flormarju Juju Flor

***Atenção essa história contém violência, tortura física, sexual e psicológica e abuso infantil, não leia esse troço se você é sensível a esses temas, pq a escrita tá pesada*** Sim. Essa é aquela história. Sim, eu sou aquela autora. A história tá um pouco diferente mas ainda é a mesma. Itachi e Sasuke foram adotos por Madara, ele os resgatou, deu um lar, mas os irmãos tiveram vidas completamente diferentes. Itachi foi treinado e criado para ser um menino obediente, um bichinho de estimação, sem desejos e vontades, ele foi criado para ter medo de tudo e de todos e para satisfazer a Madara. Sasuke por sua vez foi criado de tudo de bom, tinha amigos, um amor, tinha uma vida. Quando Itachi e Sasuke finalmente passam a conviver juntos, Sasuke vai começar a descobrir que havia muita coisa que ele não sabia sobre a sua vida e Itachi vai descobrir o que era amor e desejos, que o mundo não é feito apenas de medo, que pessoas podem cuidar uma das outras e que um rapaz de cabelos loiros e olhos azuis poderia lhe fazer sentir como parte de algo.


Fanfiction Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#abuso #naruto #sasuke #sasusaku #itachi #naruita #trauma #abuso-psicológico #abuso-físico
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Capítulo 1

Ele só tinha 8 anos quando tudo aconteceu...

As pequeninas mãozinhas tentavam ao máximo proteger seu irmãozinho do frio, seu casaco que já estava rasgado agora enrolava a frágil criança que não deveria ter nenhum ano completo, o choro inundava aquele beco frio e branco pela neve, o cachecol não era suficiente para aquecer aquela criança mais velha, o corpo febril se apoiou na parede ainda ninando a pequena bolinha em seus braços.

_Vai dar tudo certo irmãozinho, calma, não vou deixar nada te acontecer – e continuava balançando, ninando, tentando se convencer também de que tudo daria certo, as pessoas passavam olhavam, cochichavam, mas nada faziam diante ao choro das crianças. Quando o corpo do mais velho já estava quase desfalecendo um homem que passava com o carro naquela rua fria, parou e caminhou até eles..., se abaixou tocando a testa do menino mais velho.

Naquele instante aquele homem que não era tão mais velho assim encarou aquele pequeno menininho de orbes negros, sim, ele os reconheceu e sorriu por conta disso, não foi preciso muito para os encontrar, os "pequenos filhotes" de Fugaku e Mikoto, os fedelhos que eram os únicos herdeiros de seu agora falecido irmão.

_Você tá ardendo em febre criança – ele falava enquanto tirava o casaco e colocava nos ombros do garoto, que demorava a responder ao homem.

_Por....por favor senhor...ajuda meu irmãozinho – o homem sorriu, aquela criança não havia o reconhecido, o garoto arfava tremulo enquanto mostrava o irmão para o homem, que coçava os cabelos pensando no que poderia fazer, a criança não viu quando subitamente o homem sorriu de forma macabra na direção dele.

_Tudo bem venha comigo, eu cuido de vocês hoje, depois pensamos no que faremos, ok? - o garoto se levantava ainda escorado na parede, meio tremulo pela febre quase caindo, o homem percebeu nesse instante a ausência do sapato do mais novo. _Cadê seus sapatos? – ele falava se abaixando para pegar o garoto no colo e segurar quase de forma malabares o bebe junto.

_Não tenho – a cabeça do garoto pendia sobre seus ombros, tão aconchegantes como a cama que um dia dormira, ele seguiu com os dois até o carro e de lá para casa. Colocou ambos em uma cama localizada em um dos muitos quartos de sua luxuosa mansão.

_Aqui é grande – falava o garoto com as bochechas vermelhas enquanto o homem colocava um dos seus casacos limpos e secos nele. _Obrigado. – falava se deitando recebendo um afago nos cabelos negros e sedosos, de certa forma ele e o mais velho eram bem parecidos fisicamente, tinham a pele branca, o cabelo negro, os olhos da cor da escuridão, parecia que o destino estava de certa forma os unindo.

_Qual o seu nome criança? – o homem falava admirando o garoto escondido nas cobertas.

_Itachi senhor! – o garoto era muito educado e ao perceber que o homem olhava o irmãozinho indagando a mesma coisa tratou de responder. _O nome dele é Sasuke, ele vai fazer 1 ano dia 22 do mês que vem. – o garoto falava empolgado enquanto brincava com as mãozinhas da criança.

_Meu nome é Madara, eu tenho 20 anos – ele falava enquanto segurava o bebe no colo. _Qual a sua idade? – ele estava verdadeiramente curioso, afinal ele não sabia muito sobre aquelas crianças, o irmão tinha feito um bom trabalho ao o manter longe de suas crias.

_8 anos. O Sasuke não chorou no seu colo – ele falava se encolhendo um pouco, Madara logo devolveu a criança e o encarou, novamente aquele sorriso de antes tão assustador pairou sobre seus lábios, dessa vez Itachi viu. _O senhor quer falar alguma coisa?

_Eu tenho um trato para fazer com você rapazinho. – ele falava afagando a cabeça de Itachi, tinha gostado de fazer aquilo, se tudo desse certo farias muitas e muitas vezes! Aquela era uma ótima oportunidade de se vingar do falecido irmão e ficar com toda a fortuna para si.

_Comigo senhor?! – Se endireitava na cama.

_Você faria qualquer coisa pra proteger seu irmãozinho?

