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Mesmo de mau humor, Bakugou não poderia deixar de sorrir e pensar que seu namorado, Kirishima, era a melhor coisa que havia acontecido em sua vida. E não tinha exceções nisso, mesmo quando Eijirou decidia cantar na sacada de seu apartamento em plena manhã de sábado.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#cantoria #bakushima #namorados #kiribaku
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Na varanda

Era naquele irritante começo de dia de sábado, no qual Bakugou gostaria de poder dormir até mais tarde, que a vizinha de cima, em plenas sete horas da manhã, ligava o som com alguma música pop irritante na opinião de Katuski. E esse nem era o maior dos incômodos, já que o volume não era muito alto. O problema era o combo completo. Aspirador de pó, pés batendo com força no teto, móveis sendo arrastados, fazendo um barulho descomunal, e muito mais.

Ele até entendia que uma faxina diária completa era necessária, apesar de não o fazer por pura falta de vontade, porém, não seria muito difícil evitar fazer tanto barulho, ainda mais sabendo que abaixo de você, mora alguém! O pior é que era todo final de semana. Sábado ou domingo. A vizinha de cima nunca escolhia o mesmo dia sempre. Talvez gostasse de fazer surpresa para o vizinho de baixo, ou seja, ele, o coitado da vez.

Mas se havia uma pessoa que tinha o sono bem pesado e com uma força estranha, não acordava com esses barulhos bem sobre sua cabeça, era Kirishima, seu namorado. Quando Eijirou decidia dormir no seu apartamento, bem nos finais de semana, Bakugou não cansava de se espantar ao acordar e encontrá-lo dormindo tranquilamente, como um anjo, com baba escorrendo pela boca e os cabelos bagunçados, como se não tivesse um inferno bem acima deles. Situação que se repetia agora, quando Katsuki se sentou na cama, já sentindo a cabeça latejar de raiva por ter sido acordado cedo, e olhando para o lado, encontrou Kirishima como já esperava: dormindo.

Então, arrastando as pantufas com a força do ódio no chão, foi até a pequena cozinha e começou a fazer um café. Já que dormir enquanto o ser humano de cima fazia faxina era impossível, só restava esperar que terminasse para que pudesse novamente se jogar em sua cama confortável.

Café forte, com um pouco de açúcar, feito e servido em sua caneca de sempre. Katsuki locomoveu-se até a sacada para observar a cidade que já havia ganhado vida há algumas horas e torceu para que sua vizinha, se fosse lavar a sacada, não jogasse água em si, pois aí as coisas ficariam ainda mais estressantes, e mesmo com tudo, naquele momento, só queria um pouco de paz.

E de alguma forma seu desejo foi atendido quando sentiu os braços musculosos do namorado o envolver
na cintura, com ele apoiando o queixo em seu ombro, com direito a um beijo em sua bochecha.

— Bom dia. — Kirishima disse.

— Bom dia. — A resposta saiu em um resmungo. Foi o melhor que conseguiu.

Estava se controlando para não começar a reclamar do começo daquele dia, não querendo ser chato, mas não era como se precisasse, pois aquele homem de cabelos tingidos de vermelho o conhecia muito bem para identificar de longe seu mau humor e o motivo dele.

— Eu imagino que a sua vizinha de cima deva ser uma pessoa alto astral para estar escutando Lady Gaga a essa hora. — Eijirou comentou com certa graça, tentando descontrair, o que foi falho, já que Katsuki apenas revirou os olhos. A música era boa? Sim, era boa, mas seu sono era ainda melhor!

— Eu fiz café, se quiser beber. — Ofereceu, mais para cortar o assunto, pois sabia bem que Eijirou não bebia do seu café por achá-lo muito amargo, e se o fazia, tacava mais açúcar do que um médico recomendaria na bebida.

Por sorte ou milagre, Kirishima conseguiu entender o desvio repentino do assunto, negando o café, dizendo que beberia um leite gelado, com achocolatado, mais tarde. Porém, seu namorado sempre seria seu namorado e Bakugou tinha a plena consciência disso. O amava mesmo com a lerdice dele e as ideias loucas que tinha às vezes. Como agora, quando, meio previsível pelos dois anos juntos, Katsuki tentou fugir dos braços dele assim que começou a tocar Psycho Killer do Talking Heads. Com certeza a playlist da vizinha estava no aleatório.

I can't sleep 'cause my bed's on fire
Don't touch me I'm a real live wire. Psycho killer Qu'est-ce que c'est?
Fa, fa, fa, fa, fa, fa, fa, fa, fa, far better.
Run, run, run, run, run, run, run, away! — Eijirou começou a cantar, se movendo de um lado para o outro e levando Bakugou junto.

Kirishima adorava aquela música e o ritmo dela, e não era como se Katsuki a odiasse. Até gostava. Sabia a letra graças às várias vezes que ouviu o companheiro cantando enquanto fazia alguma coisa. Mas o fato era que não estava disposto para tanto ânimo logo cedo. Já o namorado, era bem o contrário. Cantava animado enquanto até "dançava" — se é que podia chamar o que eles estavam fazendo de dança.

Logo os olhos pidões de cachorro que caiu da mudança de Eijirou se fixaram nos seus e mesmo que Bakugou estivesse o máximo estressado possível, não conseguia negar algo tão pequeno ao outro. Então, mesmo a contragosto no momento, cantou um trecho da música.

You start a conversation you can't even finish it. You're talkin' a lot, but you're not sayin' anything. When I have nothing to say, my lips are sealed. Say something once, why say it again? —Aquela parte parecia até ter sido escrita por ele próprio.

No refrão final, se juntou a Eijirou no espontâneo, sem pensar muito. Afinal, aquele refrão não saia da mente tão fácil.

Psycho killer Qu'est-ce que c'est?
Fa, fa, fa, fa, fa, fa, fa, fa, fa, far better. Run, run, run, run, run, run, run, away.
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh! — E lá estava o casal encerrando a música junto em plenos pulmões.

— Uma ótima forma de melhorar o começo de uma dia, não é mesmo?! — A fala de Kirishima foi seguida de um beijo de tirar o fôlego de Bakugou, que só soube sorrir, meio convencido, com a atitude do outro.

Mas era claro que aquela perfeição em forma de homem faria algo para melhor seu humor; ele sempre fazia. Tanto que ainda não havia se acostumado a isso, mesmo com bastante tempo de convivência. Sempre se surpreendia com Kirishima e chegava a ficar com uma euforia no peito. Ser amado por alguém que além de aceitá-lo com a personalidade explosiva que possuía, ainda fazia de tudo para que estivesse bem, era espetacular.

— Céus, às vezes penso que você é bom demais para alguém como eu. — O pensamento saiu em voz alta, mas não chegou até os ouvidos de Eijirou, pois este, enquanto Bakugou divagava, havia ido até a cozinha a procura de cereais para o café, já que, em cima do balcão, podia ser visto duas tigelas e uma caixinha de leite.

Com um sorriso no rosto que só o Kirishima conseguia arrancar, Katsuki caminhou até o mesmo e o segurou com as duas mãos em sua bochecha, antes de beijá-lo pelo tempo que conseguisse.

Se aquele fosse um sonho, Bakugou não queria enfrentar a realidade nunca mais!

Notas finais:

Betagem do capítulo por Muzzx do MyeonDesign

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19 de Maio de 2020 às 12:11 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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