cassie-morgan1592353955 Cassie Morgan

Ele estava para entrar em hipersono. A câmara criogênica aguardava quando os sensores da nave disparam alucinados. Havia diretrizes básicas que ele como um oficial deveria seguir. A Confederação Galáctica caçava pelo espaço traficantes interplanetários. Tudo o que Kalael esperava era chegar em casa depois de uma longa jornada pelo espaço e aquilo ia esperar. Era uma nave alienígena que rondava a atmosfera daquele planeta que ão era protegido pelo Federação dos Planetas Unidos. Sua vida estava prestes a mudar ao salvar uma terráquea abduzida pelos colecionadores. Os gárgulas buscavam mercadorias em qualquer parte do Universo. Ele sem imaginar tinha encontrado os mercadores que traziam as encomendas. Uma estranha ia mudar toda sua vida e testar seus princípios. Sua obrigação era devolvê-la à Terra como oficial e no entanto ao olhar para a garota adormecida enquanto fugiam de seus perseguidores, as dúvidas o inquietavam. Aquela humana ia provavelmente custar uma Corte Marcial para ele, mesmo assim a ideia de levá-la para casa e apagar suas memórias era um dilema. Em meio a mercadores e traficantes perigosos, ele imaginava como ia garantir que Kassandra ficasse viva.


Ficção científica Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#abdução #ficção #planetas #espaço #mature #sci-fi #ficçãocientífica #romance #interactive
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Capturado por Gárgulas

Isso é apenas um maldito pesadelo!

3 pensamentos passaram por minha cabeça. Eu estava ferrada! Seria uma sorte tremenda não morrer ali. Ou então, era o sonho mais alucinado e real da minha vida.

Ah, tudo era culpa da infeliz insônia. Quase trinta anos! Um emprego medíocre que mal conseguia pagar as contas. O aluguel era uma amante exigente que nunca deixava minha cama. E ainda havia a geladeira velha na cozinha que consumia muita energia. Era véspera do dia dos namorados!

Droga!

Ninguém devia ficar sozinho numa data assim. Bom, eu estava um pouco deprimida. O ano estava sendo um terror. Uma pandemia! Ah, e eu tinha conseguido uma bolsa de estudos na faculdade. Aulas suspensas. A mensalidade era integral mas não ia dar para fazer as aulas de estágio supervisionado. Paciência!

É a velha história. O barato sai caro! Era um polo novo inaugurado pouco antes das regras de isolamento começarem. E provavelmente ia fechar! Aliás todo o comércio na minha região estava fechado! Comentavam até mesmo de fecharem os mercados nos bairros. Aglomeração!

Ah, COVID-19. Eu estava de saco cheio. E nada do calendário do saque emergencial dos FGTS. Será que o governo alguma vez tinha pensado que ainda havia alienígenas no planeta que não tinham um smartphone mais equipado? Claro que meu velho alcatel não ia baixar o aplicativo da conta digital. Por que eu não estava surpresa que as coisas não iam ser tão fáceis? Nunca eram. Havia sempre o PORÉM.

Maldição!

Parecia um pesadelo muito real para eu estar gostando. O que acontecia com a gente quando morria num sonho? Qual deveria ser a sensação?

Caramba!

Minha respiração parecia que tinha parado. Eu jurava que podia as batidas do coração que vinham à garganta.

A maldita luz... Luzes ofuscantes! E tudo tinha virado do avesso. Enlouquecido!

Ou eu estava enlouquecendo por causa do isolamento. Já falei que detestava as infelizes máscaras? Doía a cabeça e as orelhas. E nada daquilo estava mesmo acontecendo!

Você está imaginado coisas!

Não era possível! De modo algum!

Eu estava diante do animal mais inimaginável possível. Eu amava ler. Gostava mais ainda de ver fotos de animais em extinção. Meus preferidos eram os dinossauros!

Estava esperando minha encomenda chegar com ansiedade pelo correio. Um tiranossauro rex em miniatura para a coleção e o meu preferido: um velocirraptor.

Bom, os filmes de Jurassic Park iam ter que se adaptar. Um velocirraptor era na verdade depois das descobertas de arqueólogos um animal do tamanho de um peru de natal de uns 60cms que caia bem assado com batatas num micro-ondas. O verdadeiro era um DEINONICO.

Um DEINONICO era um dinossauro carnívoro, bípede que havia vivido durante o período Cretáceo. Era considerado um dos mais inteligentes da espécie. E se alimentavam de animais pequenos ou de médio porte.

Só restavam fósseis dessas criaturas. E mesmo assim eu ia ser o prato principal do jantar. Aquilo tinha dois metros de comprimento!

Ah, eram animais ferozes e agressivos e que podiam alcançar grande velocidade.

Eu provavelmente tinha ficado louca. Paranoia. O isolamento forçado desde de março e o comércio fechado podiam fazer uma pessoa surtar. Meias! Eu passei duas semanas procurando meias para comprar! Dá para acreditar? Se era para evitar aglomeração por que os malditos ônibus estavam lotados? Nem todo mundo estava em home-office.

