tivesse acabado de ter uma paralisia foda.


— Mãe, pai, Tae... eu vou... eu consegui...


— Sim meu bebê, você conseguiu. Se esforçou tanto para isso, com certeza iria conseguir, neném.


A senhorita Jeon se aproxima, tão emocionada quanto eu, dando um sorriso doce que conforta o meu interior todinho.


— Eu pensei que tivesse sido rejeitado, pois já faz um ano que enviei o formulário...


E realmente pensei. Eu lembro muito bem de quando foi anunciado as inscrições, pois entregaram diversos panfletos na nossa universidade para os alunos cursistas de música que se interessassem. No mesmo dia, eu e Taehyung nos inscrevemos, e até hoje esperávamos ansiosamente por isso, mesmo que não disséssemos em voz alta por conta da demora dos resultados.


— Eu te avisei que eles demoram, pois tentam pegar pessoas do máximo de países possíveis, mas você nunca me escuta! — Taehyung diz ao meu lado, um sorriso tão grandão que é possível até mesmo enxergar sua gengiva.


— Tae, você também tinha mandado... — levo minha atenção totalmente a ele, aflito. Ele não passou? sinto até mesmo uma pontada no meu coração, porque seria tão divertido se ele estivesse junto.


— Sim, exatamente! Por isso mesmo eu trouxe a carta para você, lembra que usamos o meu endereço?


Deixando um soluço escapar pela minha garganta, assinto.

— Sim.


Ele retira de trás do próprio corpo um envelope igual o meu, porém já aberto, como um Bibbidi-Bobbidi-Bum.


— Você... meu deus... — cubro a própria boca, meus olhos se abrem tanto que até doem.


— Adivinha quem vai se apresentar em Milão representando a Tailândia? — ele questiona, e se um dia eu pensei que não pudesse ver ele sorrir tão grande, percebo que subestimei todas as minhas expectativas.


Minha mãe da mais um de seus gritinhos animados e se aproxima de Taehyung para abraçá-lo, meu pai deixa uns tapinhas no ombro do meu amigo e o parabeniza pela conquista.


No instante em que ele fica disponível, dou mais uma lida na carta e, com os olhos já ardendo por algumas lágrimas que gritam para sair, eu corro até ele e o abraço bem forte, não me segurando quando um outro soluço mais alto escapa pela minha garganta.


Eu me sinto tão feliz e assustado por tudo isso. É insano o sentimento de vitória que eu sinto invadir meu corpo, pois eu nunca consegui algo assim! Além de eu ter a chance de tocar numa das maiores e mais prestigiadas orquestras do mundo, eu ainda poderei viajar para outro país, algo que eu nunca, definitivamente, imaginei acontecer, visto que eu me imaginava crescer e morrer fielmente na Coreia.


— Nós vamos para a Itália, Jungkook-ah! Isso não é incrível? — meu amigo questiona e sua voz vacila um pouco, mas eu não desfaço o abraço por nada, nem mesmo quando sinto algo a mais nos apertar.


Assim como meus braços envolvem Tae em um aperto firme e sentimental, meus pais também nos abraçam, o que me faz chorar mais ainda somente por notar que, cara, isso realmente está acontecendo! E eu nunca imaginaria um feito desse acontecer comigo. Tipo, nem aqui e nem nas profundezas de Nárnia!


— Sim, Té, isso é incrível... — fungo. Meus pais se afastam, então o aperto se afrouxa. Para que essa situação não se torne ainda mais constrangedora para o caso deles quererem contar aos meus futuros filhos como eu chorei igual a uma sanfona desafinada ao ler a carta, também me afasto de Tae, sorrindo em conforto ao notar que ele também esta chorando, mesmo que numa intensidade menor que a minha.


E assim passamos o dia inteiro juntos festejando nossas conquistas. Chamamos a mãe e a vó de Taehyung para se juntar a nós, pois minha mãe fez um jantar especial a noite, com direito a brinde acompanhado de vinho tinto branco e tudo mais.


Eu também mandei e-mail para o endereço citado na declaração, e mesmo sendo domingo, meu envio foi prontamente respondido em menos de três horas. Eu tive que passar algumas informações pessoais e meus documentos, além de que a pessoa do outro lado da ligação fez questão de mandar por e-mail as passagens digitais da Coreia até Milão — que inclusive, creio eu que já estava comprada há tempos. Ao ler a data anotada na passagem, senti novamente minha garganta fechar por definitivamente cair na realidade pela décima quinta vez neste dia inteirinho.


Prenso os lábios, contendo um sorriso.


Fecho o notebook e corro até o quarto dos meus pais, esbarrando por tudo que tem pela frente mesmo. Eles já estão dormindo, já é quase madrugada, o que não me impede de acender a luz e invadir o local com tudo, e assim que eles acordam e olham assustados na direção recorrente do barulho da porta sendo escancarada, estico o braço com a tela do celular virada na direção deles.


— Apertem os cintos, senhor e senhora Jeon. Porque daqui a duas semanas, Jeon Jungkook finalmente estará pisando em solo Italiano.

9 de Maio de 2021 às 14:55 0 Denunciar Insira Seguir história
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