taechan TaeChan

"Viver no escuro... Acho que ninguém nunca pensou em viver a vida de um cego por um dia para tentar entende-la do seu jeito. Enxergar com a alma! Muitas pessoas acham que, por não poder enxergar, cegos não podem fazer muitas coisas, mas eu sou a prova de que podem. Sou Kim HimChan, estudante de música tradicional coreana! Um dos melhores alunos da turma, para ser mais exato, apesar de não ter certeza de que a minha turma seja tão grande."


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Can you feel me?

Himchan’s pov


Viver no escuro... Acho que ninguém nunca pensou em viver a vida de um cego por um dia para tentar entende-la do seu jeito. Enxergar com a alma!

Muitas pessoas acham que, por não poder enxergar, cegos não podem fazer muitas coisas, mas eu sou a prova de que podem. Sou Kim Himchan, estudante de música tradicional coreana! Um dos melhores alunos da turma, para ser mais exato, apesar de não ter certeza de que a minha turma seja tão grande.

Amigos? Eu, na verdade, só tenho colegas de turma... Eles não costumam conversar muito comigo, mas quando tentam, algumas vezes, falam em tom mais alto, como se, pelo fato de eu não poder vê-los, não pudesse ouvi-los também.

Eu me pergunto por que há tantas escadas nas universidades... É tão difícil assim fazer uma escola plana? Subir e descer os andares são meus obstáculos diários. Acredite, atravessar ruas é mais fácil do que subir e descer escadas sem ver o próximo degrau!

Assim que, mais uma vez, consegui descer a escadaria, ouvi alguns passos vagarosos atrás de mim. Tentei ignora-los, afinal podia ser apenas mais uma pessoa naquela escola que, por um acaso, estava passando por ali também. Eu já ouvira aqueles passos antes; tão leves e tranquilos. Provavelmente o dono de tal andar fosse uma pessoa calma, assim como ele soava.

Saí do prédio, atravessei ruas, e aquele passo ainda me seguia. Eu podia ouvi-lo andar no mesmo ritmo em que eu andava, como se aquilo fosse uma perseguição, mas eu mantinha o meu caminhar.

Um, dois, três passos e eu me cansei daquela brincadeira. No instante em que parei de andar, a pessoa também parou.

–O que você está fazendo? –perguntei sem me virar.

–Me... Me desculpe, é... –a voz grossa e rouca denunciava o nervosismo de um homem.

–Deseja alguma coisa? –fiz mais uma pergunta enquanto tentava ouvir qualquer movimento atrás de mim.

–Eu só... Estava olhando por você. –o dono da voz rouca respondeu.

–Olhando por mim? Eu sou cego, mas não preciso que ninguém me siga para "olhar por mim"... –me virei para onde vinha à voz que conversava comigo, dando um simples sorriso por fim.

–Desculpe, eu só queria protegê-lo... –sua voz saiu em um tom mais baixo. –Senti que deveria.

–Bem, eu vivo no escuro há dezenove anos... Acho que agora eu não preciso mais de alguém para me proteger. –sorri.

–Posso ao menos ajudá-lo a atravessar a rua? –ele realmente queria me ajudar de qualquer forma.

–Se eu deixar, você me deixará em paz então? –voltei a me virar de costas para ele, dando mais alguns passos a diante, logo o ouvindo se aproximar novamente.

–Eu vou por esse caminho também! –a voz agora mostrava que a pessoa ao meu lado parecia mais feliz. –A propósito, meu nome é Yongguk. –o homem segurou no meu braço com ambas as mãos, guiando-me pela rua.

–Bang Yongguk? –perguntei, logo ouvindo uma risada baixa.

–Isso mesmo! Bang Yongguk. –subimos na calçada novamente, mas ele ainda segurava o meu braço.

–Já ouvi muito o seu nome pela universidade... É bem famoso! –sorri enquanto falava.

–Também já ouvi sobre você, Kim Himchan!

–O famoso cego da aula de música tradicional coreana? –perguntei dando uma risada cínica por fim.

–Não. O mais talentoso e esforçado da turma de música tradicional coreana! –seu tom de voz era sincero e, por um instante, pude sentir meu rosto esquentar, logo o ouvindo rir baixo.

–Não está brincando comigo ou zombando de mim, certo?! –eu estava confuso agora, apesar de sentir que o dono da voz grossa era sincero.

–Eu nunca zombaria de você, Himchan. Eu te admiro, sinceramente. –respirei aliviado por não ouvir mais uma risada.

–Você parece ser bem maduro... Quantos anos você tem? –eu já havia perdido o meu caminho; não fazia ideia de onde estava. Mas, naquele momento, eu não me importava.

