kalastrias Kalastrias

— Sangue? — Perguntou antes que pudesse se impedir. Sua respiração se alterou e ela queria muito virar o rosto, ou até mesmo abrir a porta e ir embora, mas seus olhos estavam fixos nos olhos dele. Ele demorou responder, olhando Lisa de cima a baixo, estreitando os olhos e mexendo a boca. — Sim.


Fanfiction Jogos Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#vampiro-x-humano #vampiro #vampire #get-together #Lisa-Tepes #Lisa-de-Lupus #Vlad-Dracula-Tepes #DraculaxLisa #Castlevania-netflix #Castlevania-anime #Castlevania-desenho #Castlevania-game #Castlevania-jogo #dracula #castlevania #lisa #angst #fluff #romance
3
1.2mil VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 15 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Capítulo 1 - Biblioteca

Notas Iniciais

Essa fic é fortemente baseada na lore do jogo. Claro que peguei muitas coisas do anime da Netflix, mas em sua maioria é lore do jogo. Muito cenário de o castelo do Dracula in game também, até porquê eu achei o da Netflix muito fraquinho asnjdknxkncvjknckvjnxcjAproveitem. Espero que gostem.



___________________________________________________________



Lisa olhou para a gigantesca biblioteca, para os objetos estranhos que nunca havia visto na vida e para as lanternas que não usavam fogo. Era verdade, o que diziam sobre esse lugar misterioso – que existia conhecimento secreto dentro desse lugar.

Observou o homem que a guiava pela biblioteca – Vlad, disse ser seu nome. Ele iria mesmo deixá-la estudar de sua coleção? Pensou no que ele tinha falado – “conhecimento dos imortais” –, achando o termo fora de contexto. Pensou que seria rude perguntar. Já estava sendo hospitaleiro o suficiente ao deixá-la estudar daquela gigantesca coleção.

— Essa prateleira inteira aqui é sobre anatomia. — Parou de andar e chamou a atenção dela, indicando a prateleira enorme ao seu lado. A prateleira era mais alta que ele, e haviam escadas ao lado para poder alcançar os volumes mais acima. — As detrás dela, sobre as primeiras descobertas da medicina, a seguinte sobre química e alquimia. Acredito que achará este último interessante.

— Eu não sei por onde começar. — Lisa disse enquanto passava os dedos na prateleira, elas não tinham uma poeira sequer.

— Você já tem algum conhecimento sobre o assunto? — Dracula agora olhava para ela.

— Apenas o que observei dos curadores da minha vila, e alguns livros que meu pai tinha escondido.

— Quase nada, então.

Lisa sentiu o rosto esquentar.

Dracula passou os olhos pela prateleira de anatomia, pegando dois volumes da parte mais baixa. Andou para a prateleira detrás, pegando volumes de medicina e química, e um pequeno volume de introdução a alquimia. Lisa acompanhava com os olhos de onde ele tirava os livros, para que pudesse devolvê-los ao seu devido lugar quando terminasse.

— Você pode usar qualquer mesa dessa sala para estudar. — Disse Dracula, entregando os livros nos braços dela. — São livros de introdução, sugiro que comece com eles.

A seguiu até a mesa que ela escolheu.

— Acredito que vá precisar disto. — Dracula lhe entregou um livro em branco com capa de couro e algo que parecia ser uma pena de escrever, mas não era uma pena. Tinha ponta de uma pena, mas o corpo do objeto era preto, liso e brilhante.

— O que é isso? — Perguntou.

— Para você fazer suas anotações. — Dracula viu a confusão nos olhos dela enquanto manejava o objeto em mãos. — É uma caneta. Não precisa de tinta externa para escrever.

O estômago de Lisa fez um barulho alto, não comeu nada desde o pão de alho pela manhã. Já era noite. Olhou para o chão sentindo o rosto esquentar novamente.

— Perdoe minha rudeza, Lisa de Lupus.

— Pode me chamar apenas de Lisa.

Ele não se importou de ser interrompido.

— Lisa… Esqueço que humanos precisam de comida e descanso. — Dracula indicou para que o acompanhasse novamente. — Você pode deixar os livros aqui. Vou pedir para que preparem algo para comer, e lhe mostrar um dos quartos para que descanse. Você pode começar seus estudos amanhã, no horário que lhe for mais propício.

Humanos? Lisa pensou. Não era uma pessoa que acreditava em mitos, mas os contos sobre esse homem vieram a sua mente. Ele não parecia um monstro, nem se portava como um. Talvez estivesse apenas fazendo piada com o que o povo falava sobre ele.



Lisa conseguiu encontrar a biblioteca sozinha no outro dia. Teve um pouco de dificuldade para achar o exato lugar onde tinha deixado os livros, temia que eles houvessem sido guardados.

Porém, para sua surpresa, ainda estavam na mesma mesa, intocados.

Andou um pouco pela biblioteca, procurando pelo senhor daquele castelo, mas não o encontrou ali. Acomodou-se na cadeira então, decidida a começar seus estudos.

