kellyyung Key Seung

"O amor nasce e morre, mas sua essência é eterna..." A revolução de Hyurin e a retomada de Ydën, não é mais um sonho, mas uma próspera realidade, Nëon descobre por si só a real face dos sentimentos dados pelos Deuses como eternos, quando vê a mais bela criatura de orbes azuis diante de si, porém sua dor será igualada ao se ver fadado a viver o mesmo destino das Deusas mães?


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#misterio #omegaverse #abo #mpreg #original #romance #aventura #yaoi
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Prólogo - O Ataque

O inverno aos poucos ia embora, seus últimos vestígios eram encontrados ainda sobre a grama coberta de uma fina camada de neve, o vento soprava gélido, fazendo a manhã ter aspectos noturnos.

Nëon avistava longe a silhueta da cidade imperial, apertou com força a barra da saia de sua mãe que o guiava, lembranças dolorosas tomaram conta de sua mente. A revolução havia estourado na cidade imperial, os rebeldes eram Paríons e marchavam em direção ao palácio, estava decidido o império tinha que cair.

Nëon acordará em um susto, os sons dos tambores ecoavam por todo seu quarto, Léah sua ama, entrou eufórica.

— Senhor, precisa fugir. Ela falava enquanto corria atrás de uma bolsa e guardava o que via pela frente procurando assiduamente por um pequeno caderno.

— Léah, o que está havendo?

— O império, está sendo tomado jovem mestre, vamos.

Léah, agarrou seu pequeno corpo e deu-lhe um longo abraço, o observou por um tempo, lágrimas desciam.

— Por que está chorando? Fiz algo ruim?

Com suas mãos pequenas, limpou o rosto de sua querida amiga.

— Não meu bem, não fez. Ela o vestiu de forma que escondesse sua marca, pôs a mochila em suas costas e o empurrou para debaixo da cama.

— Nëon, empurre a tampa que há ali, entre e desça as escadas, quando elas acabarem, siga o caminho, não tem erro, ele levará você até sua mãe, ela está-lhe esperando no final dele, tome, leve essa lanterna e por nada desse mundo volte.

Sem entender nada ele seguiu suas instruções, entrou no buraco escuro, lágrimas banhavam seu rosto.

— Léah, eu estou com medo. Você não vem? Se eu me perder e não achar a mamãe? Onde está o papai?

Ela soltou um doce sorriso enquanto pousava a mão sobre a cabeça de Nëon.

— Meu pequeno não chore. Seja o homem que sei que é.

Ela deu-lhe sinal para ir, tudo estava escuro, o alçapão havia sido fechado, ali permaneceu quieto e ainda parado na escada, escutou a porta sendo fortemente aberta e vozes ecoando pelo seu quarto.

— Onde ele está?

— Eu não sei…

— Não minta, não era você a responsável por cuidar dele? Onde ele está?

— Eu não sei. Disse sem pestanejar.

— Senhor, desista, ela não irá falar nada, ela é uma Beta inútil e uma grande perda de tempo.

— Hoje estou de bom humor, se me disser onde está o último herdeiro de Leryën, irei poupá-la.

Nëon, ainda permanecia imóvel na escada, escutava atentamente, mas o silêncio tomou conta até escutar um grito estarrecedor.

Ele desceu as escadas ligeiramente, aquele grito significava uma coisa.

Léah estava morta.

A escuridão predominava, não sabia onde pisava, escorregou e acabou caindo até encontrar o corredor, que Léah havia mencionado, procurou pela lanterna e a ligou, levantou-se e prosseguiu caminho, enquanto caminhava, tentava entender o que estava acontecendo, não compreendia porque homens estranhos invadiram sua casa e mataram Léah, continuou até conseguir achar uma porta, a chutou e tentou girar a maçaneta desesperadamente, mas estava trancada, esforçou-se tentando abri-la, e ouviu vozes familiares, o medo agora era menos intenso.

— Jehnor? É você? Mamãe?

— Nëon, meu filho… A mamãe está aqui. Vamos abra a porta para ele.

Logo a porta foi sendo aberta entre ruídos, e do outro lado, viu sua mãe, seu irmão mais velho e algumas pessoas que não conhecia. Seu corpo doía por causa da queda, correu aos braços de sua mãe e se enterrou em seu peito, Jehnor fechava a porta com um soldado.

— Esperem, a Léah… Nëon, onde está Léah?

Ele a olhou como se estivesse a ponto de desabar, ela o abraçou e sentiu a dor do filho passar em seu peito.

— Vamos, não há mais o que fazer, devemos partir quanto antes.

— Mas e o papai?

— O papai, irá nos encontrar depois.

Jeh apertou seu ombro e deu um largo sorriso.

— Vamos?