–Eu tenho vinte e seis, apesar de parecer ter quarenta... –riu debochado. –E você? Aparenta ser mais novo. –agora fora minha vez de rir.

–Realmente pareço ser mais novo? –arqueei as minhas sobrancelhas, virando o meu rosto em sua direção. –Nós temos a mesma idade. –sorri.

–Oh, sério? –sua voz denunciava seu espanto.

–Sim. Por quê? –perguntei confuso.

–Pareço ser mais velho que você. –rimos enquanto andávamos, atravessando mais uma rua.

–Eu não me importo de como se parece. Ao menos você é sincero e amigável comigo. –voltei a virar o meu rosto para frente e, por alguns instantes, o silêncio se fez presente.

Yongguk ainda me guiava para "algum lugar". Seu toque em meu braço era delicado, mas, ao mesmo tempo, protetor. Me senti seguro ao seu lado.

–De que mês você é? –Yongguk quebrou o silêncio.

–O quê? –perguntei confuso, não entendendo a sua pergunta.

–Em que mês você nasceu? Quero saber quem é mais velho aqui. –riu.

–Ah sim... Eu sou de abril. Nasci dia dezenove de abril. –repentinamente paramos e Yongguk me soltou, mas eu ainda sabia que ele estava ao meu lado.

–Então eu ainda sou mais velho que você. –riu baixo. –Eu sou de março... Dia trinta e um de março. Nossa diferença de idade é de dias, mas ainda sou mais velho.

–Bom, acho que não precisamos ser tão formais então, certo? –sorri brevemente, logo me lembrando de que deveria me localizar. –Oh, Yongguk... –voltei a ficar sério. –Onde estamos? –perguntei batendo a minha bengala pelo chão, ainda parado no mesmo lugar.

–Na sua casa, eu acho. –o tom de voz do mais velho era de dúvida, mas eu estava confuso agora.

–Você me trouxe até a minha casa? –tentei procurar pelo pequeno vaso na parede, próximo ao portão, tateando o muro, logo o encontrando. –Como sabia que eu moro aqui?

–Eu moro bem ao seu lado. –havia alguém tão bom morando ao meu lado e eu não sabia? Desde quando ele me seguia? Era por isso que eu conhecia seus passos?

–Você... Quer entrar? –abri o portão e, educadamente, o convidei.

–Como você convida alguém que mal conhece para entrar em sua casa? –um tom de incredulidade surgiu subitamente na voz do mais velho.

–Você é o primeiro... Eu confio em você, Yongguk. Você é a primeira pessoa sincera que eu conheço. –sorri novamente.

–E como sabe que não estou mentindo? –o mais velho ainda parecia preocupado com o meu ato.

–Vê? Você se preocupa. E eu posso sentir na sua voz que você é confiável. –insisti ainda segurando o portão a espera do mais velho.

–Você mora sozinho. Não posso entrar! –eu confiava nele, mas parece que o próprio não podia confiar em si.

–Uma coisa não tem nada a ver com a outra, poxa... Por favor, quero conversar mais com você. –fiz bico, logo ouvindo o mais velho respirar profundamente.

–Está bem, está bem... Eu entro então. –riu baixo logo se aproximando novamente de mim. Eu sorri ao sentir o mais velho passar por mim, logo entrando e fechando o portão novamente.

–Vamos entrar! –guiei-o até a porta, empurrando-o pelos ombros até entrarmos.

–Você realmente mora sozinho aqui? –o tom de surpresa do mais velho ao entrar soou engraçado, fazendo-me rir. –Como isso é possível? A sua casa é mais organizada do que a de alguém que enxerg... –interrompeu o que ia dizer, provavelmente notando que diria uma besteira. –Me desculpa.

–Tudo bem, Yongguk! –soltei uma risada novamente logo deixando a minha bengala de lado para poder andar pela casa. –Vamos, sente-se. Sinta-se em casa. –sorri ouvindo mais uma vez o mais velho andar.

–Já me sentei.

–Eu sei! –afirmei dando mais um sorriso antes de me sentar ao seu lado.

–Como você pode saber de tantas coisas sem poder ver? –o mais velho ainda parecia surpreso com tudo o que eu fazia. –Me desculpe perguntar, mas eu fiquei curioso sobre a sua vida.

–Curioso? Oras, apesar de ser cego, eu sigo uma vida normal... Eu enxergo com a alma ao invés de ver com os olhos.

–Então você pode me ver? Saber o que eu faço? –as perguntas de Yongguk eram um tanto engraçadas. Ele levara a sério quando eu disse que enxergava com a alma?

