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Nicole MC


Fazia algum tempo que Lucy observava Natsu, seu companheiro da olímpiada de química. O que mais lhe chamou a atenção, era seu jeito espontâneo, coisa que a impedia de ler quaisquer intenções do rapaz. Ela só não esperava que no dia que se declararia, fosse notar, pela primeira vez, a reciprocidade dos sentimentos por si.


Ficção adolescente Todo o público.

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Entre nós e os arranha-céus

Loucura. Lucy só conseguia pensar nesta palavra quando passou por sua cabeça declarar seus sentimentos pelo seu melhor amigo. E se ele estranhasse? Esperava profundamente que não e que acima de tudo, fosse recíproco. Afinal, era só mais uma garota boba perdidamente apaixonada no auge de seus dezesseis anos que deixava seus hormônios dilatar suas pupilas e acelerarem seu coração quando olhava a cabeleira rosada que tanto gostava.

Tudo começou quando o observava; de longe, nas surdinas. Apenas vê-lo era o suficiente. Tanto que a movia, mesmo morando longe, para aquela escola onde partilhava a sala de olimpíada de química com o dito cujo. Coincidentemente em um dia que fora obrigada a explicar para a turma o porquê do diagrama de Linus Pauling ter continuidade após o 7s², Natsu a chamou curioso para saber mais sobre aquela tese. Era sua matéria favorita e Lucy podia jurar de pés juntos que não sabia, apenas era a sua também.

Conversaram durante longos meses que se arrastaram mais do que a loira imaginava. Criaram uma amizade estreita que já era observada pelos colegas que davam grandes indícios que gostariam de ajudá-los. Entretanto, por mais que todos notassem, o que, afinal, achava Natsu?

O seu jeito era tão espontâneo que não conseguia nem decifrar o que ele pensava. E o pior era que Lucy era bem observadora, conseguia detectar de longe os sentimentos e intenções das pessoas. Mas Natsu estava ali para mostrá-la que toda regra tem sua exceção e talvez por isso que ele tenha a chamado a atenção.

Enfim, foi relembrando toda sua trajetória com o rosado ao longo daqueles oito meses que a loira decidiu que se declararia para Natsu. Seu orgulho estava em jogo, afinal não saberia como reagir caso levasse um pé na bunda. Mas ela tinha alguns pontos a seu favor: toda vez após as aulas, o Dragneel chamava ela para tomar um café na famosa Starbucks que ficava na avenida principal próximo à escola. Está certo que ele também chamava um amigo ou outro de vez em quando para acompanhá-los, mas ela… bem, Lucy já fora tantas vezes chamada que um convite já nem era mais preciso. Quando o relógio apontava cinco horas da tarde, o cheiro de café inevitavelmente já inundava seu olfato, sem nem mesmo ter um por perto. Estava condicionada, assim como seu coração que disparava por simplesmente ouvir o seu nome, Natsu. Havia alguns outros detalhes que ela levava em conta, como alguns toques sutis em suas mãos quando reclamava que estavam geladas ou até mesmo os olhares fixos um no outro quando se despediam no meio da multidão do metrô, mas aquele de companheirismo que tinham entre si, com certeza era o ponto mais forte.

Quando ouviu o barulho e o toque da catraca de entrada da escola em sua lombar, Lucy já não tinha tanta certeza assim do que queria. Maldita seja aquela insegurança que nunca fora sua. O amor muda as pessoas, afinal de contas. Mas ela passaria por aquilo, não tinha marcado o local e o horário exato com o rapaz para deixá-lo esperando. Passo ante passo era um pensamento diferente. Reformulava mil vezes o discurso que fizera na noite anterior. Era torcer para dar certo.

Deu dois toques na porta da sala que costumava ficar quando não queria ir para a olimpíada, Natsu já a aguardava olhando abismado pela janela que possuía uma visão esplêndida da avenida principal iluminada e enfeitada pelo Natal que estava próximo. Riu levemente finalmente atraindo sua visão.

— Luce! Você chegou. — Sorriu com aquele sotaque que arrastava o y de seu nome dando a sonoridade de e. Só ele a chamava assim e ela desejava que somente ele o fizesse para sempre.

— Sim, Natsu.

Aproximou-se da janela ficando a seu lado. Apertou as mãos na alça de sua bolsa em claro nervosismo, não sabia por onde começar, todas as palavras que tinha em sua cabeça até segundos atrás fugiram com o sorriso largo e contagiante que Natsu lhe deu. Maldito seja esse Dragneel que tirava suas estribeiras.

— Como nunca me mostrou esse lugar antes?

— Não costumava vir muito, apenas quando queria descansar enquanto esperava você sair da aula.

O rosado aceitou a resposta e voltou o olhar para os arranha-céus além do vidro. O silêncio pairou na sala, algo que nunca havia existido entre os, até então, amigos. Era constrangedor e humilhante. Lucy tinha certeza que Natsu devia estar confuso e perguntando-se o porquê daquela doida tinha lhe chamado para lá se nada dizia. Como era estúpida, o que ela achou que conseguiria com o rosado? Homens agiam mais rápidos quando interessados…

— Luce? Está me escutando?

— Ah, sim. — Encarou-lhe.

— Tem algo a incomodando?

— Sim. — Suspirou profundamente retirando os resquícios que tinha de coragem. — Você.

— Eu fiz alguma coisa? — perguntou surpreso.

— Não, esse é o problema.

— E-eu estou confuso, Luce. — O rapaz aparentava estar chateado e a loira não queria aquilo, ele não tinha nada haver com seus sentimentos. Não poderia descontar todas as suas frustrações daquela forma.

— Me desculpe. — Fechou os olhos respirando fundo.

Precisava fazer aquilo ou nunca mais conseguiria. Assim que abriu os olhos viu Natsu encarando-lhe ainda confuso, mas nada disso importava. Inclinou-se em sua direção e deixou que seus lábios tocassem os do rapaz. Era um beijo simples, mas que transmitia todos os seus sentimentos através dele. Sentia até mesmo seu coração mais leve, com toda certeza deveria ter feito aquilo antes.

Assim que findou o beijo, Natsu se aproximou e Lucy, finalmente em muito tempo, soube bem das intenções quando sentiu o enroscar dos dedos em seus cabelos levando seus lábios para perto os do dele novamente. Sua mão instintivamente foi para a nuca alheia apertando-o como se dissesse para que aquele beijo nunca mais acabasse, pois era tudo o que mais desejava. Porém, o ar lhe foi necessário.

Não moveram seus corpos e deixaram suas testas coladas. Aos poucos, os sorrisos foram aparecendo e ali eles já sabiam que além de companheirismo compartilhado, o amor também era mútuo.

12 de Outubro de 2020 às 06:21 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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