escritaerotica Krishna Grandi

Na festa de noivado entre Ícaro e Leonora, não há limite para a inveja, a ambição e a luxúria.


Erótico Para maiores de 18 apenas.

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Além do limite

Era uma festa de noivado. Na entrada do corredor havia um cômodo de flores. Um vaso chinês enfeitava os porta-retratos ao lado. Na foto, Leonora e Ícaro sorriam felizes na sua viagem para o exterior. Em outra foto, três crianças sorriam para a câmera. A mais velha com trancinhas segurava um urso e as mais novas de mãos dadas. A escada para os quartos ficavam à direita. O corredor passava pela sala de estar e ia para a porta dos fundos. No pátio, uma mesa redonda enfeitada com um bolo temático de noivos de três andares. Ao redor, cadeiras rústicas formavam pequenos círculos para a união das duas famílias.

Festas entediavam Ícaro. Tão logo recebeu seus convidados, tratou de servir sua quarta taça de vinho e caminhar pela casa. Dirigiu-se para o primeiro degrau. Queria um pouco do ar fresco que vinha do quarto dele. Dele e dela. Leonora, sua noiva, estava radiante. Seus cabelos caramelos presos em um falso coque. A franja desarrumada e o sorriso tímido. Leonora era uma boba, pensou. Mas era a sua boba. O casamento estava marcado para depois de dois meses e era isso que importava para Ícaro.

- Que seja boba... Mas que diga sim. – em tom de carinho.

Elisa tocou o ombro de Ícaro, fazendo-o sair do transe.

-Pensando em desistir? – Elisa sorri, brincalhona.

-Nunca desistiria de Leonora. – Ícaro alongou o gole de vinho e sorriu determinado para Elisa.

-Você a ama, então? – Elisa provocou, erguendo sua mão para alcançar a taça de Ícaro.

-Eu não vou me responsabilizar por você, Lisa.

Ícaro tomou o restante de vinho e largou a taça vazia nas mãos de Elisa. Ela revirou os olhos. Pegou a taça e foi para a cozinha de Leonora. Encheu-a com champanhe e saiu pela porta.

-Que se dane, eu mesma pego.

Ícaro subiu as escadas, apoiando-se no corrimão. Estava um pouco tonto, mas feliz. Conhecera Leonora em uma viagem de trabalho. Seus olhos firmes e radiantes. Ela ocupava uma posição importante na multinacional. Ícaro almejava aquele poder. Viu em Leonora um plano de vida, um sonho a ser realizado.

Entrou em seu quarto e afrouxou o cinto da calça. Jogou-se na cama, de costas, com a cabeça nos travesseiros. Respirou fundo. Aquela vida que ele tanto sonhava estava a um passo de acontecer. Esfregou as mãos ao lado do corpo, na colcha da cama. Seda. Deslizou os braços até alcançar os travesseiros. Bordados. Enfiou suas mãos, uma de cada lado, por debaixo do travesseiro, a fim de encontrar a cabeça e então descansar completamente. Debaixo do travesseiro de Leonora, à direita, sua mão esbarrou em um envelope. Puxou-o curioso. Relutou em ler o envelope, que já estava aberto. Estava apenas com a iluminação da noite que entrava pela janela. Levantou, ainda tonto e alegre do vinho. Acendeu o abajur ao lado da cama e um arrepio percorreu sua espinha.

-O que significa isso? – Ícaro tentava entender os sinais expressos naquele exame, até que conseguiu compreender sobre o que se tratava. Leonora era infértil. Outro arrepio percorreu sua espinha. Ícaro ficou sentado na beirada da cama, imerso em pensamentos.

-Por Deus... Não. – Ícaro sentiu o suor escorrer pela sua testa. Um suor frio.

A porta abriu. Um vulto esguio se aproximou, estendendo uma taça de vinho cheia até a borda para Ícaro.

-Parece que viu um fantasma. – Aquela melodia era familiar para Ícaro. Ele pegou a taça de vinho e tomou a metade de uma só vez. Levantou e cambaleou até a janela.

Ela olhou no fundo dos olhos de Ícaro. Ambos com uma taça de vinho na mão. No quarto escuro, o silêncio pairava e, para não o interromper, ambos sussurravam futilidades sentados no parapeito da janela. Esta janela dava para o pátio e Ícaro pôde observar sua noiva servir um pedaço de bolo aos convidados.

Forçou seus olhos a permanecer focados no vinho, mas ela sorria. Sorria igual a sua noiva. Como uma pequena errante, ela balançava a taça de vinho como Leonora, sua noiva. Ela aspirava ser como sua irmã, e usava a mesma cor de esmalte. Ícaro pensou que, se encontrasse os olhos profundos e negros de Elisa, se entregaria. Estragaria tudo o que havia conquistado, mas a teria. Destruiria sua reputação como homem ao deitar-se com uma garota. Ela estava embalada pelo vinho e deixou a respiração falhar. Seus olhos se encontraram quando ela deixou o vinho cair no carpete, levantando-se logo em seguida em direção à porta. Ícaro colocou as mãos sobre os cacos de vidro. Era proposital, ela sabia que Ícaro logo colocaria a mãos nos cacos de vidro e levou a sua mão até a fechadura da porta, trancando-a. Ícaro continuava absorto no carpete enquanto ela se aproximou cautelosa esticando suas mãos para as de Ícaro:

-Cuidado, pode se cortar...

Ícaro perdeu o controle. Segurou as mãos dela forte e as beijou. Colocou-os em sua boca e sugou. Que gosto teriam? Ela observou a atitude com satisfação. Empurrou Ícaro para o chão ao lado dos cacos de vidro. Ergueu seu vestido e colocou uma perna de cada lado do corpo dele. Sentiu abaixo de si a rigidez e afastou a sua calcinha para o lado. Puxo-o pela cueca e o introduziu no seu corpo. Ícaro segurou a cintura dela que se mexia insaciável. Com uma mão deslizou até o pescoço e a puxou para um beijo. Estava satisfazendo os seus desejos e concretizando seu plano. Embora a visão estivesse borrada pelo vinho, Ícaro pensou que talvez Elisa significasse bem mais em sua vida do que Leonora.

-Você viu a minha irmã? – a jovem perguntou a Leonora que entregava a última fatia de bolo.

-Não... Aliás, quem foi que te entregou essa taça de champanhe, Eloísa? – Leonora olhou brava para ela, que sorriu sem jeito.

-Eloísa prefere vinho, embora eu tome quando dá vontade... Aliás, quando é que vai admitir que sou uma adulta também? – Elisa resmungou chateada.

-É difícil, Lisa... Vi vocês duas crescerem, sempre serão as minhas irmãzinhas. – Leonora beijou a testa de Elisa.

21 de Junho de 2020 às 07:50 2 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Krishna Grandi Sou escritora, atriz e futura publicitária. Gosto de escrever sobre tudo um pouco, mas tenho focado em escrita erótica, contos de terror/horror e comédia. São os meus favoritos. Quero fazer amigos, contatos e parcerias. Contribuições sinceras e construtivas são sempre bem-vindas! Um beijo.

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Jordana Lima Jordana Lima
Que safados, hein? Rsrsrsrs... Torci pra que a Leonora pegasse no flagra, mas não. Tudo bem? Eu gostei de qualquer jeito.
June 21, 2020, 19:17

  • Krishna Grandi Krishna Grandi
    Oieee, Jô! Tudo bem? Seria triste a Leonora flagrar, mas é triste em tantos outros aspectos... Que bom que gostou, só a gente consegue ser feliz nessas situações, lendo sobre. Haha <3 Bjbjbj June 21, 2020, 23:22
~

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