–Bem, não é bem assim... –ri soprado antes de prosseguir. –Eu posso ouvir alguns movimentos seus e descobrir como você é. Por exemplo, o seu andar ou o tom da sua voz mostram muito sobre você.

–O tom da voz também pode mostrar que uma pessoa gosta de alguém? –Yongguk parecia um pouco nervoso agora.

–Bem, eu... Nunca notei isso em alguém, mas... Talvez sim?! –franzi o cenho, confuso. O que era tudo aquilo? Por que eu estava nervoso?

O clima havia ficado tenso de repente... O silêncio voltou a se formar entre nós, e aquilo era algo sufocante. Talvez a pergunta do mais velho tivesse causado aquilo... Eu já não tinha mais certeza, mas queria quebrar aquele clima de alguma forma, porém o mais velho foi mais rápido.

–Você disse que vive no escuro há dezenove anos, mas tem vinte e seis, certo?! –assenti, logo o ouvindo prosseguir. –O que aconteceu?

–Você quer saber como fiquei cego? –me virei, tentando ficar de frente para o mais velho, a fim de responder a sua pergunta. –Eu tenho uma doença genética chamada retinoplastia. E, quando pequeno, meu campo de visão começou a diminuir até que, um dia, quando acordei, tudo havia escurecido... Até o pequeno ponto de luz que eu podia ver, havia sumido.

–Nossa, isso deve ter sido desesperador. –o tom de voz do mais velho soava meio tenso.

–Na verdade, eu sabia que isso aconteceria, afinal os médicos já me prepararam para tal coisa assim que minha doença foi descoberta. –sorri de canto, voltando a me sentar normalmente no sofá, desviando-me do mais velho.

Novamente o silêncio surgiu. Eu podia ouvir a respiração do mais velho cada vez mais tensa, como se aquele clima o estivesse incomodando. A minha curiosidade em descobrir como o mais velho era, fisicamente, logo surgiu também. Eu o imaginava de acordo com a sua voz, seus movimentos e seu toque como uma pessoa delicada, mas queria saber se aquilo estava certo.

–Yongguk, eu... Posso tocar no seu rosto? –criei coragem para perguntar, um tanto receoso.

–Claro! –o mais velho pegou as minhas mãos assim que eu as levantei e as colocou em seu rosto.

Tal ato do mais velho me fez sentir o meu rosto queimar, assim como todo o meu corpo, mas sentir como ele era, sentir a sua pele, causou-me uma sensação única. O contorno do seu rosto, os seus olhos aparentemente pequenos, o seu nariz, seu queixo e sua boca tão bem desenhados em minha mente... Yongguk parecia perfeito!

–Pode me dizer detalhes que eu não posso ver com as mãos? –pedi enquanto tocava levemente perto das suas orelhas, ouvindo o mais velho suspirar.

–Minha pele é mais morena do que a sua, meus cabelos são negros assim como os meus olhos e, provavelmente, neste momento eu estou corado. –riu por fim, deixando-me sentir o quão grande seu sorriso era, mas esse não durou por muito tempo.

Assim que o meu polegar percorreu delicadamente pelo lábio inferior de Yongguk, seu sorriso se desfez. Eu ainda me concentrava em tocar cada canto do rosto do mais velho.

–Himchan, eu... Posso tirar os seus óculos? –assenti, dando-lhe permissão para tirar os meus óculos escuros.

As mãos do mais velho logo tocaram o meu rosto e puxaram os meus óculos, deixando que os seus dedos acariciassem as minhas bochechas. As minhas mãos estavam na lateral do seu rosto e, assim que Yongguk me livrou do acessório, depois de alguns instantes apenas parados de frente um para o outro, o moreno retirou as minhas mãos do seu rosto e pressionou os seus lábios delicadamente contra os meus.

Não demorou muito, foi coisa de segundos, mas parecia uma eternidade. Eu pude sentir o meu coração pulsar mais rápido e, assim que nos separamos, pude sentir também a respiração do mais velho bater contra a minha pele.

–Eu... E-eu não sei por que fiz isso... Desculpa. –Yongguk parecia nervoso e envergonhado pelo que havia feito.

–O-o que foi isso? –perguntei confuso, não pelo que havia acontecido, mas comigo mesmo; com o que eu havia sentido.

–Me desculpe, eu... Me deixei levar pelo momento. Me desculpe, Himchan.

–E-eu acho que está tudo bem... Tudo bem, Bbang. –abaixei a cabeça, envergonhado.

–Eu sabia que não devia ter entrado! –pude sentir o mais velho se levantar do sofá quase em um pulo.

