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jades Jade Wu

Lua de Galaxy é uma dançarina de Burlesque órfã que foi criada pela dona do estabelecimento onde trabalha. Esta é a Lua que os humanos conhecem, pois, na verdade, ela é a filha da Rainha das Bruxas que foi abandonada por sua mãe e rechaçada por seu clã. Lua despreza completamente as suas raízes e não deixa o que aconteceu lhe afetar, com o tempo ela cresce para se tornar uma jovem linda, namoradeira e completamente livre de qualquer lei dos humanos ou de qualquer outra raça. Mas sua vida despreocupada chega ao fim quando ela tem um sonho de um futuro onde o mundo foi destruído. Agora ela se vê obrigada a embarcar em uma jornada para tentar impedir este futuro, mas ela contará com ajuda, principalmente de Jason um híbrido, metade lobo e metade vampiro que ela acabara de conhecer.


Fantasia Fantasia urbana Para maiores de 18 apenas. © História Original Minha

#fantasia-moderna #comédia #ação #Sobrenaturais #aventura #romance
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Prólogo

Lua

-Há muitos e muitos séculos atrás um mar de estrelas cobriu o céu, o seu brilho tão intenso e de uma beleza tão singular que provavelmente foi a única coisa que impediu os humanos de reparar no que realmente aconteceu naquela noite. Pois, enquanto os humanos olhavam para o céu e se fartavam da beleza daquela paisagem, num lugar não muito longe dali nascia o ser mais poderoso que o mundo veria. A primeira Bruxa do mundo.

-Talvez por seu imenso poder sobre todo o cosmos ou talvez pela belíssima paisagem que foi plano de fundo da sua criação, independentemente da razão, a chamamos de Bruxa Celestial. O seu nome, foi perdido durante os séculos por isso nos referimos a ela apenas por seus títulos. Há quem acredite que ela nasceu a partir do desejo de uma mulher desesperada a uma estrela-cadente que por ali passava, enquanto outros, mais céticos, dizem que foi graças a um excesso de magia presente naquela área que tomou a forma de uma bela mulher. Porém, o que todos concordam é que tal feito jamais se repetirá.

-Ela foi a forma que o universo teve de dar utilidade para toda aquela magia inutilizada no nosso planeta. Nada em excesso faz bem e o nosso planeta estava muito perto de cruzar uma linha muito perigosa. Então, a Bruxa Celestial pegou todo esse excesso e criou as bruxas, seres feitos a sua imagem, que também eram capazes de manipular a magia como bem-quisessem. Com o tempo, essas bruxas desenvolveram os seus próprios desejos, personalidades e dons únicos. Durante séculos elas viveram em paz, sendo guiadas pela Primordial que as ensinou como explorar a magia e a como viver entre os humanos com segurança.

-Logo, essas bruxas aprenderam que poderiam se unir a consortes humanos e que dessa união novas gerações de bruxinhas surgiriam. A Bruxa Celestial então, segura de que a sua raça estava no caminho certo, voltou ao seu estado de magia pura e desapareceu numa noite quase tão bela quanto a que fora criada. Em completo silêncio e com apenas as suas amadas estrelas e a lua como testemunhas.

-As suas filhas, as primeiras de nós a serem criadas, ficaram profundamente abaladas com a perda da sua Rainha e, imersas em sua tristeza, essas bruxas se separaram e fugiram para diferentes áreas do globo. Eventualmente essas bruxas encontraram consortes humanos e para evitar suas mortes elas usaram toda a magia que tinham para impedir seus amores de definhar e morrer, porém, ao fazer isso elas mudaram irreversivelmente as regras do mundo, dando não apenas imortalidade para seus consortes como dons e talentos ligados a seus poderes.

-Uma das irmãs que era muito ligada aos animais deu ao seu companheiro o dom de transmutar a própria forma, outra que amava demais o oceano deu barbatanas e a capacidade de respirar debaixo d'água para seu amor, e assim cada uma delas acabou criando um novo ser e ao se reproduzir com eles criou uma nova raça que não eram bruxas, mas igualmente magica. Infelizmente ao dar à luz aos seus filhos cada uma delas assim como sua mãe pereceu sem causa aparente, mas seus descendentes se multiplicaram e honraram seus nomes por muitos séculos vindouros. Seus nomes eram...

—Trimmmmmmmmmm

— Bom meninas, parece que meu horário terminou, até semana que vem. Bom final de semana.

