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emanoel_duarte Emanoel Duarte

Em um reino castigado pela desonestidade da coroa, a sociedade mágica, agora proibida é caçada incansavelmente e luta pela sobrevivência da sua raça. Em meio a tanto caos e guerra vivem muitas famílias, uma delas tem algo que o rei precisará muito. Agora um homem é escolhido para retornar as suas obrigações como chefe protetor do rei, enquanto ele era designado para isso, ele só conseguia pensar em recusar, mas não sabia o que lhe esperava se recusasse a chamada do rei. Sua família agora corre grande perigo, agora ele aceitará ou enfrentará a convocação real?


Fantasia Medieval Para maiores de 18 apenas.

#fantasia #erotico #violência #autoral #Empolgante
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Cidade do Rei: Lantza - Reino de Reis.

O odor fétido do ambiente se misturava ao odor de elementos metálicos em brasas, enquanto o homem martelava o aço aquecido em 1000 graus, em cima da bigorna o aço de tão quente amarelo estava, a cada batida o aço soltava pequenas fagulhas ferventes no ar, o homem só conseguia pensar na situação em que estava, suava por seus poros todo o líquido que ingeria, o ambiente estava bastante quente e a cada martelada, mais gotas de suor surgiam e transcorria o corpo do homem, e embora tivesse todo aquele calor da forja para fazê-lo se aquecer durante todo o dia, o suor descia frio e sentia um arrepio na espinha que jamais sentira a tanto tempo.

O homem sabia que mesmo depois de tanto tempo, alguma coisa estava para acontecer, ele continuava ouvindo os sons do aço e se pegava viajando em suas memórias.

Do alto da torre central do castelo ele observava todo aquele vasto vale habitado até quase onde encontrava a floresta de ursos negros. A visão era mesmo gigantesca, no mínimo estonteante, Torvin costumava ir após um dia cheio na guarda pessoal do Rei, era como costumava tentar melhorar dias como aquele, ele gostava de observar o pôr do sol sumindo abaixo da linha do horizonte atrás das montanhas e da vasta floresta. Ficava ali até que restasse apenas o contraste da copa das enormes arvores de nogueira, com a massa cinzenta enorme que formava ao longe as montanhas, sentia-se privilegiado em contemplar algumas vezes aquela imagem. Cada raio de sol que ainda passava acima da densa folhagem da copa das árvores, fazia-o ficar magnificado com os diferentes tons que viajavam de verdes limões ao laranja do ocaso. Com certeza isso não lhe dizia nada sobre seu futuro, ou ele o imaginava enquanto lá estava.


– Sr. – Chamou um soldado ao aparecer atrás de Torvin na porta. – Perdoe-me, o Rei reclama sua presença em seus aposentos.

Com um sinal de cabeça Torvin respondeu positivamente.

Enquanto caminhava descendo as escadas para chegar ao quarto do Rei, só conseguia pensar em para que o rei o chamara. Ora, desde que ele chegara na posição de comandante da guarda real, nunca tinha sido convocado pelo rei depois do horário em que o Rei entrava em seus aposentos.

Chegando na porta do lado de fora, cumprimentou dois guardas, e foi abrindo a porta, rapidamente ao ouvir um urro do Rei. – PELOS SETE INFERNOS. Com uma pressa enorme duas moças saiam seminuas da cama do Rei, havia também no quarto o Sr. Redme Rorse, apesar de não ser tão velho, o homem esboçava algumas rugas e manchas no seu rosto, olhos mortos, parecia que não dormira nos últimos anos, ele estava a cargo da espionagem para o rei, não havia quem fosse melhor para essa função do que ele.

Conte a ele. – Olhando para além da janela de seu quarto o Rei Doran deu a ordem ao Sr. Redme com uma ira que não cabia em um só homem.

– O homem entregou um pedaço de pergaminho com o selo da guarda espiã do rei, a mensagem vinha do reino Oeste. Arregalando os olhos Torvin terminava de ler a mensagem.

– Quem poderia ameaçar o rei assim? – Perguntou ainda atônito.

– Me falem vocês dois, afinal estão nos cargos em que estão para um único propósito, não? – Falou cuspindo toda a ira que estava em seu coração.

