puffsdoll Maria

Mesmo com a delicadeza extrema das borboletas, tive que me perder para encontrar-me em meio ao meu próprio caos.


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Capítulo único: toque-me como a leveza das borboletas.

Me sentia sozinha desde o início, era algo terrivelmente triste e que queimava meu coração, este que parecia se destruir a cada novo dia. Estava presa a mim mesma, havia medo de machucar ao meu derredor ou de alto me magoar com as consequências que a vida me mostraria.

Sempre estive a pedir desculpa, desde aos meus atos e até mesmo pelos erros de terceiros. Fugi em meio ao caos, contudo, estive presente em seus momentos tristes e feliz paraconsolá-loe o salvar de simesmo, mas nem ao menos notouo quanto destruídaestive esse tempo.

Amor, peço desculpas por não ser uma boa menina, contudo, será que alguém um dia irá te amar assim como eu te amei? Desejo que encontre alguém que o faça se sentir a flutuar, pois, sempre me tornei confusão ao seu lado e seus pés se firmaram como raízesno chão, isto me tornou incapaz de levá-loaomundo onde havia felicidade e por isso desde sempre fomos escuridão.

Me desculpe por não ser uma mulher de boas escolhas. Todavia, eu sempre fugi quando meu coração estava partido por medo de deixá-lo sentir a minha dor. Agradeço aos céus por ter me libertado. Obrigada por me deixar ir, por maisdifícilque tenha sido, hoje o vejo sorrir, mesmo que eu não seja o motivo deste.

Não entendia ao certo o que estava a sentir, porém, havia uma misturavislumbrantede cores diferentes sempre que olhava em minha volta, o céu mais azul, as plantas mais verdes— de início parecia incerto, não sabia se estavaprontapara sairdaquele cubículo tãominusculoe apertado, este que chamamos de inseguranças.

Prometi a mim mesmo que iria buscar pelaminha felicidade.

Tornei-me independente, quis conhecer ao derredor e ali encontrei um outro alguém. Céus, eu o vi pela primeira vez, primeiro suas asinhas, elas pareciam cinzentas, sem cor, sem vida… logo este parecia carregar uma áurea triste. Não fugi, contudo, me vi através de seus olhos tristes.

Ele estava a fugir em meio ao caos. Logo descobri do que se tratava, umas de suas asinhas estavam machucadas, de imediato corri para ajudá-lo. Estendi minha mão, levando-o para o meu jardim de borboletas, onde pude cuidar cautelosamente de seu ferimento. Este era tão profundo, delicadoe completamente complicado. Ainda assim não o evitei!

Mesmo com todas as suas doresincuráveis, senti a necessidade de lhe segurar a mão, voluntariamente, nossos dedinhos se enroscaram até entrelaçarem uns nos outros, como um encaixe perfeito. Seu sorriso foi notado e acabou aquecendo meu coração rompendo todas as barreiras que nestehavia .

Pude assistir opordo sol ainda mais lido que o habitual, as borboletas em meu estomago reapareceram, pois havia sentido novamente a paixão me consumir. Atravésdo reflexo do lago, notei minha feição radiante, um sorriso a brincar em meus lábios se tornou ainda mais presente.

Tudo o que precisei em todo esse tempo foi apenas de uma única coisa, ser tocada com a leveza das borboletas.

Não havia percebido isso desde o início, mas precisava me destruir e se libertar do meu caos para reencontrar a mim mesma através de minhas próprias dores.

10 de Julho de 2020 às 16:11 0 Denunciar Insira Seguir história
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