guilhermerubido Guilherme Rubido

Vanessa, repetindo o que fazia todos os dias, solicitou em um aplicativo de caronas um motorista para levá-la até a faculdade. Quando sentou no banco de trás, percebeu que havia algo de estranho com o carro e com o homem ao volante. Aos poucos, durante a viagem, ela vai descobrindo algumas coisas, até que algo terrível surge diante de seus olhos e revela o obscuro que deslizava por trás do tecido de realidade ordinária.


Horror Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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No Banco de Trás

Eram 18h45 da tarde quando um HB20 branco estacionou no meio-fio na frente de Vanessa. Ela olhou para a tela do celular mais uma vez, conferiu se a placa do carro à sua frente batia com a que era mostrada no aplicativo e, vendo que sim, colocou o aparelho no bolso, abriu a porta de trás e entrou no carro.

O carro era escuro e os vidros fechados estavam cobertos com um filme escuro que fazia o mundo lá fora transformar-se em uma terrível tempestade de fim de tarde; escura e pesada, quase noite. Vanessa captou no ar um leve cheiro de menta, daqueles que são emitidos por pequenos dispositivos de plástico presos na saída do ar-condicionado ou guardado em algum lugar do painel.

— Oi, boa tarde — ela falou, ajeitando-se no banco à direita do motorista.

Sem se virar para ela, o motorista respondeu de costas:

— Boa tarde, moça. Qual o destino?

A voz do homem – Márcio, se ela se lembrava bem do que dizia o aplicativo – era arrastada e carregada de um sotaque estranho.

— É na rua São Luiz — ela falou. — Uma faculdade.

Ainda sem se virar, o homem respondeu laconicamente:

— OK.

Enquanto as casas começavam a se distanciar pelo vidro, Vanessa remexeu-se incomodada no banco. O homem era um daqueles motoristas que colocam capas de proteção nos bancos de trás, para evitar sujeira ou qualquer coisa do tipo. Isso era normal, ela sabia. Afinal, trabalhando em um emprego onde pessoas dos mais variados tipos e, às vezes – mais constantemente do que todos gostariam –, dos mais variados níveis de sobriedade mental, era normal que se tentasse proteger ao máximo o veículo de qualquer tipo de dano eventual. Bastaria um passageiro bêbado vomitar no carro que o motorista teria de dizer adeus ao turno daquele dia, ao menos até que ele levasse o carro até alguém para lavá-lo de cima abaixo e remover o cheiro.

O estranhamento foi causado em virtude da escolha de proteção do motorista. O que protegia os bancos, naquele caso, não era bem uma capa produzida para esta função. Era apenas, de maneira forçada, uma improvisação. Ao que parecia a Vanessa na crescente escuridão crepuscular da tarde, eram vários tapetes – daqueles de salas de estar. Cheios de babados e desenhos ornamentais – jogados um do lado do outro, como uma colcha de retalhos mal feita. A impressão que dava é que o homem tinha aberto o armário de casa e puxado vários tapetes velhos e com cheiro de mofo do fundo para jogá-los ali por cima dos bancos. O odor seco de coisa velha e ar parado subia até as narinas de Vanessa de modo desconfortável.

— ...estuda lá?

Vanessa, ainda voltando dos pensamentos, não ouviu direito a pergunta que o homem fizera. Olhando para a frente, ela ajeitou-se no banco e viu um dos tapetes deslizar um pouquinho, revelando um pedacinho do assento de couro que ficava por baixo.

— Hã? — Ela perguntou.

— Lá. A faculdade — Ele perguntou outra vez. — Você estuda lá?

— Ah, sim. Estudo sim. Tô no primeiro ano.

— Que bacana — ele falou com uma voz simpática que a fez lembrar-se de seu pai. — Meu filho fez faculdade lá também. Você faz o quê?

— Relações Internacionais.

— E tá gostando?

— Ah... tô, né. É o primeiro ano ainda, então tem muita coisa que não é da matéria de Relações Internacionais mesmo. Mais filosofia, sociologia...

— É, verdade, né. Só mais pra frente que começa os assuntos do curso mesmo. Meu filho fazia Direito, mas desistiu no meio. Hoje mora fora. Lá na Alemanha.

— Caramba! — Ela reagiu educadamente, mas seu interesse pela conversa era zero. O cheiro era realmente ruim, e parecia ficar pior a cada momento. — Que legal! E ele gosta de morar lá?

— Acho que gosta, sim. — Ele falou, ainda sem olhar para ela. A voz parecendo tatear em terrenos dos quais ele preferia manter a porta fechada. — É, acho que gosta mesmo... A gente não se fala muito, sabe? Acabamos brigando quando ele decidiu abandonar a faculdade e eu acabei me alterando... um pouco.

