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Em um reencontro inesperado no bar com Sísifos, um amigo a quem El Cid não via a três anos, sentimentos antigos podem ser acendidos e novos podem vir a nascer.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Amor nem tão no passado



O sol da manhã se projetou pela janela do motel, em um pequeno quarto, tocando o rosto de um dos homens que até então se encontrava adormecido. El Cid, como primeiro reflexo levou uma das mãos ao rosto, abrindo os olhos aos poucos. Ainda meio atordoado pelo sono se sentou na cama, os cotovelos foram apoiados nas pernas e a cabeça enterrada nas mãos. Ressaca, esse foi o tormento que o tomou tão veloz quanto conseguia respirar.

Somente após alguns minutos que notou que não estava em seu quarto e fosse onde fosse, ainda por cima estava nu. Não era do tipo de pessoa que jogava a culpa por suas questões em terceiros, mas dessa vez, El Cid queria dar um soco no rosto de Manigold pôr, em meio às conversas na turma de amigos, tê-lo conseguido embebedar, o maldito! E só de pensar nele sua cabeça começava a latejar em dobro.

Estava pronto para ir até o banheiro e jogar uma água fria no rosto, quando sentiu alguém se mexendo sobre a cama atrás de si. O primeiro pensamento fervoroso foi em torcer para não ser nenhuma de suas ex-namoradas, e assim que se virou para ver de quem se tratava, não foi muito aliviante confirmar que não era nenhuma mulher de seu passado.

Sísifos se encontrava dormindo calmamente, os cabelos castanhos bagunçados e lhe caindo na face bem desenhada. Ele não era um mero desconhecido que havia vindo parar ali consigo, e sim uns de seus melhores amigos da época da faculdade. Cursaram áreas diferentes, e no fim da faculdade, isso acabou os distanciando. Até onde El Cid se lembrava, Sísifos havia ido embora da Espanha a três anos atrás, mas pelo visto havia retornado.

As marcas de chupões pela pele alva dele, o fez se perguntar se também estava com alguns, e para comprovar se arrastou até o banheiro, a água fria parecia bem vinda. Graças ao pequeno espelho, pode ver que Sísifos não havia pegado leve em lhe marcar pelo corpo também. Se encarando de frente, as lembranças retornavam aos poucos, confusas e algumas sem sentido, mas conseguiu se recordar do suficiente para encaixar as peças. Esteve no bar com seus amigos por bastante tempo e em algum ponto Sísifos havia aparecido, o que gerou uma grande comoção já que a maioria de seus amigos também eram amigos dele. Nessa hora, já estava bêbado, mas não tanto quanto Manigold, pois uma vaga lembrança o fazia se questionar se ele havia ou não realmente subido em cima de uma das mesas do bar e feito pole dance.

Mas bem, ele e Sísifos conversaram, apenas alguns trechos viam na memória, e beberam ainda mais. Então, este o beijou sem avisos, dizendo que tinha segundo o próprio, uma "enorme queda" por si. Então, como não era nenhum puritano quando estava são e menos ainda bêbado, deu a sugestão de um motel, que seu amigo aceitou prontamente, e milagrosamente haviam consegui chegar aqui com o seu carro — que esperava não ter sofrido nenhum dano.

Agora que a merda já havia sido feita, não tinha mais voltas, e El Cid tinha receios quanto a como seria as coisas entre eles depois de saírem desse quarto. Era por isso que não misturava as relações, amizade era amizade e abrir exceções nunca dava certo. Mesmo que Sísifos também houvesse topado, não deixava tudo um pouco estranho. Porém, mentiria se não dissesse que a noite e madrugada haviam sido maravilhosas e bastante prazerosas pelo que ia lembrando.

Voltou para cama, sendo alvo certeiro dos olhos de Sísifos que já parecia estar bem desperto, deitado sobre travesseiros e com o lençol lhe cobrindo o corpo também nu. El Cid não conseguiu não observá-lo por inteiro, principalmente aquelas coxas fartas na qual havia deixado várias marcas de mordidas, das quais não tinha arrependimento algum.

— Acordei sozinho e pensei que tivesse ido embora, estou surpreso por ainda estar aqui. — Sísifos disse, se arrastando para perto assim que se sentou novamente na cama. — Acho que essa foi a melhor boas vindas que eu poderia receber...E você, hã, está arrependido? É difícil dizer, já que suas expressões faciais não me ajudam em nada.