_Qualquer coisa senhor! – Madara sabia disso, afinal o garoto quase teve uma crise hipotérmica tentando proteger o irmão, mas ele precisava ter certeza.

_Mesmo que isso colocasse seu bem-estar em perigo, como naquela hora na neve?

_Sim senhor, Sasuke é minha única família meu dever é protege-lo – Madara sorriu por dentro as palavras do garoto evidenciavam o quanto amava seu irmãozinho.

_Se eu falar que eu posso dar uma vida boa e feliz ao seu irmão, mas que em troca você teria que fazer um favor, você faria – o menino olhou meio confuso, mas mesmo assim assentiu _Se eu te falasse que eu quero que você se transforme no meu bichinho de estimação para isso acontecer, você aceitaria? – ele falava calmamente, olhando no fundo dos olhos do garoto esperando a resposta.

_Se o senhor for cuidar e proteger o Sasuke eu não me importaria com a minha vida. – o mais velho sorria agora deixando transparecer, o que deu um certo arrepio no mais novo.

_Então você aceita me servir para vida inteira? Será bem tratado, mas irá abdicar de todos os seus direitos por mim? – era um tanto quanto doentio imaginar que um homem de vinte anos fazia um trato com uma criança de oito.

_Sim. – o garoto olhava o homem ainda meio receoso, ou ele aceitava ou voltava para a rua para morrer de frio junto com seu irmão.

_Isso não te dá medo minha criança? – o garoto negava com os olhos baixos _ O mais importante você não terá direito sobre nenhuma parte do seu corpo. – ele podia ver o pequeno corpo tremendo de medo na sua frente, chorando, ele realmente não sabia o quanto uma criança de oito anos conseguia entender daquele acordo tão perverso, porém isso dava a ele ainda mais prazer.

_Sim, o senhor poderá fazer qualquer coisa comigo – ele chorava enquanto falava, já pressentindo que coisas de ruim poderiam ocorrer a si.

_Se você se comportar bem, eu não vou te machucar, seu treinamento vai ser leve no início até finalmente você se acostumar. – ele olhava pro garoto que apertava o menino em seu colo _Não se preocupe vai poder vê-lo as vezes e vou trata-lo como filho, você pode ser nosso mascote. – em um surto repentino o garoto abraçou o homem, enlaçando sua cintura, em um desespero aterrorizante.

_O senhor vai cuidar bem do Sasuke? – os olhos cintilantes o encaravam.

_Vou Itachi, eu prometo – ele acariciava os cabelos dele no colo, sentindo o pequeno o apertar mais forte.

_Muito Obrigado senhor – ele apertava o homem _O senhor é muito bom.

Madara ria vendo a devoção e a gratidão expressa nas lágrimas de Itachi enquanto acarinhava os cabelos da pequena criança

_Seu cabelo é bonito, vamos deixa-lo crescer,....e me chame a partir de agora Mestre.

_Sim mestre.

_Agora durma. – o homem afastava Itachi de si e o colocava ainda agarrado a seu irmãozinho para dormir.

Dormiram a noite inteira e quase até metade do dia seguinte, Itachi acordou com o homem a sua frente, ia dirigir a palavra a ele mas resolveu não fazer lembrando-se das palavras do dia anterior, de só falar quando for solicitado.

_Vejo que é um menino muito inteligente Itachi, já aprendeu a primeira lição, só falar quando for solicitado – ele afagava os cabelos do menino. _Sente-se melhor? Pode falar.

_Sim, mestre.

_Muito bom, hoje você aprenderá mais três lições importantes, as outras viram daqui a alguns anos. – o garoto assentia.

_A primeira é você não deve nunca ter vergonha do seu corpo com seu mestre – o garoto tinha ficado com as bochechas coradas _Tire a roupa – Ele falou em um tom frio, o menino estava meio estático e com lágrimas nos olhos. _Tire logo, ou quer que eu tire pra você? – ele negou respondendo com a cabeça a pergunta e começou a tirar a roupa, ficando só com a sunga. _Eu falei tudo Itachi, essa é uma boa hora pra eu te ensinar uma outra lição, não me desobedeça – ele se aproximou da criança. Ficando da sua altura e tirou praticamente puxando a sunga do garoto. _Sente-se na cama. – o garoto caminhava até a cama ficando encolhido no canto, enquanto ele ia na mesa de trabalho e procurava por algo, acabando por pegar uma régua e caminhando com ela até onde o outro estava, sentando-se ali. _Deite-se no meu colo, com a bunda para cima – o garoto olhou assustado mas mesmo assim foi. _Para cima Itachi – ele falava levantando um pouco mais com a ajuda de um travesseiro essa parte. _Agora, preste atenção se lembre se eu falar alguma coisa é para obedecer, certo? – o menino nada respondia.

_Eu perguntei certo? – o corpo em seu colo tremia.

_Sim, mestre. – a voz saia tremula e ele tentava controlar sua tremedeira.

_Agora você vai contar sem gritar, e vai agradecer. – ele deu a primeira, a régua era de madeira, aquilo deixou uma marca bem avermelhada.

_AHHHH....UMA,....OBRIGADO MESTRE – o garoto gritava em desespero pela dor.

_Controle-se ou vai acordar seu irmão. – ele batia a segunda do outro lado, o garoto mordeu o lábio arrancando sangue de si para não gritar.

_Duas – ele engoliu o choro junto com a vontade de gritar, embargando a voz. _Obligado Mestle.

_Isso mesmo – as mãos continuavam a fazer carinho nos cabelos do garoto. A régua acertou a terceira, e arrancou um pouco de sangue.

