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Bruno Fernandes


Como você se sentiria se de repente tivesse que participar de um filme pornô? Ainda mais com a garota que você ama há tanto tempo? Contaremos a história de certo Uzumaki Naruto que entrou nessa situação e vai descobrir muito mais do que imaginava dentro daquele universo. Não apenas sexo e diversão, mas sentimentos e dores, frustrações e arrependimentos, medos e receios, mas principalmente, amor e coragem. E como toda história tem um começo e uma trajetória, veremos o lendário Ero Jiraya como diretor dessa trajetória de prazer e drama.


Erótico Para maiores de 18 apenas.

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Dia de Cão


Você já teve um “dia de cão”? Não um mero dia estressante, tomado uma ou duas “mijadas” de um chefe, uma briga boba com um amigo ou amiga, uma decepção amorosa… E sim, tudo isso ao mesmo tempo e mais, um dia que ao invés de pensar: “eu nem devia ter saído da cama” você pensa: “eu não devia nem ter saído do útero da minha mãe”.

Pois bem, um “dia de cão” é algo que está acontecendo agora com um certo Uzumaki Naruto. Claro, há sempre pessoas em uma situação pior, mas vejamos a fossa do rapaz: Desilusão amorosa, desenhista fracassado que já há a muito tempo desistiu do sonho de viver pela sua arte, um legítimo zero à esquerda no que se trata do assunto “mulher”. Mas quando tudo parecia que não podia piorar… Foi lá e piorou.

Andava pelas calçadas do subúrbio usando um terno marrom surrado que provavelmente mais desqualifica do que colabora e um bolo de papéis debaixo do braço. Observando as pequenas casas, algumas bem humildes, outras menos modestas, ele se lembra que já estava devendo dois meses de aluguel e, por pensar em dívidas, seu cérebro lhe prega uma peça e o arrasta justo para a lembrança que menos gostaria de recordar naquele momento.

O cenário vem claramente na cabeça de Naruto: uma sala pequena, chão sujo implorando para que alguém passe um pano, janelas quadriculares com persianas desbotadas. Dois arquivos de metal num canto, uma mesa velha de madeira, um criado mudo igualmente desgastado, o único móvel novo era a cadeira do chefe, com seu olhar de culpa, do outro lado da escrivaninha.


Túnel do tempo...


— Sinto muito Naruto, mas não há solução, acredite isso é a última coisa que eu faria, mas estou sem escolhas — Falou em um tom cansado o gerente enquanto tirava os óculos para massagear os olhos, ele tinha todo um aspecto “Senhor Barriga do Chaves” calvo no meio da cabeça, barriga avantajada, bigodão — A crise está pior do que eu esperava e o sindicato não aceitou minha proposta de reduzir a jornada de trabalho em vinte por cento para poder reduzir os salários em vinte por cento e assim manter todos empregados e como isso aqui é só uma fábrica de sardinhas e não uma multinacional, estou sem dinheiro para pagar todo mundo, então vou ter que fazer cortes de pessoal, o que é terrível. Você sabe, essa empresa foi do meu avô e do meu pai, e nunca chegamos a esse ponto…

— Mas porque justo eu tenho que ser um dos demitidos? Tem gente aqui a menos tempo que eu e que vai ficar… — Naruto se defendeu, em uma última tentativa inútil de tentar manter o emprego.

— O problema é que a maioria do pessoal que trabalha aqui é casado ou está na faculdade. Você é dos poucos solteiros que já terminou o ensino superior Naruto, eu não posso mandar um pai ou mãe de família à míngua, nem quero estragar a chance de algum universitário… No final sobrou para você, eu sei que é injusto, mas acredite, estou de mãos atadas, odeio ter que fazer isso com você…