— É, entendo. É uma situação difícil — ela concluiu e, sem ninguém dizer mais nada, o carro mergulhou em silêncio novamente.

Lá fora, as rodas do carro giravam rápidas sobre o asfalto, produzindo um ruído monótono que impedia o silêncio completo. Pequenas gotas de chuva começavam a cair, despencando do céu e batendo com um plaft! pesado contra os vidros e a lataria do carro. Vanessa, olhando pelo vidro escuro, observou o mundo lá fora começar a se tornar turvo por conta da chuva que se tornava cada vez mais forte. Sua respiração embaçava o vidro gelado e as luzes dos carros que passavam por eles voavam para longe em borbotões coloridos e distorcidos de amarelo e vermelho. As gotas escorriam pelo vidro aos montes. Estava muto frio ali dentro, e Vanessa se arrependeu por não ter trazido um casaco. Bem que sua mãe avisara. Lá fora o clima estava bom, mas ali dentro... ali dentro parecia um frigorífico. O ar-condicionado berrava em um sopro potente, como se esforçasse para alcançar a temperatura que o motorista exigia.

Voltando os olhos para dentro do carro, encarou as costas do motorista. Havia algo nele que, mesmo sem saber explicar, lhe causava estranheza e que ia para além do fato dele não ter se virado uma única vez para que ela visse seu rosto. De suas costas, Vanessa conseguia ver que ele vestia um boné. Os braços que seguravam os volantes estavam cobertos por mangas compridas e o cabelo quase tocava nos ombros. Além, é claro, dos tapetes para cobrir os bancos. Era como arrancar a cortina da sala para forrar o sofá. Olhando-o fixamente, Vanessa percebeu que o homem tremia. A princípio, apenas um tremor leve, como se ele segurasse o volante com tanta força que seu corpo inteiro começasse a vibrar com a pressão. Contudo, depois de observar por alguns minutos, viu o corpo do homem ser tomado por espasmos repentinos que o faziam levantar os ombros e chacoalhar a cabeça.

Assustada e sem reação, ela continuou olhando para ele. Torcendo para que aquilo parasse de uma vez e ela pudesse voltar a olhar lá para fora sem preocupações. Porém, sem dar indícios de que iria parar, ela decidiu perguntar para ele se estava tudo bem. Abriu a boca para falar e, antes que pudesse encontrar as palavras, viu, pelo espelhinho do carro, que os olhos dele se viraram para olhá-la no banco de trás. Os olhos, dilatados e vibrantes, olhavam para ela. Diretamente para ela.

Vendo que ela também estava olhando para ele, o homem desviou o olhar rapidamente.

Os olhos... ela pensou, atônita e se sentindo de repente pequena demais. Minúscula. Presa em uma gaiola de aço maciço sem ter para onde correr ou se esconder. Acuada e com um medo súbito corroendo suas entranhas; um medo que cresceu de repente, surgindo como uma bomba prestes a explodir onde antes não havia nada.

Os olhos do homem eram grandes e vidrados, feito duas bolas de golfe de um branco vazio. Tão grandes e desproporcionais que davam a impressão de que poderiam saltar das órbitas e cair sobre o painel do carro a qualquer momento.

Apesar de achar que estava sendo paranoica e que o medo era fruto natural de situações como essa onde você estava sozinha com um homem estranho que, supostamente, apenas te deixaria no local onde você desejava, Vanessa viu-se, de repente, em pânico. Suas mãos suavam e o frio parecia insuportável. Além disso...

...além disso, foi ódio o que eu vi? Quando ele me olhou, foi raiva o que eu vi naqueles olhos?! Ela pensou e estremeceu.

Achava que sim e, ainda que não tivesse percebido na hora, seu corpo percebera. E era por isso que começara a tremer e esfriar, como se de repente todo calor do mundo tivesse sido sugado para dentro daquele olhar horroroso.

— Desde que meu filho conheceu aquela... a namorada dele — ele concluiu, a repentina projeção de sua voz dentro do carro fazendo Vanessa dar um pulinho no banco de trás. Ela rezava para que ele não tivesse percebido que ela se assustara. Rezava mesmo. — Ele nunca mais foi o mesmo. Voou pra Alemanha e nunca mais deu satisfação pra gente que fez de tudo por ele. É verdade que eu posso ter pegado meio pesado com ele, admito. É verdade. É, sim... Acontece comigo de me descontrolar um pouco de vez em quando e acabar fazendo uma besteira. Mas isso é normal, todo pai ou marido tem que ser duro às vezes. Minha mulher sabe bem como eu fico quando eu tô irritado com alguma coisa. Ah, se sabe.