–Eu disse que está tudo bem! –me levantei também, logo sentindo a presença do mais velho bem a minha frente.

–Himchan, eu... Eu acho que gosto de você! –o hálito quente do mais velho ainda podia ser sentido em meu rosto, causando-me um arrepio estranho.

–Nossa, i-isso me pegou de surpresa... –me senti um pouco estranho ao ouvir tal declaração repentina. –Y-Yongguk nós... –fui interrompido pelos lábios do mais velho novamente, e eu não tentei pará-lo.

Foi apenas mais um selar rápido, mas, assim que cessou o beijo, Yongguk mordeu e puxou o meu lábio inferior logo voltando a me beijar de forma mais intensa, não deixando de ser carinhoso. As suas mãos logo começaram a puxar o meu corpo pelo quadril para mais próximo do seu. Enquanto um dos seus braços envolvia o meu corpo, segurando-me contra o seu, a sua mão livre subiu rapidamente para a minha nuca, vez ou outra acariciando o meu cabelo.

Logo as minhas mãos também estavam no corpo esguio do mais velho, acariciando a sua cintura e as suas costas e, hora ou outra, brincando com a barra da sua camisa. Yongguk abandonou os meus lábios e desceu os seus até o meu pescoço, depositando ali alguns beijos que me causavam uma sensação única, fazendo-me soltar alguns gemidos, que eu não podia conter, como sussurro. Eu desejava sentir mais do que apenas os beijos do mais velho. Desejava sentir o seu corpo no meu de forma mais direta.

–Himchan, eu estou curioso. –o mais velho sussurrou próximo ao meu ouvido enquanto apertava levemente a minha cintura. –O seu corpo é todo sensível como as suas mãos? –suas mãos logo começaram a subir por baixo da minha camisa, levantando-a um pouco.

Eu não tinha resposta. Mal conseguia raciocinar naquele momento... Estava hipnotizado pelas mãos e pelos lábios do mais velho. O que eu estava fazendo? Mal o conhecia e já o desejava? Como eu podia ser tão fácil? Como eu podia me entregar assim a qualquer um? Yongguk havia mexido comigo de uma forma diferente. Eu me apaixonei pela sua voz, me apaixonei pelos seus passos e pelos traços do seu rosto. Com tão pouco, eu o desejava.

Quando me dei conta, estava sendo guiado pelo mais velho que voltava a unir os nossos lábios. Cuidadosamente, Yongguk me puxava pela casa, tentando evitar os móveis no caminho.

O mais velho logo me prensou contra uma porta e, ainda entre beijos, abriu-a vagarosamente levando os nossos corpos para dentro do cômodo. A porta foi fechada novamente e, antes que pudesse pensar em qualquer coisa, o mais velho começou a levantar a minha camisa lentamente, passando as suas unhas pela lateral do meu corpo até conseguir retirar a peça.

Yongguk voltou a me guiar, beijando o meu ombro e o meu pescoço, e eu logo senti a cama atrás das minhas pernas. O moreno me fez sentar na cama, apoiando uma das suas pernas no colchão, logo me deitando, ficando sobre o meu corpo.

Ao sentir as suas pernas ao lado das minhas, e o maior se sentar sobre mim, subi as minhas mãos pelas suas coxas até alcançar a barra da sua camiseta. Eu ansiava por sentir o corpo de Yongguk com as minhas mãos; sentir cada centímetro do seu corpo.

O mais velho pegou as minhas mãos e começou a passa-las pelo seu abdômen, levantando a sua roupa, fazendo-me toca-lo. Seu corpo parecia bem definido. Eu podia sentir cada gomo do seu abdômen, sentindo também o quão macia a sua pele era e o quão quente estava. Sentando-me um tanto desajeitado, aproveitei o quanto pude em acariciá-lo.

Sorri ao retirar a camiseta do mais velho e continuei a toca-lo. Yongguk soltou as minhas mãos, me deixando livre para explorar o seu corpo à vontade. Do seu peito, desci novamente para o seu abdômen, sentindo-o se arrepiar ao chegar abaixo do seu umbigo. Uma das mãos do mais velho voltou para a minha nuca e, novamente, um beijo foi iniciado enquanto ele me empurrava com o seu corpo até que as minhas costas tocasse o colchão por mais uma vez.

Agora eu podia sentir a pele do mais velho em contato com a minha. Podia senti-lo roçar o seu corpo no meu, enquanto nos perdíamos em beijos necessitados. As minhas mãos passeavam pelas costas de Yongguk, enquanto as dele, hora apertavam a lateral do meu corpo, hora acariciavam onde estavam. Instintivamente, levei as minhas mãos até o cós da calça do mais velho, rondando-o a procura do botão e do zíper, mas, assim que percebeu a minha intenção, Yongguk puxou as minhas mãos, prendendo os meus dedos aos seus.