Fim do túnel do tempo


“Odeio fazer isso com você...” — pensou o Uzumaki com raiva, não mais do que ele odeia estar desempregado e endividado. Já tinham cortado telefone, luz e, se bobear, a água já era. Hoje ele passou o dia todo na “Selva de Pedra” que é a cidade grande, indo de porta em porta, distribuindo currículos a torto e a direito e só ganhando “não” como resposta. No começo até tentou se virar com otimismo, entusiasmado procurava trabalho apenas em empresas da sua área de formação, as artes, tentando finalmente tirar da gaveta a ambição juvenil de ser um grande artista, de preferência um mangaka reconhecido internacionalmente. Talento, ao menos, era algo que não lhe faltava, tinha um traço firme e único, uma forma de desenhar sedutora e criativa, pena que talento no mercado de arte já estava se tornando algo obsoleto. A prática difere do pensamento e depois de um bom tempo sem conseguir nada, qualquer coisa passou a servir. De auxiliar administrativo a entregador de pizza. Naruto tentou de tudo, mas ninguém estava contratando e, quando estavam, a concorrência era demasiada.


— E aqui estou eu, mais um dia de insucesso, e para piorar nem tenho para quem pedir arrego — Pensou com voz alta e um pouco de pesar na voz.


Isso era verdade. Naruto é órfão, nem lembra do rosto dos pais. Minato, seu genitor, morreu na guerra, inventou de se alistar, foi parar no Irã e desapareceu após um atentado com carro-bomba. A mãe teve câncer e infelizmente não resistiu. Foi criado pelo único avô vivo, Hiruzen, até uma certa idade, mas logo a velhice achou por bem levar o pobre homem. Agora sem amigos, pois sempre foi um rapaz problemático, e sem parentes vivos que se importassem com ele, estava por contra própria, como sempre.


— Mas o quê… — Questionou-se ao sentir líquido quente escorrendo na canela.


Um cão vira-lata de pelagem alaranjada, e bem debochado por sinal, mijava na perna do rapaz como que se marcando território.


— Ora seu merda… — Disse enquanto afugentava o filhote para longe — E agora, nem roupa para procurar serviço eu tenho! Bosta! — E xingou mais um monte de nomes a medida que vinham a boca.


Definitivamente, um “dia de cão”…


======


Hyuuga Hinata, 21 anos, cabelos morenos, feição digna de uma boneca chinesa de porcelana, à exceção dos olhos, belas pérolas hipnotizantes que tantos amores conquistaram apenas com um olhar.

Seu corpo? Descomunalmente esbelto. Sexy ao ponto de poder ser considerada como a encarnação na terra de Afrodite, deusa do amor e da paixão. Bela por demais.

Sonho? Ser pediatra, adora crianças do fundo de sua alma. Aliás, tinha acabado de sair de uma livraria modesta, onde comprara mais um livro na área, um manual sobre como diagnosticar sintomas de que uma criança tem má formação no coração. Normalmente comprava seus livros na Amazon, mais barato e mais prático, ótimo para uma estudante como ela. Mas às vezes a necessidade de ir até a livraria e sentir os cheiros dos livros, bater um papo com a livreira, falava mais alto.

Enquanto anda pelas ruas indo em direção a sua casa, num subúrbio modesto na área pobre da cidade, ela repara todo tipo de atenção sobre si. Era sempre assim, aliás, homens e até mesmo algumas mulheres ficavam deslumbrados com ela. Outras no lugar de Hinata deixariam isso subir à cabeça, vestiriam-se talvez até de maneira vulgar, tudo para chamar mais e mais atenção. A eterna cisma por 15 minutos de fama que era uma desgraça da sociedade atual. Mas não Hinata, ela preferia fingir que nem percebia, não chegava a usar “roupa de freira” pelo contrário, fazia questão de estar sempre bonita e confortável, porém sabia muito bem o limite entre o bom gosto e sexy, com o vulgar e “passou da conta”.


— Moça, eu não sei com quantos paus se faz uma canoa, mas seu pai com um só fez esse avião! Oh lá em casa! — Gritou um pedreiro aleatório parando o trabalho só para ficar a devorando com os olhos.

