R
Ray Mari


Quando se instala um jogo de romance em um telefone, normalmente não se é para tentar encontrar uma pessoa desaparecida dada como morta. Será que duas amigas irão conseguir descobrir o que realmente aconteceu com pessoas que utilizaram esse jogo malicioso?


Paranormal Lúcido Para maiores de 18 apenas.
0
553 VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 15 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Mensagem estranha

Se eu tivesse a chance de voltar no tempo para alertar a eu do passado das merdas que aconteceriam naquela época, provavelmente essa eu do passado não acreditaria em mim e me daria um soco na cara.

O motivo? Pois bem…

Era o início do meu terceiro e último ano letivo, tudo estava caótico pelo fato que ainda não havia me decidido o que queria fazer depois que tudo aquilo acabasse. O que era um tanto estressante pois eu me dei conta que não havia mais muito tempo para pensar sobre o assunto, pois como sabemos, o último ano era sempre o mais corrido.

O ensino do local era um tanto precário quanto na capacidade de entreter os alunos, por isso se era comum ver os adolescentes desmiolados se interessarem mais em jogos instalados em seus telefones do que prestar atenção na matéria, que por castigo do destino, me fez ser também um desses desmiolados.

Para ínicio de conversa, eu nunca havia me interessado por jogos bobos do estilo Dating Sim, pois como nós sabemos (incluindo os fãs de tais jogos) esse tipo de jogo é envolto de apenas textos e escolhas os quais o melhor final apenas era possível se fosse contribuído algum dinheiro na plataforma, ou seja, para ganhar você teria que comprar itens que lhe dão falso ganho de afeição com os personagens, e gastar para ganhar nunca foi a minha praia.

Minha amiga Bea por outro lado amava tais jogos, no ponto de que ela podia passar horas falando deles e de como a história parecia progredir com cada um dos “namorados” os quais ela decidia por seu tempo e dinheiro.

Então não foi de muita surpresa para mim quando ela chegou falando de um jogo semelhante aos dela, que aparentemente seguia o estilo de jogabilidade que ela tanto desejava: através de chats escritos por ela, sem script já programado com escolhas periódicas. No início achei que ela logo enjoaria dele, já que ela perdia interesse rápido nesses jogos sem história, com apenas uma inteligência virtual com uma barra de afinidade.

Aquela porcaria de jogo acabou por ficar bem famosa por conta de seus "namorados", o que parecia indicar que ninguém tinha o mesmo rapaz pois nenhum deles eram 100% iguais e aparentavam entreter bem seus jogadores ao ponto de que nenhum deles ficasse entediado.

Tudo parecia estar nos conformes, até o terceiro dia o qual Bea havia ficado em casa por causa de estar doente.

Era quinta feira, 12:20, um pouco acima do horário de sair da escola quando recebi uma mensagem de Ary, o que era um pouco estranho pois costumávamos a nos comunicar durante a madrugada entre o horário que havia tomado coragem de começar a fazer minha lição de casa e os surtos de existência dela, e o conteúdo da mensagem em si era também muito peculiar…


~Marida segunda~

“Eu não sei se ela enviou só para mim, mas nossa amante acabou

de me enviar uma mensagem dizendo que o namorado dela

estava atrás dela a caçando.”


“desde quando ela tem namorado?”


~Marida primeira~ (eu)

“E ela não tem um, deve ser aquele ser falso no telefone dela.”


~Marida segunda~

“E como é que um personagem de jogo estaria caçando ela?

Tecnicamente ele só existe da barriga pra cima.”


“Não tem como correr atrás dela, muito menos acaçar.”


~Marida primeira~

“E também pelo motivo dele não ser real!”


“não esqueça dessa parte”


“Mas enfim… ela deve estar delirando por causa da febre,

ou dos remédios.”


~Marida segunda~

“Mesmo assim...quer dar uma olhada nela?”


“Se você me disser onde está, posso passar ai para te buscar

e te dou uma carona até lá.”


“Essa mensagem dela foi meio estranha, sem falar que ela

não está mais me respondendo.”


~Marida primeira~

"Está bem, vou te esperar em frente a biblioteca.”

Com isso não demorou muito para que Ary e eu chegássemos ao apartamento de Bea.

A porta da frente estava entreaberta, o que aparentemente atiçou os instintos superprotetores de Ary, a qual fez um sinal para que eu ficasse enquanto ela invadia o local.

Quando ela voltou às pressas pedindo para que eu ligasse rápido para a polícia, já sabia que algo de muito errado tinha acontecido ali.


19 de Abril de 2021 às 22:16 0 Denunciar Insira Seguir história
1
Continua… Novo capítulo A cada 15 dias.

Conheça o autor

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~