saulo-rocha1617371086 Saulo Rocha

Durante nossa caminhada nos deparamos com vários momentos e nunca pensamos que um dia alguém vai saber a nossa história. As vezes contamos em uma roda de fogueira ou numa mesa de amigos, mas sempre achamos que ficará apenas na memória. Saulo Rocha


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Um amigo que se foi.

O ano de 2001 foi estranho para muitos, foi triste para outros e para alguém que nunca tinha perdido uma pessoa próxima foi algo totalmente fora da realidade. No ano totalmente atípico que tivemos a queda das torres gêmeas que abalou o mundo inteiro também tive minha realidade abalada. Naquele ano em que minha cabeça estava voltada para o futuro, onde acontecia o término do meu Ensino Médio, um momento voltado para vestibulares e minha carreira trabalhista me deparei com uma perda que ficou pra sempre em minha memória. Me chamo Saulo Rocha e tinha um amigo que já conhecia do meu bairro, onde a maioria filhos de militares aposentados ou funcionários públicos da ativa faziam de tudo para dar o melhor dos estudos para seus filhos, esse amigo se chamava Anderson. Nesse mesmo ano pela primeira vez estudamos juntos e dividimos os momentos mais inusitados de um final de ano letivo, fizemos amizades e até tentamos estudar juntos para fazer valer a pena todo o investimento de nossos pais. O ano terminou logo e em uma manhã bem estranha um outro amigo bateu em minha porta dizendo que um cara que estudava no mesmo colégio que eu havia se despedido na noite anterior de todos os amigos e que na manhã seguinte não havia acordado, que seus pais o levaram para o Hospital militar e não tinha mais possibilidades de volta e que Anderson tinha falecido. Logo em seguida outro amigo contou que sua cabeça estava lotada de vermes e seu cérebro teria sido enviado para outro país para ser estudado. Ficamos bastante abalados com aquela situação e um tio me convidou para passar o final de semana em seu sítio localizado há alguns quilômetros de nossa cidade e assim tentar esquecer aquele momento trágico.

Seguimos viagem, eu, meu primo Ráu, um amigo chamado Thiago e meu tio Jurandir. Curtimos todo o final de semana na sua casa que ficava próxima a um lago. Passamos o final de semana com muita música, amigos e bebidas. O local onde fica situado o sítio é conhecido na região por um afogamento que aconteceu há tempos atrás e dizem que as pessoas foram enterradas na parte de cima do sítio. Algumas pessoas não frequentam o lugar durante a noite por medo de assombração ou como dizem a população local "Visagem".

Naquela sexta-feira, durante a noite, após ter tomado algumas cervejas e estar um pouco cansado resolvi descer até a beira do lago e pegar o aparelho de som e alguns pertences, porém no meio da escadaria tive àquela surpresa, a sensação mais estranha que já aconteceu em toda minha vida, tudo parecia estar normal e então eu sentir uma mão tocar meus ombros, uma voz familiar perguntando sobre uma velha amiga do colégio. Ficamos conversando por alguns minutos como se nada tivesse acontecido. Fiquei por bastante tempo conversando com o velho amigo "Anderson" que já havia falecido há alguns dias, mas por algum motivo apareceu pra mim e após bastante tempo pediu que eu entendesse que ele estava bem, me pediu para procurar sua irmã e dizer que ele estava em paz em um local melhor. o Anderson me falou o seguinte:

- Saulo, tá tudo certo! as coisas aqui não são diferentes, mas o importante é que estou bem. Diz para minha irmã que está tudo tranquilo.

Fiquei paralisado, pois comecei a lembrar que não poderia estar falando com ele, pois o mesmo tinha falecido, mas segui falando até que meu amigo Thiago viu que eu estava falando sozinho e gritou:

- Saulo, você tá ficando doido? tá falando com quem?

Olhei para traz e só enxerguei o vazio. Corri em direção a casa e perplexo, com meu corpo todo tremendo, totalmente anestesiado, com as pernas congeladas consegui chegar até onde todos estavam e fui contar o que aconteceu. Meu tio Jurandir que já havia passado por uma situação bem parecida pediu que eu rezasse e pedisse proteção de Deus e que o mesmo acolhesse meu amigo e que sua alma estava precisando de oração. Assim o fiz e as coisas começaram ficar em paz.

Na semana seguinte procurei a irmã do Anderson e contei o que havia acontecido. Para muitos parecia que eu havia inventado essa situação e para quem realmente acredita, fica aquela dúvida e pergunta: Será que existe uma continuação?

2 de Abril de 2021 às 22:23 3 Denunciar Insira Seguir história
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Leia o próximo capítulo Sério! era o meu irmão.

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Rodrigo Cerqueira Rodrigo Cerqueira
A história é muito legal. Principalmente por ser verdadeira! Falta apenas criar mais tensão, descrever melhor o cenário e tentar descrever o traço psicológico dos personagens! Se a ideia é contar a história como terror, tente criar mais suspense e efeito surpresa. Abraços
April 03, 2021, 12:17

  • Saulo Rocha Saulo Rocha
    Massa Rodrigo! Vou tentar descrever melhor, mas pra primeira vez estou no lucro com seu comentário. April 03, 2021, 20:27
  • Rodrigo Cerqueira Rodrigo Cerqueira
    👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👍🏻✍️ April 03, 2021, 20:50
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