kanaeyy kanaey

A relação entre Buggy e Shanks ia bem além do que todos viam e havia começado com um beijo, em uma noite muito distante. Agora, divagando sobre isso, Buggy chega a conclusão de que estava fadado a manter aquele laço com Shanks, e que o fim para seja lá o que os dois experimentavam juntos, estava longe.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#Insinuação-de-sexo-explicita #amantes #one-piece #Shanks #Buggy #Buggy-e-Shanks
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Buggy sobre Shanks.

Às vezes, Buggy não compreendia a si mesmo e suas atitudes. Todas saiam dos trilhos por um único motivo, ou melhor dizendo, por um único homem: Shanks. Maldito. Desgraçado. Muitos outros xingamentos seriam perfeitos para se referirem ao homem, um dos piratas mais poderosos dos mares. Provavelmente, todo o seu azar começou quando se tornaram companheiros no mesmo navio de Gol D. Roger, o Rei dos Piratas.

Aquela fora uma grande oportunidade que não esperava ser penosa, graças a um rapaz de cabelos ruivos. Primeiro, ambos se tornaram amigos, ainda que de uma forma bem sinuosa e torta e, talvez, tenha sido a premissa para um desastre maior? Nunca saberia. O acontecimento que fez com que passassem para outro patamar foi em uma noite como em qualquer outra, em que bebia no deck e, como de costume, Shanks apareceu para lhe fazer companhia, mesmo que não tenha sido convidado em nenhum momento.

Atrevido como aquele maldito era, também começou a beber de sua bebida, e pela primeira vez em dias não implicou com o outro por isso. Resolveu deixar passar daquela vez, pois queria um instante de paz e tranquilidade para não ter que pensar em nada, mesmo que Shanks o desconcetrasse um pouco de seu objetivo.

E então, quando estavam bêbados demais até para se levantaram do chão, simplesmente aconteceu: se beijaram. Buggy infelizmente se lembrava bem que esse primeiro beijo havia durado não muito mais que cinco minutos, que quando seus lábios se tocaram, frios e castigados pelo clima álgido do mar, não parecia errado, estranho ou qualquer coisa assim, muito menos quando uma das mãos de Shanks se firmou em sua nuca, aprofundando o contato de suas línguas.

Quando se separaram, o olhar intenso do ruivo quase o fez engasgar com a própria saliva, suas bochechas coraram por acanhamento pela primeira vez — afinal, aquela noite foi um monte de primeiras vezes emboladas que Buggy demorou muito tempo para compreender —, contudo, como o jovem que era naquela época, fugiu cambaleando de perto de Shanks, quase como um gato desesperado para não se molhar na água gelada.

Ah, se pudesse voltar no tempo e ter a vivência que tivera, hoje teria dado uma surra e tanto no ruivo, dessa forma as coisas teriam ficado mais claras e não teria jogado a si mesmo em um penhasco sem escapatória que eram os joguinhos do outro. Um fato que irritava, e irritaria Buggy para sempre, era que não se lembrava de quem foi a iniciativa do beijo, mas curiosamente o restante estava fresco em sua memória.

Nem adiantava questionar Shanks sobre isso, pois a resposta era sempre a mesma: foi você. O que era bastante difícil de engolir, principalmente pela presença constante de um um sorrisinho de escárnio quando falava, deixando mais inúmeras dúvidas em sua cabeça. Ao mesmo tempo em que não se achava capaz de beijá-lo, Buggy, quase chorando e esperneando, também admitia somente para si, que ficasse claro, que teria, sim, coragem para beijá-lo novamente.

Assim foi o começo de algo entre eles que nenhum dos dois sabia nomear ou não o fazia por puro medo de que isso acabasse se tornando real. Várias e várias vezes, Buggy se pegava repetindo para si mesmo na frente do espelho que nunca mais estaria nos braços do pirata ruivo novamente.

Era apenas um sexo razoavelmente agradável, nada tão grande que pudesse fazê-lo repetir, pois o mundo era grande e poderia encontrar qualquer pessoa com quem poderia transar, que faria valer muito mais a pena do que um certo alguém aí. Porém, aquelas palavras eram tão falsas quanto seu nariz vermelho de palhaço, porque independente de quantos anos ficassem sem se ver ou o que se tornassem naquelas águas, quando se encontravam a sós, as mentiras se desfaziam e as verdades amargas que tanto odiava eram jogadas em sua cara como ácido.

O sexo com outras pessoas, sendo mulher ou homem, não era ruim. Buggy sentia prazer e gozava, mas resumia-se somente a isso. Chegou a cogitar que Shanks havia colocado uma maldição em si, parecia ser a única explicação razoável que queria acreditar, não na realidade de que existia alguma relação entre os lábios de Shanks serem quentes e tão bons em lhe marcar o corpo todo, que sua boca era certeira em morder seu pescoço da forma que o fazia gemer em êxtase.

Suas grandes mãos habilidosas que seguravam seus quadris lhe tiravam o ar, deixando mais marcas por sua pele, puxavam seus longos cabelos com disposição apenas para que o ruivo tivesse a autoridade de dizer as mais baixas palavras em seu ouvido que o faziam se sentir submisso e excitado. Ainda mais quando enfiava seu membro em sua boca e o chupava, o fazendo gozar sem pudor em seu rosto; em seguida, sorria malicioso dizendo em voz baixa que aquilo mal havia começado. Também, quando enfiava-se dentro de si sem piedade, não dando importância alguma aos seus altos gemidos em deleite, que podiam denunciar a qualquer um o que faziam entre — e fora — quatro paredes.

Todavia, nem era de seu contentamento que cada vez que transavam, até o momento em que recuperassem suas forças novamente, Shanks o puxasse para seu peito, acariciando seus cabelos de uma maneira tão diferente de como ele fazia a segundo atrás: de forma delicada, com carinho. Ficavam em silêncio, com suas respirações desreguladas, nenhum deles parecia saber o que dizer. Era estranho para Buggy entender, porque nos outros dias cobrava-se de si atitudes e coragem para enfrentar a situação de uma vez, dar um ponto final, mas quando estava ali, nos braços tão musculosos quantos os seus, envolto por eles e sentindo a falsa sensação de proteção, não conseguia dizer adeus.

Era um ciclo sem fim fadado a se repetir. E rotineiramente, enquanto ouvia o coração de Shanks bater e seu peito subir e descer, Buggy pegava no sono. Quando acordava, o ruivo já não estava mais ali e o sentimento de decepção tão rápido vinha quanto era substituído pela raiva, esta que durava até o próximo encontro deles.

Agora, sentado sobre a cama completamente bagunçada, Buggy tentava arranjar forças para se vestir e sair porta a fora, ansiando pelo próximo momento em que todos esses seus pensamentos fossem deixados de lado assim que Shanks o beijasse, como foi na primeira vez e em todas as outras.

24 de Setembro de 2020 às 14:15 0 Denunciar Insira Seguir história
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