silvamaro Gabriel Amaro

Um grupo de amigos está prestes a descobrir que uma noite na floresta nem sempre rende boas memórias. História participante do desafio "O Diálogo de Ação" da Copa dos Autores 2020.


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#ação #conto #diálogo #TheActionDialogue #theauthorscup
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— Bernie, foi uma péssima ideia montar acampamento em pleno feriado em uma floresta assombrada.

— Cara, a floresta não é assombrada. Não é porque pessoas morreram em um massacre anos atrás que isso significa que a floresta seja assombrada.

— Deixa ele em paz, Mayk. Ei, Ethan! Pega aí. Relaxa, cara.

— Eu não vou conseguir relaxar sabendo que almas vagam por aqui, Richie.

— Ethan, mesmo que isso seja verdade, o que almas fariam com a gente? Um bando de drogado acampando em pleno feriado; não temos muito o que oferecer, sabe? Só pega o fino e relaxa, cara. A propósito, não teria lugar melhor para aproveitarmos.

— Exatamente! Nunca seremos incomodados aqui. Aliás, o que exatamente aconteceu aqui em relação a esse massacre, Bernie?

— Ah, cara! As pessoas dizem muitas coisas e nunca sabemos o que realmente é verdade; qualquer informação se torna apenas especulação na boca de muita gente. Mas uma história específica teve muita repercussão: uma garota foi possuída por um demônio e matou muita gente, o corpo dela nunca foi encontrado. Obviamente mais invenção desse bando de lunático! Me passa um cigarro, Mayk.

— Toma. Demônio? Como assim? E a família dela, o que aconteceu?

— Valeu, cara! Eu não faço ideia do que aconteceu com o restante da família, mas eu soube que a irmã dessa garota esteve presente na festa que rolou antes do massacre.

— E ainda assim vocês não vêem motivos para não estarmos aqui!

— Isso foi há cinco anos, cara. Você ouviu algum relato desde o ocorrido?

— Não, Bernie. Mas…

— Então, é isso! Richie, passa o fino para ele. Cara, só relaxa.

— Aí! Eu tô começando a sentir bastante fome. Bem que poderíamos atacar os lanches que sua mãe mandou, né?

— O quê? Tá esperando eu ir buscar? Aliás, por que ninguém trouxe para cá?

— Eu tava te ajudando a montar as barracas, esqueceu? O Mayk e o Ethan ficaram de trazer o restante das coisas para cá.

— Ih, eu posso explicar. Eu trouxe a maioria das coisas enquanto o Ethan grudou em mim.

— Ethan, cara? E aí? Tu poderia ter ajudado o cara, né.

— Eu só busco se alguém me acompanhar.

— Não precisa, eu que tô com fome e consigo buscar sozinho de boa. Já volto.

— Calma aí! Leva a lanterna, cara. Tá o maior breu.

— Valeu, Bernie. E guardem um pouco disso aí para mim!

— Mais fácil tu se apressar do que o Mayk guardar uns tragos para você.

— É, porque de três pessoas eu sou o único fumando mesmo, né? Tu tá pior que chaminé, Bernie. Qualquer coisa a gente bola outro, Richie. O que não falta aqui é erva.

— Beleza, caras. Volto já!

— Ethan! Fuma mais, cara. Só assim tu vai conseguir relaxar. Mas aí, como anda seu lance com a escrita?

— O projeto? Anda até que bem, mas de um tempo para cá ando me sinto desmotivado, sem criatividade e até um pouco pressionado. Não deveria ser tão estressante, sabe? Mas a história em si tem conquistado muita gente! Vocês leram?

— Eu tô acompanhando quando posso! Da última vez que li, o protagonista parecia a ponto de enlouquecer pelo experimento que foi submetido.

— Eu não tô lendo, não. Tu sabe que não gosto de ler, Ethan. Mas super apoio seu trampo, cara!

— Muito obrigado, gente. Isso é bem importante… Que barulho foi esse?

