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"A garota voltou para dentro de sua sala de trabalho, onde a maioria de suas coisas estavam cobertas por sangue. Tentar enfraquecer a membrana, sem que ela cause muito estrago, estava sendo mais difícil do que imaginou que seria. Talvez se ela não fosse tão restringida pelo senhor Veríssimo, já teria conseguido deixá-la muito mais fina que o normal. Porém, não queria deixar o velho desapontado, então sempre obedecia às restrições."


Fanfiction Jogos Todo o público.

#familia #fluffy #agatha #arthur-cervero #ordem-paranormal #sr-verissimo #o-segredo-na-floresta
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Capítulo Único

— ‘Tá bonitão hoje hein Arthur?

— Ah para com isso Agatha.

Arthur segue para longe da sala de Agatha todo sem graça, enquanto ela o vê indo embora. Sua diversão era brincar com esse lado encabulado do homem. Como ele nunca reclamou, não tinha motivos para parar de irritá-lo, não é?

A garota voltou para dentro de sua sala de trabalho, onde a maioria de suas coisas estavam cobertas por sangue. Tentar enfraquecer a membrana, sem que ela cause muito estrago, estava sendo mais difícil do que imaginou que seria. Talvez se ela não fosse tão restringida pelo senhor Veríssimo, já teria conseguido deixá-la muito mais fina que o normal. Porém, não queria deixar o velho desapontado, então sempre obedecia às restrições.

Ela agia desta forma por um motivo: o velho sempre a tratou bem, mesmo depois de tudo o que fez. para ele, ela era somente uma adolescente que sofreu por conta do Paranormal. Sr. Veríssimo sempre a tratou como a humana que ela era e, graças a isso pode agir como uma adolescente, sem ter medo de ser julgada ou comparada à mãe, apesar das circunstâncias.

Outra pessoa importante para ela é Arthur. Fora o sr. Veríssimo, o guitarrista foi o único que a tratou com dignidade apesar da dor que causou à outras pessoas. Ele muitas vezes a visitava em sua sala imunda para ver como estava, levando consigo algum lanche ou apenas água. O homem dizia que ela precisava descansar um pouco, senão ficaria louca de tanto matar.

Agatha apreciava a presença destes dois homens, permitindo-se até a brincar e tirar sarro deles de vez em quando. O que a deixava mais feliz era o fato deles entrarem nas brincadeiras também. Sr. Veríssimo com certeza era mais sério, mas sempre estava disposto a fazê-la se sentir acolhida, lhe dando conselhos e conversando sobre qualquer assunto que a jovem quisesse.

Arthur já era bem mais solto, sempre a levando aos shows de sua banda. Apesar de não conseguir tocar guitarra mais, ele era um excelente cantor. A jovem se divertia nas saideiras, permitindo-se até a entrar nas rodinhas de briga que constantemente aconteciam nos shows. Claro, Arthur sempre estava de olho para que nada acontecesse a ela, então a garota se divertia até o fim.

Parada em frente ao altar ensanguentado dentro de sua sala, Agatha refletiu sobre tudo em sua vida. Todas as mágoas, todo o sofrimento e angústia, a sensação de sempre estar solitária. Parece que tudo isso estava indo embora aos poucos, com cada interação que ela fazia com aqueles dois. No final das contas, a garota se apegou demais à eles, chegando a ter a ousadia de achar que eles a aceitariam como parte da família.

— Agatha, está tudo bem? — o homem imponente adentrou a sala. Parecia estar preocupado com o fato da garota estar parada e quieta.

— ‘Tô bem sim velhote. Só ‘tava pensando em como enfraquecer mais esse negócio.

— Que tal descansar um pouco? Você ficou a manhã toda aqui. Vá tomar um ar, conversar com os outros membros.

— Conversar com os outros membros? Velhote, eu acho que tu ‘tá ficando gagá. Ninguém aqui me aceita. Somente você e Arthur conversam comigo.

— Você poderia tentar um pouco. Agatha, aqui você não é mais a filha da assassina. Aqui você é membro da Ordem como qualquer outro.

— Eu gostaria que eles soubessem disso também. Eu sinceramente não me importo com eles me ignorando, afinal eu tenho você e o Arthur que falam comigo.

— Entendo. Quer comer alguma coisa? Eu estava indo almoçar.

— Eu posso?

— Claro. Depois você continua com isso.

— Aí sim! Valeu velhote!

Agatha saiu sorridente de sua sala, seguida pelo sr. Veríssimo. O convite para almoçar lhe pegou de surpresa, mas a deixou mais feliz do que antes. Isso a fez querer dar tudo de si no enfraquecimento da membrana, se isso fosse ajudá-lo a acabar com o Paranormal.

A jovem sentia seu coração leve e alegre, como a tempos não sentia. A última vez que se sentiu assim, foi quando sua mãe ainda era viva e uma cidadã comum. É claro que nunca falaria isso a ninguém, mas sr. Veríssimo era como um pai para ela, assim como Arthur era como um irmão mais velho. Aquela era a família que sempre idealizou em sua mente cheia de escuridão. Aquilo a afastava, mesmo que pouco, da escuridão e solidão que reinavam em seu coração. Agora se sentia dentro de uma família de verdade.

5 de Novembro de 2020 às 02:47 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

CohenHiraMi 💜 Ciência da computação | Leitora | Escritora | Haikyuu | Ordem Paranormal | Digimon | Pokémon | Steven Universe | Undertale | Cesar/Kaiser stan | Bokuto stan

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