shinia Bar-t-t-tender

Yusaku quer morrer. E até o faria, se não fosse um homem estranho com um buquê de flores murchas e mãos fortes, que sorri de forma bonita e gosta de salvar pessoas por aí para pagar seus próprios pecados.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Acho que faz uns dois anos que fiz isso. A escrita tá meio estranha, forçada no final, mas ainda acho que gosto um pouco dela. Mas só um pouquinho mesmo.

_________________________


Faz calor durante a noite. Besouros queimam nas luzes dos postes e assalariados caminham apressados almejando voltar para casa o mais rápido possível. O caos comum da vida na cidade. Tão incrustado na alma de cada um que ninguém nem ao menos se pergunta mais se aquilo é realmente um estilo de vida decente.

Dois homens de terno se esbarram na calçada da loja de tecidos. Eles limpam os ombros como se sentissem nojo um do outro, se perdoam com poucas palavras e seguem em frente como se nada tivesse acontecido. Do outro lado da rua, um estudante espera o sinal de trânsito ficar vermelho para poder continuar a caminhada. Este em específico não olha o relógio com a cara amarrada, nem bate o pé como se isso fosse fazer o tempo passar mais rápido (ou devagar). Meninas vestindo a mesma farda azul marinho conversavam alto do lado. Sem nunca incluí-lo no assunto, nem ao menos o olham. Ele parece não existir. Para o meio, ele é só mais um invisível.

O sinal torna-se vermelho. O barulho de passos volta a se fazer presente, mas o menino de farda azul marinho permanece. Ele olha de um lado a outro, indiferente aos ombros hostis que esbarram sem pedidos de desculpa. Mantém-se apático a tudo aquilo.

Depois de cinco segundos — uma eternidade para a cidade grande — o pé direito se estica para frente, e no balançar da multidão, ele se torna mais um pedestre medíocre.

De longe, como se visse tudo pela centésima vez (sem nunca ter visto de verdade, nem mesmo no dia que precisou fazê-lo), um jovem adulto de cabelos rebeldes e sem rumo na vida é a única alma que nota o balançado pendente do rapaz. Ele sorri enquanto compra o buquê mixuruca com o resto do salário, um sorriso sem qualquer resquício de melancolia ou felicidade.

Quando volta a olhar para a faixa de pedestres, não há rastros de uma presença tão superficial quanto aquela. Ele dá de ombros, sabendo que é impossível se importar com todas as santas almas do mundo. Entretanto, diferente da maioria dos falsos sensíveis presentes em cidades como aquela, não o esquece.

As ruas ficam mais escuras dois quarteirões depois da praça principal. Bem onde a magia da cidade vai se acabando e a maioria dos turistas não ousa chegar. Ele mora ali perto. Próximo o bastante do centro rico e pulsante, e ainda perto demais do moleque que acabou de furtar o relógio da velha rica em alguma parte da cidade.

Mais duas ruas. Só mais duas ruas e finalmente estará diante as paredes frias de sua casa.

A despeito dos conselhos do professor preocupado, o estudante medíocre não vai direto para casa. Sabe, foi uma conversa engraçada. O velho falou a mesma coisa que todos dizem, mas sem o tom apreensivo ou indiferente dos outros. Por isso Yusaku — esse é o nome do nosso herói — pensou que talvez valesse a pena manter na cabeça por um tempo, por mais que não fosse obedecer. Talvez, no dia seguinte, o homem ficasse meio bravo por não ter sido escutado, mas não ia importar mais.

A cidade tem três pontes. Duas conectam aquela pequena grande cidade a outras próximas, e a terceira, mais alta e bonita, vai até um pedaço de terra que nem ao menos pode ser chamado de ilha. Está mais para um grande parque com vegetação protegida por lei, na verdade.