A tal caneta que Dracula havia falado fascinava a mulher, não pôde deixar de rabiscar seu nome algumas vezes na parte detrás do livro em branco que recebeu. Tentou desmontá-la para saber o segredo do seu interior, e quando não conseguiu, ficou com medo de colocar força demais e o objeto quebrar.

Dedicou o resto da manhã ao livro de medicina e anatomia, alternando entre um e outro quando sua mente se cansava de um dos assuntos. Seu livro de anotações já continha alguns resumos e ela até arriscou desenhos para melhor memorizar partes do corpo e misturas medicinais.

— Vejo que está em um ritmo bom. — A voz de Dracula fez seu corpo todo arrepiar com um susto. Estava tão absorta em sua leitura que não escutou seus passos. Olhou para cima, encontrando o rosto curioso dele, que olhava os livros abertos. Por estar parcialmente curvado para observar por cima dos ombros dela, ele parecia ainda mais alto. — Já estava acostumada a ler?

— Meu ahm… — Ele carregava uma bandeja com pão e dois copos de vinho. Havia perdido as horas, estava com fome. Não havia janelas naquele lugar, era iluminado pelas estranhas tochas sem fogo, então não tinha como saber como se encontrava o dia lá fora. — Meu pai me permitia ler. Foi ele quem me ensinou.

— Oh! — Percebeu que ela olhava o que carregava. — Pensei que talvez estivesse com fome, já passa do meio-dia e você não comeu nada.

Lisa abriu espaço na mesa para que ele pudesse servi-la, achando estranho que outros servos não o fizessem. Parando para pensar, não chegou a ver ninguém além naquele castelo até agora.

Dracula pegou uma das taças e sentou-se do outro lado da mesa. Lisa não se incomodou em começar a comer.

— Obrigada. — Disse depois de engolir a primeira mordida.

— Não precisa agradecer. Meu dever como anfitrião é alimentá-la e dar-lhe um bom descanso. — Observou ele saborear o vinho, escutando um “hmm” baixinho.

— Me referi a deixar que eu estude de sua coleção, mas isso também. Obrigada. — Lisa não se preocupou com a sua maneira de comer. Não via nenhum julgamento vindo dele nesse aspecto.

— Ah, sim. O conhecimento e os avanços que os homens conseguiriam se começassem a se importar menos consigo mesmos. — Dracula olhava para dentro da taça que segurava enquanto conversava, mais para si mesmo do que uma resposta para Lisa. — A arrogância e o egoísmo sempre foram contrários ao progresso.

— Ontem você chamhou de “conhecimento dos imortais”. — Lisa se encostou na cadeira, esticando a coluna e tomando o vinho para ajudar a descer o pão.

— Porque isso é o conhecimento dos imortais. Tudo o que vê nesse lugar, é algo que apenas foi conseguido após séculos de estudos. Nenhum humano, ou sociedade humana, teria foco ou tempo de vida o suficiente para alcançar tais feitos.

Lisa riu da forma como ele falou. Antes que Dracula pudesse perguntar o motivo, disse:

— Você leva as coisas que as pessoas falam sobre você muito a sério.

Dracula se surpreendeu, ficando mudo por alguns segundos.

— Você não acredita nas histórias. — Não era uma pergunta.

— Acredito em fatos. Você parece tão humano quanto eu. Minha única dúvida é como conseguiu uma coleção tão vasta. — Olhou para o teto da biblioteca, reparando em escadas que não tinha visto antes.

Dracula fez uma pausa, pensando se aquele pensamento dela seria arrogância ou ingenuidade. Qualquer outro de sua espécie já a teria matado. Em outros tempos ele teria feito o mesmo. Mas encontrava-se entediado e cansado da repetição. E ela estava oferecendo algo que não tinha há muito tempo.

Entretenimento.

— Tive tempo para recolher os exemplares. E recurso. — Decidiu deixá-la acreditar no que quisesse.

Terminou de comer e passou a bandeja para a mesa ao lado, limpando o espaço para os livros.

— Sr. Tepes…

— Pode me chamar pelo meu nome. — Dracula terminou de tomar o líquido de sua taça.

— Vlad… — Apertou a boca. — Se importa de tirar algumas dúvidas minhas? Se não for atrapalhar o seu dia.

— Claro que não. Diga. — Não esperava que usasse seu primeiro nome, ninguém usava. Chegou a ser estranho escutá-lo.

Dracula passou o resto do dia sentado com ela. Ouvia as dúvidas e comentários dela, explicava calmamente. Quando não estavam conversando, ficava a observando ler.

— Está ficando tarde. — Declarou quando trouxe comida para ela a noite; carne de porco e vinho. — Creio que não disse antes, mas não fique andando pelo castelo a noite.

— Acredito que sei me cuidar, Vlad. — Comentava enquanto comia. Novamente ele a acompanhou com apenas uma taça de vinho.

— É apenas um aviso. Você é livre para ir aonde quiser. Alguns desses lugares só são mais perigosos para humanos.

Virou os olhos para a palavra humanos.



Levou alguns dias para se acostumar com a grandeza do lugar, e para acreditar que realmente estava tendo a oportunidade de ser aquilo que queria. Tinha comida, água, um lugar para se banhar e descansar, só isso já era muito mais do que esperava. Estava pronta para trabalhar pelo conhecimento que buscava, mas não parecia ser necessário.

