davidfranklin David Franklin

Rapazes órfãos do mundo todo, com dons especiais recebem convites, uma vez ao ano, para ingressarem na Academia de Artes Ocultas Alispueri. Os jovens com passados sombrios aprendem a dominar poderes que jamais sonharam existir, essa medida os ajuda a não serem dominados pela escuridão que existe dentro deles. Entre treinos exaustivos, romances e brincadeiras, Pierry descobre que ser um menino fada não é nada comum, principalmente com seu passado tão obscuro, e agora ele terá de lindar com o medo que os colegas sentem dele, principalmente agora que ele foi acusado de se envolver em um assassinato.


Fantasia Épico Para maiores de 18 apenas.

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1. Arena Mortels

Mainmort enfiou a faca na barriga do ogro esverdeado, a lâmina penetrando a carne até o cabo de osso. Icor preto e fedorento explodiu do ferimento e Mainmort puxou a faca de volta, o corpo desmontou diante dele, o baque fazendo o chão de pedra manchada da Arena Mortels estremecer. Seguiu-se alguns instantes de silêncio enquanto o ogro resfolegava como um cavalo, mais icor preto saindo de sua boca em uma cascata borbulhante, até que ele parou, morto.

Uma chuva de aplausos e gritos de apoio irrompeu a toda volta da Arena, luzes coloridas produzidas por limniades, pequenos seres alados e cintilantes, encheu o lugar, Mainmort permaneceu parado, encarando o grande corpo a sua frente, o icor se misturando a manchas de sangue seco de outros derrotados.

De dia a Arena Mortels era as ruínas de uma velha arena onde normais (humanos) morreram e arcanos, pessoas com sangue mágico, ainda podiam ouvir os seus lamentos. As arquibancadas de pedra estavam a toda volta, com arcanianos gritando de felicidade, outros frustrados, tichs (dinheiro arcaniano) sendo passado de mão em mão. A Arena Mortels era ilegal, ou seja, os duelos acontecidos escondidos da Tríade, o governo do mundo arcanos, por isso o terreno eram revestido por milhares de barreiras mágicas, não para proteger, mas para esconder.

Mainmort permaneceu parado no centro da arena enquanto os juízes decidiam quem seria o próximo ou próxima oponente. Ninguém que colocava o nome na lista queria duelar com Mainmort, por isso os juizes passaram a decidir quem iria. O duelo consistia em vitórias seguidas, totalizando um final de sete rounds, e cada round só acabava quando um dos oponentes era morto.

Ninguém sabia de onde Mainmort era, apenas que ele era um garoto fada, e por isso não sabiam porquê não era associado a um dos Clãs fadas espalhados pelo mundo arcanos, que estavam sempre de portas abertas para receber um órfão. Bem, todos deduziram que ele fosse órfão. Ninguém nem sabia seu nome verdadeiro! Certa noite um garoto de cabelos e olhos azuis elétricos colocou seu nome na lista, claro que ninguém apostou nele, todos achavam que ele morreria no primeiro round. Mas todos se enganaram, o menino era poderoso e feroz, sua magia era sombria e diferente de qualquer outra magia vista no mundo arcanos.

"Seguindo a lista, quem irá duelar com Mainmort no último round da noite é Épine!" A voz projetada fez todos baterem palmas.

Mainmort assistiu a figura esguia subindo até o círculo de pedra. Suas roupas eram vermelhas como sangue, os cabelos prateados eram repicados e os olhos por trás de uma máscara eram da cor do cabelo. A máscara, um elemento essencial na Arena (Afinal ninguém poderia se conhecer de fato ali dentro), parecia feita de ossos polidos, a de Mainmort eram camadas de sombras tão pretas quanto tinta que ondulavam em seu rosto.

Épine era bem maior que Mainmort, mas o garoto fada não se abalava com isso, ele já havia enfrentado gigantes naquela arena. Épine sacou uma espada de um suporte preso às costas, a lâmina cintilava com estrelas, como se tivesse luz própria. Mainmort guardou a faca no cinto e pegou sua própria espada, o cabo velho e desgastado em alguns pontos, a lâmina era achatada e em forma de folha.

"Que o pior morra! Três, Dois... Lutem!"

Mainmort esperou o primeiro ataque, e ele veio, a lâmina do rival se chocando com a sua, o garoto fada plantou os pés no chão e desviou, cortou o ar, mas a sua lâmina encontrou a lâmina reluzente, o som de aço se chocando reverberando pela Arena. Épine girava e atacava com uma leveza impressionante, e era rápido e firme. Mainmort atacou novamente, e foi bloqueado, sorriu. Será que havia encontrado um oponente à altura?

Épire girou no ar como um tornado branco e vermelho, sua lâmina cortou o ar como um raio descendo do céu e de repente Mainmort sentiu um puxão na mão e sua espada voou no ar e a lâmina fincou no chão fora da Arena. A Arena mergulhou em um silêncio de excitação. Ninguém, até aquele momento, havia conseguido desarmar Mainmort. Épine girou no ar novamente, a lâmina em direção ao oponente.

Mainmort então esfregou as mãos e as esticou na sua frente, e então sombras, tão densas quanto tinta, brotaram de suas mãos e criaram um paredão a sua frente, a lâmina bateu nas sombras como se essas fossem sólidas, faíscas voaram para todos os lados. Mainmort sorriu, era hora de mostrar do que realmente era capaz.

Ele saltou no ar, o corpo girando como um parafuso, lâminas de sombra voaram em toda a sua volta, tão afiadas que afundavam na pedra como se essa fosse água. Épire girou os braços criando uma barreira à sua volta. Mainmort aterrissou com um joelho batendo no chão, uma onda de sombras se espalhou e cobriu a proteção de Épire que a explodiu com um banho de luz branca e leitosa.

— Era você que eu procurava— Épire caminhou até ele, desarmado.

Mainmort girou as mãos para produzir mais sombras, mas parou assim que viu que Épire sacava um envelope do bolso do colete vermelho.

— O que diabos você está fazendo?— Mainmort indagou em um sibilo enquanto sentia os olhares sobre eles— Precisamos lutar até o fim, não pode sair um vivo daqui.

— Não me importo com essa bobagem— Épire estendeu o envelope— Pegue isso.

— Não! Vamos lutar.

— Tudo bem— Épire jogou o envelope aos seus pés— A Academia de Artes Ocultas Alispueri o convida para ingressar na turma deste ano. Horários e endereços se encontram dentro do envelope.

Mainmort estancou. Ninguém nunca havia convidado para nada, todos tinham medo dele, da sua magia diferente, e de repente aquele cara estava ali o convidando para participar de uma Academia? Mainmort estalou os dedos e um chicote escarlate surgiu em sua mão, tão cintilante quanto as roupas do oponente. Épire deu alguns passos para trás.

— Achava que o Reitor tinha razão sobre você. Apareça na Academia Pierry, sabemos tudo sobre você.

Mainmort girou o chicote no ar, mas Épire desapareceu em um rodopio, sua imagem estalando no ar como estática, até que não estava mais lá.

Mainmort se abaixou para pegar o envelope, não queria que suas mãos estivessem tão trêmulas, mas ninguém sabia o seu nome de nascimento, ele o havia deixado para trás em seu antigo clã, e agora... Ele precisava saber quem aquelas pessoas eram, antes que seu grande segredo fosse exposto para o mundo arcanos.

10 de Agosto de 2020 às 14:09 0 Denunciar Insira Seguir história
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