Quase não há movimento nesta última. Ninguém vai até lá nos dias de semana. Nem os trombadinhas da orla da praia. Mas há um grupo de pessoas, assíduas frequentadoras daquele local, mesmo que estas não o visitem mais do que duas ou três vezes — eles não podem pensar muito ou vão acabar desistindo. A maioria já desiste na primeira ida. Alguns fazem escândalo, e depois vão embora graças a alguém aleatório e aplausos da multidão de estranhos.

Yusaku pensa que são uns egoístas medíocres, mas graças aos céus ninguém nunca pede sua opinião.

É por isso que colocaram aquelas placas. Foi uma boa iniciativa, de verdade. Mas palavras bonitas continuam sendo apenas palavras bonitas e ele já bebeu todas as soluções temporárias possíveis no chão da casa entre a realidade bela e horrível daquela cidade. Se ao menos tivesse continuado com o acompanhamento psicológico...

Passou por uma placa logo quando cruzou a linha dos paralelepípedos para o asfalto. O design era simples e as palavras, genéricas. Ele não leu nenhuma.

Os pés subiram no parapeito sem maiores dificuldades. Foi fácil até demais, nem percebeu que o tinha feito até estar lá. Ventava muito, a gravata desbotada (tinha uma mancha de café que ele não conseguiu tirar na ponta) não parava no peito. Ele nunca se preocupou em vestir-se de forma adequada, e não tinha nenhuma exigência de vestimentas para a ocasião. Só queria mesmo era ter comido o soba da barraquinha perto do mercado de peixe pela última vez.

Já era tarde. E agora fazia mais frio do que calor.

A água lá embaixo estava preta e calma. Yusaku sabia que muito provavelmente era coisa de sua cabeça, mas o lugar cheirava a decomposição.

Ele tentou chorar. Pelos outros que já tinham partido, pela pele cortada debaixo da camisa social, pela própria existência, mas nada mais que uma lágrima medíocre conseguiu sair de seus olhos.

Os dedos finos ainda seguravam o concreto do poste onde grandes besouros agonizavam no calor da luz, mas ele tratou de mudar logo aquilo.

Desprendeu um a um, como uma despedida sem palavras. Ele queria ser como os outros e desistir, ver paz naquelas placas simplistas e genéricas, voltar para casa, jogar um videogame e rir sozinho bêbado nas madrugadas boêmias dos homens sacanas. Mas não era. Por isso soltou-se do concreto, e deixou as pernas bambas fazerem o caminho até a água.

... Mas não caiu de verdade.

Parou antes mesmo de começar. Com os joelhos dobrados, a coluna curvada numa posição feia e o braço direito puxado para trás.

Doía um pouco. Talvez muito. De qualquer forma, ele não era muito pesado, então não devia estar doendo tanto assim. Yusaku não se importou muito com esses detalhes. Só conseguia pensar no quão fria a água devia estar, e porque ainda não estava lá.

Fujiki ficou menos tempo do que pareceu parado ali. Ele olhou, muito desconfiado para trás.

Um homem recém-entrado na vida adulta, de cabelo bagunçado e cara de desesperança segurava seu pulso começando a ficar dormente. Tinha um buquê feio e amassado caído aos seus pés. As flores quase murchas pareciam tão tristes quanto tudo em volta dele. Os olhares se encontraram por uns poucos segundos. Ambos pareciam tão cansados que dava vontade de chorar.

— Desce daí, por favor. — Ele disse. Tão sem forças, tão passível de pena que Yusaku seria insensível e não o fizesse. Parecia até que era Fujiki quem o estava salvando.

O parapeito não era alto. E ele apenas pulou para o asfalto. O homem soltou seu pulso por uma fração de segundos, e então voltou a segura-lo.

O adolescente esperou que ele dissesse alguma coisa. Ou quem sabe, apenas teve medo de falar.

— Você não leu as placas?

Yusaku quase riu. Foi tão aleatório, cômico e amargo. Dava para ver muito claramente que o homem não sabia o que fazer, e a mão apertando seu pulso era tão invasivo...