– Todos querem sentar naquele trono, pode ser qualquer um. – Disso sabemos Redme, falou o Rei.

– Saiam e façam seu trabalho, voltem aqui com a resposta. – Voltando-se para a janela o rei proferiu as palavras aos dois que logo deixara a sala.

Voltando a si tentava lembrar-se de como a cidade era, e no que se tornara, o óbvio ele já sabia, a cidade do Rei e a cidadela continuavam no mesmo local e com as mesmas construções, a diferença é que agora a cidadela não estava como já fora. Os sinais que ele via em si mesmo, refletia a imaginação em como estava a situação de todos, enquanto mentalmente se observava fazia suas comparações e constatava-se que não estava nem de perto vestindo-se ou portando-se como já fora.

A Cidade do Rei, era localizada ao sul do mapa do reino na parte mais alta da planície, dava uma visão gigantesca do povoado que se estendia em todo o vale, lá pelo oeste da costa dos marfins, as construções dentro da muralha do castelo eram melhores que as da muralha externa, tudo que Doran tinha feito para unificar e fortificar o Reino Sul a fim de mostrar o tamanho da força e a capacidade de governar todos estados do reino de Kaanones, tinha sido totalmente inútil, a cidadela ficou esquecida fora dos muros do Castelo, as construções da cidadela estavam largadas e sem nenhuma assistência da coroa, a sua sobrevivência dependia totalmente das pessoas que ali estavam. Tabernas se misturavam com as mordas formadas de barro e junco principalmente, as cobertas feitas através de palmeira.

De longe via-se aquela torre imensa sobre aquele vale, em um daqueles quartos da torre o Novo Rei, deleitava-se sobre sua própria lascívia imoral. Várias janelas formavam a torre imensa do Castelo que se destacava das demais, impondo ainda em seu topo uma janela enorme coberta por um vidro que refletia a luz de um candelabro interno ao topo do monumento.

– Vamos embora pai? Eu vou só atender mais aquele homem e já podemos ir se quiser. – Disse o filho de Torvin tirando ele por um breve momento de seus devaneios.

Estava chegando o final do dia e Torvin notava que aquela seria mais uma noite fria, aos poucos acederem as chamas de dentro da torre, o que confirmara ainda mais suas suspeitas sobre a noite, ele sabia que ia ser preciso iluminar mais aquela noite, mesmo antes de acenderem qualquer tocha dentro do castelo, ele já conhecia todo o processo e quais dias poderiam trazer uma noite tão gélida quanto aquele trazia.

Caia em retrospecção e naquele momento conseguia lembrava-se perfeitamente a utilidade da luz daquela lanterna gigante. Suas lembranças de como algumas noites no ano eram mais tristes e sombrias viera à tona, mas havia algo errado, havia ficado muito comum, ou os meses tinham ficado mais curtos ou as noites tinham ficado mais longas, a sensação que ele podia sentir em sua pele é que no mínimo havia dobrado a quantidade de noites amedrontadoras, ele se perguntara o que estava mudando. As noites em que o vento soprava mais frio, era possível sentir como muitas navalhas sobre a pele. As pessoas sentiam medo, e Torvin não deixara de notar que com a parcial exclusão da cidadela à entrada do castelo, o medo continuava seguindo e deixando as pessoas cada vez mais loucas. Aquela luz que chegava a iluminar até o prelúdio da floresta fazia as pessoas sentiam-se mais tranquilas mesmo com o vento amedrontador que uivava por entre as árvores e balançava-as violentamente, no entanto as pessoas queria acesso ao castelo e a ponte que fazia a ligação entre o abismo de fumaça até entrada principal do castelo estava inacessível a cidadela do vale, em noites como aquela Torvin notara que as pessoas gostavam de segurar no anteparo do abismo para ver que a névoa recebia todo o reflexo da luz que batia nas rochas, e de forma concentrada abaixo da travessia era iluminada de baixo para cima, era uma visão magnífica, mas perigosa. A ponte criada originalmente pela erosão das rochas agora recebia manutenção para se manter de pé todos os dias, o cruzamento das terras do vale para o rochedo real era autorizado apenas para homens da alta sociedade ou aqueles que fossem convocados pelo concelho ou por alguém da família do rei. Entre as fixas corrediças de mãos fabricadas em ferro e madeira que tinham dos dois lados e fornecia a segurança daqueles faziam a travessia até os portões da cidade real. Estavam expostos os crânios de alguns homens que tentou enfrentar as ordens do rei, fazia tempo desde que foram postos lá, isso fora um alerta a todos, o velho Vansir não levou a sério as ameaças e por um momento de loucura e sangue fervente, juntamente com seus filhos foram de encontro a própria morte. Tudo aconteceu em um momento difícil onde reino passava por um longo tempo de escassez severa causado pela última guerra provocada por Tranlad, o novo Rei. O velho sentia muita fome, via sua família definhar lentamente em falta de grãos para alimentá-los, todos os grãos que conseguiam cultivar, nada mais que ¼ era para alimentar a si e sua família de 8 pessoas, o restante era tudo recolhido para além das muralhas do castelo.