— Precisa pagar melhor o bêbado que escreve essas cantadas idiotas para você, além de inconveniente, não é nada criativo. Se depender das cantadas, tu morre virgem. — Respondeu ela sem nem olhar para trás, deixando por ai um rapaz com o queixo no chão.


Tanto tempo lidando com esses metidos, já tinha se tornado mestra em dar respostas fulminantes, esse era um que não ia mais amolá-la. Ainda que não estivesse minimamente interessada em romance, afinal por motivos pessoais nem acredita no amor, não desgostava de ser abordada ou que pedissem seu número, desde que com educação. Agora essas cantadas vindas do nada quando passava na rua, eram no mínimo, inconvenientes.

Começa a tocar “The Final Countdown” do grupo Europe. A música preferida de Hinata, tanto que foi a escolhida para ser o seu toque de celular. Ela revira a bolsa e logo encontra o aparelho, com dois toques dos dedos hábeis vê a mensagem.


“Hinata, aqui é o Jiraya. Eu, o Sasuke e a Tsunade já chegamos na sua casa. Sei que estamos adiantados, mas se puder vir agora seria bom, precisamos trabalhar logo.”


A Hyuuga revira os olhos. Tinha se lembrado que infelizmente, por motivos que não vinham ao caso, caiu na idéia idiota de “levar trabalho para casa”. Agora se arrependia, mas já era tarde para voltar atrás. Ia ter que trabalhar com o Sasuke na casa onde morava. Não que ela tivesse alguma coisa contra o Uchiha, não era esse o caso. Porém achava por vezes irritante o jeito arrogante do moreno de ser, meio nariz empinado e cheio demais de si. E claro, ter que aturar Sakura toda hora vendo chifre na cabeça de cavalo, inventado que Hinata estava tentando roubá-lo dela, era osso... Óbvio que levar ele para trabalhar naquela noite em sua casa não ia fazer Hinata ganhar pontos com a rosada.

Enfim, tinha que ir logo. Foi procurar o aplicativo do UBER, mas dai lembrou que o serviço estava temporariamente fora, pois os vereadores estavam debatendo na câmara sobre a legalidade do serviço.


— Para que diabos serve um vereador mesmo? — Pensou ela em voz alta — Eles quase não podem legislar sobre qualquer coisa, de certo só servem para decidir nome de ruas e proibir o UBER.


Chateada, faz sinal para um taxi… Passou direto. Ela faz sinal para o taxi seguinte… Que também passa direto. Ela bufa. Levanta o vestido mostrando a coxa e faz sinal, finalmente um taxi para. Mal sabia que o destino da corrida também mudaria o destino dela.

“Só espero que os vizinhos não suspeitem, seria desastroso se descobrissem esse meu… ofício”. — Pensou ela, com uma pitada de medo.


======


Naruto chega em casa exausto de tanto bater perna no labirinto cinza da cidade atrás de um emprego.


— Querida, cheguei! — Diz ele em tom zombeteiro para a casa vazia.


Óbvio que não haveria alguém lá para responder. Como já dito, Naruto foi o perfeito zero à esquerda no romance. Sua única namorada (que hoje sabia, o namorou por pena) ainda na época do colegial o deixou para ficar com o cara mais popular da turma. Duplo golpe para os sentimentos do loiro. Desde então nada de relações, no máximo um ou dois encontros desastrosos por ano, e uma pilha de expectativas nunca alcançadas.

A casa de Naruto sempre teve pouquíssimos móveis e agora que ele estava tendo de vendê-los para conseguir dinheiro para coisas básicas como comida, estava mais vazia ainda. Para piorar, o que ia sobrando era tão surrado e mal conservado, que provavelmente seria vendido a preço de banana, isso se ele conseguisse vender para algo que não fosse um ferro velho. O único móvel que ele nunca venderia era o armário velho de metal, afinal era ali que guardava seus desenhos.

Chegando, foi logo as prateleiras e abriu.


— Ótimo, meu último lámen... — Disse ele apanhando o pote de lámen instantâneo — E ainda por cima é o de legumes. — Falou com uma cara de nojinho.


