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autoralola Heloise Pereira

Conhecendo os Marotos desde o primeiro ano, Delilah Saint-Laurent achou que estava imune a qualquer tipo de brincadeira. As estrelas acima dela tinham outros planos, e para contrariar a menina, o destino decidiu pregar uma peça que ela não esqueceria.


Fanfiction Livros Impróprio para crianças menores de 13 anos. © Todos os direitos reservados.

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Hogwarts

1° de Setembro, 1971.


— Certo querida, agora vá até aquela plataforma e me encha de orgulho — disse Celine, fazendo a filha sorrir, a menina de 11 anos estava nervosa mas queria parecer confiante para a mãe.


A passagem estava bem ali e ela sabia que poderia ser tudo uma grande mentira, ainda assim correu contra a parede de tijolos, esperando pelo momento do impacto e as risadas das pessoas em volta. Para sua surpresa, não houve impacto e ela abriu os olhos, sorrindo para o local diferente do anterior. Tudo era novo e tão diferente. A plataforma estava cheia de pessoas e tudo era tão mágico que Deli se viu tentada a beliscar a si mesma, para garantir que não estava sonhando.

Ela andou em meio a todas aquelas pessoas, outras crianças se despedindo dos pais antes de entrar no trem, Delilah queria que a mãe pudesse estar ali também.


Em meio a algumas malas flutuando, ela viu um homem alto - provavelmente o mais alto que já havia visto na vida - ajudando as pessoas com umas bagagens. A menina resolveu pedir uma ajudinha antes de embarcar.

— Com licença, senhor. Este é o único trem, certo? — ela perguntou e Rúbeo sorriu. Não eram todos que o tratavam respeitosamente, sendo apenas o guarda-caça de Hogwarts. Antes que ele pudesse responder, ela continuou. Hagrid notou que ela parecia nervosa e como não a conhecia, suspeitou que fosse o primeiro ano dela. — O que vai pra Hogwarts, correto?


— Sim, apenas este — ele respondeu e ela suspirou aliviada. Sem que a menina precisasse pedir, Hagrid se encarregou de embarcar as bagagens dela, que sorriu agradecida.


— Obrigada, senhor — Deli agradeceu antes de embarcar, carregando apenas uma pequena bolsa.


Anteriormente ao Expresso Hogwarts, Delilah apenas havia usado o trem como meio de locomoção algumas vezes no verão, para visitar seu tio em Paris. Apesar de não ser tão bem-vinda na casa do homem. Por sempre ter sido um pouco excêntrica, o companheiro de seu tio não gostava dela. Mas Deli não dava tanta importância a isso.

Ela estava em busca de uma cabine vazia, onde poderia sentar perto da janela e observar a paisagem. Ainda faltavam dez minutos para o trem deixar a plataforma. Quando finalmente encontrou uma cabine vazia, outra mão sobrepôs a abertura da porta antes que ela pudesse tocá-la. Delilah deu um sorriso tímido, o menino abriu a porta e se afastou para que ela entrasse primeiro.

— Espero que não se importe em dividir a cabine — ele disse e Delilah sentou ao lado da janela, onde havia planejado desde que chegou.


— Não mesmo. Me chamo Delilah — ela se apresentou e o garoto fechou a porta, sentindo-se de frente para ela.


— Remus Lupin, é um prazer — respondeu. Deli notou que ele segurava um livro e logo lembrou-se que também carregava um livro em sua bolsa.


Remus abriu o livro em seu colo e começou a folhear as páginas, parando onde havia lido pela última vez. O barulho da porta chamou a atenção dos dois para uma menina ruiva, que sorriu e entrou.

— Olá, sou a Lily. Posso ficar aqui? — ela disse, Deli e Remus assentiram, sorrindo amigáveis. A ruiva fechou a porta e sentou ao lado de Remus, notando o livro na mão dele. — Ah, ótimo. Eu venho procurando um lugar calmo para ler mas as outras cabines estão cheias de gente barulhenta.


Assim que a ruiva abriu o livro, a porta foi escancarada.

— Sirius, achei uma! — gritou o menino que abriu a porta. Ele usava óculos e quase deixou o mesmo cair de seu rosto, mas logo ajeitou e encarou Lily. — Tem uma menina aqui!


Delilah rolou os olhos e encostou a cabeça na janela de vidro a fim de observar as despedidas das famílias, já estava acostumada a passar despercebida então não faria diferença tentar uma aproximação. Lily, por sua vez, parecia bastante irritada com a presença do recém chegado. A ruiva se levantou e olhou para os dois que mal conhecia ainda.

— Eu vou procurar meu amigo Severo, querem vir? — ofereceu e Delilah negou, não iria abrir mão da cabine. Remus também rejeitou a proposta e Lily deu de ombros.


— Oi linda, eu sou James. Como você se chama? — Potter parou na frente dela e Lily rolou os olhos antes de passar por ele quase o derrubando. — Você viu isso? Ela me ignorou, estou sem palavras.


Deli estava olhando para a janela mas segurou o riso.

— Vem, vamos sentar. — Sirius disse e entrou na cabine, notando a presença dos outros dois — Eu achei que você disse ter apenas uma garota na cabine, não três pessoas. — comentou.


— Ah, eu não os vi. Olá! — Delilah tirou os olhos da janela e encarou os dois meninos de pé. Ela estava tentando decidir se falaria ou não com eles após ter sido ignorada, decidiu por não arrumar inimizades em seu primeiro dia. Remus estava um pouco incomodado mas acenou para os dois. — Sou o James.


— Nós ouvimos — Deli sorriu,concluindo que o menino era um pouco avoado.