— Que barulho? Eu não ouvi nada.

— Eu tô tão chapado que mal consigo pensar direito, mas talvez sejam os espíritos que vieram te buscar e só você consegue ouvir.

— Você já não pensa direito normalmente, cara. Tá tranquilo. Barulho do que, Ethan?

— De galho se partindo. Meu Deus, será...

— Cara, calma! Não precisa ficar assustado, relaxa! Talvez seja somente o Richie precisando de ajuda com a quantidade de coisas que a gete trouxe. Mayk, vai lá ajudar o cara. Por favor.

— Como pode ser o Richie? Ele acabou de sair!

— Cara, eu tô chapado. Vou demorar séculos para conseguir me orientar!

— Ih, lamento! Mas eu não vou deixar você sozinho com o Ethan e correr o risco de tu apavorar ele ainda mais. Ou capotar, o que também deixaria ele com mais medo que agora. E Ethan, o carro foi estacionado aqui perto. Lembra?

— Beleza! Mas quando eu voltar, quero encontrar um beck pronto só para mim.

— Fechado! E leva uma lanterna também.

— Desculpa, cara! Eu ouço relatos sobre o massacre e de outros ocorridos antigos relacionados a floresta há tanto tempo que criei um puta medo em cima disso.

— Tá tudo bem, mano! Eu lembro quando eu tinha oito anos e um cara ateou fogo em um carro com a ex-namorada dentro, isso me apavorou tanto que eu fiquei anos sem entrar em um carro. Além de não conseguir chegar perto de fogueiras ou acender a lareira sozinho até certa idade.

— Sério? Me sinto menos estranho em relação a isso. Obrigado, cara. E sinto muito.

— Tá tranquilo! Todo mundo carrega um trauma ou medo sobre algo, cê sabe.

— Aliás, você ainda fala com a sua ex-namorada?

— Que mudança brusca de assunto! Eu não tava preparado pra isso. Assunto meio pesado pro momento, né?

— Me desculpa, eu…

— Não! Tá de boa, Ethan. Tô brincando. Sim, nós ainda conversamos e eu sinto muita falta, apesar de eu não querer que ela se machuque ainda mais. Só… tenho medo. Passa a seda e a erva para mim, por favor.

— Vai bolar pro Mayk? E medo do que, exatamente?

— Sim, vou sim. Ah, medo de fazer ela sofrer, de nos machucarmos e todas essas coisas.

— Alguém poderia ter ido me ajudar, né? Olha a quantidade de coisa que trouxemos! Cadê o Mayk?

— Ué, ele não tá contigo?

— Ahn, não? Ele deveria? Enfim, me ajudem aqui; eu tô morrendo de fome.

— Ouvimos um barulho e pensamos que você estivesse precisando de ajuda, então pedi pra ele te encontrar. Tem certeza que você não esbarrou com ele?

— Não, cara. Eu trouxe as coisas sozinho e não encontrei ninguém no caminho, eu não tô chapado o suficiente pra não conseguir ver alguém a minha frente. Só se ele foi por outro caminho e a gente se desencontrou.

— Vou sair para encontrar ele, então. Ele saiu daqui extremamente chapado, foi uma péssima ideia mandar ele te procurar. Calma aí, eu já venho.

— Eu não acho uma boa ideia, não. Não é melhor esperarmos ele voltar? Já não sabemos onde ele está, você pode acabar se desencontrando dele também.

— É, faz sentido. Tu tem razão, Ethan. Vamos esperar um pouco. O que tem aí de bom?

— Acho que alguns sanduíches, refrigerante, suco, salgadinho e… sua mãe mandou uma torta pra gente, cara? Nossa! Eu amo a sua mãe.

— Ela é ótima, né? Ficou preocupada se sentiríamos muita fome enquanto estamos aqui. Acho que tem bolo aí também, se eu não me engano. Ela disse que mandaria seu bolo favorito, Ethan. Ela mima mais você do que a mim, como pode isso?