_Tlês, obligado metle – o garoto não aguentava mais a dor – a quarta veio antes dele terminar de falar arrancando mais sangue. _Quatlo, oiglado metle – ele chorava, com a língua embolada, tremendo, tinha se urinado e molhada a roupa do mais velho que resolveu terminar a seção percebendo o estado dele, o colocou de costa na cama. A mão fria do homem tocou a superfície do corpo menor, que retraiu o corpo recebendo um tapa ali onde já estava bem machucado. _Quieto, não tenha vergonha dos toques do seu mestre, vou te dar um banho. – o colocou no colo e o levou para o chuveiro, dando um banho rápido no menino choroso, o enrolou na toalha e passou a pomada na região machucada, tracejando cada vergão de forma que mais parecesse uma tortura ao outro.

_Agora fique de pé – o menino acabou encostando sua bunda machucada na cama, causando dor e o fazendo cair, tendo seus braços finos seguros por Madara.

_Sabe porque eu te bati?

_Sim, mestre.

_Porque Itachi?

_Porque eu desobedeci o senhor, não farei mais – o menino chorava tendo os braços agarrado ao corpo, e sendo subitamente abraçado por Madara.

_Isso mesmo, você é um bom bichinho, aprendeu bem. – ele acarinhava o cabelo do menino _eu sei que você só tem oito anos, mas tem que se esforçar pra aprender, pelo seu irmãozinho ok?

_Sim mestre.

_O resto da segunda lição é... – ele se afastava um pouco de Itachi para pegar uma sacola em cima da mesa, tirando de lá uma camisola branca e grande. _Essa aqui será sua roupa, só eu posso te vestir, te dar banho, te alimentar, falar com você, enfim só eu cuido de você, entendido – o garoto assentia levantando os braços e recebendo a camisola de algodão que ia até seus pés, ao menos tinha mangas. _Se sentir frio se enrole nas cobertas, mas só usará isso.

_A segunda lição é que quando sair do quarto para me acompanhar andará sempre de cabeça baixa, seu cabelo logo crescerá então deixara ele solto, não falará com ninguém, nem responderá nenhuma pergunta, ok? – o garoto assentia, mesmo que metade de tudo que o homem mais velho falasse não tivesse sendo plenamente entendido. _A porta ficará aberta, mas se você sair desse quarto sem minha autorização eu saberei e toda vez que eu estiver no quarto, não importa o que estiver fazendo, você virá até mim de joelho e nunca me encarará – o garoto entendeu e se colocou de joelhos no chão. _Vejo que é realmente inteligente. – ele mais uma vez afagava os fios negros enquanto se levantava para pegar dois potes parecidos com os de cachorro.

_A terceira lição é que um bom bichinho come sem se sujar e com a boca – ele colocava a vasilha de água e comida no chão, o garoto entendeu o que tinha que fazer, tinha que pegar a comida e água com a boca e assim ele fez. _Bom menino, viu só não precisava ter apanhado. – o garoto terminou a comida deixando apenas um pouco que caia do chão. _Come tudo Itachi, não desperdice. – o homem agarrava os fios de cabelo do garoto forçando seu rosto no chão, para que ele pudesse comer todos os restos que tinham caído. _Pode ir se deitar, você aprendeu tudo direitinho hoje, amanhã eu volto, com sua comida e para te dar banho de novo, ok?

_Sim senhor, obligado!! – o menino não sabia bem pelo que agradecia, mas agradecia.

No dia seguinte como prometido lá estava Madara, para lhe dar banho e o alimentando.

_Ei Itachi, seu irmãozinho já é oficialmente meu filho e você é oficialmente nosso mascotinho Uchiha – um grande sorriso nasceu nos lábios do menino enquanto o mais velho dava-lhe banho. A família de Madara era muito rica, era um gênio, tinha se formado em direito sendo o mais jovem da turma, logo usou de todas as artimanhas legais e ilegais para adotar Sasuke e o próprio Itachi, que não sabia da própria adoção. Madara tinha amigos em muitos lugares, alguns tinham inclusive virado sócios dele no escritório que montava.

~ Dois anos se passaram (10 I / 22M)~

Nesses dois anos Itachi poucas vezes saiu daquele quarto e quando saia era acompanhado de Madara, poucas foram as vezes que ele repetia o castigo da régua, em geral Itachi era uma criança calma e dócil, uma das poucas vezes que apanhou foi na festa de um ano de Sasuke, ele queria vê o que eram aqueles risos todos, e saiu do quarto, escondido, espiando tudo de um cantinho, se encantando como as pessoas brincavam com seu irmão e como o amavam, ele chorava de felicidade, vendo todo aquele colorido, quando voltava pro quarto, foi parado pelas mãos de Madara que lhe tiravam a camisola, o açoitou de novo com a régua, não foram só quatro dessa vez, ele perdeu as contas e acabou desmaiando, nunca mais saiu do quarto sem a permissão, mas não se arrependeu, afinal seu irmão estava feliz.

_Itachi, o quê foi? – o homem ensaboava os cabelos agora longos de Itachi, esperando a resposta, no geral Madara tratava Itachi como se ele fosse um cachorrinho de Madame dando carinho. _Pode falar...

_Mestre tá perto da festa do Sasuke.... – a voz baixinha e quase em um sussurro pelas poucas vezes de uso morreu ali, quando o outro afagou seus cabelos e abaixou-se em sua direção para abraça-lo acabando por molhar sua roupa.

_Tá perto da sua quinta lição, não se preocupe cuidarei bem dele – o garoto apenas assentia com um pequeno sorriso, ele nem sabia se era feliz ou se dava os sorrisos pelo mestre e pelo irmão.

