Esquadrão da Revisão Seguir blog

embaixadabr Inkspired Brasil Os autores estão indecisos, escondidos, com medo: a Gramática os ameaça de todas as formas. É neste cenário caótico que um esquadrão se formou: soldados competentes em busca de justiça, recrutando mercenários para lutarem ao seu lado e, juntos, combaterem o Obscurantismo. Assim, o Esquadrão da Revisão ergue-se contra a tirania da Gramatica para submetê-la aos autores. Entender como funciona a gramática normativa é a base de qualquer escritor. Passar a ideia da cabeça para o papel de forma harmônica é a maior dificuldade de muitos literatos. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês que a gramática não é uma tirana; ela não passa de uma ferramenta que serve para ajudá-los. Juntem-se ao nosso esquadrão para desvendar os mistérios da Gramática e de suas normas.

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Dúvidas comuns sobre o uso da vírgula

Olá, pessoas! Tudo certo?


Agora que você já está bastante craque no uso das pontuações, resolvi trazer este artigo com algumas dicas sobre dúvidas comuns sobre o uso da vírgula que escritores podem ter durante a produção de um texto. O intuito é deixar algumas regrinhas e considerações sobre casos mais específicos, para que você possa utilizar esse artigo como material de consulta quando necessário.


E uma observação importantíssima: as considerações feitas aqui estão colocadas de uma forma geral, para que você tenha uma noção básica sobre como pontuar em determinados casos durante a escrita de uma história. No entanto, se você estiver em busca de especificações e explanações maiores, é importante consultar diretamente as gramáticas para compreender as diferenças quando se quiser escolher e compreender melhor as questões facultativas, principalmente se você for fazer uma prova onde a banca pede pelos padrões determinados por um gramático, que então é necessário você conferir as recomendações dele nos livros.


Então vamos começar com uma dúvida bastante corriqueira, principalmente porque alguns escritores usam bastante a palavra “enquanto” no texto: como usar a vírgula com essa palavra?

Bom, segundo Cunha e Cintra, a vírgula é usada “Para separar as orações subordinadas adverbiais, principalmente quando antepostas à principal” (pág. 663). No entanto, segundo alguns autores, como Marcos Neves, a vírgula não é tão utilizada quando as orações estão em ordem direta. Por isso, se formos pensar nessas discrepâncias de ideias de um autor para o outro, podemos concluir que a virgulação em casos de ordem direta pode ser considerada facultativa (a não ser que a banca exija um determinado gramático).


Há, ainda, a noção de que a vírgula deve ou não ser utilizada a depender do que se quer passar com a palavra “enquanto” e a ação e momento introduzidos por ela. Assim sendo, só se usa a vírgula antes de enquanto como sinônimo de “ao passo que” e não se deve usar a vírgula se a ação que “enquanto” introduz é simultânea à ação anterior e pode ser substituído por “durante o tempo em que”:

Exemplos:


As dúvidas aumentavam, enquanto seu prazo de entrega se esgotava. (Ao passo que)


Pensava na mentira que contaria enquanto caminhava de volta pra casa. (Durante o tempo em que)


Agora, quando separar por vírgula a preposição “com”?

De forma geral, não separamos o “com” por vírgulas em frases como:


Ele voltava da escola com Mariana.


No entanto, existem casos em que podemos empregar a vírgula para separar “com” em uma frase, como quando essa preposição inicia um comentário dentro da frase:


Ele enfim conseguiu publicar o livro, com todo apoio que teve.


Também podemos usar a vírgula para separar a preposição “com” a fim de impedir que haja ambiguidades no texto em frases como:


Ele deu um quadro à família de presente de despedida para ser recordado por todos, com um gesto de carinho.


Se não colocássemos a vírgula nessa frase, poderia ser entendido que ele seria recordado por todos com um gesto de carinho, em vez de que ele entregou o presente com um gesto de carinho.


Se a frase introduzida por “com” estiver funcionando como um modificador e estiver deslocada, ela deve ser isolado por vírgulas, veja só:


Ele desviou o olhar, com um pouco de vergonha, antes de dizer o que sentia.


E em frases mais longas, a vírgula pode ser usada de forma estilística, para dar destaque a algo.


Quando usar a vírgula antes de “como”?