— Um pouco de silêncio, por favor. Minha cabeça parece que vai explodir. Não sei como pode estar tão bem, já que também bebeu. — El Cid não conseguia não ser ranzinza, toda a situação atual parecia pedir por isso. — Respondendo, não estou arrependido, pois isso não me serviria de nada. Só um pouco chateado comigo mesmo por ter estragado a nossa amizade.

— Eu não bebi muito, se esqueceu que fico bêbado facilmente? E olha, essa suas ideias sobre amizades poderiam mudar. Eu não me importo de sair por aquela porta e fingir que nada disso aconteceu, mas também não me importaria nenhum um pouco em repetir o sexo sempre que quiséssemos. Somos extremamente bons juntos, você provou disso e sabe.

Sísifos estava quase em seu colo, os olhos cheios de malícia, esperando uma resposta a sua proposta a qual não fazia ideia de que opção aceitar. Desde quando ele havia ficado assim? El Cid quis perguntar, mas bem, aquele homem, apesar do rosto de anjo, não era um nem de longe. Então não deveria de ficar tão surpreso ao ouvi-lo dizer tais coisas.

Mas, antes de qualquer outro assunto, eram amigos e o conhecia bem. Aquilo que Sísifos mostrava para todos não era nem um terço do que aquele homem passava ou sentia, e com o tempo havia aprendido a lê-lo de verdade, o que facilitou muito para que a relação entre ambos se estabelecesse firme. Afinal, mesmo que se um único alguém consegue ver como você realmente se sente em meio a tanto caos, isso te traz alguma felicidade não é mesmo?

— Você... gosta de mim, Sísifos? — Direto, porque preparar o terreno antes de jogar a bomba nunca foi do seu feitio, já que também não fazia muita diferença pois tudo iria pelos ares num momento.

— As vezes eu te odeio, sabia? — Sísifos se afastou, se colocando de pé e com uma certa cara emburrada pegando suas roupas que estavam jogadas em um canto. El Cid foi até ele, conseguindo achar sua calça e cueca em meio as roupas do outro.

— Então eu posso aceitar isso como um sim? — O questionou, o encurralando antes que saísse pela porta.

— Por dois longos anos, meu caro. Incrível como só percebe agora e ainda por cima estraga a chance de ter um lance muito satisfatório comigo. Agora me deixa passar?

— Só com uma condição.

— E qual seria? — Sísifos esperava por tudo e mais um extra ainda, mas não estava preparado para o que veio a seguir.

— Um encontro. Vamos jantar hoje à noite em um local decente, sem ficar bêbados, como as pessoas normalmente fazem. Aceita?

Se Sísifos estava espantando, El Cid não estava diferente, apesar de não transparecer. Vê-lo quase indo embora, com a confirmação de que estava apaixonado por si, acendeu algo em seu coração e só saberia se ia gostar disso ou não quando o fizesse se tornar mais claro, o que não ajudaria em nada se o outro homem fosse embora com raiva. Sem contar, que não queria que ele fosse embora assim, parecia errado demais. Três anos sem se verem e de repente, ao se reencontrarem acabavam assim, tudo estava confuso.

— Tudo bem, eu aceito a sua condição. Me mande uma mensagem depois com o local e horário, e nem pense em se atrasar ou me dar um bolo, El Cid.

— Eu não irei faltar. Quanto a atrasos, acho que quem deveria de colocar um despertador para tocar seria você, não acha?

— Engraçadinho você hein? — Sísifos disse e antes de atravessar para fora do quarto, ele o beijou sem pormenores, sendo correspondido por si no mesmo instante. Os lábios dele eram macios, El Cid soube que ia adorar mordê-los toda vez que se beijassem.

Um beijo como uma despedida para até mais tarde, Sísifos sumiu pelo corredor do motel. Logo faria o mesmo que ele, assim que encontrasse sua camisa e jaqueta e depois iria direto a uma farmácia comprar algo para aliviar sua dor de cabeça. Precisava estar em um bom estado para seu encontro a noite que com certeza prometia ser ótimo e El Cid mal podia esperar que as horas passassem para que logo se visse sentado diante de Sísifos. Compraria flores para o outro, mesmo sabendo que ele acharia brega, seria hilário ver a cara dele, sem contar que, se Sísifos gostava dele como era, que o aguentasse um de seus lados romântico à moda antiga.

3 de Junho de 2020 às 16:38 0 Denunciar Insira Seguir história
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