A professora se retira da sala e logo após juntar meu material eu me retiro também, agradecendo internamente por ter escapado antes que os sussurros começassem. Me dirijo a um banco no pátio central da escola para aguardar minha próxima aula. Sentada lá sozinha eu vejo algumas alunas caminhando por ali, outras entrando e saindo das salas de aulas, todas em grupinhos, todas conversando animadamente sobre algo ou alguém. Esse cenário me parece estranho, desconhecido, incompreensível, elas provavelmente pensam o mesmo de mim.

Aguardo mais alguns minutos e finalmente me levanto para ir a próxima aula, entro na sala e um minuto depois a professora de feitiços entra, fecha a porta e da início a aula. Feitiços é definitivamente minha pior matéria. Nunca consigo me concentrar e estar no centro das atenções me deixa em pânico por isso quando a professora avisa que teremos uma prova surpresa fico sem ar. Isso não vai dar certo.

As garotas vão uma a uma. A professora ordena um feitiço e as garotas repetem minha vez se aproxima e estou com lágrimas nos olhos e tensa até o último fio de cabelo. A última pessoa antes de mim termina seu feitiço com excelência, abrindo um portal para sua própria casa, trazendo algo de lá e fechando em seguida. Fico impressionada, esse feitiço é considerado bem difícil para bruxas com menos de 10 anos como nós, como ela consegue fazer com 7 é um motivo de orgulho para todo o clã.

— Lua? É sua vez.

Eu paraliso, todo mundo olha para mim, eu tento me dar um discurso motivador enquanto caminho até o centro da sala. Eu sou Lua de Galaxy, filha de Bellatrix de Galaxy a bruxa mais poderosa do mundo, eu consigo qualquer coisa. Isso me ajuda a me acalmar um pouco, pensar na mamãe ajuda, ela diria que eu sou uma De Galaxy e fraqueza não esta no nosso sangue. Pois, a filha dela não pode ser nada se não a melhor. Então levanto a cabeça e espero a professora me dar meu feitiço.

- Lua, quero que deixe a si própria invisível, acha que consegue?

- Consigo sim professora! - respiro fundo e fecho os olhos para me concentrar, o truque é fingir que não tem ninguém olhando e bloquear todos os barulhos.

- Isso vai ser fácil para ela, afinal ela já é invisível a maior parte do tempo.

Isso faz os meus olhos abrirem imediatamente e o meu corpo que estava apenas se tornando opaco fica completamente visível. Eu falho. A turma começa a rir e a professora me olha decepcionada antes de me mandar voltar para o meu lugar. Meus olhos se enchem de lágrimas e abaixo a cabeça para não deixar ninguém perceber. Enquanto caminho sinto uma ardência no fim das minhas costas e quando olho para trás vejo um rabo de rato sair de debaixo da minha blusa. Eu caio para trás e tento gritar, porém, o que sai da minha boca é um ruído animalesco.

As risadas que já tinham se encerrado recomeçam e a professora que estava distraída vendo quem seria o próximo vira de volta para turma para ver o motivo da algazarra.

Os meus olhos passam por todo o mundo procurando ajuda, mas tudo que encontro é zombaria, lágrimas escorrem pelo meu rosto e não ouço mais nada além das risadas maldosas que me cercam. Esse som preenche completamente a minha cabeça. O meu corpo se encolhe em posição fetal, os meus olhos se fecham e talvez eu esteja gritando. Porém a minha audição parece ser capaz apenas de ouvir as suas risadas.

Peço que parem, que me ajudem, alguém, qualquer um, por que ninguém me ajuda? Meu peito dói.

Onde esta a professora?

Por que ela não me salva disso?

De repente o medo começa a dar lugar a outra coisa, um sentimento maior, mais forte. E um pensamento se sobressai em meio ao pânico.

Por que eu não me salvo?

Então lentamente eu me levanto, quase inconscientemente, como se esse novo sentimento tivesse assumido o controle do meu corpo, rosto ainda manchado de lágrimas, olhos presos no chão, as risadas ainda ressoando no meu cérebro, porém não mais alimentando o meu medo e sim, o que eu percebo agora ser, raiva. Então, eu olho nos olhos dessas pessoas que deveriam ser como uma família para mim e grito com toda a força:

- Parem de rir de mim.