A vontade de abrir a porta e sair do carro parecia irrefreável. Queria pedir para ele parar o carro e deixá-la sair ali mesmo, no meio da rua. Nem que ela tivesse que pular pela janela. Só queria sair dali agora. Mas não teve força. Percebeu, sem surpresa, que suas pernas tremiam. E seu corpo estava pesado demais para que ela pudesse fazer qualquer movimento. Era como se houvesse uma bola de boliche na sua barriga.

Então, em silêncio, ela ouviu o homem continuar sua história, aquele sotaque estranho deslizando por trás de cada uma das palavras:

— Isso é fruto dessa geração, aí, que acha que não pode bater em filho. Oh, se pode! Meu pai me tratou assim e eu fiz o mesmo com meu filho, pra ensinar a ser gente, sabe? Umas porradinhas de vez em quando não fazem mal a ninguém, porra! Bati pra educar minha vida inteira, e fiz isso quando ele decidiu abandonar a droga da faculdade. Tenho certeza que seu pai te ensinou isso também, mocinha. O poder de uma surra bem dada pra educar. Você é uma moça educada. Sabe disso. Faço isso com minha mulher também. Uma vez a mulher apareceu com um olho roxo e aí os enxeridos dos vizinhos vieram me denunciar! Cê acredita?! Os filhos da puta queriam se meter no que acontece na minha casa. Na minha casa, porra! — Ele gritou e bateu no painel do carro com força. A moldura de plástico chacoalhou e tremeu. Por um momento, Vanessa achou que o aparelho de rádio saltaria para fora por conta do impacto, mas ela permaneceu bem ali, firmemente encaixada.

Eu só quero ir embora! Deus do céu, me deixa ir embora! A esse ponto, ela já chorava aos montes, tremendo tanto que achou que fosse desmaiar. Nem mesmo tinha certeza do que achava, só sabia que estava muito, muito amedrontado. Se alguém perguntasse a ela o que acontecera – se é que ela conseguiria contar a alguém – ela sabia como tudo soaria bobo e banal. Mas para ela tudo parecia tão real. Tão assustador. Era ela que estava ali com um louco que provavelmente espancava a mulher, droga!

— Ainda bem que os “policia” entenderam bem a situação. Homens de verdade, eu sempre digo. Esses entendem que nesses assuntos não tem que ficar se metendo, não.

De repente, algo gelado roçou em seu pé. Sua pressão caiu no mesmo instante. Despencou mesmo, como se um abismo tivesse se aberto dentro dela. E a temperatura de seu corpo pareceu escorregar direto para o abaixo de zero. O primeiro pensamento que passou pela sua mente foi chutar ou morder seja lá o que fosse aquilo. Mas não fez isso. Tremendo, abaixou a cabeça para olhar os pés. Sentiu a pele e os músculos do pescoço rangerem, duros sob tanta tensão. Olhou para baixo, esperando encontrar uma mão tateando nas sombras sob o banco, mas, para seu alivio, era só um relógio.

Apenas um simples e feio relógio.

Ela sorriu atordoada; rindo de si mesma e do medo que sentira.

É só um relógio, sua idiota. Só a droga de um relógio. Ela pensou e se abaixou para pegar. Ele nem mesmo tá na minha frente, como a mão dele me alcançaria...

Com a mão tremendo, ela estendeu a mão para a frente para entregá-lo para o motorista.

— Moço, acho que seu relógio caiu ou algum passageiro esqueceu aqui — ela falou. A voz vacilante e fraca. Ela tinha de se esforçar para que as palavras se desgrudassem da garganta e voassem para fora.

— Ah, é meu mesmo. Nem percebi que tinha caído. Obrigado. — Ele falou e virou um pouco do rosto para olhar a mão estendida da garota, mas ainda não o suficiente para que ela pudesse vê-lo de verdade.

Tirando a mão esquerda do volante que tremia sem parar, ele pegou o relógio da mão dela de modo estabanado, quase deixando-o cair outra vez. Os dedos moviam-se de forma desajeitada, como se ele tivesse algum problema motor sério na mão. Parkinson, talvez. Quando a mão dele se fechou sobre o relógio, Vanessa percebeu que a pele dele era extremamente fria e mole. Úmida. Quase gelatinosa. Com repugnância, ela afastou a mão e se recostou no banco outra vez.

Ela viu o braço do homem voltando para o volante e, ao fazer isso, a manga comprida que ele vestia recuou um pouco, caindo um pouquinho atrás do pulso, onde um outro relógio estava preso.

Vanessa não entendeu nada. Ele havia dito que o relógio era dele, mas ele já estava usando um. Sinceramente, ela não queria saber. Queria apenas ir embora. E, se Deus quisesse, já estariam chegando. Deus, por favor, estariam muito próximo do destino dela. Aflita, ela pegou o celular do bolso e checou no GPS do aplicativo a distância que faltava. Estavam bem próximos. Mais uns 6 minutos e estariam na porta da faculdade, e ela poderia respirar e vomitar. Correr até o banheiro e chorar até que tudo aquilo passasse.

