selenakmaiko Selena Maiko

Deidara já conhecia a fama dos Uchihas. Verdadeiros galãs de novela, atraíam olhares de qualquer um por onde passassem. Itachi não se importava muito com relacionamentos, nenhum durava mais do que uma semana e meia. Até que um acidente o fez mudar de ideia...


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#yaoi #romance #fanfiction #itadei #naruto
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O Dia em Questão



BETAGEM POR @delsangre

As pessoas andavam apressadas com seus casacos de pelo e guarda-chuvas abertos. Era o dia mais frio daquele ano – e talvez o mais chuvoso. Tokyo estava menos movimentada e as roupas de inverno subiram de uma maneira absurda. Deidara já estava atrasado para o trabalho, por isso resolveu dar uma passada no café Torret para pegar um expresso. Precisava aquecer a garganta com alguma coisa naquele frio.

Seis e meia. As aulas começariam dali a meia hora e não havia ao menos feito o plano de aula dos alunos, então pensou em alguma coisa no meio do caminho, enquanto comia um salgado qualquer.

Já atrasado há dez minutos, Deidara cumprimentou o velho Hideki, o porteiro da escola e bateu o ponto, correndo para dar suas aulas – afinal, conhecendo seus alunos, já haviam botado fogo na metade da sala – se não ela toda.

Deidara entrou na sala e, vendo a bagunça, atirou sua pasta sobre a mesa, assustando os meninos.

— Bom dia, pessoal — disse finalmente, depois de limpar a garganta. — Por favor, quero que abram o livro no capítulo 7 e façam um desenho da pintura do jeito de vocês. Depois entreguem seus desenhos para o colega ao lado. E, ah!, sem brincadeiras. Não me testem, estou sem paciência hoje.

Vendo que seu professor de artes não estava nem um pouco contente, as crianças pegaram seus livros e lápis de cor para fazer o que foi mandado. Depois de trinta e cinco minutos, uma menina se levantou timidamente da carteira e foi até Deidara com seu desenho em mãos. Ela tremia um pouco.

— D-Deidara-sensei, eu... e-eu não tenho ninguém para entregar meu desenho... — ela murmurou. — Ninguém senta ao meu lado, então... eu achei que o senhor poderia... hum...

— Ficar com o seu desenho? — Deidara ajoelhou na altura da garota e perguntou gentilmente, enquanto passava a mão nos cabelos castanhos da menina. Já havia se acalmado.

Ela assentiu timidamente e Deidara sorriu, pegando o desenho e arregalando os olhos ao ver o que a menina desenhara. Era ela e Deidara de mãos dadas. Mas ela não parecia feliz.

— O que foi, sensei? Não gostou? – a menina perguntou, aflita.

— N-Não, o que é isso, Emy? Eu amei o seu desenho. — Ele sorriu. — Só fiquei espantado. Sabe, não é muito comum eu receber cartas, nem mesmo da minha família.

— Ah, eu também não recebo cartas da minha madrasta. — Ela riu. — Ela é uma modelo bem ocupada.

— E o seu pai? — Deidara questionou curioso. Sabia que era errado entrar na vida privada de seus alunos dessa maneira, mas realmente estava intrigado.

— Eu não tenho pai, Deidara-sensei. — Ela afirmou, tristemente. — Ele foi embora quando eu tinha dois anos e me largou no orfanato. Ninguém quer adotar uma menina suja como eu.

Suja? Em qual sentido? Deidara franziu a testa e se perguntou se realmente era certo entrar na vida de Emy desse jeito. Mas ela parecia que precisava de ajuda...

— Emy, querida, posso pedir um favor? — Ele perguntou com ternura.

— Claro, sensei, o que quiser! — Emy respondeu de prontidão. Seu sensei era o homem que mais admirava na vida! O que ela pudesse fazer para ajudá-lo, não pensaria duas vezes.

— Você deixa eu visitar o seu orfanato no final de semana?

— Jura? — Os olhos dela brilharam de animação. — Você vai me visitar?

Ele sorriu, assentindo. Emy abriu um sorriso que Deidara nunca tinha visto. Parecia que a menina não estava acostumada com visitas.

— Agora vamos continuar a aula. — Ele piscou e Emy voltou para a carteira, parecia muito animada.


~~~


Ele iria mesmo fazer isso? Está certo que já era maior de idade e tinha sua independência completa – quer dizer, mais ou menos, ainda morava com seus pais e seu irmão – , mas ainda assim só tinha 23 anos. Adotar Emy parecia uma boa ideia, mas ele não tinha condições para cuidar da menina. Nem morava sozinho ainda!

Duas e meia da manhã. Deidara ainda estava na escola preparando a aula do dia seguinte quando ouviu um barulho de tranca. Se levantou, pensando ser o velho Hideki lhe chamando para dizer que iria trancar a escola e que precisava ir embora. Porém, ao girar a maçaneta, percebeu que a mesma estava trancada.

— Mas o que... SOCORRO! DEIXEM EU SAIR! — O loiro forçava a porta, mas nada acontecia.

A fumaça tomava conta do lugar, mas o extintor de incêndio ficava do lado de fora da sala de aula. Deidara estava começando a ficar tonto e sentir falta de ar por conta do excesso de monóxido de carbono, uma substância altamente tóxica presente por causa da combustão incompleta do fogo. Tudo à sua volta pareceu que iria desmoronar. E antes de cair desmaiado no chão, viu uma sombra negra passar perto de si e sorrir sombriamente. Uma sombra muito familiar.

— O-O que… ? – E tudo ficou escuro.

23 de Janeiro de 2021 às 12:59 0 Denunciar Insira Seguir história
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Conheça o autor

Selena Maiko 🇧🇷🇯🇵 Brasileira de coração japonês. 🤐 Selena K Maiko é meu pseudônimo; 🚫 Não tenho descendência nipônica; 💖 Escrevo fantasia e drama; 👑 Evangélica, 18 anos.

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