— Acho que quem quer morrer não para pra isso.

Por um momento, o homem ficou pálido.

— Ah... tudo bem. Me desculpe.

Ele finalmente soltou o pulso de Yusaku. E se abaixou para pegar o buquê murcho no chão, mas quando ia tocar o papel roxo do embrulho, percebeu a mão manchada de sangue.

A manga da camisa do estudante estava molhada, e o cheiro de ferro até subia um pouco quando o vento batia.

— Foi você quem fez isso? — Ele olhava para tudo de um jeito tão espantado. Nem parecia adulto.

Yusaku pensou que se fosse rápido, talvez pudesse correr e pular sem ser interrompido novamente.

— Você precisa de ajuda.

Ele levantou. Tinha voltado a tocar Fujiki. Mas dessa vez, pela ponta dos dedos. Como se levasse uma criança. Era um contato atrapalhado, dava para notar que nem ele estava acostumado com aquilo. A voz amedrontada dava pena e raiva ao jovem interrompido. O buquê ficou jogado no chão. Fujiki o olhou até onde conseguiu. Uma flor foi varrida para longe pelo vento, e as outras não demorariam a fazer o mesmo.

Os dois penaram para encontrar uma farmácia aberta. Os pés de Yusaku doíam mais a cada passo, e ele tinha medo, raiva e nojo de si e do homem claramente nervoso que ia sempre à frente falando gentilezas incompreensíveis.

Foi quando ele pediu para esperar no banco de uma praça qualquer enquanto comprava o necessário, que Fujiki realmente levantou para ir embora. Ainda sentia dor. Uma pior do que a dos pés e braços. Se tivesse se dado um fim entre quatro paredes, aquilo não teria acontecido.

Mas antes de decidir ir, olhou para trás — um erro vergonhoso. Pessoas como ele nunca devem fazê-lo por motivos óbvios — e viu o jovem adulto derrubando a prateleira de bandagens na loja vazia. Voltou a sentar, pensando que seria agradável morrer com aquele tipo de lembrança doce na cabeça.

O dito cujo voltou depois de uns cinco minutos.

— Qual o seu nome? — Yusaku perguntou. Porque achou inadequado se deixar ser tocado por alguém que desconhecia totalmente.

— Soichi. Soichi Kusanagi. E o seu?

— Yusaku.

— Só Yusaku já é o suficiente.

O rapaz tirou o blazer escuro da farda. Eles estavam no banco bem debaixo do poste, e tudo ficava mais amarelado com aquela luz. Ele arregaçou as mangas da camisa social até onde pôde, sentindo o frio característico do começo da madrugada.

Inesperadamente, Soichi não fez cara de espanto para os cortes fundos e vermelhos que iam dos pulsos até o início do ombro. Havia um horrível no cotovelo, e outros com a casca arrancada e cicatrizes de queimaduras. Ele passou o algodão com soro fisiológico em volta de cada ferida, limpou as abertas se resetando a cada gemido que Yusaku soltava. No final, desenrolou a gaze e começou a cobrir os braços finos. Fujiki ficou parecendo uma múmia.

— Está confortável? — Perguntou já no final.

Yusaku respondeu positivamente. Queria algo mais apertado, para doer e fazer sangrar, mas aquilo era gentil, e também lhe fazia doer o peito de uma forma estranha.

— Obrigado. — Disse. Não conseguia olhar o rosto de homem. Sentia-se nervoso com aquilo. Em vez disso olhava os sapatos. Eles eram gastos, como os seus.

— Não precisa agradecer. Eu fiz o que qualquer um faria... vá para casa agora, e tente não se culpar por isso tudo... eu fico sempre na praça central. Apareça lá qualquer dia desses.

Ele se despediu. Yusaku respondeu as mesmas cordialidades e observou a silhueta sumir entre as suas antes de seguir o próprio caminho.

