lightsunki Augusto Lins

Desde jovem, o não tão humano Jungkook, se sentia perseguido por uma criatura das trevas. Mal sabia ele que essas criaturas que sempre invadiam seus sonhos eram, na verdade, os dois incubus mais poderosos do inferno. [Capa por: @H0PESHY]


Horror Histórias de fantasmas Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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What the Hell?

Escuridão. Uma palavra tão simples, mas com tanto peso em sua escrita! Cada letra que a compõe carrega um vínculo que tece toda imensidão que existe em sua existência. A letra E inicia tudo, fadada a ser a última faísca de esperança existente. O último resquício de luz que a mente perturbada do ser naquele momento.

Então dá pra se ouvir um baque alto de algum local, enfim acordando, o sonolento rapaz. Afinal, não era assim que esse jovem em seus vinte e um anos deveria estar naquela quarta feira, dia primeiro de setembro, seu aniversário.

Uma voz conhecida pelo estudante ecoa em sua cabeça, assim como a mesma faz na sala em que se encontra.

— Jungkook! — urrou Namjoon, seu professor de música, trazendo consigo todo o poder que sua presença imponente carregava. — Acorde! Já é hora de ir. — disse, bufante, fechando o caderno do estudante com certa agressividade. Confuso, o jovem se indagava sobre quanto tempo havia cochilado. E como se tivesse lido a sua mente, o professor à sua frente o responde:

— Você dormiu minha aula inteira, devia agradecer a Deus por eu ser seu vizinho e poder te ajudar. — Jungkook assentiu, guardando seu caderno cor-de-vinho, enquanto fingia digerir as palavras ditas pelo professor, mesmo sem entender completamente o que o professor havia lhe dito devido ao sono que o invadia de forma que se sentia incapaz de formar uma frase coerente.

Foi apenas ao olhar o relógio de parede que, com olhos surpresos, enfim entenderá o que seu professor havia lhe dito. Ele dormira cerca de duas horas e cinquenta minutos. As aulas de Namjoon eram conhecidas por sua profunda lentidão, agitada apenas pelas informações exclamadas intensamente pelo modo intenso e apaixonado do professor, espantando a todos. Dormir todo esse tempo, sem se acordar com os gritos do professor certamente era uma grande proeza.

Ainda um pouco grogue, Jungkook lentamente fecha sua bolsa preta e levanta-se para seguir Namjoon até seu carro, como de costume, uma vez que eram vizinhos.

Para Jungkook, essa coincidência era profundamente agradável, dado que Namjoon era o único professor que ele sentia verdadeiramente confortável, o que raramente ocorria.

Durante toda a viagem, Jungkook aguardava apreensivo que Namjoon iniciasse seu sermão sobre seu cochilo, afinal, ele nunca foi um aluno de dormir tanto tempo.

Geralmente, tirava apenas uma soneca durante o intervalo, mas nada que prejudicasse seu rendimento escolar. Contudo, a viagem naquele dia foi rápida e calma e mesmo com sua irritação ao acordá-lo, o professor agora parecia mais compreensível.

Ele já ouviu algumas vezes alunos o chamando por alguns apelidos desagradáveis — nada muito pesado, é claro —, mas coisas como "preguiçoso", "o dorminhoco", entre tantos outros.

Poucos — aliás, apenas dois —, tentaram entender os motivos desse sono. Derivado de diversos pesadelos que o acompanham desde sua infância. Seu melhor amigo, Jung Hoseok, foi o único que conseguiu compreender o peso que ele carregava desde os seus seis anos de idade, pesadelos repetitivos, pesados. Os outros apenas acreditavam que o mesmo passava a madrugada jogando ou algo do gênero.

E o outro desses dois, era o professor ao lado de Jungkook no carro.

Chegando na rua onde ambos moravam, anunciada por Namjoon, o mais jovem se pôs a descer do carro, logo sendo parado pelo mesmo. Ele o avisa sobre um presente que seu melhor amigo havia deixado para si, afinal, hoje era seu aniversário, em seguida entregou-lhe uma caixa. Logo ele virou-se indo em direção a sua casa logo ao lado, o professor e seu carro sumiram no interior da garagem de sua casa.

Já em casa, não demorou para que jogasse sua bolsa ao sofá, ouvindo então seu celular tocar, indicando-o para tomar banho e estudar para as provas de fim de ano, já que estas não demorariam para chegar.

Com o corpo ainda úmido e a toalha em sua cintura, Jungkook saiu do banheiro. Ele exibe um corpo de se invejar, sua barriga é malhada, possuindo alguns gomos visíveis, mesmo que não tão definidos. Seu peitoral é para muitos o seu charme, sendo definido e bastante musculoso. Seu pescoço possui linhas grossas que chamam atenção quando visíveis. Ele era lindo.