Se passaram duas semanas, era o dia da festa de Sasuke de dois anos.

_Chegou o grande dia Itachi, se despeça do seu irmãozinho, pode falar com ele. – o homem colocava Sasuke já arrumado para festa, que estava em seu colo no chão ao lado do menino de dez anos ajoelhado, imitando o gesto do ''pai'' o mais novo afagou os cabelos de Itachi, recebendo um abraço instantâneo.

_Otouto, eu te amo muito, obrigado por existir – ele se desvinculou do abraço do pequeno, que foi levado pelo homem para a festa, no fim daquela noite Itachi conheceria a sua quinta lição, seu novo lar.

_Que bom que ainda não dormiu – ele se aproximou do garoto que ainda tinha os olhos chorosos, ascendendo as luzes e retirou de um saco uma coleira com um guizo, e uma corrente colocando nele. _Isso agora faz parte de você, de agora em diante você irá só engatinhar, venha – ele fala dando um puxão na corrente fazendo o menino cair. _Rápido. – caminhou pelo corredor vazio da casa, desceu a escada acompanhado de Itachi ainda ajoelhado, seguiram por um caminho mais escuro que tinha mais um lance de escada. _Fiz esse lugar só para você gatinho. – ele abria rapidamente a porta, ascendendo a luz e mostrando o quarto branco, com algumas coisas penduradas na parede, coisas que fizeram a criança se encolher mais e mais. _Aquilo não é para agora, não se preocupe.

Ele puxou o garoto até o meio do quarto onde tinha uma jaula, com uma almofada dentro. _Aqui é onde você vai ficar por enquanto, de agora em diante quando eu chamar, você virá, você é muito novo ainda pra qualquer coisa aqui dentro, essa jaula será sua casa, ela é menor do que você então só poderá ficar nessa posição dentro dela, de quatro, sua punição será com esse chicote. – o garoto olhava aterrorizado. _Tire a roupa. – tirou a camisola, ficando tremulo de medo e frio enquanto o homem passava o chicote por seu corpo as lágrimas caiam _Deite-se no chão, vou te colocar a fralda.

Madara falava enquanto abria as pernas do menino, jogando um pouco de talco, passando por toda sua intimidade, o rosto vermelho estava de lado evitando olhar, fechou a fralda e o deixou ali estático apesar de tudo as mãos de Madara nunca o tocaram com malícia, mas esse tipo de toque o deixava deverás constrangido, mesmo sabendo que seu corpo não mas o pertencia.

_Só ficará com isso, venho trocar duas vezes por dia – o garoto entrava na jaula, que não lhe permitia nem ficar de pé nem deitar-se esticando as pernas. Madara colocou água e comida nos dois potes dele. Antes de sair, falou mas algumas coisas _Você não vai falar nada, nem um pio, cada palavra pronunciada uma surra e não vou pegar leve. – ele afagou os cabelos do outro por dentro da grade e se foi.

Isso durou em torno de dois anos, esporadicamente nesse tempo Itachi era levado até o andar superior e para visitar Sasuke ou para que outras pessoas pudessem o ver e não desconfiar de nada. Mas em todas essas visitas o pequeno Itachi não falava nada, ele só agia como Madara ordenava, como um bichinho obediente que tem medo de levar punição.

~Dois anos depois (I12/M24)~

_Venha aqui gatinho – Tinha acabado de tomar banho, ainda estava nu, seus cabelos molhados já estavam longos, caindo muitas vezes sobre seus olhos, se sentou no chão entre as pernas do homem enquanto ele penteava seus fios. _Você raramente apanha, é um menino muito bom. – ele continuava penteando o cabelo do garoto. Aquilo era uma inverdade, Itachi já possuía enormes vergões por seu corpo, sendo que a maioria se localizava na sua parte inferior, pernas, coxas e bunda, algumas vezes teve até mesmo os pés tinham queimaduras.

_A sexta lição meu gatinho é... – ele colocava o pente na cama do menino, enquanto o garoto o aguardava, estava tremulo, choroso ultimamente chorava bastante, Madara não se importava até gostava dessa inocência do rapaz. _Um bom gatinho é inteligente, então eu te darei aulas, para que você fique muito inteligente –

como já falado Madara era realmente muito rico, Itachi estava com 12 anos, Madara 24 e já tinha triplicado sua fortuna ampliando seus negócios que a essa altura já se desvinculavam dos de sua família, sendo assim, ele passou a ter planos rentáveis para Itachi, e isso fazia o querer que ele se tornasse cada dia mais inteligente.

_Toda vez que você errar te darei uma surra variada – Madara falava enquanto olhava para o garoto. _Sabe escrever e ler? – o menino assentia. _Perfeito, todas as respostas que me dará vão ser de forma escrita, não tem permissão para falar. – ele se levantava dando um beijo nos cabelos de Itachi.

~2 semanas depois~

Itachi tinha errado uma localização no mapa na aula de geografia, ia ser a segunda surra que iria levar, estava no colo de seu mestre, que estava fumando e apagando o cigarro em sua bunda, tinha várias marcas de cigarro pelo corpo, mordia o lábio para não gritar, nessas horas raramente controlava-se, Madara não se importava se os gritos ocorressem só nessa hora, pelo contrário ele chegava a sorrir a cada grito e isso o estimulava a bater cada vez com mais força, de forma doentia ele amava essa sensação. _Vamos lá, eu já usei o chicote simples, acho que vou usar esse de couro com cinco pontas – a calma dele era assustadora, as tiras não cortavam só sua bunda mas também o corpo inteiro, mesmo desmaiado o outro continuou a surra-lo, isso ocorreu ao longo daquele ciclo por vezes a água fria era seu despertador para o acordar da inércia que as surras o deixavam.

