valdir-junior1566867685 Valdir Rodrigues Bassouto Junior

Publicarei aqui textos que produzi em determinados momentos e foram abandonados, seja por não saber como continuar, ou ter perdido a vontade de trabalhar a ideia. HISTÓRIAS PUBLICADAS ATÉ O MOMENTO: Verdades Públicas - Voltando para casa após beber com seus amigos, Nicolas presencia um assassinato. Nos dias seguintes, não há notícias sobre o ocorrido e ninguém sabe ou acredita no que ele presenciou. A Morte do Eu - Numa colônia fora do planeta terra, há uma pesquisa de vital importância para a sobrevivência da humanidade. Marina, uma pesquisadora, desaparece sem deixar rastros. augusto e Clarice são destacados para investigar a colônia e descobrir o que está por trás do desaparecimento. Eterna Vigilância - Natália, gerente de uma loja de móveis, escuta uma ligação cruzada no ramal onde dois funcionários planejam matar um dos colaboradores de sua loja. Verônica - Uma investigadora e um marginal de menor importância no mundo do crime realizam execuções de criminosos que a justiça não consegue condenar e uma repórter investiga o caso. Esses textos se encontram em sua versão mais crua, então haverá inconsistências nas histórias e provavelmente erros de português, causados por digitação errada, falta de atenção ou simples desconhecimento das regras. Correções gramaticais e ortográficas são bem-vindas e estimuladas. É isso.


Ação Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#noir #suspense #crime #policial #curitiba #hardboiled
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CAPÍTULO 1 - Verdades Públicas

Dois tiros. O barulho não parecia o de uma arma disparando, e a isso se deveu minha incredulidade inicial. Mesmo não acreditando se tratar de uma arma, e não conseguindo imaginar o que mais poderia ser; podia ser o cano de escape de uma moto, mas apenas dois? Tiros também seriam mais altos.

O assunto não era problema meu e mesmo assim dei as caras na esquina andando com o máximo de discrição que pude reunir. Como os acontecimentos posteriores que irei narrar provam, me saí bem nessa tarefa.

Voltava de uma noitada com os caras no bar, depois de um dia intenso de trabalho que demorou a passar e todos se preparavam para outra noite de loucuras. Deixei o bar ali e voltei pela 13 de Maio, no sentido da contramão, fumando um cigarrinho e arrotando toda a cerveja que tomei.

Recordar o que se passou toma mais tempo do que aqueles segundos após os disparos. Pá, pá. Meti a cara na esquina, sempre escondido pela parede e a ladeirinha, aquela perto do Ópera 1 onde os caras fumam pedra, ajudou a me ocultar.

Eram três pessoas e nenhum deles notou minha presença, mesmo que só um deles estivesse morto. Paralisado entre o medo e a curiosidade vi os caras colocarem o cadáver do atingido na caçamba de uma Saveiro e darem no pé.

Ninguém me viu e ninguém estava na rua. Tomei uma direção qualquer e andei, metendo um cigarro na boca e acendendo ele com dificuldade, pois a chama parecia se movimentar alheia a direção de minha mão. Notei que estava na esquina do bar no qual havia saído e a brasa estava no filtro do cigarro.

— Não ia pra casa, papudo?

Renato estava do lado de fora do bar, cigarro numa mão, copo de cerveja na outra. Andou em minha direção e ofereceu o copo. Tomei um gole mínimo, a garganta estava fechada e sem nenhuma razão especial senti ânsias fortes.

Ele notou meu mal estar e perguntou se tudo estava bem, o que eu havia feito e por que você está verde cara?

Contei a cena que vi. Falei para ele, cara eu presenciei uma execução, mataram um cara.

Ele riu, a incredulidade bem expressa no rosto.

— Eu tava voltando e mataram um cara. Assim mesmo. Desse jeito.

Renato olha em torno, dessa vez mais sério.

— Não fale em voz alta, caralho. Entra comigo e senta com a rapaziada. Já falamos sobre esse assunto. Nós dois.

Concordei. Precisava de um ar e um banheiro. Precisava vomitar aquilo.

4 de Outubro de 2020 às 18:34 2 Denunciar Insira Seguir história
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Isís Marchetti Isís Marchetti
Olá, Valdir! Tudo bem com você? Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Primeiro de tudo eu preciso dizer o quanto eu achei o titulo interessante, se olharmos mais a fundo, sabemos que todo escritor em algum momento abortou um projeto e isso é muito triste, ainda mais quando vemos o quanto a história tinha um enorme potencial, mas como escritora eu sei que existem projetos que simplesmente não conseguimos levar em frente e isso é muito frustrante. Vamos lá. A coesão do seu texto está indo muito bem até aqui, o que foi uma surpresa porque devido a sinopse eu achei que iria encontrar algo nada com nada, não me julgue, essa impressão em mim foi você mesmo que a causou, mas vamos falar sobre isso um pouco mais para baixo, haha. A narrativa está muito boa e o texto está bem simples fazendo com que a leitura simplesmente acabe fluindo. Quanto à sinopse eu aconselharia você a reformular, isso porque ela não é atrativa ou sequer deixa algo para o leitor saber sobre o que os esperam ao começar a leitura ou sobre as inconstâncias que estão por vir, então uma ideia legal seria você por uma sinopse sobre algo referente a história e aí você poderia deixar sobre as suas impressões pessoas como sobre elas estarem na forma inicial ou sobre a gramática em uma nota inicial do capítulo. Isso porque quando eu a li, não coloquei expectativa nenhum no que estava por vir e eu acabei surpreendida ao chegar no final do capítulo, apesar de achar que você desenvolveu muito rápido, já da pra ver que pode se tornar uma história muito interessante. Quanto à estrutura, seu texto teve a classificação etária de para todo o público modificada para +13 porque tem palavrões na história, mas fora isso está tudo ok. Já sobre os personagens, eu achei interessante o fato dele ter presenciado uma execução e simplesmente engolir aquilo, se fosse eu, provavelmente iria ligar para a policia no mesmo instante. Mas ele conseguiu levar aquilo com ele e encontrar em seu amigo alguém em quem ele podia contar o que viu e isso de alguma forma já mostra o quanto ele confia nele. Quanto à gramática, mais uma vez faço referencia do quanto a sinopse me deixou muito cabreira com o que estava por vir e eu li cada palavra muito meticulosamente, mas não encontrei nada além de um pequeno apontamento em: "e o a brasa" em vez de "e a brasa". O que mais uma vez me deixou a impressão de um texto com muito potencial. Abraços.
February 25, 2021, 14:05

  • Valdir Rodrigues Bassouto Junior Valdir Rodrigues Bassouto Junior
    Olá, Isís. Vim publicar mais um capítulo - estou numa terceira história já - e vi seu comentário. Agradeço o tempo que você dedicou para ler esse capítulo, pelo comentário bem estruturado e pelas dicas que você me deu. Colocarei elas em prática imediatamente. Boa sorte e abraços. :) February 28, 2021, 19:12
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