A cidade dentro das muralhas do castelo significa conforto, mas para ganhar um lugar lá dentro precisa bem mais que apenas respirar. Os seus invernos passavam rapidamente mesmo durante a estação mais chuvosa, e isso de alguma forma ainda trazia um pouco de conforto para quem estava ao seu redor, ninguém queria ir ao Norte. Os invernos no Norte eram quase insuportáveis, ventos tão frios quanto o gelo em que pisavam quando nevava, os homens mais velhos do sul diziam que quando um homem caminhava sobre a neve, cada passadas significava afundar 1 metro na neve densa e um cansaço interminável, o frio era perverso, a cor da pele das homens era branca como o gelo ou roxa como amoras selvagens. Mesmo se cobrindo com tantas peles o frio era inevitável, sofriam se não tivesse uma fogueira ou um cantil com um bom vinho para esquentarem seus corpos. Os luminares diziam que ao Leste e Oeste do mapa, a terra era muito menos frutífera, era mais difícil de viver da caça ou do plantio além de estarem mais próximos do Norte isso assustava, os perigosos incontáveis que exercia sobre o lugar, muitos ladrões e salteadores ficavam à espreita nas regiões das montanhas e bosques esperando os viajante ou caçadores passarem para atacar. Isso assustava demais os Sulistas.

Torvin guardava as ferramentas que usara naquele dia de trabalho. Observava o filho mais velho e crescido, mesmo que não tivesse atingido sua idade adulta, e então recordava o porquê continuava ali. Os pássaros do Sul se encarregavam de cantar suas canções hipnotizantes, era melhor que os abutres do Norte, com certeza. Havia quem dissesse que o cântico dos pássaros do Sul espantava forças malignas, mesmo que nos últimos tempos Torvin tivesse notado como estava ficando a maioria das noites. E os homens com medo de outros lugares não darem a segurança que sentiam em volta da natureza do Sul, o vale se mantinha ali e pagava impostos mais altos para a coroa que as demais regiões. Era possível que o mundo tivesse um medo exagerado do desconhecido, mas Torvin sabia que o desconhecido fazia parte deles a muito tempo.

– O que ele tanto conversava com você Torin? – Torvin perguntou ao filho interessado em saber porque demorou tanto a ir embora, como se ele tivesse se apressado em sair também, sem perceber viajara demais em seus pensamentos, mal conseguia perceber a passagem do tempo, o garoto já havia dispensado o homem, a mais de 5 minutos.

– Bom ele veio comprar uma faca, e ficou falando de como estava difícil alimentar a família, parece que hoje os cobradores de impostos do Rei foi lá, e ele não tinha tudo.

– Agora eles reclamam. – Resmungou Torvin.

– Aconteceu alguma coisa pai? – Perguntou muito preocupado, via que o pai estava longe ao resmungar as últimas palavras.

– Não está tudo bem, anda, vá pegar suas coisas, precisamos chegar logo em casa, sua mãe já deve estar preocupada. – Falou para o filho com sinal para que ele se apressasse.

O rapaz foi buscar as suas coisas, enquanto Torvin refletia sobre o que garoto falara. Torvin sabia que alguns aldeões, não estavam contente ou de acordo com o novo Rei, e que também, um Rei nunca ia ter todos ao seu lado, mas pouco caso fazia Tranlad sobre tentar agradar o vale.

14 de Julho de 2020 às 20:30 0 Denunciar Insira Seguir história
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