ladyrakuen Lady Rakuen

Sarah Hamilton nunca imaginou que sua vida ia dar uma virada tão grande: perder a mãe, bolsa do programa de estudo e varias dividas. Era como se um ser divino, vendo o desespero, mandasse alguem para salva-la, mas exatamente seu pai, até então desconhecido. Só que ela nunca imaginou que seu pai fosse o bilionário, playboy, filantrópico e herói Homem de Ferro. Ao conhecer toda equipe de heróis mais poderosos da Terra, seu coração bate mais forte por um certo Capitão que ainda tentava se encaixar num mundo totalmente diferente do qual conhecia e esquecer um amor do passado. Pronta para o desafio, Sarah mostrará que para seguir em frente só precisa de um novo amor. Mas o que ela não poderia prever é que a chegada de alguém que um dia foi herói do passado e que agora estava contra os Vingadores, fosse capaz de mudar sua vida.


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#marvel #oc #soldado-invernal #capitão-américa
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What Hurts The Most

Sarah

— Sinto muito pela perda. — Disse uma moça da qual não me lembrava o nome.

Quantos “sinto muito” eu havia escutado naquela semana? Dez? Cem? Para ser sincera, eu já nem sabia, mas não aguentava mais. Se cada um realmente sentisse, então aonde estavam quando ela precisou de um ombro amigo? Quando precisamos de ajuda?

— Obrigada, mas é tarde demais para isso. — Falei, me afastando.

Segurei firme minha bolsa enquanto andava pela rua. A chuva batia forte, minha roupa estava toda colada ao meu corpo, mas o que importava era que minha bolsa estivesse seca. Subi rapidamente as escadas, não querendo encontrar nenhum vizinho. O bairro era um pouco pesado e eu já havia me metido em confusões demais naquele prédio, e se aquilo fosse acontecer de novo, não sabia se a pessoa sobreviveria.

Fechei a porta e me joguei no sofá, não me importando nem um pouco se eu o estava molhando. Quem se importaria? Eu queria minha mãe, sentir seu cheiro de canela, seu abraço quente e ouvir sua voz ao cantar enquanto cozinha. Ela não merecia aquele fim, ela merecia mais e muito mais. Ela era a melhor pessoa que eu conhecia e não merecia ter falecido por causa de uma doença. Leucemia. Foi o que levou minha mãe de mim. A única pessoa que se importou comigo, porque realmente me amava.

As lágrimas escorriam por meu rosto, não conseguia parar, a dor ainda era grande. Fazia uma semana, mas parecia que eu a tinha visto pela última vez no dia anterior. Naquela cama de hospital em que, ainda que fraca e com dores, ela ainda soltava um sorriso, como se tudo fosse ficar bem. Abri a bolsa e tirei os pertences. Ali continha um envelope pesado que um advogado me entregou, algumas contas. Nem precisava abri-las para saber o quão ferrada eu estava. Não podia pedir ajuda para ninguém, éramos apenas minha mãe e eu de família. Do lado dela não tinha ninguém, já que ela era órfã, e do lado do meu pai eu nem sequer sabia se havia, já que eu não o conhecia.

Eu perguntava muito dele quando criança, e minha mãe sempre me enchera de desculpas, mas nunca acreditei. Desde a primeira, eu sabia o que tinha acontecido: fui um resultado de uma noite de muita diversão. Uma diversão boa como ela dizia. Nunca vi foto, vídeo ou qualquer vislumbre de sua aparência. Mas eu tinha uma ideia de como era seu jeito, já que minha mãe sempre dissera que eu era igual a ele: gênia, irônica, língua afiada e que adorava me meter em confusão. Eu não sabia como ela conseguia descrevê-lo tão bem, provavelmente devia ter tido notícias ou sei lá. Ela sempre dissera que pelo menos puxei sua aparência: seus olhos azuis intensos, uma pele um pouco mais pálida que o normal, seus castanhos cabelos cacheados e seu sorriso belíssimo. Era realmente uma combinação perfeita.

Escutei uma batida na porta. Era o que faltava mesmo. Sequei meu rosto o máximo que pude e a atendi.