A vírgula deve ser empregada antes de “como” se ele introduzir uma enumeração/e ou uma explicação. No entanto, se ele estiver fazendo uma comparação, a vírgula não é utilizada.

Exemplos:


Ela gosta de vários livros de romance, como Crepúsculo, A Culpa é das Estrelas, etc. (exemplo e enumeração — inclusive podemos notar que “vários” é uma introdução para a enumeração que se segue)


Ela gosta de livros de romance como Crepúsculo, A Culpa é das Estrelas, etc. (nessa frase, é fácil notar a noção de comparação que “como” introduz, fazendo um balanço do que seriam esses livros de romance que “Ela” gosta)


Quando usar vírgulas antes de “para”?

Caso se trate de uma oração adverbial final em ordem direta extensa, pode-se usar a vírgula de forma estilística, no entanto não é uma regra, apenas opcional — em casos de orações adverbiais finais curtas na ordem direta, a vírgula é dispensada.


Devo usar vírgula antes de “etc.”?

Esse é um caso facultativo, que depende bastante de como você compreende o significado intrínseco de “etc.”, inclusive. Por exemplo, se você for levar o significado dele ao pé da letra, como “entre outras coisas”, é normal que não se queira usar vírgula antes dele, no entanto você pode também usar a vírgula antes dele por vê-lo como parte da enumeração. A única coisa certa é que é sempre necessário colocar a vírgula caso se trate de mais de um “etc.”, como em: “etc., etc. e etc.”.


Quando usar vírgula antes de advérbios terminados em “mente”?

Os advérbios terminados em “mente” podem ou não ser colocados entre vírgulas, no entanto é muito importante tomar um cuidado extra ao analisar a frase para não correr o risco de colocar apenas uma vírgula antes do advérbio e acabar quebrando a frase em duas, como acontece em:


Ele viu aquela cena boquiaberto e pensou, principalmente sobre o fato de não poder fazer nada para ajudar.


A vírgula que antecede “principalmente” está atrapalhando a continuidade da frase, separando o verbo de seu complemento (pensou o quê? sobre o fato de não poder fazer nada para ajudar). Sendo assim, essa vírgula está incorreta. No entanto, a frase ficaria correta caso o advérbio “principalmente” estivesse entre vírgulas, ou se não houvesse vírgula alguma.


Corretas:

Ele viu aquela cena boquiaberto e pensou, principalmente, sobre o fato de não poder fazer nada para ajudar.


Ele viu aquela cena boquiaberto e pensou principalmente sobre o fato de não poder fazer nada para ajudar.


Também é possível usar uma vírgula antes do advérbio terminado em “mente” caso se trate de uma frase-comentário. Exemplo:


Ele sempre levava uma garrafa de vinho branco para nossas reuniões, principalmente se a Márcia estivesse lá.


No início ou final de frase, a vírgula para separar advérbio terminado em “mente” é facultativa:


Finalmente, ela estava prestes a falar a verdade. ou Finalmente ela estava prestes a falar a verdade.


Ele havia chegado atrasado, infelizmente. ou Ele havia chegado atrasado infelizmente.


Quando usar vírgulas antes de “que”?

É necessário usar vírgula antes de “que” quando ele é um pronome relativo iniciando orações explicativas:


Joana, que tem uma casa apenas para escrita, estava em retiro para iniciar o novo livro.


Como conjunção consecutiva também deve ser virgulado:


Ele escreveu tanto, que ficou com os dedos doendo.


Sempre pede vírgula como conjunção causal ou explicativa:


Não saia agora, que pode se arrepender.


Em geral, em outras situações não se deve usar vírgula antes de “que”.


Vírgula em expressões explicativas como “ou seja”, “isto é”, “a saber”, “por assim dizer”, “a propósito”, “além disso”, “digo”, “ou melhor”, “ou antes”, etc.

É aconselhado que essas expressões sejam colocadas entre vírgulas, no entanto é possível usá-las no início ou no final de frases, a depender da intensidade que se quer dar — lembrando que nesses casos elas ainda devem ser isoladas com uma vírgula da frase.

Exemplos:


Quando ela começou a escrever, começou também a sorrir, ou melhor, a viver.


O que aconteceu com o personagem me fez ficar nervosa, isto sim.