— Eu sou Sirius — o outro disse.


— Delilah Saint-Laurent, — os dois meninos assentiram. Nunca ouviram aquele sobrenome antes. — e esse é Remus Lupin. — Ela apontou para o menino sentado à sua frente.


Assim que os dois meninos se sentaram novamente, começaram a conversar sobre Hogwarts. Tal assunto chamou atenção de Remus, que lia A História da Magia, de Bathilda Bagshot. O trem abandonou a plataforma e Deli - apesar do gosto por ver a paisagem passando rápido por ela - deixou a janela e se juntou a eles, para saber mais sobre aquele mundo que tão pouco conhecia.

Ela explicou aos meninos que sua mãe era trouxa e o pai bruxo, mas este não pôde ensiná-la sobre magia pois havia morrido quando Deli tinha três anos. Minutos depois, um menino chamado Peter se juntou a eles na cabine e logo estava envolvido no assunto também.

Após ter sido recrutada para uma escola de magia que ela não fazia ideia da existência, Deli pensou que nada mais a surpreenderia tanto.

Porém, a cada palavra dita sobre Hogwarts, a menina sorria imaginando se o pai estaria orgulhoso dela.


[...]


Desde as roupas até a decoração, tudo era muito para assimilar. Quando chegaram ao destino final, Rúbeo Hagrid - o homem alto que havia lhe ajudado mais cedo - organizou filas para entrar nos barcos que atravessaram o Lago Negro. Ela e a maioria dos outros alunos ficaram boquiabertos com a visão do castelo à noite.

Logo que chegaram ao castelo, Hagrid ficou com eles em frente a uma porta e pediu que aguardassem.

Deli e Remus conversavam sobre como o castelo era bonito quando Sirius voltou a comentar sobre as casas.

— Ouvi algumas pessoas dizerem que vamos passar por uma seleção, mostrando o que sabemos sobre magia — James acrescentou.


— Então eu não vou ficar em nenhuma das casas, já que eu não sei absolutamente nada de magia fora o que vocês me contaram — Deli resmungou.


— Claro que você sabe, ou não estaria aqui! — Remus a encorajou. — Não me diga que você nunca pensou tanto em algo e essa coisa simplesmente aconteceu. — ele apontou e Delilah lembrou dos vários incidentes em casa. Livros flutuando, o quarto nevando…


— Você tem razão, eu acho.


Logo uma mulher de vestes na cor verde esmeralda se aproximou e todos se calaram. Hagrid a apresentou como Minerva McGonagall e a mulher o agradeceu, logo dispensando o guarda-caça.


Lembrando de tudo o que falaram no trem, seu único receio era ser da Sonserina. Era claro que ela era ambiciosa, mas Sirius e James lhe contaram antes que a maioria dos estudantes da casa eram obcecados por pureza de sangue e Deli não gostava nem um pouco desse fato.

— Sejam todos bem vindos. Atrás dessas portas, cada um de vocês será selecionado para uma casa. — Ela parecia ser durona, tinha pose de durona, mas Deli podia ver em sua expressão que ela era uma boa pessoa. A menina se perguntou se ela tinha decorado o discurso. — Sua casa será a sua família durante sua estadia em Hogwarts. Elas são Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Agora venham comigo.


As portas se abriram e alguns alunos ficaram admirados, Deli não estava muito diferente. Não importava o quanto ela tentasse, não conseguia parar de encarar tudo com devoção. De algum jeito, o teto não estava lá e havia inúmeras velas flutuando. Os alunos estavam sentados nas mesas de suas casas, pareciam felizes em estar começando um novo ano escolar.

Ao contrário do que James e Sirius ouviram falar, não havia desafio nenhum para saber em qual casa ficariam. Apenas um chapéu velho que cantava. Aquilo sim era algo que ela não esperava. Após ele cantar, McGonagall começou a chamar os estudantes aleatoriamente.


Vendo de onde estava, Delilah parecia aterrorizada.

A primeira menina a ser chamada também parecia tão temerosa quanto ela, mas sorriu ao ouvir o chapéu gritar sua casa. Algumas pessoas depois e Deli se preparava para o momento em que chamassem seu nome.

— Delilah Saint-Laurent — ela ouviu McGonagall chamar e foi até o banco, sentando-se em seguida. Deli podia jurar que seu coração sairia pela boca.


— Oh, você. — o chapéu disse baixo, num tom nada animado, e ela olhou para os outros percebendo que eles não conseguiram ouvir. Deli se perguntou se ele estava cansado de todo o lance de seleção. — Hm… Você não para de pensar, não é mesmo? Não é como as outras meninas da sua idade, eu presumo. Muito excêntrica para isso. — Deli quase levantou e tirou o chapéu. Até ele iria começar a zombar dela? — Muito ambiciosa, e cheia de bravura.


— Acabou, senhor? — ela acabou perguntando, em um tom nada educado.


— Está certo, criança. Então vai ser… — ele começou e pareceu ter suspirado — GRIFINÓRIA!


A mesa da Grifinória comemorou e ela se levantou após McGonagall tirar o chapéu de sua cabeça. Estava aliviada por eles estarem felizes com sua chegada e serem tão amigáveis até então. Ela viu alguns rostos familiares do Expresso Hogwarts, todos estavam felizes com suas casas.

A sorte estava a seu lado, afinal. Os amigos que havia feito no caminho para Hogwarts foram sorteados para a mesma casa. Os quatro meninos e até mesmo Lily Evans eram seus novos colegas de casa. Deli não poderia estar mais feliz em começar o ano letivo tão bem.

2 de Agosto de 2020 às 04:28 0 Denunciar Insira Seguir história
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