Depois de pouco mais de uma semana conseguiu colocar seu corpo num ritmo agradável. Passava o dia estudando, e quando se sentia cansada da leitura, explorava o castelo. Às vezes acompanhada de Dracula, às vezes sozinha.

Ele parecia confortável enquanto explicava o significado de vários dos quadros que tinha e como funcionavam vários dos objetos que possuía. Gostava de exibir sua coleção e gostava de ver a reação dela.

— Achei muito interessante essas explicações sobre as ervas. Vai muito além do que eu julgava que era possível. — Estava fascinada com o livro de alquimia, e como ele explicava várias formas de misturas de ervas diferentes para tratamentos medicinais. — Queria poder testar, mas acredito que essas ervas não crescem em minha vila.

— Tenho uma estufa com várias plantas diferentes. Acredito que deva ter alguns espécimes. — Observou a face surpresa de Lisa. — O que?

— Você tem tudo! Como que você tem tudo? — Perguntou, incrédula. — Existe algo que você não tenha?

— Eu não preciso sair desse lugar, preciso?

Foi a primeira vez que o viu rir genuinamente.

30 de Junho de 2020 às 02:36 6 Denunciar Insira Seguir história
2
Leia o próximo capítulo Capítulo 2 - A Curiosidade...

Comentar algo

Publique!
Isís Marchetti Isís Marchetti
Olá, tudo bem? Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Olha, eu não conheço as referências para a sua história como Castlevania e até mesmo o jogo a qual você se referiu, apesar disso com esse único capítulo, até então, eu consegui entender a base da história, já que você forneceu bastante detalhes e coisas complementares para o texto, e isso foi um ponto positivo enorme. A coesão e a estrutura do seu texto estão ótimas, a sinopse parece ser uma parte do texto que ainda não foi mostrado e isso me deixou super curiosa para saber o que aguarda nos capítulos futuros. Os diálogos estão simples e bem construídos e isso é muito bom, o texto no todo está muito bem elaborado. Quanto aos personagens, eu gostaria de saber por que você se refere ao Vlad, como Drácula também, e eu acho interessante você usar apenas um dos nomes para não confundir o leitor. Claro que isso é só uma sugestão minha, você pode fazer como bem quiser. Eu não pude observar muito sobre sua personalidade, mas deu para perceber que ele não se importa muito com o que dizem sobre ele, além dele ser um "vampiro bonzinho" também, ele se mostra sempre preocupado com a hospitalidade de Lisa, e isso só comprova mais ainda que ele é alguém do bem. Já a Lisa, eu ainda não consegui pegar muito sobre a essência de sua personalidade, além de ver que ela é uma pessoa que quer crescer em conhecimento e parece que naquele tempo isso não era muito aceitável, eu tive uma vaga ideia disso, quando Vlad a questionou sobre os conhecimentos dela e ele fez menção de ser pouco, no entanto, pode ser que eu esteja errada sobre isso. Quanto à gramática, seu texto está muito bem escrito, de todos os ângulos em que vejo só encontro pontos positivos. Eu desejo a você tudo de bom nessa jornada, que você consiga alcançar muito leitores e que sua história seja um sucesso enorme. Abraços.
July 06, 2020, 17:52

  • Kalastrias Kalastrias
    Muito obrigada! Estou muito feliz que tenha gostado! <3 Castlevania é uma série de jogos, a lore é de todos esses jogos juntos. Como é a minha série favorita desde criança, eu conheço bastante da lore kkkkk Mas as principais referências são Castlevania 3 (que é o que foi usado na animação da Netflix) e Castlevania Symphony of Night. Para preenchimento de coisas que a Netflix deixou de lado e ambientação do Castelo. A animação da Netflix focou muito mais o lado de fora do Castelo do que de dentro. Eu coloco 'Castelo' com letra maiúscula por quê ele é uma criatura, é uma encarnação das trevas, é praticamente um ser vivo. Castlevania é literalmente o nome do Castelo kkkkkk Sim, a sinopse faz parte de um capítulo futuro. Eu diferencio entre Dracula e Vlad pois só a Lisa o chama assim. Todo mundo chama ele só de Dracula. É só um charminho para ele gostar mais dela. Por isso 'Vlad' só aparece quando é a Lisa falando ou uma é uma narrativa mais interna dela. A Lisa é humilde, trabalha muito por aquilo que quer e não abaixa a cabeça para problemas. É uma pessoa forte, capaz de suportar dificuldades absurdas. Não é que ela não têm medo, ela tem, mas ela é uma pessoa com uma estabilidade mental boa. É uma pessoa lógica e tenta não julgar pela aparência, por isso aqui ela não acreditou que ele fosse realmente um vampiro. Fico muito feliz mesmo que tenha gostado! <3 July 06, 2020, 18:53
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 2 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!

Mais histórias

Para os Homens da Minha Vida Para os Homens da Mi...
Ki - Olhares Ki - Olhares
A Máscara da Lebre (SasuSaku) A Máscara da Lebre (...