O campo da ciência nunca parava. Talvez achassem uma vacina. Aguentar isso mais dezoito meses era para matar um. E as contas se acumulavam. A pior pandemia ia ser depois da COVID-19. Ia ser a síndrome do " Estou devendo todo mundo!"

Eu não sei porque pensava em um Tiranossauro. Já disse que eles não enxergavam apenas movimentos? A visão era binocular. Quer dizer que era melhor do que de um falcão. E aquele ali na minha frente...

Merda!

Meus olhos estavam fixos nas grandes garras de suas patas traseiras. Aquele ali tinha o que? 3 metros? Os dentes eram curvos. Eles se alimentavam d animais ainda vivos que acabavam morrendo por perda de sangue ou de órgãos. Aquelas garras faziam um tremendo estrago cortando, rasgando e perfurando.

Era o pior pesadelo da minha vida!

Socorro!

-Tem alguém aí? Diabos! Abram a maldita porta!- gritei o mais alto que pude.

Eu ne queria saber onde estava. Havia uma porta fechada perto de mim. Ali era escuro, abafado e frio. Meus punhos fechados bateram contra o metal ignorando toda a dor.

Não é real!

O que estava acontecendo comigo?

Que mal podia haver numa simples caminhada? Não bastava evitar aglomerações como as autoridades pediam? Os casos aumentavam...

De repente alucinação era também mais um dos sintomas. Eu devia ter surtado. Voltei a encarar aquilo e tentando não assimilar os detalhes muito reais do maldito sonho.

Tudo bem. Eu até podia aceitar o isolamento e não ficar louca.

Aquele animal soltou um grito que me fez arrepiar a pele.

Bem, talvez eu estivesse louca no final das contas. Luzes ofuscantes no meio da noite? Só faltava eu ter o azar de ser abduzida! Ou então um surto fulminante de esquizofrenia.

-Abram a maldita porta! Desgraçados! Tem... tem...

Deus, eu queria um cigarro. Como um fumante esquece do cigarro num sonho? Não dá para acreditar! Tinha um animal na minha frente que era... Eu não ia falar bem o que era. Minha mente estava tendo dificuldades para encontrar uma explicação lógica. Podia ser cansaço. Era uma maldita alucinação e real demais.

Eu gritei com a sensação do líquido quente que escorria por meu braço ao ser jogada contra o chão. Todo o ar do pulmão sumiu. Meus olhos estavam esbugalhados olhando para a porta que afinal se abria.

Não era uma maldito sonho. A porcaria do braço latejava irradiando terríveis fisgadas pelos músculos dormentes. Meu segundo grito podia acordar os mortos. Podia ser um infeliz pesadelo mas aquilo ia me devorar. Eu era o banquete principal.

A última coisa que eu vi? As alucinações eram incríveis.

Outra vez o facho de luz luminoso ofuscava meus olhos. E dentro dele...

Uau! Nossa! Era o que parecia um homem. Caramba, não eram homenzinhos verdes com olhos grandes.

Aquele ali tinha mais de dois metros de altura, era forte e os músculos sobressaíam sobre um uniforme colante. Finalmente o sonho estava ficando bom. Um gato gostoso, sarado e lindo. Definitivamente o verde caia bem na pele dele. E os olhos...Não havia pupilas ou íris como os humanos. Eles eram totalmente negros e profundos. Era o tipo de olhar que conseguia parar uma pessoa.

- O que pensa que está fazendo aqui? Tentando ser o jantar dessa coisa? - a voz profunda e rouca reclamou alto.

Houve mais alguns chiados incompreensíveis que pareciam palavrões em uma língua estranha que eu não conhecia.

Não cheguei a responder. A cabeça rodava. Meu último pensamento foi o mais assombroso.

Era uma nave onde eu estava. Aquilo era um disco voador. Não eram homenzinhos verdes. Era um gato lindo e charmoso e furioso resmungando. Havia um certo ar debochado nas expressões sérias do rosto de traços fortes.

Eu tinha conseguido ser abduzida em plena pandemia. Não era incrível?

O ano de 2020 estava terrível e ainda muito longe de acabar!

Meu nome é Kassandra. Alguns amigos me chamam de Caty. Foi mais ou menos assim que eu deixei o planeta Terra. E conheci um alien que ia mudar toda a minha vida...

Dá para acreditar?

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Oi, pessoal.

Espero que estejam todos bem. Foi só para descontrair do isolamento.

Vamos falar de tudo um pouco, principalmente de contrabando no espaço. E espera tudo isso acabar.

Deixem o comentário e a estrelinha se quiserem relaxar a cabeça e distrair. Vamos focar no romance desses dois e mostrar que preconceito não é legal nem nas estrelas.

beijão para todos!

17 de Junho de 2020 às 01:15 0 Denunciar Insira Seguir história
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