mafuyuchii Mafuyuchii

"Mas apesar disso tudo, ela nunca deixaria de ser a garotinha que ele sentia tanto orgulho de observar crescer e se tornar uma mulher imbatível, inteligente e determinada. Mas no fundo, bem no fundo, ela sempre seria a garotinha do papai."


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

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A Garotinha do papai

Byakuya Ishigami sempre foi conhecido por ser um homem bem ocupado, não somente pelo fato dele trabalhar como o professor de uma universidade famosa de física em Tokyo no Japão, ou por ele estar sempre estudando e se preparando para fazer a prova para astronautas e trabalhar em uma estação espacial, especialmente quanto ao nado, a parte que ele é tão ruim.

Mas apesar de toda a ocupação em corrigir provas, elaborar aulas e coisas afins, sempre em sua mente se circulava pensamentos quanto a garotinha de cabelos brancos e pontas verdes, tão inteligente e teimosa quanto ele, às vezes se culpava pelo fato de ter despertado na garota a paixão pela astronomia, pela física espacial (sua área de estudo) e especialmente pelo espaço, o que fez ela se sentir meio que obcecada de ir até o espaço, assim como ele.

Apesar de que aquilo não era tão ruim… era? Bom, ele não ligava, mas se preocupava algumas vezes quando via que Senku não saia muito de casa, e se afundava nos livros para poder saber sobre tudo, afinal ele incentivou isso nela, em sempre buscar saber de tudo, mas não exatamente daquela forma.

- Senku-chan. - Byakuya chamou a pequena garota que estava cercada de uma grande pilha de livros e mais livros em seu quarto totalmente equipado com os maiores equipamentos de qualidade, o objetivo claro era para conversar sobre a busca incessante dela pelas coisas. - Senku-chan?

- Nossa que frustrante.

- O que é frustrante Senku-chan? - Byakuya perguntou se aproximando a alguns passos da garotinha que tinha o livro aberto em seus braços. Parecia ser a biografia de alguns físicos famosos, e a página estava marcada em Otto Hahn.

- Ah você aqui. - Falou, nada surpresa.

- Eu moro nessa casa também sabia? - O homem perguntou escutando a garotinha olhar para ele com uma expressão realmente chateada no rosto, o que fez ele mudar sua expressão normalmente tão engraçada para uma séria, ele até mesmo se abaixou para ficar na altura da garotinha.

Apequena Senku apesar de não ser filha de sangue dele, carregava o mesmo sobrenome e tinha criado um sentimento tão grande de confiança que deixava ele a ver em seus momentos de fraqueza, já que ela não curtia muito ser consolada.

Odiava quando as pessoas a tratavam como coitadinha, porque isso é uma coisa que ela com certeza não era, ou como a duvidavam sobre as coisas.

- Você dizia de algo ser frustrante não era? - Perguntou, calmo enquanto continuava ao lado dela e os olhos vermelhos continuavam nas páginas de livro.

- É que… eu só estava pensando.

- Isso você faz muito, e muito bem. - O homem respondeu a motivando. - Tão bem quanto os meus alunos Senku-chan!

- Mas… - Ela parecia um pouco incerta em suas palavras, como se não soubesse colocar com clareza o que deveria dizer.

OK, para Byakuya aquilo era bem estranho mesmo. Mas como um tutor responsável, ele deveria estar preparado para esses momentos, afinal todos, sem exceções, passam por momentos assim.

- Mas… será que sou a única? - Perguntou, mas logo desviou os olhos para o homem, com uma expressão viva de curiosidade no rosto. - Quer dizer, nesse livro, só tem homens…

Ah, o assunto não era para falar sobre Senku mal sair de casa?

Er...

Como explicar para uma garotinha de seis anos o fato de que o mundo sempre foi machista e por muito tempo proibiu as mulheres de estudarem o que tanto queriam? E ainda as que estudaram, não receberam o mérito merecido, muitas vezes sendo passado para um homem a premiação? Os casos eram inúmeros, talvez desde o começo da humanidade fosse assim.