E nesse momento duas coisas acontecem ao mesmo tempo, o teto sobre a minha cabeça desaparece e as pessoas ao meu redor são jogadas para longe de mim como se uma bomba tivesse explodido aos meus pés. Eu olho em volta desse cenário de destruição chocada a procura do causador disso tudo, a minha raiva imediatamente dá lugar ao medo, porém quando o meu olhar encontra o da professora que foi arremessada com todos os outros, os seus olhos repletos de terror me dão uma resposta que a minha cabeça não consegue aceitar.

A única ainda de pé sou eu. E é quando a resposta me atinge como um soco, meu corpo cambaleia e o pânico volta com força total me impulsionando a fazer o que eu deveria ter feito desde o início.

Eu corro.

Corro não sei por quanto tempo sem olhar para trás, o medo guiando os meus passos, e quando finalmente paro, me vejo em uma floresta silenciosa, a luz do dia já desaparecida. Eu sento nas raízes de uma árvore, trago minhas pernas até o meu peito e choro. Choro pela bronca que vou levar da mamãe, choro por medo de ter machucado alguém e choro por ter nascido essa bruxa fraca e sem talento, por ser uma decepção para a minha mãe. Choro por medo de ninguém vir atrás de mim.

Choro até cair no sono. E quando acordo dou de cara com os olhos da minha mãe. O meu corpo se sobressalta e se imprensa contra a árvore em que estive apoiada. Ela está a alguns passos de mim, os seus olhos sempre indiferentes mostram uma frieza fora do comum até mesmo para ela. Meu corpo infantil treme de medo.

- Essa foi a última vez que você falhou comigo Lua. - e caminha na minha direção.

- Não mãe, por favor, eu não fiz de propósito, eles estavam zombando de mim, me perdoa, isso nunca mais vai acontecer. Por favor, mamãe. - eu me ajoelho e imploro.

Os seus olhos parecem brilhar de satisfação, ela se abaixa e passa a mão suavemente pelo meu rosto e eu penso que vai ficar tudo bem, que ela me perdoou, afinal ela é minha mãe e me ama. Mas, seus olhos brilham cheios de magia e algo mais, algo que sempre esteve lá, escondido por trás de uma fachada de mãe severa, ódio.

Uma única lágrima escapa do meu olho, antes do meu corpo amolecer e cair nos seus braços esticados.

Ao acordar me vejo em um beco escuro e imundo, tento levantar, mas meu corpo ainda sente a fraqueza causada pelo feitiço. Feitiço jogado pela minha própria mãe, para me dopar e se livrar de mim. Ela me abandonou aqui, longe o bastante para que eu não pudesse voltar sozinha.

As lágrimas tentam vir de novo, mas dessa vez as detenho, estou cansada de chorar, de ser fraca e principalmente, de ser uma bruxa. Tenho 7 anos e já esta na hora de parar de agir como criança. Então engulo o choro e saio do beco, está amanhecendo e se essa cidade é meu lar agora eu preciso arrumar um lugar para ficar. Dou apenas mais dois passos antes de dar cara com uma mulher com os olhos mais gentis que eu já vi na vida. Mas, mesmo assim dou um passo para trás.

- Não precisa ter medo, olá o meu nome é Ellen, qual é o seu?

- Lua. - respondo em voz baixa e dou mais um passo para trás.

- Bem Lua, você não é muito jovem para estar aqui sozinha a essa hora? Onde está sua família? - ela olha em volta e para o beco de onde acabei de sair com desconfiança.

- Estão mortos. - respondo sem hesitar e com toda a honestidade. Pois, no meu peito é isso que eu realmente sinto.

- Bem, uma jovenzinha como você não pode ficar na rua sozinha. - ela me analisa em silêncio como se pensando na melhor forma de me ajudar. Os seus olhos parecem se perder por um segundo, e então como se enfim tivesse chegado a uma conclusão, dá um aceno e pega a minha mão. - Está decidido, Lua, você vem para casa comigo.

Eu apenas olho para ela enquanto ela me puxa, mamãe diria para não confiar nela, mas mamãe não está mais aqui e ela não se importa mais se estou viva ou não, essa moça parece legal, então vou com ela.

No fundo da minha mente, a esperança de que mamãe venha atrás de mim e diga que tudo não passou de um castigo e que já posso ir para casa ainda brilha. Que ela vai dizer que me ama e que sentiu a minha falta. Porém, até mesmo para o meu cérebro de 7 anos isso pareceu bobagem, então aperto mais forte a mão da moça e deixo isso de lado.

E isso é tudo que eu me lembro da minha infância e sinceramente, é tudo que eu preciso saber.

13 de Novembro de 2020 às 22:50 0 Denunciar Insira Seguir história
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