–Eu posso te tocar? –o mais velho perguntou com os seus lábios ainda tocando os meus. Como resposta, apenas assenti, dando-lhe permissão para que fizesse o que pediu.

Soltando as minhas mãos, Yongguk deixou que as suas passassem pelos meus braços lentamente até chegar aos meus ombros, logo escorregando no mesmo ritmo pela lateral do meu corpo, passando as pontas dos seus dedos na minha pele.

–Não se mexa! –Yongguk ordenou próximo ao meu ouvido antes de começar a descer os seus lábios pelo meu peito, passando a ponta do seu nariz pelo meu abdômen e depois fazendo o mesmo caminho de volta, fazendo-me suspirar algumas vezes com tal toque.

Os dedos do mais velho agora estavam presos no cós da minha calça, e eu podia senti-los se moverem a procura da parte da frente, provavelmente do zíper. Senti os seus lábios se abrirem em um sorriso, ainda em contato com a minha pele, e os seus dedos rapidamente desabotoarem a minha calça.

Logo os lábios do mais velho estavam perigosamente adentrando a abertura na minha calça. Não podendo me conter mais, tentei procurar pelas mãos do mais velho, a fim de tentar evitar que algo, que na minha cabeça era constrangedor, acontecesse.

–Bbang... –chamei pelo mais velho ao ter as minhas mãos evitadas pelo mesmo. –A-assim não. –minha voz soou manhosa ao sentir o mais velho começar a puxar a minha box com os dentes.

Apesar do que eu dizia, Yongguk não parava e as minhas mãos eram contraditórias as minhas palavras. Elas empurravam o moreno mais para baixo. Inconscientemente, levantei o meu quadril, fazendo com que o meu membro, ainda coberto, roçasse nos lábios do mais velho. O meu corpo fervia, eu sentia o meu membro pulsar, como se todo o sangue do meu corpo estivesse concentrado ali naquele momento. Aquilo era torturante.

Yongguk insistia em brincar com a boca no cós da minha box, vez ou outra deixando que o seu lábio inferior tocasse o meu membro. Eu tentava com todas as minhas forças me conter e conter os meus gemidos, que algumas vezes conseguiam escapar entre dentes. Depois de algum tempo, pude sentir as mãos do mais velho tocarem as minhas pernas, retirando lentamente a minha calça, deixando-me apenas com a minha box.

–Você é realmente lindo, sabia?! –Yongguk se afastou do meu corpo ao retirar a minha calça, provavelmente admirando o meu corpo seminu, deixando-me envergonhado.

Ouvi o moreno dar uma risada soprada, ao que eu virei o meu rosto, e logo ele voltou a colar os nossos corpos, puxando o meu queixo e selando os nossos lábios mais uma vez. Eu sentia-o roçar o seu corpo ao meu lentamente, notando que o mais velho já estava sem a sua calça também. As minhas mãos escorregaram pelas costas do moreno até as suas nadegas, apertando um pouco o local, fazendo-o sorrir ainda contra os meus lábios, cessando o beijo.

–Não está tentando apenas ser o primeiro a dormir com o "cego da universidade", não é?! –perguntei ao notar quão confusa aquela situação se tornara em minha cabeça, voltando as minhas mãos para os ombros do mais velho.

–Você realmente acha que eu sou esse tipo de pessoa? –Yongguk se levantou, se afastando do meu corpo rapidamente.

–E-eu só fiquei confuso por alguns segundos, não que eu não confie em você, poxa... É só que... –eu não encontrava palavras para me explicar, mas eu queria. –Coloque-se no meu lugar. É difícil para mim descobrir se uma pessoa está querendo apenas brincar ou não.

–Apesar de ter dito que confiava, você desconfia? –voltou a se sentar ao meu lado, mudando o tom da sua voz. –Sabe há quanto tempo eu venho te observando? Há quanto tempo eu penso em você o dia todo? Você sabe ao menos o quanto eu sofri te vendo todos os dias sem poder falar com você, por medo que pensasse algo do tipo de mim? –eu estava envergonhado agora por ter dito tais coisas...

–Me desculpe, Yongguk. –abaixei a cabeça, logo o sentindo pegar as minhas mãos e levá-las ao seu rosto.

–Você pode me sentir? Pode sentir que estou dizendo apenas verdades? –lágrimas escorriam pelo seu rosto, molhando as minhas mãos que ali estavam.

