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Quando o sonho vira pesadelo

Estou a sentir-me mal,

Não estou nos meus dias.

É esta a conclusão que chego

Depois de pensar em nada.

Hoje já fiz tudo e tudo vi.

Estou naqueles dias

Que me apetece deixar tudo

E fugir, desaparecer!

Dias em que me vejo a desejar

Nunca ter nascido

E a ambicionar o fruto proibido,

A morte!

Hoje não tinha nada para fazer.

Aborreci-me!

Então lembrei-me de algo.

Cortei o meu braço.

Ah, que prazer me dava

Ver essa sagrada água vermelha

E escapar-me por entre a ferida!

Não me doeu nada;

Dói-me mais ter de estar a sofrer.

Olho para a rua. Vejo um rafeiro.

Desejo freneticamente

Estar na pele dele.

(ou melhor, pêlo!).

Imagino o que é ter uma vida de cão.

Não deve ser muito diferente da minha,

Ou até deve ser melhor!

Ah, como gostaria de voltar

À minha doce infância distante!

Não se tem preocupações;

Vive-se feliz; vê-se o mundo

Como um conto de fadas,

Ouro sobre azul!

Infelizmente é passageira.

Tudo muda;

O sonho vira pesadelo,

Torna-se preto sobre negro.

É então que dou a Ele,

Ao sagrado, não ao inimigo,

Aquilo que de mais puro tenho,

A alma!

Mas em troca quero a paz

Que tento ambiciono.

28 de Junho de 2020 às 01:27 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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