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chloedlucca Chloe D. Lucca

Ayla é uma menina que não sabe o que é ter uma comida e cama decente, passou a infancia morando com Alba, uma mulher sem escrúpulos que a fazia trabalhar para ter o que comer. Diego é filho de um dos casais mais ricos da Espanha e encontra em Ayla uma amizade verdadeira. Diego e Ayla ao longo dos anos se tornaram inseparáveis e uma paixão entre eles foi crescendo. Diego é obrigado a partir da Espanha, Ayla recebe a notícia de que ele morreu ao mesmo tempo que está grávida de Diego. Uma visita muda o destino e Ayla e lhe dar a chance de recomeçar e dar a vida digna ao bebê que carrega. Anos se passam e Diego retorna e com eles sentimentos que Ayla jurou ter esquecido. Diego nunca esqueceu Ayla e está disposto a fazer o que for preciso para ter de volta a menina que nunca abandonou seus pensamentos.


Romance Erótico Todo o público.

#desejo #reconquista #sonhos
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Prologo


Ayla


Mais uma semana de desfile, como isso é desgastante. A única coisa que eu quero é retornar para casa e me deitar na minha cama e esquecer.

Dizem que quando um vaso de cristal quebra, jamais pode ser restaurado e acredito nisso. Eu nunca mais fui à mesma desde que eu retornei de Atlanta naquele ano.

Minha mãe havia me proibido de voltar ou Benjamin teria a sua vida transformada em um inferno.

Eu não havia avisado que retornaria com um dia de antecedência, passo pela porta e vejo que a casa está em total silêncio, eu não fiz barulho algum apenas entrei em silêncio após dispensar a empregada com as malas e fui atrás da minha mãe e da minha irmã.

Fui ao quarto de Mary, no entanto eu não a encontrei, fui ao quarto de minha mãe e ele estava vazio.

Mary decidiu tirar um ano sabático, então não estava desfilando.

Vou até a sala e me sento no sofá relaxando o meu corpo e pensando no que fazer em seguida, fecho os olhos decidindo por um banho quente e longo.

Isso é isso que eu vou fazer.

O carrilhão da sala badala e vejo que são três horas e lembro que minha mãe adora tomar um chá na biblioteca esse horário, penso que devo procurar lá antes do meu banho.

Me levanto do sofá e sigo até o final do corredor onde fica a biblioteca e chegando lá, eu penso em bater na porta quando escuto gritos vindo de dentro da sala. Encosto meus ouvidos na porta até identificar a voz de Mary.

— Ela tem que saber, a vida é dela. — Mary grita alto.

— Sophia, jamais poderá saber, ela tem uma vida pela frente. — Minha mãe fala e escuto algo bater lá dentro.

— Isso não é a sua escolha mãe, é de Sophia e você a tirou dela. — May levanta a voz que cada vez sai mais furiosa.

— E você acha que Sophia era capacitada para ser mãe aos dezessete, ela tinha toda uma vida pela frente — Minha mãe diz frustrada.

— Mas isso não te da o direito de tirar o filho dela e mentir que ele não sobreviveu. — Mary fala despejando tudo com raiva e mágoa.

Nessa hora eu tive certeza de que o mundo havia parado por alguns minutos. Eu fiquei totalmente sem ar e as coisas em volta rodando, eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo.

Junto toda a coragem que eu consigo e abro a porta do quarto com tudo, as duas se viram em sincronia em minha direção, as suas reações não estampavam mais que surpresa ao me ver.

Eu não consigo articular uma palavra para poder dizer a elas.

— Sophia, querida eu pensei que retornaria apenas amanhã. — Minha mãe fala cinicamente.

— Que história é essa que o meu filho está vivo.

Eu falo ríspida encarando a minha mãe e Mary. Meu coração acelera com a possibilidade do meu filho está vivo.

Dentro de mim eu sempre tive a certeza de que ele estava vivo e que era um menino.

As suas estão em pé e se entre olham e eu cruzo os braços esperando uma resposta que parece uma eternidade até que minha mãe decide falar.

— Shop você tem que entender... — Minha mãe começa a falar.

— Eu não tenho que entender nada, apenas eu tenho que saber.

Eu interrompo antes que ela comece com as ladainhas de sempre

Minha mãe respira resignada e se senta na cadeira, Mary não desvia o olhar de mim nem por um minuto e praticamente implora por perdão.