Foi jogado na gaiola que já estava ficando pequena para seu tamanho, deitou-se de bruços e chorou, como sempre pensando no seu irmãozinho.

Nesses dois anos ele viu muito pouco seu pequeno irmãozinho, começava a se esquecer dele, na verdade começava a se esquecer de muitas coisas da sua antiga vida, a única coisa que não esquecia era que ele pertencia a Madara.

Adquiriu um medo constante de qualquer aproximação suspeita um medo que tirava risos de Madara. Itachi não conseguia controlar seu medo e isso para Madara era um tanto quanto divertido.

~Três anos depois (I15/M27)~

É importante destacar que Madara em todo esse tempo fazia questão que Sasuke se lembrasse de que Itachi existisse, bem como fazia questão que todo o círculo social do qual ele fazia parte soubesse da existência do rapazinho. Mas para todos, Itachi era uma criança com problemas sociais, que estudava em casa, que tinha que ter cuidados especiais com psicólogos e psiquiatras, ele tinha laudos. Para todos Madara era um bom pai que fazia de tudo pelos filhos.

Itachi estava com quinze anos, vivia constantemente com medo de seu dono, as vezes ele o tocava de forma estranha, e o castigava sem motivos, por vezes o deixou sem comida ou água atrás das grades da pequena jaula, agora ele era arrastado aos prantos para fora da jaula. Sua frauda era arrancada de si, para que o mais velho lhe desse banho, sentiu o habitual frio enquanto as mãos tracejavam seu corpo marcado, ao fim do banho sentou no chão para que o outro penteasse seu cabelo, dessa vez depois de sete anos o homem cortou os fios negros, os deixando um pouco acima de seus glúteos.

_ótimo, agora você tá pronto para a próxima lição – ele falava enquanto o outro esperava ainda de joelho. _Você não vai usar mas essa fralda, já é um gatinho crescido, ficará assim nu, na frente de seu mestre – as bochechas do menino se aqueceram _se aproxime – o homem puxou de trás de si uma sacola da qual retirou uma tiara com duas orelhinhas negras e um rabo igualmente negro. _De quatro gatinho, isso aqui não vai ser nada – ele alisou a bunda do garoto, tracejando os vergões que iam até sua coxa, colocou o rabo que na verdade era um vibrador na boca do menino _Chupe.

Madara já o tinha feito chupar muitas coisas, de lápis até colher de pau essa muitas vezes sendo quebrada em si, mas nunca tinha chupado algo do tipo, ele com cuidado aproximou do garoto e afastou um pouco suas pernas, colocou o primeiro dedo, o menino deu um gritinho as lágrimas aumentaram com o segundo, no terceiro ele já tinha se encolhido, quando a ponta do vibrador enfim encostou em si, ele gritou desesperadamente, recebeu um tapa e Madara que aprofundou o rabo.

_Agora você é um gatinho completo, espero que já tenha aprendido a controlar seus horários de ir no banheiro.

O menino assentia, ainda encolhido, chorando, dando leves gritinhos. _Sabe do que mais...? Seus gritinhos estão me atrapalhando – ele queimava mais um cigarro em Itachi, indo pegar uma mordaça na parede. _Isso aqui deve resolver – ele apertava a mordaça na boca do menino e prendia sua coleira em um ferro na parede. _Vai ficar aqui a partir de agora. – pegou os travesseiros da jaula e os colocou perto do garoto...

No dia seguinte o menino ainda estava amordaçado, chorava, apesar de já te se conformado em ser um objeto, aquilo doía muito. _Vamos te limpar gatinho, venha aqui – o garoto engatinhou até o homem parando perto dele. _Vou tirar isso aqui, e você vai sentar nesse balde e fazer suas necessidades. – ele segurou o garoto por baixo enquanto tirava devagar, arrancando gritos abafados pela mordaça do garoto em seu colo, ele babava, ele havia se mijado mas preferiu não comentar.

_Senta logo – ele esperava o menino tremulo e choroso fazer tudo que tinha que fazer. _Acabou, agora vamos tomar banho – seguiram para o cômodo em que se localizava o chuveiro, os toques sobre a pele do menino realmente tinham mudado, agora ele o tocava como se desejasse, mas na visão de Madara ele ainda não estava pronto, fez seu habitual ritual, penteou os cabelos dele, deu aulas que aliás Itachi demonstrava cada dia mais ser um gênio, e tirou a mordaça dele para que comesse escovou os dentes e colocou a mordaça que dessa vez tinha um pequeno furo no meio.

_Esse furo aqui é para beber água. É só você encaixar ele nesse canudo – ele mostrava a vasilha de ferro com um canudo igual no chão _ Depois que encaixou é só sugar, tente fazer – o menino estava meio bambo, mas conseguiu fazer. _Agora venha aqui... – ele pegou um pequeno embrulho e o abriu na frente de Itachi. _Pedi que fizessem pra você – eram duas luvas em formas de patas de gato acolchoadas por dentro que não permitiam que ele movimentasse a mão direito. _Combinaram com você gatinho, eu tiro quando você for estudar.

Madara se aproveitou dessa idade de Itachi, ninguém estranhou quando ele falou que o menino havia ido estudar em um internato, que por um acaso pertencia a ele. E sim, Madara podia falsificar esse tipo de documentação, ele era o dono da rede de escolas onde havia matriculado Itachi. Logo, ele tinha acesso ao sistema.