Sem dizer uma única palavra, voltei a unir os nossos lábios em um beijo intenso. O mais velho logo tinha as suas mãos nas minhas costas enquanto voltava a me deitar sobre a cama, ficando novamente sobre o meu corpo.

Yongguk logo começou a acariciar o meu quadril e, hora ou outra, as minhas coxas, passando as suas poucas unhas pela minha pele, causando certa ardência pelo local. Cessando novamente o ósculo, o mais velho desceu os seus lábios até o meu pescoço, sugando e mordiscando a minha pele.

Com os lábios entreabertos, eu apenas deixava que os sons saíssem por eles enquanto o mais velho me tocava cada vez mais perigosamente. Sua ereção roçava na minha, ainda por cima da minha box, fazendo-me arquear o meu corpo ao sentir um arrepio percorrer minha coluna. Estávamos cada vez mais ofegantes. Eu queria aquilo logo, queria poder senti-lo dentro de mim antes que me arrependesse novamente.

Parecendo ler os meus pensamentos, Yongguk começou a retirar de forma ágil a única peça de roupa que me cobria, deixando-me finalmente desnudo, fazendo-me suspirar em alívio por me encontrar livre da minha box. Sem delongas, o mais velho ergueu os meus joelhos e se posicionou entre as minhas pernas, roçando o seu membro na minha entrada.

Não pude conter um gemido mais alto quando Yongguk deu uma investida, começando a me penetrar. Segurei-me no lençol da cama e mordi o lábio inferior enquanto o sentia penetrar cada vez mais. Aquilo era realmente doloroso, mas tal dor parecia valer a pena. Valeria no final, com certeza. De repente, Yongguk parou.

–Estou te machucando? –sua voz saiu em um tom de preocupação.

–Dói um pouco. –falei com um pouco de dificuldade enquanto tentava me acostumar com o volume em meu interior, que se contraía na tentativa de expulsá-lo.

–Te ajudarei a se esquecer da dor então. –sussurrando essas palavras, Yongguk envolveu meu membro com uma das suas mãos começando a fazer movimentos ali.

–Y-Yongguk... –gemi, me agarrando aos lençóis quando o mais velho começou a me masturbar com movimentos rápidos. Por alguns instantes, ficamos apenas assim, até que eu comecei a relaxar.

–Já passou a dor? –sua voz saiu um tanto quanto sacana ao proferir tal pergunta. Eu apenas assenti e o mais velho logo começou a se mover lentamente, se retirando por completo do meu interior e voltando com certa força fazendo-me gemer e arquear as minhas costas.

Eu sentia os seus toques por todo o meu corpo. Suas mãos passeavam lentamente pela minha cintura e pelas minhas coxas, e seus lábios, hora estavam em meu pescoço, hora em meus ombros ou em meu queixo. Meu membro roçava no abdômen definido de Yongguk conforme ele dava suas investidas, de certa forma massageando o meu membro.

O mais velho logo começou a dar investidas mais rápidas e profundas, fazendo-me gemer mais alto todas as vezes que ele acertava a minha próstata. Minhas poucas unhas maltratavam suas costas largas, fazendo-o gemer contra a minha pele.

Eu podia senti-lo. Todos os movimentos do seu corpo, todos os seus sorrisos contra a minha pele, todos os seus vacilos entre gemidos, sua respiração descompassada... Nada me passava despercebido, e eu me sentia feliz por isso.

Com a voz em um tom mais suave, Yongguk começou a proferir sacanagens próximo ao meu ouvido, fazendo-me morder o lábio inferior, sentindo-me estranhamento excitado com aquilo. Eu sorria enquanto sentia o meu corpo subir e descer sobre a cama por causa dos impulsos dos movimentos de vai e vem do mais velho. Aquilo era realmente bom.

–Você pode me sentir? Você gosta de me sentir assim, Himchan? –Yongguk sussurrou no meu ouvido, começando a rebolar com o seu membro todo dentro de mim. Em resposta, eu só consegui gemer mais alto, agarrando-me ao seu cabelo com certa força.

Antes de voltar a dar mais investidas, o mais velho mordeu o meu ombro com certa força enquanto eu ainda puxava o seu cabelo. Seus movimentos passaram a ser um vai e vem rápido e forte, nos fazendo gemer quase em uníssono. Minhas poucas unhas se arrastavam pela extensão das costas do moreno, enquanto as dele, hora estava em minhas coxas, apertando-as com possessividade, hora iam até meu membro a fim de me masturbar.