Todos, o seguiram e gradualmente a cidade onde haviam nascido ia ficando para trás, o caminho entre as fileiras rochosas era o mais seguro para longe dali, ao longe ainda se ouvia os gritos desesperados de pessoas sendo mortas ao tentarem fugir. Sua mãe parou e olhou no fundo, de seus olhos.

— Vai ficar tudo bem, logo tudo será como antes. Jehnor a olhou com reprovação, ela sorriu levemente, seus olhos verdes eram o espelho de sua alma, eles transmitiam tudo o que sentia, seus cabelos prateados caiam em seu rosto, fazendo sua tez branca, parecer reluzente aos raios do crepúsculo.

Nëon a abraçou e fixou seus olhos na grande cidade que há instantes era seu lar, e agora não parecia nada menos que um campo sangrento de batalha, a bandeira rebelde era erguida, uma enorme serpente vermelha brilhava sob o mastro. Todos seguiram o caminho, e logo aquela imagem foi se perdendo de vista, mas tornou-se vívida em sua mente.

O caminho era árduo, o suor lhe pingava, nunca havia andado tanto, Nëon seguia firme ao lado de sua mãe, está por sua vez, sentia através do filho que a perda de Léah foi devastadora, Karura era uma das cinco pessoas em todos nove impérios que possuía tal dom, podia sentir através de si todas as emoções existentes em todas as pessoas, dor, raiva, alegria…. Por anos ela lutou contra sua habilidade, entretanto, passou aceitar sua condição quando conheceu a Haru. Infelizmente, havia se tornado impossível suportar tal coisa, desde o nascimento de Nëon, todos os seus sentidos foram não só fortemente ligados a ele, mas apurados a níveis inimagináveis, então, ela podia sentir tudo que se passava com seu pequeno. Nëon caminhava e observava atentamente o ambiente e a todos ali, e começou a contar quantos caminhavam com eles, o total não passava de 45 pessoas, incluindo ele, Jeh e sua mãe.

Entre todos, havia uma garotinha que chamou sua atenção, ela parecia ter sua idade, arrastava um urso, e ia seguindo sua mãe, sua aparência era tão frágil que ao longe parecia uma pequena boneca de porcelana, com longos cabelos vermelhos e olhos castanhos. Nëon estava vidrado na cor vívida dos cabelos da garotinha, e esta última, quando percebeu que estava sendo seguida por olhos inquietantes, se abaixou, pegou uma pedra, e jogou-a em direção a Nëon, por descuido em sua pontaria, acertou a perna da imperatriz. Karura deu um pequeno grito.

— O que foi isso?

— Oh!… Senhora…. Nos perdoe, foi a tola de minha filha…

A mulher estava com o rosto virado ao chão com a filha, cutucou a menina para fazer o mesmo.

— Me desculpe senhora… A senhora vai mandar nos matar? A voz doce e infantil da pequena soava como um acorde de flautas.

Sua mãe tremia, ao esperar a resposta, pois tinha ciência da maldade quase inexistente, no coração da nobre dama.

— Oh! Que isso? Não meu bem, está tudo bem… mas, porque jogou a pedra?

— Ele… estava olhando o meu urso, então joguei para acertá-lo.

— Eu não estava olhando.

— Estava sim.

Nëon e a garotinha seguiam discutindo, Karura ria de tudo, se abaixou e levantou a senhora.

— Não se preocupe, está tudo bem.

— Me desculpe, isso não vai voltar a acontecer.

— Não, tudo bem.

— A senhora é tão doce.

— Obrigada. Me diga algo, não imaginou que eu a mataria por algo tão fútil, não é?

A mulher hesitou por um momento, e por fim ficou sem resposta.

Karura a olhou com doçura, mas com uma certa dúvida, seguiram caminho juntas, enquanto os dois seguiam discutindo.

O vento gélido trazia aroma de flores, Karura respirou fundo e por um momento sentiu como se ainda estivesse em sua terra natal, o aroma das flores lhe trazia lembranças maravilhosas de sua família e de seu povo, mas logo foi interrompida quando esbarrou em um rapaz.

— O que houve? Porque paramos?

Ela olhou para a frente, onde se encontrava Jehnor e alguns soldados, ela pôde sentir a tensão vinda dele, olhou para o topo das rochas que quase cobriam o desfiladeiro, pressentiu perigo.

- Nëon!

Antes mesmo de se pôr a correr, Nëon caia inerte, o chão antes coberto por um extenso verde, brilhava o mais vivo vermelho, seus cabelos prateados, eram mesclados a cor vermelha que pintava o chão. A garotinha correu assustada para junto de sua mãe, eles haviam sido achados, as tropas rebeldes os havia seguido, Karura corria desesperada, abraçou Nëon, tinha sido acertado por uma flecha dourada no peito, sua marca ainda brilhava fraca.

— Ainda há tempo.

4 de Julho de 2020 às 21:03 0 Denunciar Insira Seguir história
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