Naruto põe a água, única coisa que não cortaram na casa, esquentar para comer seu parco jantar. Tinha que torcer que no dia seguinte o dono da mercearia aceitasse fazer outra pindura, estava cada vez mais difícil convencê-lo visto que não pagava a tempos.

Ele confere a correspondência que tirou da caixa de correio.


— Conta atrasada… Conta atrasada… Conta atrasada… Propaganda de “aumente seu pênis”? Eeehh, agora mandam isso até pelo correio? Não obrigado... Olhem só, mais uma conta atrasada… — Dizia enquanto ia jogando em um canto qualquer cada um dos papéis. Não fazia idéia de onde ia tirar algum trocado para pagar alguma delas.


Retira as roupas e a calça mijada pelo cachorro e as troca por uma camisa de alças e um calção. Ouve a chaleira apitar, finalmente era o momento que aguardara o dia todo.

Depois de ferver a água e preparar o lámen de vegetais ele liga o rádio a pilhas, por sorte, o último luxo que tinha. Finalmente vinha a parte final de seu “dia de cão”, a linda vizinha. Naruto por vezes se sentia culpado por ficar a espiando, mas desde que cortaram a luz e ele vendeu a TV velha que tinha, contemplar a beleza dela, mantida até mesmo nas tarefas mais simples da casa, ou estudando, era a única coisa boa que tinha para fazer durante a noite. Por vezes tinha a sorte de vê-la passando em trajes menores pela sala, momento em que, de tão inocente, o pobre loiro fechava os olhos.

Hinata era seu sonho de consumo amoroso. Além da beleza, era inteligente e carinhosa, muito proativa sempre participando de campanhas de caridade e trabalhos voluntários. Certa vez Naruto chegou a dar um jeito de doar sangue duas vezes na mesma semana só para poder ficar perto dela (o que lhe custou alguns bons dias em casa, pela fraqueza e palidez por falta de sangue, mas não se arrependia). Porém nunca, jamais trocou mais do que um “bom dia” e outras falas triviais com a moça.


“E o que raios eu ia dizer para ela? Oi, sou mais um da enorme fila de fracassados que se apaixonou por você, mas eu sou especial, me dá uma chance?” — Pensou ele, com um pouco de auto-desprezo.


De fato, nada tinha a oferecer além de uma pilha de fracassos, e dado sua experiência péssima em relacionamentos, melhor era nem tentar para não ter outro fiasco em sua vida. Porém ele se sentia feliz por ela nunca ter trazido alguém a sua casa, um namorado ou ficante. De fato, mesmo sabendo que ela mal sabia que ele existia, não o impedia de sentir uma espécie de ciúmes da moça de olhos perolados. E assim passava suas noites, a contemplando enquanto ouvia um pouco de rádio, para então ir dormir e na manhã seguinte sair de novo na batalha por um emprego, em mais outro de seus “dias de cão”.


— Mais um dia só eu e você. — Disse ele esperando ansioso que ela chegasse, já tinha até decorado os horários da moça.


Então logo apareceu ela, para felicidade do loiro. Porém estava diferente do habitual, com roupas mais formais que o normal, e parecia meio nervosa. Naruto estava desconfiado, era raro ela agir assim depois de ir à livraria. Sabia que ela fora à livraria, pois ela só saía de casa no sábado se fosse para isso.


“E até a rotina dela eu sei, estou começando a me sentir um perseguidor — pensou consigo mesmo, mas logo chacoalhou a cabeça e afastou esse pensamento — Não é como se eu ficasse espreitando ela todo canto ou espionando ela no banheiro. Francamente eu só olho ela por uns minutos daqui do meu AP e vou dormir, pode não ser saudável, mas não é nada demais.”


Contudo ela continuava agindo diferente do costume. Via de regra ela ficaria ali na sala lendo uma boa paulada de folhas do livro novo enquanto ouvia música. Porém dessa vez preparou a casa, fez café e depois saiu. Alguma coisa a incomodava, mas o que seria?