Guardou o celular no bolso da calça e, quando se arrumou outra vez, viu algo no banco. O movimento dela devia ter puxado um dos tapetes. Agora, olhando para o banco, ela via uma fresta aberta entre eles. Ali, por baixo dos pesados tapetes, uma mancha escura se estendia pelo banco de couro. Estava escuro. Era difícil de olhar. E, pela abertura, não dava para saber o tamanho. Mas havia algo ali. Com certeza. Suco? Sujeira? Vômito? Poderia ser tudo isso e qualquer outra coisa, exceto que a cor... a cor era de sangue. Um vermelho que aos poucos se tornava marrom e que ela só conseguia perceber quando um pouco da luz cinza que vinha lá de fora se derramava sobre o local.

Curiosa, ela puxou com os dedos a borda de um dos tapetes, levantando um pouco o tecido. A mancha era ainda maior do que ela pensava, e se estendia para muito além do limitado espaço descoberto, perdendo-se por debaixo dos outros tapetes.

Era sangue... meu deus era sangue mesmo! Ela pensou desesperada e sem saber o que fazer em seguida.

— Sua putinha!

O homem rosnou atrás dela, cuspindo as palavras com uma cólera palpável. Vanessa foi sugada de volta à realidade e no mesmo instante ela soltou o tapete que segurava com as pontas dos dedos. Como uma criança que é pega pelos pais mexendo onde não deve. O carro estava parado, estacionado em um lugar deserto e escuro. Ela nem havia percebido a desaceleração e a suspensão do movimento, estava tão imersa na ideia da mancha que só agora reparava que estavam estacionados. Agora, sem cerimônias, o motorista olhava diretamente para ela. Com o corpo inclinado em direção ao banco de trás, ele a encarava com raiva. Os olhos esbugalhados do homem saltavam em sua direção e, em uma cena bizarra, o rosto parecia derreter, como um boneco de neve sob o sol. A pela deslizando em rios rosados e se distorcendo em máscaras de ódio. A face humana desaparecendo em um rio caudaloso para dar lugar a algo horroroso e de cores incomuns.

Com a voz sufocada na garganta, Vanessa percebeu que aquilo que estava com ela no carro, fosse o que fosse, não era nada humano.

Ele falou algo em uma língua que ela não compreendia e estendeu o braço em sua direção. Ela estava paralisada com aquele rosto bizarro que surgia à sua frente e a voz que agora se revelava em sua verdadeira forma, tão diferente e horrorosa ao ouvido dela.

Naquele dia, um pouco mais tarde, quando o professor de filosofia começou a fazer a chamada no final da aula e passou pelo nome de Vanessa de Araújo Walton, ela não estava presente.

Lá fora, em algum lugar da cidade cinza e coberta pela chuva, uma coisa rastejava.

6 de Dezembro de 2020 às 16:43 1 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Guilherme Rubido Olá, que bom que conseguiu chegar até aqui. Seja muito bem-vindo. Por favor, tire o tênis e sinta-se em casa. Parece que começou a chover. Consegue escutar? É uma chuva daquelas... Teremos muito tempo até que pare. Sendo assim, escolha um assento e fique confortável. Aqui veremos muitas coisas horríveis, então, prepare-se. Tem café quente na mesa e bolachas no armário de cima (não mexa no de baixo, não vai gostar do que tem lá dentro). Caso goste do que viu, não se esqueça de deixar uma gorjeta (like) ou comentário para o escritor, ele agradece pela sua cooperação. Para o caso contrário, deixe um comentário com sua reclamação, estamos sempre tentando melhorar. Espero que se divirta. :)

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Wesley Deniel Wesley Deniel
Situação bizarra, esta. Tencionei há algum tempo fazer Uber. Complementar a renda nas folgas (eu trabalho como segurança noturno armado 12 por 36 horas), mas logo deixei a idéia de lado. Comigo foi o contrário de sua ótima história : eu tinha medo das pessoas que poderia pegar. Como disse certa vez numa breve conversa com o Prof. Marcelo do Conto um Conto, eu escrevo barbaridades abomináveis, mas como Wesley, sou um cara que odeia violência. Sou totalmente zen. Não sei se é por ter uma mente sombria de Escritor de horror, mas sempre desconfio de gente estranha, e ter alguém como este seu motorista sentado no banco de trás de meu carro... Hugh. A idéia me congela. Nas ruas eu estaria desprotegido e os loucos... ah, esses estão por toda parte. Gostei, como sempre, do modo como orquestrou a trama, irmão; com muito bom gosto. Gostei também do elemento sobrenatural do final. Fosse o que fosse, era algo cruel. Meus sinceros parabéns novamente !!!
February 13, 2021, 07:54
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