Após banhar-se, seguiu para o armário, local onde pegou uma calça preta e uma blusa da mesma cor. Vestiu-as rapidamente e colocou a toalha sobre seu pescoço, onde repousou o cabelo ruivo para impedi-lo de molhar suas roupas, buscando então em sua bolsa os cadernos necessários para seu estudo.

Assim que os pegou, ele lembrou-se da caixa de presente que o professor havia lhe dado, abriu a mesma rapidamente, rasgando os papéis em volta da mesma e viu que dentro dela havia um papel diferente dos outros. "Parabéns catarrento! - Jung Hoseok ", estava escrito nele. Soltando um sorriso, Jungkook pôs-se a abrir a pequena caixa. Dentro dela encontrou um pequeno colar, que continha um pingente de lua preso em si. Mantendo o sorriso em sua face, Jungkook fecha a caixa e guarda, anotando mentalmente para agradecer seu hyung pelo presente.

Incrivelmente ele tirou energias para estudar naquele dia, por ser seu aniversário, segundo seu melhor amigo "era o dia em que toda a luz do palco voltava-se para ele". Jungkook apenas riu em se lembrar de Hoseok falando isso, o amigo do garoto tinha as frases mais sem sentido para retratar coisas completamente simples.

As páginas de seu caderno viravam lentamente a cada vez que Jungkook terminava de lê-las. Ele fazia pequenas anotações, mas usava de diversos símbolos para ajudar-se a se lembrar mais detalhadamente daquilo que estava tentando aprender. Às vezes ele mesmo não sabia identificar o que os próprios símbolos representavam e passava mais alguns minutos tentando decifrá-los. Ele parou em uma página. Seus dedos caminharam sobre as bordas do papel da mesma enquanto ele via algo que não se lembrava de ter escrito.

Com letras grandes, com sua habitual caneta vermelha, a palavra ASHMEDAY estava escrita. Ela cobria metade da página. Sua mente vagou durante toda a escola tentando pensar no momento no qual ele poderia ter escrito tal palavra. Porém, apenas um único momento chamou sua atenção.

Durante a aula de lírica, antes de dormir durante a aula, Jungkook olhava fixamente para Namjoon enquanto anotava alguma coisa. Sua mente naquele momento havia sido puxada para outro local no momento em que ele colocou ambos os braços sobre a mesa e fechou os olhos. Ele sequer lembrava de ter visto o que estava escrevendo antes de apagar. Esforçando-se para lembrar, ele repentinamente notou que minutos antes de dormir, ele não sentiu nenhum sono. Aquele momento parecia um borrão em suas memórias, quase como um desmaio.

Pegando seu celular, Jungkook fotografou as letras em seu caderno, abriu o aplicativo de mensagens, seguindo até seu hyung, Hoseok, e mandou a foto.

"Hyung, você sabe o que é isso?", indagou. A estranheza do ocorrido estava estampada em sua face, com isso ele notou seus lábios ficando secos. Ele os toca lentamente e decide que precisa tomar mais água. Logo desce novamente para pegar um pouco.

"Onde você viu isso?", questiona Hoseok, Que prossegue, antes mesmo de Jungkook ser capaz de respondê-lo:

"Olha, não vá pesquisar sobre, amanhã eu te falo na escola. Agora, já está tarde, não deveria ir dormir?"

Ele estranha, se lembra muito bem de que eram apenas sete da noite, o horário normal em que ele estuda. Ele havia visto esse horário antes de mandar a mensagem. Porém algo estava errado, pois ao olhar a hora no celular novamente, ele viu que eram quase duas da manhã.

Passando a mão em sua própria cabeça em um gesto confuso, ele engoliu seco e respondeu o hyung, tendo em sua mente que ele havia, provavelmente, se distraído enquanto lia as anotações e não viu a hora passar. Porém, essa informação ainda cutucava sua cabeça, deixando-o inquieto.

"Uh, certo...", responde confuso, deixado sozinho sobre sua cama com sua mente enevoada por indagações sem resposta. Em um suspiro amargurado, Jungkook concluiu que assim como tantas outras coisas estranhas em sua vida, esta também se passaria sem conclusão, ao menos por enquanto.

"Ah..." ele falou pra si mesmo, tendo um click em sua cabeça e lembrando-se de mandar algo. "Obrigado, hyung, pelo presente."

"Por nada, catarrento." foi a resposta de Hoseok, "agora deite-se."

Ao se convencer que o melhor para ser feito é dormir, o garoto coloca seu celular para carregar em cima da mesa do computador e segue seu rumo até a cama. A noite parecia tranquila, o silêncio do quarto de Jungkook era quase absoluto e o estudante se sentia em paz quando deitava. Mesmo com seu histórico de pesadelos, para ele, o melhor momento era quando estava a dormir. Afinal, era o único momento que estaria verdadeiramente sozinho.

Ao menos, era o que acreditava.

17 de Maio de 2021 às 06:08 0 Denunciar Insira Seguir história
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Conheça o autor

Augusto Lins Escritor, formado em procrastinar e famoso por isso. Nightmare out now!

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