— Ah! Eu não acredito que ela lembrou de mim… Eu vou até agradecer pessoalmente quando voltarmos.

— Teve sorte de ser o amigo preferido da mãe do Bernie, hein?

— Deve ser porque eu sou um amigo exemplo, sabe? Notas ótimas desde sempre, bastante empenhado em tudo e ajudei o Bernie em muita coisa desde pequeno, além de sempre tratar ela muito bem.

— Só é irritante quando quer, né? Eu trato ela muito bem!

— Minha mãe diz que o Ethan possui as qualidades que ela sempre quis em um filho, por isso te mima tanto.

— Você vive falando palavrão na frente dela, cara. Mesmo ela odiando. Mas eu acho que ela só se importa tanto porque sabe o inferno que vivo diariamente com a minha família, pois desde cedo vivo na sua casa para fugir da convivência com eles.

— Sim, é verdade. Minha mãe teria te adotado se tivesse tido a oportunidade.

— Nossa! Teria sido a realização de um sonho. Aliás, ela fez lanches do quê?

— Tenho quase certeza que de presunto, frango e… carne seca, talvez?

— Meu Deus… esse lanche tá bom pra caralho, mano!

— Passa um aí! É do que esse?

— Eu não faço a menor ideia, só sei que tá muito bom!

— Me passa um de frango, Bernie. O frango temperado da sua mãe é bom demais.

— Cara, eu esqueci completamente do Mayk. Meu Deus! Precisamos saber o que houve.

— Você quer que eu vá atrás dele e tu fica aqui com o Ethan? Ou me acompanhar, mas alguém precisa ficar aqui para esperar por ele, caso ele volte.

— Gente! A gente precisa sair daqui agora. Agora!

— Ei! Calma aí, cara! Onde você foi? Cê tava correndo, que suor é esse? Fica calmo.

— Por que precisamos sair daqui com tanta pressa? A gente começou a comer agora…

— Eu não me importo se começaram a comer agora, caralho. A gente precisa sair daqui agora!

— Mayk, calma. O que aconteceu? Você tá se sentindo bem?

— Tem um alien na floresta! Um alien! Vocês tem noção disso? Eu precisei correr dele, mas eu não sei se consegui despistar ele. Meu Deus… eu não quero morrer dessa forma! Ele era horrível, a criatura mais feia que eu já vi em toda a minha vida.

— Cara… alien? Tipo, sério mesmo? Tu parece apavorado e isso eu entendo, mas isso não é pela maconha? Tu fumou para caralho, Mayk.

— Não, Bernie. Eu não tô inventando, porra! Eu vi um alien mesmo e ele tentou me agarrar.

— Ok… e como você sabe que realmente era um alien? Não poderia ser, sei lá… um urso?

— Richie, ele nem estaria aqui se tivesse se encontrado com um urso. Você sabe o que acontece com um uma pessoa quando é atacada por um? É bem louco!

— Eu acho que isso é somente uma forma de me assustar mais ainda.

— Que? Te assustar? Nem tudo tem a ver com você, porra! Pra que eu inventaria uma merda dessas?

— Ué, então como você pode saber que a aparição era de fato um alien?

— Porque eu vi, caralho. Eu vi! Eu vi ele sair de uma nave enorme e caminhar até mim.

— Sei… e como ele era?

— Era grande, robusto e… e tinha, eu não sei explicar! Tentáculos no rosto? Eu acho que era isso, mas a pele parecia extremamente grossa e impenetrável. Ele fazia um barulho horrível com a boca. Foi horrível, horrível…

— Cara, você tem certeza do que viu? A gente pode dar uma olhada para saber o que de fato era, pra não correr o risco de ser um animal de grande porte e invadir as barracas ou, até mesmo, atacar a gente.

— Não! Pelo amor de Deus, não! Vocês não podem ir até lá, ele vai matar a gente. Vamos pra casa, por favor.