Ela estava pensando em fazer um enredo antes de começar a história. Ou seja, escrever um esboço sobre cada capítulo.


Vírgula e as locuções “bem como” e “assim como” (também “como” quando com o sentido de adição):

Por darem uma noção de adicionarem uma informação à frase, “bem como”, “assim como” (e conjunção “como” com valor aditivo) se comportam da mesma maneira que a conjunção aditiva “e”, o que significa que não há necessidade de pontuação:


Raiane bem como Joana estão lendo a série Divergente.


Há também a possibilidade de isolar por completo a frase introduzida por “bem como”:


Os livros da biblioteca pública, bem como todo o bem que há nela, pertencem à população em geral.


Caso haja formação de sujeito composto, essas locuções devem vir entre vírgulas quando o intuito for destacar ao primeiro sujeito, com quem o verbo costuma concordar:


Domingos Martins, como Venda Nova do Imigrante, é uma cidade um pouco mais fria


Uso da vírgula e “nem... nem”:

No geral, não há necessidade de usar vírgula quando existe o emprego duplo de “nem”, no entanto ela pode ser usada antes do segundo “nem” caso a intenção seja dar maior ênfase à frase.


“E” isolado por vírgulas e vírgula antes de “e”:

Sabemos que a regra geral é não usar vírgula para separar conjunção aditiva “e” de frases — e também já vimos que há algumas exceções. Agora, falaremos sobre um caso específico onde surge uma vírgula antes de “e”.


Em determinadas frases, existem orações e/ou frases deslocadas posicionadas antes da conjunção “e”. Como já vimos nas aulas anteriores, os deslocamentos e intercalações devem estar sempre entre vírgulas, para que fique claro a movimentação dessas frases e orações. Sendo assim, é natural que em algum momento você se depare com a necessidade de colocar vírgula antes de conjunção “e” para fechar uma frase deslocada, como em:


O autor daquela fanfic de Crepúsculo, através do Inkspired, e a autora daquela fanfic antiga de Naruto vão começar uma nova parceria.


Ao observar a frase fica bem fácil de perceber que a vírgula antes do “e” nada tem a ver com a conjunção aditiva, mas sim com a frase "através do Inkspired”, que está intercalada. E elementos explicativos também podem estar no meio da frase e fazer com que o mesmo ocorra.


Apesar de mais raro, há também a possibilidade de nos depararmos com a conjunção “e” isolada por vírgulas. E mais uma vez não se trata de um caso onde as vírgulas são usadas em função do “e”, mas sim em função de frases deslocadas e elementos explicativos:


Vai ser muito interessante ver um escritor de romances eróticos, de um lado, e, de outro, uma escritora de fantasia medieval unindo forças.


Observando com cuidado, percebemos com bastante propriedade que o “e” isolado por vírgulas está dessa forma por causa dos elementos que o cercam e não por ele próprio.


Uso de travessão no lugar de vírgula:

É bastante comum e correto a utilização do travessão no lugar da vírgula, normalmente usado em frases onde já há um número significativo de vírgulas ou para fazer comentários do autor ou ainda para dar uma maior ênfase visual ao que se quer destacar. O importante é sempre usar a pontuação correta, pois é muito comum que se use o underline (_), o hífen ( - ) e a meia-risca ( – ) no lugar do travessão ( — ). Para que não haja confusão, é sempre importante lembrar que o travessão é o maior deles e fica no meio da página (diferente do underline, que fica na linha).


O travessão pode ser usado para separar uma oração da outra, um termo de mesmo valor, um deslocamento, etc. E também há a possibilidade de haver uma frase entre travessões e uma vírgula depois do último travessão, e isso pode acontecer porque a funcionalidade dele é muito semelhante à dos parênteses (se você eliminar a frase que está dentro dos travessões e perceber que a frase restante necessita de vírgula, então a vírgula deve, sim, existir, e por isso há casos onde se tem vírgula depois de um segundo travessão). Veja um exemplo desse último caso:


Ela estava usando uma blusa branca — bastante transparente e apertadinha —, uma saia jeans e uma bolsa lateral.


Se eliminarmos a frase entre os travessões, teremos: “Ela estava usando uma blusa branca, uma saia jeans e uma bolsa lateral”. Observando dessa forma, fica mais claro que a vírgula depois do segundo travessão está correta e é necessária, por isso é importante ficar atento a esses tipos de construções.


