saorichan Isabelly Sousa

Alice é uma jovem de 17 anos que vive em meados dos anos 50, sua mãe faleceu quando ela tinha 8 anos de idade, seu pai que é um militar e por reflexo da época tinha a mente muito fechada em relação a tudo, inclusive sua filha não poderia chegar perto de alguém de uma classe menor que a deles, seu pai se casou novamente com uma mulher tão mente pequena quanto a dele, a mulher não sente empatia nem uma com a enteada, mas como ainda não conseguiu de livrar da jovem ainda se vê obrigada a aturar a mesma. Alice sempre brincava escondido como o seu melhor amigo Leonardo ou como o apelidou Léo, com o tempo eles foram se apaixonando e tento um romance proibido, a jovem sabia que se o seu pai descobrisse sobre os dois ele daria um jeito de separar os dois, então os dois mantinham seus encontros as escondidas, tudo estava certo, a jovem continuava a tentar todos os dias a fala com o seu pai sobre léo, até em um dia que parecia ser como os outros seu pai a leva até a casa dos Martin a família que é a fundadora de Cosquel, consequentemente sendo a família com maior poder tanto aquisitivo como politico, chegando lá Alice descobre que seu pai havia prometido a sua mão ao Carter, irmão gêmeo de Gagnon e filho do Sr. e da Sra. Martin. E é assim que a aventura de nossos jovens.


De Época Todo o público.

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Capítulo 1: O começo



– Bom dia! – Acordo com a Alinne abrindo as cortinas do meu quarto, ela era uma das empregadas aqui da casa, conheço ela desde que eu era muito pequenina, eu a considero como uma segunda mãe, afinal foi ela que me criou principalmente nos assuntos que o meu pai não tinha a menor ideia de como falar comigo. Me sento na cama e olho para ela

– Bom dia Line – Ela caminha até mim e se senta ao meu lado. – Como vai, minha querida? Como passou a noite? – Ela toca o meu rosto com a mão direita de uma forma delicada.

– Estou bem e você?

– Estou bem – Ela se levanta – Mas agora vamos, daqui a pouco a sua aula com a Dona Valentina começa – Dou um suspiro longo, como eu detestava essa mulher.

– Tenho que ir mesmo? – Faço um olhar de desanimo, ela da um risada baixa.

– Tem sim minha flor – Ela estende a mão para me ajudar a levanta, seguro em sua mão pegando impulso para sair da cama – Pense assim, se você for logo, a aula também logo acabara. E assim ficará livre para fazer o que quiser, pode ir pintar aqueles quadros maravilhosos que você pinta ou ir até a floresta aqui do lado – Eu sabia bem o que ela queria dizer em ir até a floresta, é como se fosse um espécie de código para que ela pudesse me contar que seu filho estava me esperando, que o léo estava a minha espera. line e a minha mãe são as únicas que sabem dos nossos encontros desde que éramos crianças, e nos encontrávamos para brincar, uma coisa normal para qualquer criança mas, ainda sim precisávamos manter em segredo, nunca pensei que essas fugas para fazer algo inocente como brincadeiras de crianças se tornaria algo mais sério e forte, como uma paixão, uma paixão tão forte e ardente quanto o próprio fogo, que infelizmente teria que ficar em segredo até que meu pai não se importe mais com essa coisa ridícula de classes sociais – Vamos minha querida, você tem que se arrumar – Diz line me afastando dos meus pensamentos.

- Certo, tem razão se eu for logo, mais rápido essa tortura acaba e o dia pode realmente começa.



Vou até a sala onde geralmente eram as minhas aulas de boas maneiras, eu usava um vestido branco florido com as flores em tom rosado, que ia até os meus joelhos, o busto do vestido era colado ao meu corpo, mas a saia era mais rodada, alguns fios dos meus cabelos castanhos estavam presos, um laço feito de uma fita rosa os deixavam no lugar e uma sapatilha branca e para completava a minha aparência como sempre um leque estava presente, o leque era de madeira, um tecido transparente cobria a madeira, na parte de cima o tecido fino branco com arabescos dava um detalhe delicado e o fuete - parte onde se segura o leque - era pintado de brando – Bom dia – Falo para a mulher a minha frente que no caso era minha madrasta Valentina.