Quando chegou em casa, o peso do dia caiu sobre seus ombros, e ele ficou tentado retirar aquelas bandagens e cutucar as feridas, mas não o fez em respeito ao estranho. Nunca tinha recebido uma ajuda assim, precisava respeitá-la.

Por isso, colocou três comprimidos na boca e engoliu sem água. Dormiu a noite toda sem interrupções, mas ainda acordou esgotado demais para comparecer às aulas.

No final de semana, ele conseguiu ir até a praça. De calça jeans e moletom, numa tarde de tempo ameno, ele realmente esperava não chamar atenção.

Não foi difícil encontrar o homem do outro dia. Havia um caminhão amarelo parado na praça, perto dos telões onde os torneios importantes da Link Vrains eram transmitidos. Pessoas carregavam sanduíches até as mesas ou comiam em pé. Ele apenas seguiu o som da sineta anunciando a entrega dos pedidos, sabendo que muito provavelmente não tinha dinheiro nem para o lanche mais barato.

Os cabelos bagunçados continuavam os mesmos debaixo do boné, e o rosto cansado também. O homem atrás das chapas de metal era o mesmo que trouxera flores murchas para a ponte, exceto que quando iluminado pela luz natural, suas feições pareciam mais alegres. Ele olhou tudo aquilo ainda meio de longe. Só se aproximou quando a fila de clientes se findou em duas pessoas. Horas haviam se passado. Ainda não sabia como iniciar a conversa.

Como era mesmo o nome dele? Lembrava-se de ter perguntado, e até dito o seu, mas o som das letras estava espaçado e era tão notável quanto uma gota d’água caindo no chão.

Ele se aproximou envergonhado. Devia pedir um café? Provavelmente só tinha dinheiro para isso.

O balcão de ferro era mais alto do que imaginou, ou ele era muito baixo. Precisava se esticar para ter uma visão mais ampla da chapa e do homem atrás dela, mas logicamente não o fez.

Ele não disse nada, foi o outro quem automaticamente mudou de expressão quando o viu.

Então você veio mesmo” foi o que ele disse, de um jeito sem palavras. As mãos rápidas retiraram as batatas do óleo quente e ele até pôs mostarda no cachorro quente bem recheado.

— Pegue isso. Puxe um banquinho que deixei aí do lado. Coma por aqui.

— Não tenho dinheiro pra isso.

— Você fica me devendo.

Yusaku não insistiu.

Do fim da tarde para o começo da noite, a maior parte dos jogos mais aguardados tinham acabado. A maioria das mesas estava desocupada, e o rosto do apresentador no telão encerrava mais um dia de torneios.

Kusanagi deixou um balde com água, sabão e um pedaço de estopa aos pés do jovem.

— Creio que você é do tipo que não gosta de deixar dívidas pendentes.

O cachorro quente tinha se reduzido a papeis melados de molho. Ele limpou o canto da boca com o guardanapo e começou a trabalhar. Kusanagi se juntou quando já estava quase terminando.

As juntas das mesas de ferro rangiam quando dobradas, e Yusaku era fraco demais para carregar as mais distantes até o caminhão.

As cadeiras eram mais leves. Ele as colocou em pilhas de três e levou até o caminhão. As paredes de ferro cheiravam a desinfetante, e a lâmpada de led nova deixava tudo mais branco.

Um pequeno quadro estava pendurado na parede lisa. Um menino moreno de sorriso triste e desconcertante olhava para ele. E Yusaku ficou olhando por um tempo também. Talvez tempo demais. Até Kusanagi entrar lá dentro e o ver também.

A garganta de Soichi ficou meio seca de repente. Não por causa da foto, aquilo esteve ali desde algum dia dos últimos quatro anos. Já tinha se tornado uma parte irrelevante da decoração. Mas ter alguém diferente olhando para ela trouxe uma dor estranha.

— É o meu irmão.