Mas Byakuya não imaginava que aquilo deixaria a pequena Senku tão chateada, bom… ele não estava na pele de uma mulher, talvez ela fosse sofrer preconceitos que ele nunca sofreu pelo fato de ter nascido um homem, e isto estava começando o chatear, contudo ele não podia demonstrar isso em sua frente.

Era como se conformar de que aquilo aconteceria e ela precisava se conformar., mas ele não queria que nem ela e nenhuma mulher se conformasse com aquilo

Então Byakuya apenas moveu as mãos em direção do topo da cabeça da garota que olhou surpresa em sua direção.

- Byakuya…

- Senku, você é inteligente o suficiente para saber que isso não é verdade. - O homem falou com as mãos nos cabelos dela. - Não foram somente homens que estudaram, sempre tiverem mulheres tão rebeldes e teimosas quanto você que queriam sempre saber mais, saber o porquê das coisas…

- É bom saber, dá uma sensação maravilhosa e ainda mais questionar. - Senku respondeu vendo o homem concordar com um sorriso.

- Sabe o termo “bruxas” que você já ouviu na escola? Então, as “bruxas” que tanto diziam não eram porque essas mulheres eram malvadas e faziam bruxarias como mostra nos filmes, eram as mulheres que mesmo vivendo em uma época que ditavam para elas serem uma coisa, que elas poderiam ser mortas a qualquer momento, o saber as traziam coragem o suficiente para realizarem aos seus desejos. - Byakuya terminou de dizer fechando os olhos e sorrindo. - Então “bruxinha” você não está sozinha.

- Eu não sou “bruxinha”, eu sou uma cientista.

- Sim sim, pequena cientista Senku!

- Não pequena! Grande cientista Senku! - A garotinha respondeu vendo o homem gargalhar em seguida. - E você, você vai para o espaço! Mas eu vou também!

- O que?! Está fazendo uma disputa comigo mesmo sua pirralha!?

E no dia seguinte, qual não fora a surpresa de Senku ao descobrir em um livro dado de presente por Byakuya, que Otto Hahn tinha recebido todo o mérito de Lisa Meitner na descoberta da fissão nuclear, e que até tinha recebido o nome de “Mãe da Bomba Atômica”? E que existiam também outras cientistas como “Marie Curie”, “Rosalind Franklin”e “Maria Mitchell”.

Um sorriso se mantinha nos lábios da pequena Senku enquanto ela se questionava sobre os descobrimentos, o que fez Byakuya se sentir aliviado mas também feliz pela garotinha enquanto a observava escondido da porta do quarto. Concluiu que ele não deveria tentar mudá-la, se ela queria saber sobre tudo devia incentivar ela cada vez mais, os amigos ela já tinha.Ela se tornaria grande, ele sabia disso, seria tão grande quanto todas as mulheres geniais que contribuíram para a evolução da humanidade.

Até mesmo quando o mundo todo virou pedra, e em seu último suspiro de vida, ele sabia que Senku seria a garota, a garota que traria todo o conhecimento da humanidade em sua mente e que salvaria as 7 bilhões de pessoas, seria agora uma profecia, um dos cem contos que deixaria junto com o seu presente para ela.

Mas apesar disso tudo, ela nunca deixaria de ser a garotinha que ele sentia tanto orgulho de observar crescer e se tornar uma mulher imbatível, inteligente e determinada. Mas no fundo, bem no fundo, ela sempre seria a garotinha do papai.

29 de Maio de 2020 às 02:43 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Mafuyuchii ❱❱❱ ╰★╮『 ᗰαƒυyυcнii 』 ✰ Escritora e Designer no site Social Spirit e também no Nyah Fanfiction, vou começar a postar minhas histórias aqui também :> https://www.spiritfanfiction.com/perfil/alanispedroso https://fanfiction.com.br/u/351346/

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