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JasperW


Em 2025 a humanidade sofreu uma grande queda, a poluição marinha e da atmosfera acordaram um ser mais antigo que os céus ou até mesmo a luz, sua devastação provocou inúmeras mortes e ocasionalmente o purgatório se abriu e liberou na terra milhares de seres mortais. A humanidade estava entrando em extinção, e então dos céus guerreiros de luz lutaram por nós e junto trouxeram uma besta capaz de confrontar o temivel Leviatã. Ruby após perder seus pais vive sozinha com seu irmão mais novo, sobrevivendo a todas as provações.


Ficção científica Distopia Todo o público.

#anjos #
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Capítulo 1

Os jornais e cientistas avisaram, grandes níveis de gás carbônico lançados na atmosfera e quantidades enormes de lixos ao mar matava as águas e sufocava os céus. O ataque começou no litoral do Japão. Uma criatura gigantesca emergiu do fundo do mar e seu grito foi escutado por quase todo planeta. Aparência de serpente com olhos amarelos poderosos e pele tão dura que armas humanas são ineficazes, a princípio usaram de carga nuclear para liquidar, mas todos viram que a extinção estava próxima.


Da floresta junto ao leviatã criaturas de formas bizarras emergiram da terra, cada uma mais mortal que a outra, as cidades dizimadas e nações caíram.


Aparentemente foi o que Ruby ainda lembrava, momentos antes de seus pais a colocarem com seu irmão em um porão, e serem mortos por feras de 3 metros de altura. Ruby a ouviu gritando e agonizando e seu pai tentou salvá-la, mas seu sangue foi derramado naquele chão. Seu irmão era obrigado a não chorar e suportar a dor, o medo os atraía, a dor era seu melhor tempero.


1 ano se passou desde o acontecimento, a terra sem humanos cresceu em nível enorme, floresta surgiam rapidamente, Ruby e seu irmão Will viviam em uma fazenda antiga de seus tios, foram orientados até lá. O céu ficava mais limpo a cada dia.


Ruby saio da casa observando todos os animais no pasto, não eram vacas, tinham aparência de dinossauros, eram pacíficos e mais eficientes que vacas. Seu irmão era curioso e amava ficar no seu canto descobrindo novas coisas, logo ele viu que a saliva dessas criaturas que ele nomeou de Dalton em homenagem a um físico, era capaz de fertilizar o solo, aliás eles babavam muito e era herbívoros, seu sangue tinha propriedades curativas e quando Will tomou ficou dias sem precisar comer nada. As plantas que ela põe para comer estão diferentes, as frutas pegaram aparências estranhas. Ruby se aproximou de uma planta que tinha frutas com aparência de bolhas, a semente ficava no meio e era muito gostosa e hidratação demais, a árvore tinha caule azul escuro e folhas prateadas em formatos de mãos. Com uma cesta Ruby pegou algumas das frutas e logo abaixo da árvore azul uma outra planta rastejava pelo chão, parecia abóbora, mas assumiu uma nova cara, estava mais verde e suculento.


Ela pegou as frutas e viu seu irmão mexendo no rádio e adentrou a casa. Desde o começo do fim Will tenta se comunicar com algum sobrevivente, mas o canal estava péssimo. Um rugido grotesco vibrou os seus ossos, olharam pela janela na direção do rugido.


— Relaxa, ele deve estar em outro país. — Logo voltaram as atividades normais.


— Precisamos ir até o supermercado pegar atum e fermento.


— Estou com o dia vazio então posso ir — Will era mais alto que sua irmã, genética do seu pai, mas era só isso que parecia, cabelo castanho com um tom loiro da mãe e olhos castanhos da mãe. Ruby por outro lado tinha olhos âmbar do pai e o cabelo dele, negro como a noite. Ele foi até o quarto por uma camisa enquanto ela ajeitou os sapatos para um mais confortável para viagem.