— Pra casa? Mas nem fodendo! Eu comprei maconha pra caralho e não vou poder usar?

— Meu Deus, caralho. Tu só se importa em fumar maconha?

— Ué, não foi você que começou a chapar antes mesmo de sair da sua casa?

— Mayk, vamos fazer assim: vamos todos nós ao local onde você estava e, assim, garantimos que não era nada demais. Pode ser?

— Eu acho uma ideia péssima! Eu não vou dar ouvidos pras merdas que o Mayk diz.

— Mano, qual o problema de vocês? Eu já cansei de ser o cabeça por todos nós, será que podemos ir ao local e chegarmos a conclusão de que não passa de porra nenhuma, além de uma brisa fodida? Vocês tretaram a noite toda por nada e é justamente por isso que esse rolê não faz mais o menor sentido.

— Como assim não faz o menor sentido? O que não faz?

— Nossa amizade, Ethan! Vocês vivem tretando, se alfinetando, se humilhando e tirando vantagem um dos outros. A gente pode verificar do que se trata e só terminar a noite em paz?

— Bernie, por favor…

— Mayk, a gente vê do que se trata e voltamos pra cá, pode ser? Eu só quero terminar a noite em paz e sossegado, sem mais tretas de vocês. Não deve ser nada demais, beleza?

— Eu… eu acho que só estou muito chapado mesmo, mas a gente pode verificar. Foi mal.

— Tá tudo bem, cara. Peguem as lanternas e vamos até lá. Tu guia a gente até o local, Mayk?

— Sim, pode ser.

— Feito. Vamos?

— Tu realmente vai dar ouvidos pro que ele diz, Bernie?

— Ethan, agora não. Já tô estressado pra caralho e só quero terminar a noite em paz, eu pareço a mãe de vocês porque tô sempre tendo que resolver as merdas que acontecem.

— Tá, vamos. Mas vamos deixar as coisas ligadas, não é perigoso?

— Eu acho que não, acredito que vai ser rápido.

— Caralho! Tá muito frio aqui fora, mano.

— Acho melhor pegarmos mais alguns casacos, o que acham? Tu acha que aguenta, Richie?

— Aguento, tá de boa!

— Vamos, eu vim por esse caminho. Tem uma clareira mais pra frente, próximo do rio.

— Beleza, só tomem cuidado onde pisam pra não atrair nenhum animal. Tudo de boa, Ethan? Tu aguenta ir até lá?

— Para de falar comigo como se eu fosse uma criança, Bernard. Eu duvido que essa história de alien não passe de mais uma idiotice do Mayk.

— Tudo bem, Ethan. Eu me preocupo contigo porque tu é o meu melhor amigo, não te trato como uma criança.

— Caralho, que nojo! O que é isso?

— Que cheiro horrível! Alguém morreu por aqui?

— Não tem cheiro de decomposição, não. O que tu encontrou Richie?

— Eu não sei, eu não prestei atenção e acabei pisando em um monte de… de… O que caralhos é isso? Isso são pedaços de…?

— Pedaços do quê? Caralho! Isso é uma cabeça? Ou o que restou dela.

— São miolos.

— Meu Deus, isso é um cérebro esmagado! A gente precisa sair daqui agora, Bernie.

— Calma, Mayk! Ethan, isso são miolos do quê? Tem como a gente saber?

— Eu… eu não sei. Eu não consigo pensar direito.

— Se aproxima. Isso é uma cabeça humana, Ethan? Onde pode estar o resto do corpo?

— Eu não sei, Bernie. Pode ser, ou pode ser só um animal. Mas como a cabeça pode estar esmagada dessa forma? Isso só é possível pelas mãos de alguém com muita força, ou um atropelamento.

— É impossível que tenha sido um atropelamento, as árvores são muito juntas nessa parte da floresta. Mayk, como você disse que a criatura era? O alien.