~Dois anos depois (I 17/ M29)~

Itachi logo fez dezessete e Matara seus vinte e nove, o garoto tinha passado a adquirir um medo extremo do homem, tremia até mesmo com os toques carinhosos na cabeça e os abraços, as vezes chegava a recuar, e era castigado, a mordaça foi retirada na metade do ciclo de dois anos, mas naquele momento ela estava lacrando sua boca novamente, estava sendo arrastado até uma cama posta recentemente em seu quarto, o vibrador que estava em si ainda o machucava principalmente enquanto engatinhava, as vezes era poupado do objeto, outras vezes ficava até dois dias com ele, foi colocado de costas na cama, seus braços amarrados na cabeceira da cama, as pernas escancaradas, o vibrador foi tirado sem o menor cuidado de si, o homem ria, ele tinha começado a adquirir esse abito de rir do mais novo enquanto o machucava, seu vício pelo cigarro tinha aumentado, consequentemente aumentou também seu vício em apaga-lo no corpo de Itachi.

_Finalmente vai ser meu – ele passou a mão por todo aquele corpo, alisando em forma de tortura cada parte, desceu-lhe a primeira cintada em suas costas e assim seguiram muitas por lugares variados, concentrando-se em determinados momentos nas cochas do outro, as mãos de Itachi estavam em carne viva de tanto forçar a cama, retirou a mordaça, a baba chegava a pingar no colchão, jogou-a longe – quero ouvir seus gritos hoje.

Falava enquanto tirava a roupa, o olhar do garoto ficou estático, o homem tracejava seu corpo com todos aqueles beijos, mordidas, lambidas. O menino realmente gritava a cada toque, logo sentiu os dedos do homem brincando dentro de si, um, dois, três, eles abriam e fechavam, ele falava palavras de raiva em seus ouvidos, palavras que Itachi não conhecia, na verdade Itachi só conhecia o que o homem ensinava, no fundo ele permanecia uma criança, que naquele momento estava sofrendo muito, logo o homem retirou os três dedos de si e subiu em cima dele, ele sentiu o peso, o roçar da intimidade dele em sua bunda, não demorou muito e o membro de Madara logo adentrou rasgando Itachi, puxando seus cabelos, arranhando suas costas, cuspindo em seu corpo.

_Sabe ainda bem que aquele rabo era bem fininho, assim você continuou bem apertadinho, ai...ahhh!!! – ele cavalgava em Itachi entrando e saindo, ele gritava desesperadamente, os braços pareciam que iam se rasgar por conta da força que fazia, a dor era avassaladora, isso dava-lhe mais prazer. Deitou seu corpo ainda nas costas do mais novo e mordeu o lóbulo da orelha dele. _Você é inteiramente meu... –ele saiu de dentro do garoto, gozo e sangue se misturavam.

O carregou até o banheiro e o limpou, tratou de cada machucado dele, o colocando em um colchonete menor e com alguns travesseiros, colocou a corrente na coleira e secou algumas lágrimas, ele soluçava desesperado com a aproximação do homem que ficou ali por um bom tempo olhando-o com as mãos nos cabelos dele, o cobriu e antes de sair falou uma última vez com ele.

_A lição de hoje foi simples, toda vez que eu entrar nesse quarto coloque-se de costas e me mostre seu rabo, de preferência balance-o

O garoto chorava mais enquanto o homem colocava o adereço dentro dele novamente. _Suas aulas vão ser canceladas até que se acostume. – Itachi, já tinha aulas que o equiparavam a estudante de direito, sua mentalidade ainda era de uma criança, os dias realmente se seguiram nesse ritmo, Itachi não se acostumou com nada daquilo, a febre foi recorrente nesses dias, continuava chorando e logo suas aulas voltavam, Madara arranjou novas maneiras de torturar a ele e assim seguiu a sétima lição e os dois anos seguintes.

Madara também havia adquirido no hall dos empreendimentos educacionais uma Universidade, ele era o diretor da faculdade de direito e isso proporcionava a ele novas formas de se divertir com aquela pequena criança.

~Três anos depois (I20/M 32)

Madara percebeu nesse meio tempo que seria mais difícil do que pensava enganar o sistema quanto a Itachi, então ele teve que estabelecer um novo plano. Ele achou esse desafio deverás interessante, Itachi havia passado a frequentar a faculdade de quinze em quinze dias, ele não falava, ele não olhava diretamente para ninguém, ele usava uma cadeira de rodas já que Madara não permitia que ele usasse as pernas, ele apenas ia naquele prédio fazer provas e trabalhos que os professores exigiam.

Sim, Madara tinha uma boa lábia para todos ali o pequeno Itachi era um rapaz um tanto quanto peculiar que precisava de todo cuidado e atenção e como Madara era o dono do estabelecimento e pagava o salário dos professores daquele lugar, eles tinham muita boa vontade e atenção com ele.

Sasuke raramente via Itachi nesse tempo, o irmão mais novo pouco ligava para o mais velho, ele era um adolescente que estudava em um internato que via o pai as vezes no fim de semana, tinha amigos e namoradas, um irmão mais velho um tanto quanto peculiar não era algo que fazia parte de sua vida. Por sua vez, Itachi tinha muito pouca noção de quem era Sasuke em sua vida, as lembranças do menino mais novo eram vagas em sua mente.