O loiro percebe que ela deixou a janela aberta. Outra coisa que não era de seu hábito. Além de não ser recomendável com a onda de violência crescente no país devido a crise. Ademais conhecendo ela bem, sabia que ela não fazia do tipo descuidada…


— Que merda é essa? — Naruto arregala os olhos não acreditando no que vê.


Um homem mascarado, de estatura mediana, mas musculoso e portando um cassetete adentra a casa de Hinata saltando pela janela que ela esquecera aberta. O Uzumaki assustado e preocupado imediatamente vai até o telefone e começa a discar… Para só então lembrar-se que a porcaria da linha tinha sido cortada, e mesmo se não tivesse, a energia elétrica fora cortada também.


— Merda, que boa hora para lembrar que não tenho onde cair morto! — Exclamou ele com raiva de si mesmo.


Imediatamente lembra de seu celular, um modelo acatel, estilo pai de santo que só recebe chamadas, porém sabia que ligações para a polícia não eram cobradas, estava salvo. Velozmente achou o aparelho e discou o 190, porém enquanto esperava um pensamento assustador lhe veio a cabeça.


— Até a polícia chegar aqui, aquele maldito já pode ter … — Divagou horrorizado com cenas de Hinata encurralada no chão contra o agressor, ou daquele rosto angelical dela todo inchado após um espancamento.


O rapaz não teve dúvidas, soltou o celular e partiu em disparada para socorrer a vizinha, enquanto um operador do 190 falava na linha sem ter uma resposta de volta.


“Nem ferrando eu vou deixar ela se machucar, ao menos nisso eu não fracassarei” — Pensava para si mesmo, disposto a arriscar tudo para manter seu amor secreto a salvo.


Já entrou de “supetão” arrombando a porta da frente com uma potente “ombrada” e dando de cara com o mesmo mascarado que avistara antes. O loiro não perde tempo e parte para cima do invasor que, confuso com a situação, tenta se defender com um golpe do cassetete, mas Naruto, usando de uma agilidade que nem ele próprio sabia que possuía, conseguiu agarrar o braço do invasor e aplicar um arremesso de judô derrubando ele contra a mesa de centro da sala que foi destruída. O invasor solta o cassetete e começa a se levantar lentamente apenas para tomar um soco potente na boca. Desnorteado ele ainda tenta revidar também com o punho, mas o Uzumaki é mais ágil e bloqueia com o cotovelo fazendo o agressor se machuca-se com o próprio ataque. Naruto então aplica uma sequência de socos e derruba o adversário indo para cima dele no chão para terminar o serviço, mas quando ergue o braço para o soco final alguém o agarra. Era Hinata.


— O que está fazendo seu louco? Quer matar ele? — Disse ela com um olhar assustado, deixando um certo loiro confuso.

— Como assim louco? Eu estou só tentando salvar você!

— Me salvar? Do que diabos você está falando? — Rebateu ela incrédula.


Naruto já não entendia mais nada, ela estava se fazendo de sonsa de propósito? Ou não tinha mesmo a menor noção do perigo que é um maníaco mascarado entrando no domicilio dela?


— Primeiro, não sou desconhecido, sou seu vizinho, e segundo, não sei de que planeta você é, mas de onde eu venho, um desconhecido que invade a sua casa, mascarado e com um cassetete nas mãos, é sinal de perigo. — Disse ele em tom firme.

— Desconhecido? Desconhecido é você. Eu sei exatamente quem é esse cara e ele só fez isso porque estava no roteiro! — Retrucou ela já com mais raiva do que espanto na voz.

— Roteiro? Mas do que…

— Roteiro do nosso filme. — Somente nesse momento é que Naruto percebe um homem alto e troncudo, com longos cabelos brancos e um queixo de Hércules, bem parrudo mesmo, mas com sorriso depravado nos lábios, ele carregava consigo uma câmera. Ao lado dele estava uma bela mulher, madura, percebia-se que ela tinha algo em torno dos cinqüenta anos, mas um corpo de fazer inveja a quase todas as mulheres de vinte, muito bem cuidada e bela, com um busto avantajado. Caso Naruto não estivesse confuso com toda a zorra da situação, teria reparado que era a primeira vez que encontrava uma mulher com seios mais volumosos que os de Hinata. — Prazer, sou Jiraya o diretor. — Ele tinha consigo uma câmera e apontava para o outro lado da sala, onde tinha mais uma.