– Bom dia Alice – Ela olha para o relógio de parede que ficava acima do sofá – Bem na hora.

– O que posso dizer sou pontual – continuo com as minhas mãos atrás do meu corpo e segurando o leque com a mão direita.

– Ótimo, então vamos começa? – Respondo sua pergunta apoiando o leque fechado na minha bochecha direita -Na linguem dos leques significa "sim"- – Claro – A respondo em um tom calmo, por mais que a Valentina seja professora de etiqueta ela havia abandonado a pratica de falar com o leque e com isso se esquecendo dos sinais mais básicos, o que pra mim é ótimo, assim posso fala o que eu realmente quero atrás dele. Valentina é minha professora desde os meus doze anos e se tornou minha madrasta aos meus quatorze anos, ela era realmente uma mulher muito bonita e encantaria a qualquer um com os seus cabelos lisos, escuros como a noite que ia até um pouco mais abaixo de seu ombro e os seus olhos verdes que não eram um verde claro, estava mais para um verde esmeralda, que tinham um certo brilho, mas também possuíam um toque sombrio.

– Vem vamos hoje a aula vai ser lá fora.

– Mas... eu nem tomei café ainda – Ela me olha.

– Devia ter levantado cedo então, primeira lição, nunca durma tanto assim, agora vamos! – Olho para ela da forma mais simpática que eu consigo, dou um sorriso, abro e fecho o meu leque umas duas vezes - significa "Você é cruel"- então eu a sigo até o lado de fora da casa, sinceramente a Valentina é uma ótima professora de etiqueta e tudo mais, mas para mim não é nada além disso, meu pai falo comigo quando ia pedir ela em casamento. Ele deu a desculpa de que eu precisava de uma nova figura feminina, que me ajudaria a saber como me portar, mas eu percebi a verdade em seus olhos esse relacionamento não tem nada a ver comigo, ele realmente gosta da Valentina e por mim estava tudo bem, só porque eu a vejo apenas como minha professora não quer dizer que meu pai não tenha que sentir nada por ela, acho que ele teve medo de eu pensar que ele estava tentando substituir minha mãe, mas sabia que isso é impossível, afinal temos fotos dela por toda a casa. Mas confesso que no começo foi estranho ver minha professora com roupas de dormir, mas já me acostumei, afinal já se passaram dois anos e já é um bom tempo para se acostumar com a ideia. Nós caminhamos até uma mesinha que tinha do lado de fora, a mesinha era redonda da cor branca, seus pés faziam um arabescos delicados, me lembro dos finais de tarde que passava ali com a minha mãe, uma saudade encheu o meu peito, ela vai até uma das cadeiras – Sente-se.

– Sim senhora – Me sento assim como ela pedira a vendo se sentar à minha frente.



Finalmente aquela aula acaba, nem estou preocupada em comer alguma coisa no momento, só quero ir ver o léo, estou com tanta saudade que nem parece que nos vimos ontem mesmo, dou um sorriso com esse pensamento.

Entro na cozinha para pelo menos pegar alguma fruta pra come, não é bom acordar e fica de estomago vazio não é mesmo? – Bom dia James – Comprimento o cozinheiro da casa, ele me olha e sorri.

– Bom dia Senhorita Cooper – Pego uma maça e me viro ficando de frente com o Cozinheiro

– Já pedi para me chama apenas de Alice, por favor, você me conhece mais do que eu mesma.

– Tudo bem Alice, não quer comer algo a mais que apenas uma maça? Posso fazer qualquer coisa.

– Imagina James, por favor não se incomode com isso, só essa maça está ótima, bem eu vou indo – Caminho até a porta dos fundos, mas paro quando escuto James falar comigo.