Will apareceu depois de um tempo com uma espingarda no ombro. Por mais que ele parece-se ser o mais inteligente, não tinha nenhuma habilidade para a caça ou sobrevivência. Saímos da casa seguindo por um caminho que fizemos de tanto irmos à cidade. A floresta estava fria e escura, ao adentrar eles sentiram medo, mas estavam habituados. A floresta silenciosa densa guardava muitos perigos, mas a área onde moravam não tinham muitos. Will cantava baixinho para não atrair atenção, eles precisam estar sempre alertas.


Will parou para comer uma das frutas azuis que Ruby pegou e colocou na mochila algumas para comerem.


— Não come muito, precisamos para os próximos meses. — Ruby disse e ele revirou os olhos. Eles pararam de súbito ao ouvir passos grandes vindo. Se apertaram atrás de uma árvore e observaram em silêncio e atento, um quadrúpede com cabeça branca igual crânio, olhos vermelhos e dentes de facas, com corpo cinza passou farejando o chão. Era um dos mesmo que atacará os seus pais. Ele passou pela mata e sumiu na escuridão correndo como se tivesse achado a presa. Eles finalmente respiraram fundo e seguiram seu caminho, eram solitários então não se preocuparam com outro vindo. Will nomeou ele de Caçador de Crânios.


Tinha um córrego com ponte de madeira, as suas margens tinham uma planta com folhas quase transparentes igual água, pode parecer inofensivas, mas eram carnívoras, ela não se mete com eles se eles não brincarem com ela.


Tinha uma caverna próxima a eles onde residia uma cobra bizarra, felizmente ela só come ratazanas e outros animais de porte pequeno. Os pássaros voavam à medida que passavam, uma neblina iria pegar eles na volta, se aproximava devagar pelo Leste.


Eles apressaram o passo até a entrada da cidade, a placa estava quebrada e lotada de plantas e ervas. Carros batidos e lojas saqueadas por pessoas. Seres humanos na crise fazem coisas absurdas. Ruby amarrou e prendeu o cabelo, logo avistaram um mercado, a porta encontrava-se em terrível estado e vidraças quebradas, por sorte não levaram muito, os saqueadores morreram antes.


Em outro corredor viram ovos de uma ave pelada que vive em cidades, sempre em grupos, mas abandonam seus ninhos assim que põe os ovos. Will apressou-se a pisar neles antes de nascerem. As aves se comeriam e os mais fortes voavam, sempre é assim, um dia Will filmou a briga e quase a forçou a vomitar.


Ruby pegou o que queria junto com alguns remédios no fundo da loja e colocou na mochila, eles iam deixando o local quando uma grande pata se chocou com o chão na frente da loja. É um Titã, uma criatura peluda com cara fofa, mas seus dentes dilaceravam, amava humanos. Sua pelagem preta absorveu a luz da entrada e eles correram para ficar atrás de estantes. Era bípede e sua pequena cauda bateu na vitrine derrubando vidro e outras coisas. Estava farejando e sentiu cheiro humano.


Apreensivos eles andaram devagar até a porta dos fundos. Will abriu sem fazer barulho e saíram em um corredor lotado de lixo, o cheiro era imensamente horrível e um guaxinim estava mordendo sacolas, ratos saíram correndo assim que apareceram, nenhum sinal de criatura nem nada. Deram de cara com um lobo, ele levantou o focinho e começou a rosnar, mais deles iam chegando atrás dele.


— Corre! — os dois saíram correndo com uma alcateia atrás, estavam famintos, correram até um posto e quando fecharam a porta, seguros dentro de uma loja de conveniência eles olharam para o lado e saíram correndo de algo. Ruby pegou Will na manga da camisa e puxou para o chão detrás do balcão.


Escondidos a luz sumiu de repente, era um Caçador de Crânios, passou andando em direção a alcateia sem olhar para nós.


— Vamos voltar logo para casa. — Will disse surrando com a espingarda de prontidão.


Quando chegaram na fazendo o pasto estava crescendo em velocidade enorme, a saliva daquelas criaturas ajudava muito, entraram para seus quartos e foram dormir, logo quando uma chuva fraca chegou e um friozinho gostoso tomou a casa.



8 de Maio de 2021 às 15:17 0 Denunciar Insira Seguir história
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