— Nós estávamos filmando aqui, e fazia parte do roteiro ele saltar a janela estando com a cabeça coberta por uma máscara. — Tomou a fala a loira, com uma voz imponente, porém tranquila — Só não imaginávamos que um bufão brigão iria arrombar a porta e arrebentar a cara do nosso único ator disponível.

— Espera, desde quando você é atriz Hinata?

— Desde quando é da sua conta “vizinho” — Ela forçou bastante a última parte, para constranger o loiro, e conseguiu. — Agora já esclarecemos isso, você pode, por favor, ir embora da minha casa para eu terminar de gravar aqui? Será que é difícil?


Aquilo entristeceu profundamente o Uzumaki, ele estava determinado a ajudá-la, agora era expulso a pontapés dali… Meio que agora entendia como devia se sentir aquele cão vira-lata que lhe urinou nas calças mais cedo. A feição dele foi tão dramática que Hinata chegou até mesmo a se admirar e aliviar um pouco o cenho fechado.


— Terminar de gravar como? — Interrompeu a loira dos seios grandes, enquanto examinava o rapaz estirado no chão — Ele ao que parece teve uma concussão, vai ter que ficar de repouso e depois ir ao hospital, sem chance de gravar qualquer coisa nas próximas 24 horas.

— Era só o que me faltava Tsunade! Estamos em cima do prazo e a multa do contrato por atraso vai nos deixar no vermelho por um ano pelo menos. Temos que dar um jeito nisso!

— Não basta chamar outro ator? — Perguntou Naruto como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo, sendo fulminado na sequência por olhares irritados dos três.

— Fosse assim fácil já estaria resolvido BAKA. — Disse Hinata mostrando a língua.

— Ele era o único ator disponível. Dos outros três, dois estão viajando e outro nunca trabalha no sábado ainda que sua vida dependesse disso; é um preguiçoso de carteirinha — Acrescentou Jiraya passando a mão na cabeça enquanto procurava uma solução.

— E para piorar, tinha que ser esse cara, os clientes pediram especificamente por uma cena SasuHina. — Completou a loira.

— Eu me desculpe… Espere, SasuHina? Qual é o nome desse cara? Começa com Sasu? — Questionou Naruto percebendo algo.

— O nome dele é Sasuke — Respondeu a loira enquanto tirava a máscara do rapaz.

— Céus, eu estudei com ele no colegial, jamais esperava vê-lo de novo, ainda mais assim.

— Que bom que vocês se conhecem, mas agora temos problemas maiores aqui. A produtora vai estar com problemas se não gravarmos isso e o nosso ator graças ao seu acesso de heroísmo está “fora de combate” — Falou Hinata, voltando a ficar com raiva.

— E agora, como é que saímos dessa... — Tsunade massageava as têmporas enquanto se batia atrás de uma solução, mas nada lhe vinha a cabeça.


Naruto apenas observa tudo chateado, sua tentativa de ser útil à mulher que desejava em segredo, saiu como tudo o que ele fazia, um baita de um fiasco.


— JÁ SEI!!!! — Gritou Jiraya surpreendendo todos. — Vamos colocar ele — aponta para Naruto — Atuando no lugar do Uchiha!

— O QUÊ??? — agora foram as mulheres do recinto que gritaram. — Você está maluco Jiraya? Precisávamos especificamente do Sasuke.

— Olhem o potencial garotas. Não podemos entregar o Sasuke, mas e se entregarmos algo mais chamativo que ele? — dá uma piscadela para as duas — Quem não iria gostar da idéia, um transeunte normal confunde a gravação com uma invasão a domicílio e espanca o ator, e depois cabe a ele tomar o lugar do cara nas gravações, improviso perfeito, isso vai valer ouro e nos salvar dessa lambança!