Como de esperado, Madara queria que Itachi lhe desse muito mais do que prazer, queria lucros mas nesse momento isso não era levado em conta, isso era muito importante para si, então certo dia percebera que estava na hora do seu gatinho amedrontado começar a interagir, e melhor do que isso queria que ele adquirisse medo de pessoas o fazendo sentir tanto medo que passasse a idolatra-lo.

Madara era um ser-humano um tanto quanto deplorável, ele permitia que Itachi tivesse essas idas a Universidade ao mesmo tempo que ele queria que seu pequeno bichinho não tivesse nem um anseio por sua liberdade. Ele então convidou alguns professores de Itachi, aqueles que ele sabia que gostavam de uma festinha em boates com menores de idade. Madara pretendia fazer um leilão do seu bichinho por uma noite, obviamente que sem eles saberem que o bichinho em questão era Itachi.

_Quem é esse, srº Madara? – Um homem que aparentava ser mais velho que o próprio Madara falava, enquanto se abaixava para olhar o garoto nu, com uma máscara que tampava todo seu rosto, ele estava com a coleira agarrado as calças de Madara, ele estava muito inseguro quanto ao que eles poderiam fazer consigo.

_Um presentinho para os senhores, eu o contratei por uma noite...- ele falava puxando o garoto para sua frente o fazendo cair deitado arrancando leves risos da pequena plateia. _Hoje vamos fazer algo diferente do habitual, vou leiloar esse gatinho em três rodadas, não quero ninguém sem camisinha...

Os homens se encantaram com o bichinho/Itachi, tão frágil, tão sensível, tão inocente, se escondendo entre as pernas de Madara, logo foi realizado o primeiro leilão da noite, o homem o ganhará por meros 10 mil, Madara realmente não queria o dinheiro queria apenas que seu gatinho sentisse que só estava seguro consigo, o garoto tentou engatinhar para longe mas foi parado pelas mãos fortes do homem que seguravam seu pescoço, o homem o marcou de várias maneiras possíveis, as mãos tracejavam seu corpo e o adentravam com tamanha violência que teve-se desmaiado antes do segundo lhe usar, foi preciso um balde d'agua para que ele acordasse, e assim foi com o último....No fim da noite o pobre garoto mal conseguia levantar o rosto, ou abrir os olhos.

Madara não fez mais leilões com o corpo do garoto, mas passou a o expor de várias formas constrangedoras, fazia reuniões com esses seus sócios que eram mais barra pesada em casa e o colocava sobre seus pés, algumas vezes permitindo que o menino fosse tocado por outros ou que apagassem seus cigarros ou apoiassem seus pés nele.

Mas aquilo durou muito pouco, mas foi suficiente para que Itachi tivesse ataques de pânico todas as vezes que frequentava a faculdade de direito, ele tinha alcançado seu objetivo o garoto se sentia de certa forma seguro com ele, as vezes suas pernas eram abraçadas e recebia longos soluços seguidos por lágrimas quando demorava, mas Madara também tornou-se possessivo o suficiente para não permitir que outros tocassem o corpo de seu animalzinho, possessivo o suficiente para que quando ele terminasse o ciclo da faculdade ele ficasse em completo exílio por dois anos...

~cinco anos depois (I25 / M 37)

Madara estava testando uma nova experiência com Itachi, o quarto em que ele ficava agora era cheio de brinquedos de pelúcia, dês de que mãos estranhas pousaram pela última vez em seu corpo, Madara tinha resolvido alimentar a criança interior de Itachi, primeiro foi um ursinho, depois o lego, vários quebra-cabeças, carrinhos e mais ursos.

_Você tá tão fofinho... – ele passava as mãos nos cabelos dele, os afagando enquanto brincava com os carrinhos, ele estava sentado no chão sobre as pernas, nu, de modo que o rabo ficou entre suas pernas, empurrando carrinhos de um lado para o outro, ele continuava estudando, algumas matérias correspondiam a uma pós graduação, por vezes Madara tirava o urso marrom que ele tanto havia se afeiçoado dos braços enquanto estudava, só para o vê chorar.

A muito tempo Madara também não tinha-se dentro do corpo do outro, apenas seus dedos as vezes brincavam dentro dele, arrancando as habituais lágrimas que tanto gostava, o rabo de gato que ainda o incomodava, assim como as orelhinhas permaneciam sempre. As luvas de gato foram tiradas logo que ele começou a ganhar livros e carrinhos para guardar e usar quando quisesse, a corrente estava maior, o permitindo melhor circulação, na maioria das vezes ficava encolhido lendo ou brincando com lágrimas nos olhos, esperando as mãos de seu mestre o machucar novamente.

_Gatinho....chegou o dia de você voltar definitivamente para casa. – ele tirava a coleira do ferro que a prendia, o puxando, o mais velho pegou o urso favorito dele e o levou, era noite todos estavam dormindo, subiu aquelas escadas dessa vez não o arrastou, preferiu carrega-lo no colo, ia ser mais rápido, finalmente chegou, trancou rapidamente a porta, e o colocou no chão e rapidamente Itachi se abraçou ao urso marrom entregue a ele.

Madara abriu a porta de seu guarda roupa, e sumiu ali dentro junto com as roupas, o fundo do armário era falso, tinha uma pequena alavanca que, quando puxada abria a porta que o levava a um mini quarto com colchonete e muitas almofadas _Entra aqui... – ele chamava batendo nas pernas como se chamasse realmente um bichinho, nem se lembrava quando adquiriu esse hábito.