Seus gemidos ao pé do meu ouvido só me faziam querer ouvi-lo mais. Com tal pensamento em mente, eu tentava cada vez mais contrair o meu interior, pressionando o membro de Yongguk, fazendo-o gemer e sorrir contra a pele do meu pescoço.

–Tão gostoso! –sua voz saiu como um rosnado próximo ao meu ouvido, provavelmente ainda tendo um sorriso em seus lábios. Eu podia senti-lo bem. –Himchan...

–Ah... Yongguk... –gemi, cravando minhas unhas nos seus ombros ao sentir o meu baixo ventre começar a se repuxar.

–Estamos quase lá. –dizendo isso, Yongguk se arrumou entre as minhas pernas para dar início a movimentos mais profundos, selando nossos lábios.

Eu contive o máximo que pude o meu orgasmo, enquanto o sentia dar suas últimas investidas, até não aguentar mais e me permitir liberartodo o meu sêmen, sujando meu abdômen. Yongguk também não se demorou muito; praticamente logo em seguida eu pude senti-lo dar sua última estocada mais profunda, urrando contra os meus lábios, liberando seu sêmen ainda no meu interior. O mais velho se moveu mais algumas poucas vezes, com certa dificuldade, e então se retirou de cima de mim, deitando-se ao meu lado.

Eu não queria dizer nada; não sabia o que dizer... Apenas queria ouvir sua respiração se regulando ao meu lado. Senti seus finos dedos passarem pela minha testa, tirando alguns fios de cabelo que estavam grudados ali.

–Está tudo bem? –sua voz saiu em um sussurro. Sua mão ainda acariciava o meu rosto. Assenti. –Eu te machuquei? –neguei, sorrindo. –Que bom.

Seus braços, por fim, me envolveram em um abraço, e um beijo rápido foi depositado na minha testa. Seria bom tê-lo assim sempre, ter esse abraço e esse beijo terno, mas isso era loucura.

–Durma bem, Himchan. –me puxou para mais perto do seu corpo, fazendo-me sorrir bobo pela forma que meu nome foi proferido.

–Você também, Yongguk. Durma bem. –fechei os olhos ao sussurrar tais palavras.

Eu estava extremamente cansado e logo começava a adormecer, sentindo o mais velho acariciar as minhas costas e afagar o meu cabelo. Não demorou muito para que eu pegasse no sono.


Himchan's pov off


Yongguk ainda ficou por mais algumas horas na cama do mais novo. Não poderia negar que havia gostado do sexo com Himchan; na verdade, ele adorou e, se pudesse, ao menos aquela noite, dormiria ali ao seu lado. Olhou para o mais novo em seus braços mais uma vez. Himchan já dormia profundamente.

Bufou. Não sabia se queria mais continuar com aquilo. Não estava certo... Não era certo! Se levantou com cuidado para não acordar o mais novo, recolheu sua roupa do chão e se vestiu devidamente. Dando uma última olhada para a cama, sorriu ao ver Himchan dormindo.

Voltou para a cama, cobriu o corpo nu do mais novo com o lençol e novamente acariciou seus cabelos antes de se afastar. Se distanciando da cama, rumou até a estante, que ficava de frente para a mesma, e pegou a câmera que havia deixado ali antes de se despir. A desligou e bufou novamente, passando uma das mãos pelo cabelo em seguida. Ele não sabia o que deveria fazer com aquilo agora.

Foi sorte Himchan não ter tocado no seu bolso de trás antes dele conseguir retirar a sua calça, ou ele seria descoberto. Odiou ter tal pensamento, mas estaria com problemas se o mais novo descobrisse sobre a câmera.

Saiu do cômodo, pegou sua mochila que havia deixado na sala, e saiu da casa tentando fazer o mínimo de barulho possível. Ao pisar na calçada, logo avistou Daehyun parado do outro lado da rua, encarando-o com um sorriso malicioso e traiçoeiro. Respirou fundo e logo se aproximou do moreno.

–E aí? Transou com ele? Você gravou tudo? –Daehyun sussurrou para o mais velho.

–Eu disse que faria, não disse?! –Yongguk rosnou. Não se sentia bem por ter feito aquilo, mas foi um desafio idiota que se não fizesse, outro faria.

–Passa pra cá! Deixe-me ver! –Daehyun estendeu a mão, ainda sorrindo maliciosamente.

–O que você vai fazer com o vídeo? –perguntou com receio.

–O que mais eu poderia fazer com um pornô, Yongguk?! –sorriu de canto. –Mas, e aí... Ele é gostoso?

–Você é nojento, Jung Daehyun! –Yongguk lhe entregou a câmera, logo tentando voltar a atravessar a rua para se afastar do moreno.