— Ah... ele parece com você.

— Obrigado.

Yusaku olhou para o lado. Mesas e cadeiras ocupavam boa parte do espaço. A foto ainda o inquietava.

— Ele é colegial?

— Era.

— Já se formou?

— Não. Ele morreu bem antes disso. — O homem mordeu o lábio, se perguntando se devia mesmo dizer aquilo. — Foi suicídio. Ele tinha uns problemas e... Aconteceu.

— Ah... sinto muito. Não devia ter perguntado. Me desculpe.

— Tudo bem. Já faz tempo. Eu nem lembro mais do tom de voz que ele usava para chamar meu nome.

Kusanagi nunca tinha dito aquilo. Nem sabia porque o estava fazendo. Só era relativamente fácil se abrir para Yusaku. Talvez pelo fato de ele ser um desconhecido, e sentir que compartilham do mesmo pensamento.

— Eu não lembro do rosto dos meus pais.

Kusanagi franziu o cenho. Agora, a expressão de Yusaku era perdida como no dia que o encontrou na ponte.

Ele não percebeu como o fez, mas quando notou estava com os braços em volta do corpo frio de Yusaku. Com as mãos bem espalmadas nas costas.

O rapaz nem soube como reagir. Sentia um calor estranho, que não era seu. E as mãos grandes nas costas sem nenhuma intenção de empurra-lo para longe.

Há quanto tempo não recebia um abraço? Isso é, já tinha recebido um assim? Ele não sabia nem como correspondê-lo.

Quando Soichi teve certeza de que não seria repelido, arriscou trazer Yusaku mais para perto. Ele foi sem maiores insistências.

Fujiki preferiu apenas imitá-lo. Pôs as mãos nas costas largas de Soichi e acabou deixando a cabeça pender no ombro do mais velho, como se descansasse num travesseiro.

Era confortável a sensação das mãos leves nas costas. Como um casulo quentinho e amoroso que ele nunca teve a oportunidade de experimentar.

Os olhos começaram a pesar mais. Talvez por causa do sono. Ele não ficava bem com contato físico na maior parte do tempo. E não estava bem no início daquilo, mas o corpo de Kusanagi era alto e fofinho, fácil de abraçar até para alguém inexperiente como ele.

Soichi passou os dedos pela nuca dele, assim, sem maldade nenhuma, como se abraçasse novamente o próprio irmão. O abraço que ele devia ter dado naquele dia, e nos anteriores, e nos outros que poderiam vir.

— Aquelas flores... eram pra ele?

— Eram. Eu acho que sim. Nunca perguntei quais eram suas flores preferidas.

— Obrigado. Por tudo. — Ele tinha lágrimas nos olhos, mas ainda era cedo para solta-las.

— Me agradeça ficando vivo.

— Você também.

Kusanagi engoliu as palavras.

— Ninguém presenteia mortos em lugares como aquele. Você mente muito mal até pra mim, que não te conheço.

A resposta foi uma risada amarga, e Yusaku não estranhou quando ele começou a chorar.

Ajeitou a postura no pouco espaço que os braços de Kusanagi deixavam, se desgrudou de seus ombros e pendeu a própria cabeça para o lado, a fim de deixa-lo descansar ali. Deixou que Soichi se derramasse o quanto precisasse.

A potência da luz de led fazia manchas brancas em qualquer superfície lisa, como o sol faz com um quadro branco.

A mancha branca estava no rosto do menino que nem conhecia. Ele não conseguia ver o sorriso triste ou os olhos profundos iguais aos de Kusanagi.

Yusaku apenas apertou o abraço, chorou junto.

As flores da semana seguinte estavam mais bonitas, mas talvez, só talvez, elas não tenham sido escolhidas exclusivamente para Jin.

22 de Maio de 2020 às 20:13 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Bar-t-t-tender Olho de frente a cara do presente e sei que vou ouvir a mesma história porca

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