— O que você quer? — Perguntei grosseira.

— Está devendo seis meses de aluguel. — Respondeu o síndico.

— Eu sei, você me lembrou nos últimos seis meses. Fez questão de me lembrar todas as vezes que me viu.

— E então?

— E então, se não sair da minha frente, vou chutar seu saco e não vai poder ter mais filhos. — Respondi cruzando os braços. Ele me olhou espantado. Sabia que eu era capaz daquilo.

— Eu quero meu dinheiro.

— É o que mais quero, mas ainda não cai do céu. Se me der licença, eu tenho mais o que fazer do que ficar discutindo. — Pretendia fechar a porta, mas sua mão me impediu. — O que você quer? Já não me viu demais? Assim minha beleza vai ser gasta. — Ironizei.

— Eu quero meu dinheiro e quero agora.

— Escuta aqui, seu idiota. Eu não tenho dinheiro agora e quando tiver, eu pago. Mas saiba que quando pagar, farei questão de esfregar cada nota na sua face. — Pisei em seu pé, fazendo-o tirar a mão da porta e colocar no lugar o mesmo.

— Eu vou lembrar muito bem desse momento, quando você precisar de alguém para olhar seus pirralhos de graça.

Fechei a porta na cara dele. Desgraçado! Sabia que a situação não estava fácil para mim e vinha me cobrar algo.

— Se até o próximo mês não me pagar tudo, vai ser despejada! — Gritou atrás da porta.

— Quero ver se vai ser homem pra me tirar daqui! — Exclamei em resposta.

Voltei para o sofá e peguei as contas. Cada uma que abria, mais me desesperava. Os cálculos que fazia de cabeça, me assustavam por seus resultados. Claro que estavam certos, eu nunca tinha errado, mas queria muito estar, ao menos dessa vez. E o valor do hospital, quase me fez ter um derrame.

— Como é que vou fazer para pagar tudo isso? — Questionei-me sozinha, como se a resposta fosse cair do céu.

O meu telefone tocou e atendi sem sequer olhar para o visor.

— Alô?

— Sarah Hamilton?

— Sim, sou eu.

— Aqui é a coordenadora do programa de Robótica da Universidade. — Apresentou-se a mulher.

— Aconteceu algo?

— Infelizmente, senhorita Hamilton, perdeu sua bolsa de estudo.

— Como? Eu pedi uma licença, expliquei a situação. Não tinha como continuar o programa, minha mãe estava doente e precisava de mim.

— Eu entendo, mas a bolsa que a senhorita ganhou tem suas regras. E infelizmente a senhorita perdeu meio ano, então não podemos mantê-la. Eu realmente sinto muito.

— Muito obrigada por ligar, eu vou me lembrar disso quando oferecerem novamente uma bolsa. — Falei antes de desligar o celular. Joguei-o no sofá e me sentei no chão, apoiada no mesmo.

Minha vida estava uma droga mesmo. Eu nunca pensaria que em meus dezessete anos estaria assim. Tudo estava tão bem. Tinha me formado com quinze anos e logo em seguida, por ser um gênio, me ofereceram uma bolsa do programa do curso que sonhara desde pequena e então, de repente, a vida dava uma volta de 360° graus.

Peguei o envelope que o advogado me entregou e abri. Dentro continham algumas fotos minhas e da minha mãe; um envelope; o documento da minha emancipação e um guardanapo antigo. Peguei o envelope menor, sabia que havia uma carta dentro, provavelmente de minha mãe, e que eu deveria abri-lo, mas não tinha cabeça. Logo em seguida peguei o guardanapo, abrindo-o. Nele apenas uma frase: “Não desista dos seus sonhos. Tony”.

Mas quem diabos era Tony?

5 de Agosto de 2020 às 00:23 0 Denunciar Insira Seguir história
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Conheça o autor

Lady Rakuen "Todos os elementos da boa escrita dependem da habilidade do escritor de escolher uma palavra em vez de outra. E o que prende e mantém nosso interesse tem tudo a ver com essas escolhas". - Francine Prose

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