— Você não pode estar falando sério e eu nem conheço esse cara para fazer uma cena com ele. — Falou Hinata, não convencida com a idéia.

— A idéia do Jiraya pode funcionar — Interviu Tsunade enquanto colocava a mão no queixo pensativa — É a melhor solução que temos tomar essa situação a nosso favor, e não conhecer ele não é desculpa Hinata, você não era íntima dos outros atores com quem contracenou. — Advertiu a loira. — E meio que não temos opções então…


Hinata bufa contrariada, mas parecendo ceder.


— Vocês estão esquecendo apenas de uma coisinha… — Naruto interrompe — Eu não sou ator, eu não sei nada sobre dramaturgia. — Conclui sério.

— Para o que tipo de produto que filmamos você só precisa saber fazer sexo, você sabe não sabe? — questionou Jiraya com o sorriso depravado de novo.

— Como é que... — Naruto então liga os pontos — Não está me dizendo que o filme de vocês é…

— Sim, nosso filme é sobre o ato mais íntimo e “caliente”, o ápice das emoções e paixões do ser humano, a maior das carícias, é sobre …

— Sim, o filme é pornográfico. — Interrompeu Tsunade.

— HEIN???


Naruto fica perplexo enquanto olha Hinata. Então aquela mulher tão encantadora, de atitudes tão abnegadas, que parecia tão doce enquanto a observava de seu apartamento… Era uma atriz pornô esse tempo todo? Ele não sabia nem o que pensar. Porém Hinata percebendo o olhar pasmo e a cara de tacho do loiro logo dispara.


— Sim eu sou atriz pornô, o problema é meu, os motivos também, eu não te devo nada, muito menos satisfação, afinal minha vida não é da sua conta! — Disparou ela ríspida.

— Perdão, eu não devia ter… Enfim, desculpe mesmo. — Ele fica sem jeito e sentindo-se um idiota por ficar julgando a outra — Enfim, vou ter que declinar sua oferta. Não tem como eu aceitar aparecer em um filme desses e…

— Quem disse que você tem que querer garoto? — Tsunade tinha um tom severo na voz — — Você nos pôs nessa e é melhor tirar. E mais se tivermos prejuízo com isso vamos processar você, e até onde eu sei agressão é crime e invasão de domicílio também, se não quiser que o Sasuke seu velho conhecido e Hinata, sua vizinha, deem queixa acho melhor colaborar, pois se, não, vai ter muitos problemas.

— Acho melhor não contrariar ela rapaz, ela é uma leoa e quanto decide uma coisa é sentença, melhor cumprir se tiver juízo. — Disse Jiraya em meio a uma gargalhada.


“Agora mais essa bomba, eu não acredito, a última coisa que eu preciso agora é problemas com a justiça” — Pensou ele, pressionado.


— Então vai ou não vai? — Perguntou Hinata, num tom irritado.

— Não precisa temer rapaz… Ou você tem ejaculação precoce? — Zombou Jiraya ainda mais sorridente do que antes.


Naruto fechou os olhos. Nunca na vida pensou que iria fazer parte de uma produção erótica, mas que escolha tinha? Nem dinheiro para um advogado teria caso tomasse um processo no lombo. E depois pensando bem… Essa seria sua única chance de ter Hinata para si, ainda que em um filme fingido, que poderia haver de ruim? Ele já estava no fundo do poço, melhor agarrar essa oportunidade única, além disso, conseguiria algum dinheiro.


— Ok, eu aceito. — Respondeu em um tom firme.


Seu “dia de cão” teve um final totalmente inesperado.

E a partir aqui caro leitor, é que essa epopéia sensual começa de verdade. Viajaremos por “mares nunca antes navegados”. Até a próxima.


CONTINUA…

27 de Agosto de 2020 às 15:29 0 Denunciar Insira Seguir história
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