– Tome cuidado com esses seus passeios Alice, você deveria chamar mais alguém para ir como você, não é bom para uma menina como você ficar andando por aí desacompanhada – Olho para ele e me forço a dar um sorrio

– Não precisa se preocupar, eu não vou muito longe, mas agradeço a preocupação – Saio de casa e começo a andar em direção a floresta que envolvia o enorme casarão dos Coopers, dou uma mordida na maçã e as palavras de James ecoam em minha mente não é bom para uma menina como você fica andando por aí desacompanhada, Não gosto muito dessa pensamento, mas sei que não posso fazer nada para mudar isso, tudo que me basta é ficar quieta e aceita. Além do mais eu não vou ficar sozinha, estarei com o léo o tempo todo. Chego em uma parte específica da floresta, onde sempre nos encontramos desde éramos menores, é uma parte mais distante da trilha comum onde as pessoas passavam, com árvores de todos os tipos, uma parte era iluminada pelo sol. Então o vejo encostado em uma das árvores, dou um sorrio – LÉO!! – O chamo, saio correndo ao seu encontro, assim que me aproximo dele ele me segura pela cintura e me gira no ar, depois de me coloca no chão ele me dá um abraço e é claro que eu retribuo o abraço.

– Senti a sua falta meu amor – me afasto um pouco para pode olhar ele nos olhos.

– Eu também, mesmo temos nos vistos ontem – Dou um sorrio.

– Queria tanto pode te leva até a cidade, para podermos caminha juntos – Ele coloca uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha em gesto delicado, eu olho um momento para o chão, dou um suspiro e então volto os meus olhos aos dele.

– Eu ia ama isso, adoraria conhecer a sua casa, mas...sabe que é complicado, s-se dependesse de mim eu – Ele coloca o seu dedo indicador na minha boca me fazendo para de fala.

– Eu sei meu amor, eu sei, não se preocupe – Ele dá um beijo em minha testa, dou um sorriso sem graça, então olho para ele, uma brisa leve balança os seus cabelos escuros, que tinham uma leve ondulação, seus cabelos iam até um pouco acima de seu ombro, seus olhos são azuis, sempre que estou assustada ou perdida em mim mesma me lembro dele e de seus olhos, que sempre me acalmam e me traz uma paz imensa. Então encosto a minha cabeça em seu peito, ele me abraça e acaricia a minha cabeça com uma de suas mãos. Como eu disse ao James ele não precisava se preocupa, afinal estaria com o léo e só se está com ele já me sinto mais do que segura, ele nos afasta por um momento e olho para ele meio confusa – Tenho uma coisa pra você – Ele se distancia por um momento, e demora alguns segundos para voltar, mas para mim pareceram horas, o que atiçava ainda mais a minha curiosidade, o que será que ele está aprontando penso comigo.

Foi então que o vejo se aproximando com as mãos para trás de seu corpo, tento ver o que ele tem atrás das costas, mas sem sucesso – O que você tem aí? – Pergunto dando um sorriso.

– Calma, já vai saber, mas antes tem que se virar de costas.

– Tá bem – Me viro de costas pra ele, então sinto ele colocando alguma coisa na minha cabeça, por ser pequena isso não foi problema algum, foi então que vi pétalas cor de rosa, porém em um rosa mais claro e todas bem delicadas e belas de se ver.

– Pronto pode se vira – Me viro novamente de frente para ele.

– Eu que fiz essa coroa de flores, espero que goste – Pego a coroa nas mão, ela era simplesmente perfeita e mesmo que não fosse, ele teve todo esse trabalho para fazer isso, eu amaria de todo o jeito, pelo simples fato de que foi ele que me deu e isso já torna essa coroa simplesmente importante pra mim. Olho pra ele e sorrio.

– Ela é simplesmente perfeita meu amor – Coloco ela novamente em minha cabeça – Eu amei do fundo do meu coração.

5 de Novembro de 2020 às 15:24 0 Denunciar Insira Seguir história
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