–Hey! Não tem nada aqui, Yongguk! –Daehyun correu atrás do mais velho, puxando-o pelo ombro e lhe mostrando que não havia nada na galeria da câmera em sua mão.

–Ah... Devo ter me esquecido de colocar o cartão de memória na câmera. Desculpa. –sorriu de canto.

–Qual é, Yongguk! Cadê o vídeo? –Daehyun fez bico, fazendo uma cara pidona.

–Hey, não vou ficar bancando os teus pornôs, Daehyun! –se desvencilhou da mão do mais novo e voltou a se afastar.

–Ah, qual é, cara... Você tirou a virgindade do Himchan e não vai mesmo dividir conosco? Isso não é justo! –Yongguk andou o mais rápido que pôde para deixar o moreno para trás, logo entrando em sua casa.

Fechando a porta atrás de si, respirou fundo novamente. Sua mão foi até o bolso da sua calça, e de lá ele retirou o pequeno cartão de memória que havia retirado da câmera antes de sair da casa de Himchan. Sua ideia nunca foi de entregar tal vídeo nas mãos de Daehyun, mas sim fazê-lo esquecer sobre tal plano com Kim Himchan.

Jung Daehyun provavelmente lhe traria problemas grandes com aquilo, e ele não estava disposto a ter que aturar tal coisa. Pensou por um segundo em apagar o vídeo e quebrar o cartão de memória, mas, ao apertá-lo em sua mão, lembrou-se de Himchan. Ele havia gostado da experiência que tivera com o mais novo; não negava.

Sorriu. Talvez pudesse guardar aquilo para si, apenas como uma recordação. Apenas ele saberia da existência de tal vídeo em sua casa, e ele poderia relembrar aquele momento sempre que quisesse.

Suspirou. Apesar de tudo ter começado de uma forma idiota, ele havia gostado de estar com Himchan; havia gostado muito. Mordeu seu lábio inferior com certa força ao se lembrar de como tocar aquele corpo era bom e de como senti-lo arranhando suas costas havia o feito sorrir como nunca. Nunca se sentira daquela forma.

Seus lábios rosados e carnudos entreabertos, seus olhos tão brilhantes que pareciam procurá-lo sempre que Himchan pronunciava seu nome entre gemidos, os movimentos que seu corpo esguio fazia sobo seu, seus fios negros tão bagunçados que se colaram no seu rosto suado, suas coxas grossas que tanto gostara de apertar, sua pele leitosa e tão macia... Apesar de Kim Himchan não poder vê-lo, Yongguk podia perfeitamente, e gravou cada detalhe do mais novo em sua memória.

Yongguk estava cansado. Precisava realmente dormir, e foi o que fez sem nem ao menos tomar banho. Ele apenas retirou sua roupa e se deitou em sua cama, logo adormecendo tranquilamente, já tendo em mente o que iria fazer no dia seguinte.

Quando acordou, tomou seu banho devidamente, se vestiu e foi para a universidade. Por causa da ansiedade, mal prestou atenção na aula; queria apenas que acabasse logo para que ele pudesse pegar o seu caminho de volta para casa.

Ao finalmente terminar suas aulas, Yongguk correu pelas escadas, quase tropeçando em seus próprios pés, e rumou para fora do prédio, logo encontrando quem ele tanto ansiou ver durante todo o dia; Kim Himchan! O moreno sorriu de canto antes de começar a se aproximar do mais novo que já seguia seu caminho para sua casa.

–Yongguk? –Himchan parou ao ouvir aqueles passos tão familiares, sentindo seu coração acelerar um pouco ao sentir a respiração do mais velho em sua nuca.

–Você ainda pode me sentir? –Yongguk sussurrou próximo ao ouvido do mais novo, sorrindo de forma maliciosa. –Posso te tocar de novo hoje?

Ao ouvir tal proposta, Himchan só conseguiu sorrir ao sentir o rosto corar. Sentiu-se feliz em saber que o mais velho ainda o queria, pois ele também desejava poder tocá-lo mais uma vez. Assentiu, oferecendo-lhe o braço para que Yongguk o guiasse até a sua casa; o que o mais velho fez de bom grado.

Dessa vez, não teriam câmeras. Não teriam outras intenções além do desejo que sentiam um pelo outro. Dessa vez, Yongguk queria fazer direito, sem se sentir um completo idiota, sem sentir culpa no final.

Iriam apenas se tocar... Iriam apenas sentir um ao outro.

3 de Junho de 2020 às 17:46 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

TaeChan Fujoshi surtada, adoradora de yaois

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