— Eu… eu disse que ele era grande e robusto, ele parecia ter o dobro do meu tamanho. Eu não descrevi tudo, mas as mãos possuíam garras enormes e os olhos… os olhos pareciam sedentos por sangue e tinham um brilho esverdeado.

— A gente precisa sair daqui agora…

— Por que tu tá cochichando, Richie?

— Por causa daquilo, Bernie.

— Meu Deus! O que é isso?

— Ethan, para de gritar! Para!

— A gente precisa correr agora! Pro carro, agora! Mayk? Mayk! A gente precisa ir, cara. Agora!

— Eu… eu… dor.

— O quê? Não! A gente precisa ir, anda! Meu Deus, o que é isso?

— Minha cabeça parece que vai explodir!

— Por que sua boca tá sangrando dessa forma? O que aconteceu? Ele encostou em você de algum jeito? Anda, continua andando! A gente precisa encontrar os outros. Pra onde ele foi?

— Ele me arranhou, Bernie. Eu não consegui contar de tão assustado que eu estava. Minha cabeça dói tanto…

— Não, não, não, não… Mayk! Meu Deus!

— Bernie! Cadê o Mayk? Por que você tá cheio de sangue? O que aconteceu?

— A gente precisa sair daqui agora, Ethan! Eu explico depois.

— E as nossas coisas?

— Que se foda as nossas coisas, Richie! Entra no carro. Agora!

— Meu Deus, ele nos alcançou! Eu não quero morrer… O que houve com o Mayk?

— Cadê a porra das chaves, Richie?

— Junto com a porra das nossas coisas!

— Eu não quero morrer!

— Ninguém vai morrer, Ethan! Cala a porra da boca, por favor. Eu preciso tentar fazer uma ligação direta.

— Cadê ele? Pra onde ele foi?

— Anda… Por favor, anda logo! Isso! Pra onde ele foi?

— Anda logo, Bernie!

— Meu Deus! O que aconteceu? Eu disse que tinha sido uma péssima ideia acamparmos aqui, Bernard. Eu disse!

— Eu já entendi, caralho! Richie, você não viu pra onde ele foi?

— Não! Só acelera, por favor. Eu só quero chegar em casa.

— Puta que pariu! Que barulho foi esse?

— Ele arrancou a porta! Ele arrancou a minha porta! Bernie, pelo amor de Deus… eu não quero morrer!

— Ninguém mais vai morrer! Nós vamos sair daqui.

— Ele tá no teto do carro! Eu vou morrer… Não, não! Não, me solta!

— Ethan, segura a minha mão! Bernie, acelera!

— Richie, por favor. Não me solta!

— Eu tô tentando, mas eu não consigo mais… me perdoa, eu não consigo.

— Eu não consigo enxergar! Eu não sei em qual direção estamos indo.

— Eu matei o Ethan. Meu Deus, eu matei o Ethan.

— Calma, não foi culpa sua! Calma... Eu preciso parar, eu tô tremendo muito.

— Bernie, a gente não pode ficar parado no meio da estrada…

— Me desculpa, eu só preciso me recompor… Já estamos distantes agora.

— Bernie, a gente precisa realmente sair da estrada. Tem um caminhão vindo na nossa direção!

— Não, não, não… Meu Deus, o carro não liga! Não tá ligando, Richie!

— Sai do carro, sai!

— Eu não consigo abrir, ele amassou toda a lataria!

— Meu Deus, eu não acredito...

30 de Novembro de 2020 às 23:27 0 Denunciar Insira Seguir história
4
Fim

Conheça o autor

Gabriel Amaro Oi. Sou Gabriel, tenho 24 anos e sou estudante de Letras - Português/Inglês na UFRJ. Eu escrevo desde uns 10 anos e quero dividir minhas ideias malucas com o mundo. Apesar de escrever de tudo, meu foco sempre foi fantasia, sci-fi e terror. Odeio finais felizes, mas nunca se sabe quando vou surtar e seguir por esse caminho.

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