— Vamos eu estou esperando. — Falo apressando-as.

— Vem sente-se aqui! — Minha irmã aponta para a cadeira que está ao seu lado.

Eu vou em direção a cadeira que ela havia acabado de apontar e me sento. Eu não vou apressar elas para que me contém, apenas sento cruzando os braços e estreito os olhos indo de Mary a minha mãe.

Minha pega uma caneta que estava em cima da mesa e começa a rodar entre seus dedos em sinal de ansiedade.

— Bom, eu nem sei por onde começar a falar. — Minha mãe fala e morde os lábios.

— Pelo começo já está de bom tamanho. — Eu retruco impaciente.

— Eu menti para você, seu filho não está morto, como eu te disse há cinco anos. Ele está vivo.

Eu não tenho nem palavras para poder descrever a emoção que eu senti naquele momento, é claro que eu fiquei puta da vida com a minha mãe, mas o que realmente me importa no momento é que o meu filho está vivo.

— Você não tinha esse direito é o meu filho, não é algo descartável que você pode deixar jogado por aí. — Eu falo me levantando e avançando sobre a minha mãe.

— Ele não foi descartado, está com o pai em Atlanta. — Mary fala com alívio na voz.

— Como vocês puderam fazer isso comigo. — Eu falo extravasando toda a minha raiva.

Me levanto e saio em direção as prateleiras e começo jogar cada objeto que tem ali no chão, minha mãe e nem Mary é capaz de conter a minha raiva.

Quando eu decido que já quebrei o suficiente dos objetos valiosos da minha mãe, eu as encaro com amargura.

— Vocês não tinham o direito de privar a minha felicidade, de tirar a minha escolha dessa maneira. — Eu falo com lagrimas nos olhos.

— Você tinha apenas dezessete anos, o que sabia da vida? Eu não criei uma filha para ser mãe solteira.

Eu perco a pouca paciência que eu tinha, e jogo o vaso de porcelana chinesa que minha mãe tanto ama no chão o desfazendo em mil pedaços.

Eu vi a dor em seus olhos quando o vaso se despedaçou, mas eu não me importo. Eu quero quer ela sinta a dor, pelo menos uma fração do que eu senti nos últimos cinco anos.

Minha voz se eleva e eu vejo que as duas se encolherem.

— Essa decisão cabia somente a mim, era a minha vida e a minha escolha. — Eu falo com rancor.

— Ele era um pé-rapado que vendia lanches que futuro vocês teriam? — Minha mãe fala resignada.

— Eu preferia uma vida simples, onde houvesse sentimentos verdadeiros, do que essa vida de luxo que temos e tudo não passar de festival de máscaras.

Eu falo e saio do da biblioteca batendo os pés, subo as escadas correndo. Dentro de mim o meu coração mandava eu ir para Atlanta e nessa hora é o que é correto a fazer.

Eu vou atrás do tempo que eu perdi e eu espero de verdade que Benjamin me perdoe por tudo o que eu fiz, eu deveria ter conversado com ele antes de partir, deveria ter explicado as coisas como elas realmente são, mas fui covarde e espero que não seja tarde demais para correr atrás do tempo perdido.

Pego meu celular que estava em meu bolso e envio uma mensagem para meu pai perguntando se o apartamento que ele me deu em Atlanta estava pronto para uso e ele me responde que sim sem perguntas.

Meu pai me deu o apartamento quando eu completei dezoito anos, mesmo eu me recusando a voltar para Atlanta, meu pai fez questão de manter ele limpo e organizado. Enquanto Mary fazia de tudo para impressionar minha mãe e logicamente se transformando em sua preferida, eu gostava de viver e ver como funcionava o mundo dos negócios do meu pai e sempre que podia estava em sua empresa o auxiliando.

Com isso, nos tornamos muito próximos e não há nada que eu não faria por ele, eu já não posso dizer o mesmo da minha mãe que desde os meus dezessete anos não fazia o menos esforço para nos entendermos.

E eu muito menos, minha mãe morreu para mim naquele dia que me forçou a vir embora de Atlanta sem me despedir de Benjamin.

Minha mãe morreu naquele dia, juntamente com a minha melhor parte.

27 de Julho de 2020 às 01:28 0 Denunciar Insira Seguir história
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