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Em tempos onde a esperança se tornou escarça, um homem o qual a essência perdia-se vossas origens. Toma consciência e bate de frente com a maior luta em sua vida, tornar-se digno novamente aos teus ancestrais nórdicos. Ouça: https://youtu.be/KTmatjyd4KM. (Música apenas para se inspirar na ambientação do conto, a música não é de minha autoria. Recomenda-se colocar o som baixo, para não tirar sua atenção na leitura.)


Conto Todo o público.

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Liberdade; és o ato de seres quem tu és.


O homem. 1


Digno és aquele que percorre sem olhar para trás, vosso destino transcrito pelas saudosas Nornas o qual tecem vossos fios sem ao menos acalentar-se vossos egos com louvores dos antigos guerreiros que perderam-se na vastidão e converteram-se a uma vida de escravidão. Onde andam-te o fogo que flamejava vossa centelha de maestria ao perambular pelas terras recém descobertas?


Ainda recorda-te o frio arruinando vossos ossos, devorando-te até não sobrar mais carne… Apenas dor, apenas o frio a beijar-te vossa face desnutrida e pálida. Com os cânticos dos corvos vosso pai prometeu-te a extinção dos gigantes todavia, não sabia ele que este também seria o vosso fim. O fim do guerreiro domador de seu próprio destino que apenas curvaram-se para as sábias Nornas a tecer.


… Oh, já não se ouve o teu clamar, o teu uivar; lobo. Infeliz-te vossa nova vida, infeliz-te és por não vagares mais pelos vossos próprios caminhos. De tantos e tantos destinos, foi este que escolhestes para vós? Sucumbir ao delírio, sucumbir ao desprazer de vossa submissão.


Eu não sou especial, eu sei disso agora. Mas também não sou vítima do mundo. Odin sacia meu espírito fraco e dependente e depois abre meus olhos com sua sabedoria mostrando-me que assim como todos os homens, estou no mundo para ajoelhar diante a sobrevivência ou correr sem olhar para trás e viver meus últimos dias.


Pelas montanhas gélida, o branco imunda retirando qualquer força que há. O vermelho pinga, pinga e pinga; rítmico és mas certeiro como qualquer destino amaldiçoado por uma bênção.


Bênçãos mais, frágeis ficamos.

Bênçãos e Valhalla os espera.

Bênçãos, sangue.

Vermelho.


O Vermelho dança-se, todavia, o maldito branco ainda percorre vossas veias, esfriando vossas esperanças. Digno de um lugar ao sol, a promessa de um inferno para aquecer todo o banho lhe és vendidas pelos novos adoradores do novo Deus. Onde está Odin? Onde está a promessa?


Disseram-te que os Deuses estavam mortos, disseram-te para deixares queimar-se pelo vermelho ou sucumbir vossas últimas forças ao branco. Prenderam-te, amordaçaram-te, domesticaram-te e esmagaram o último uivar dos teus irmãos. Vossa matilha se foi, no entanto, seu destino sempre esteve ao seu caminho.


Último suspiro; lobo solitário.


O lobo. 2


Labradores dóceis, fiéis. Vossos Deuses não há de clamar por guerra, todavia, criam-te aos réus dos tempos infelizes. Mentira, o reino das ilusões chegou-te e tu caminhas sem direção, falta-lhe algo…


Não! Não os Deuses, falta-lhe algo. Diga-lhes; falta-lhe algo, Diga-lhes; falta-lhe algo… Ouça as batidas dos tambores dentro de ti, diga-lhes; falta-lhe algo.


Jord: Tuas revoltas, teus desabrigos, teus e teus ainda teus mesmo que estejas a tentar esburgar-lhes. Todavia, falta-lhes algo. Vosmecê não o vê? Há o desencanto aparente, não se ouve mais o uivar; falta-lhes algo…


O caminhar. 3


O labrador late ao alento, agora não se há o branco devastador. No entanto, agora o labrador encolhe-se ao ser chutado, retirado. Confia-te em apenas uma promessa; ser especial ao domador. Domador este que o empurrará ao fim de seus dias gloriosos.


Recolhe-te a única bênção verdadeira, lembre-se; falta-lhe algo. Agradeça-o com sangue, agradeça-o. Uive-te ao lunar, uive-te, uive-te, uive-te… Falta-lhe algo.


Banhe-se com o frio da realidade. Não és nada além de sobrevivente indigno de teu próprio nome. Recorda-se do vinho tinto a jorrar dos teus ancestrais, aqueles que destinados a morrer, atentaram-se em adentrar aos portões de Valhalla mas nunca deixar-se dominar pelos enganados.


Cão doméstico nunca haverá a fome e a voracidade que anseias. Cão doméstico mendigar-se-lhes aos homens inferiores que lhe tiram o prazer pouco a pouca. Pele pálida, mas não há o branco a afogar-te dia-após-dia. Digno és Geri e Freki que por vossa lealdade ao pai de toda a matilha, tens a dignidade da proteção, do alimento que lhe és esquecido e do sangue dos homens mortos. Mortos.


Não há lágrimas aqui. Se há mostrar-se mais perdido que os próprios mascarados.


Respire cão, não há proteção ou misericórdia da guerra a qual vós traiu. Sustenta-te traidor e depois volte aos braços do senhor da sabedoria. Deixe-o conduzir a vossa guerra interior. Deixe-o acalentar-te todas vossas noites com a faísca do que eras, do que não és mais. Deixe o frio levar-lhe ao seu destino, abre-te os lábios e beije a face da guerra que lhe foi destinada.


Nascido para morrer, homem infeliz. Deixe de lado as ideologias que lhe retiraram a liberdade, volte-se ao tempo onde eras livres. Volte-se, volte-se; CORRA.


Cheire o ambiente, o cheiro do frio ártico ainda está ali. Espera-te voltares, não és sem dono, teu dono tens mil nomes e nenhum deles o representa tanto quanto a liberdade.


Agora; em casa, aprenda-te a caçar vossos anseios, lutar, lutar e lutar como uma medíocre troca ao Deus da sabedoria. Lutar para sobreviver ao calento da noite gélida que aos poucos retornam aos vossos braços. És capaz? Ainda és capaz?!


Não há ninguém… A jornada continuará sua para vossa própria bênção.


Ainda és um cão atirado ao mundo dos homens para reaprender a ser um lobo. Pois não há lugar para se lamentar o passado, nesta terra, terás que aprender o que já lhe foi ensinado pelos antigos. Engula em uma bebida amarga o que lhe restou de vossos sentimentos desprazerosos, um dia há de docear os vossos lábios pálidos com o cantar do doce mel do Hidromel. Há apenas o caminho para os dominantes de sua própria história, deixando que vossa submissão sejas dada apenas ao Deus da guerra.


Vosso pai não almejas a guerra por maldade e sim por misericórdia de pobres cães que mal conseguem sobreviver ao mundo das mentiras.




28 de Julho de 2020 às 06:33 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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And everything is Blue... Oi, eu sou Blue. Escrevo vidas com as minhas histórias e você pode fazer parte deste mundo. Instagram: www.instagram.com/andeverythingisblue

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