O garoto engatinhou até ele, mordeu o urso e o levou junto, passando entre as roupas e indo parar dentro do ''quarto'' que seu mestre criou. _Pode dormir.... – ele o cobriu, o quarto tinha um pequeno guarda roupa e alguns ursinhos, não tinha cama, era só o colchonete, o garoto se encantou, a ponta de sua corrente foi amarrada a um ferro no chão, teve seus cabelos beijados de forma terna e puxou a porta rápido. Passos se aproximavam de sua porta, passos apressados ele podia sentir, pegou uma blusa branca e caminhando até a porta.

_Sasuke o quê faz acordado a essa hora? – Sasuke o menino que Itachi protegeu agora tinha 17 anos, seus cabelos estavam arrumados de forma rebelde, suas roupas eram da moda e ele tinha o péssimo hábito de querer sempre o que não pode ter, realmente parecia filho de Madara, o mais velho alisava as têmporas.

_Pai, como sabia que eu estava vindo? – o garoto perguntava com um olhar desafiador e debochado, escondendo a surpresa.

_Ouvidos sensíveis, responde logo. – Madara realmente tratava Sasuke como filho.

_Pai me empresta as chaves do carro? – o sorriso, aquele sorriso que Madara não resistia.

_Tudo bem, amanhã seu irmãozinho volta para casa, então chegue cedo para o café da manhã – ele falava retirando as chaves do bolso e entregando ao rapaz, recebendo um abraço como agradecimento. Logo fechou a porta precisava arrumar tudo para o dia seguinte, olhava a cadeira de rodas ao lado da cama.

_Finalmente! – Madara tomou seu banho e se jogou na cama, estava ansioso, no dia seguinte acordou cedo, duvidava que Sasuke estivesse acordado, duvidada se quer se ele já tivesse ido dormir em casa... ele abria as portas do armário logo empurrando a segunda porta, a do compartimento que era o quarto de Itachi _Hora de acordar o gatinho – Pegou um moletom cinza, com estampa infantil no guarda roupa do pequeno quarto. Ele estava dormindo, encolhidinho de lado, agarrado ao urso, nem o percebeu o entrando. _Ei acorda gatinho dorminhoco, vamos vem – ele puxava o garoto bambo para fora do armário.

Fez a tradicional rotina, tirou a mordaça deu banho nele, penteou os cabelos, mas dessa vez não lhe colocou o rabo e sim um plug anal, vestiu-lhe um conjunto de moletom cinza, o que fez os olhos do garoto se arregalarem, e até mesmo tocar timidamente a roupa, a muito tempo ele não vestia roupas quentinhas. Nos seus olhos tinham lágrimas, o colocou sentado na cadeira de rodas, causando incomodo em sua região traseira. O menino que chorava, soluçava e olhava para o urso esquecido no canto do quarto. _O urso? Esqueci dele – ele pegou e colocou no colo do garoto.

_Gatinho me escuta, nós vamos descer, as pessoas vão falar com você, mas não pode falar com elas, é igual a antes, você sabe as regras – ele falou calmamente como se Itachi fosse ainda uma criança de oito anos que concordava com tudo que era dito.

_não pode levantar dessa cadeira, ou fazer qualquer coisa que eu não permita, ok? Para todos eles você é o Itachi, mas para mim, você ainda é o meu gatinho. – O garoto assentia, não sabia o que esperar, apenas ficou parado enquanto era conduzido ao elevador recém colocado próximo a escada.

_Vamos descer! – ele observava os olhares curiosos do garoto, logo seguiram para a cozinha, Madara não tinha empregados, isso facilitava em muito sua vida obscura, mas cultivava uma velha senhora que vez ou outra ia a sua casa com uma equipe de limpeza.

Ele colocou a mesa, e se sentou ao lado de Itachi, olhou no relógio logo Sasuke despertaria, ''5,4,3,2,1'', já podia ouvir o grito do filho esbravejando e batendo a porta do quarto, ele tinha colocado um mega despertador no quarto de Sasuke, mesmo que ele tentasse ignorar não conseguiria, Madara segurou o riso diante a cara indignada do garoto.

_PAIIIII!!!!! – O garoto corria as escadas. Fazendo Itachi se assustar e encolher-se um pouco. _Oi Itachi!? – ele olhava o outro, ficando de frente pra ele na mesa.

_Não o assuste Sasuke. – ele balançava a cabeça rindo.

_Para o drama pai, quanto tempo ele vai ficar?

_Seu irmão é advogado Sasuke, você sabe disso, ele vai trabalhar na empresa junto com você.

_OQUÊ? Ele parece meio.... – Sasuke olhou para Itachi e ficou meio receoso de dizer o que ira dizer, mas era sabido que Itachi tinha alguns problemas, como ele poderia trabalhar na empresa?

_Ele tem uns probleminhas sociais, e age feito uma criança, não fala, mas é um ótimo advogado, conto com você para ajudá-lo. – Madara sorria internamente finalmente poderia utilizar seu brinquedo, a onde quisesse, estava domesticado o suficiente para nunca fugir, totalmente submisso, um animalzinho bonzinho.

Enquanto ele se perdia nos pensamentos dele, Sasuke se perdia nos seus próprios o garoto encarava Itachi e ia se aproximando aos poucos parando perto dele, o virando na cadeira e o obrigando-o a olha-lo. Subitamente passou as mãos nos cabelos negros do garoto, fazendo o mesmo sorrir de forma sincera enquanto tinha os olhos fechados, tinha gostado daquele toque.

28 de Fevereiro de 2021 às 00:55 0 Denunciar Insira Seguir história
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Juju Flor AH... vocês me conhecem do Spirit Fanfic

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