Bom, gente, por hoje é só. E gostaria de pedir que, se você tiver mais casos interessantes de dúvidas sobre uso de vírgula, deixe aqui nos comentários, dessa forma poderemos formular novos textinhos como este!


Um abraço e até o próximo artigo.


Texto por: @Karimy

30 de Novembro de 2021 às 13:03 0 Denunciar Insira 0
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A pontuação entre as orações reduzidas de gerúndio, particípio e infinitivo

Olá, pessoas! Tudo certo?


Para finalizarmos essa parte dos nossos estudos sobre pontuações entre as orações, neste artigo você vai encontrar umas regrinhas bem simples, que facilitarão bastante o nosso ensino-aprendizado. Espero que já esteja pronto para começar, com sua águinha, papel e caneta preparados!


A pontuação entre as orações reduzidas é bem simples e segue a seguinte regra: quando as orações reduzidas de gerúndio, particípio e infinitivo estão deslocadas — vêm antes da oração principal —, são virguladas.


Sabendo disso, ele fechou o livro. = Quando soube disso, ele fechou o livro.


Terminada a exposição, ela foi embora. = Quando (ou “Depois que”) terminou a exposição, ela foi embora.


As orações reduzidas de gerúndio são pontuadas quando vêm antes da oração principal e também quando colocadas depois da oração principal caso se trate de uma oração coordenada iniciada por “e” ou “e isso” reduzida:


Elizabete estudou como nunca, tornando-se uma das maiores pesquisadoras da universidade. = Elizabete estudou como nunca e se tornou uma das maiores pesquisadoras da universidade.


A competição entre escritores é sempre emocionante, aumentando a empolgação dos escritores e dos leitores. = A competição entre escritores é sempre emocionante e isso aumenta a empolgação dos escritores e dos leitores.


Uma construção não muito recomendável, porém ainda usada, é o uso da reduzida por gerúndio com função de oração adjetiva, e que deve ser virgulada:


O ator famoso da nova novela das sete, vivendo em São Paulo para as gravações, encontrou a ex-namorada em um bar no final de semana.


*E atenção, hein: não se usa gerúndio em orações reduzidas de gerúndio (ou gerúndio no geral) quando denota meio, modo ou instrumento e quando tem função de oração adjetiva restritiva:


A noiva subiu as escadarias correndo.


Vi a moça tomando suco de abacaxi.


O CEO foi acusado de assédio sexual envolvendo a secretária.


Se a reduzida de gerúndio estiver na ordem direta e representar uma oração adverbial final, também não é virgulada:


Sempre escreve ao ex pedindo para ser perdoado.


E é importante falar que também podemos considerar como oração reduzida certos apostos ou predicativos se antecipados. Veja um exemplo:


Exausto, ele deixou o assunto de lado. = Por estar exausto, ele deixou o assunto de lado


Bom, gente, sei que o texto de hoje está bastante curtinho, mas são apenas essas as considerações deste artigo mesmo. No entanto, espero que você não se acomode, hein! Aproveite que os estudos de hoje foram tranquilos para revisar os artigos anteriores. Lembre-se que saber é poder! E se tiver alguma dúvida, deixe nos comentários. Até mais!


Texto por: Karimy


Referências:

  • CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Breve gramática do português contemporâneo. João Sá da Costa, 1998
  • Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37.a Edição. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, Editora Lucerna, 2019.

Piacentini, Maria Tereza de Queiroz. Manual da Boa Escrita Vírgula, crase, palavras compostas. 2.a Edição. Rio de Janeiro: Lexikon Editora Digital Ltda, 2015.

23 de Novembro de 2021 às 00:00 0 Denunciar Insira 1
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A pontuação entre as orações subordinadas

Olá, pessoas! Tudo certo?


Neste artigo damos continuidade às nossas aulinhas sobre pontuação entre orações. Na aula anterior falamos sobre as coordenadas e nesta falamos sobre as subordinadas, e você já sabe, não é mesmo: se não se lembra quais são as orações subordinadas (e conjunções subordinadas também, que é de muita ajuda nessa hora), aconselho que volte nos artigos onde falamos sobre elas, para que não se sinta perdido durante as explicações.


Isso dito, pegue seu lanchinho, sua água e se prepare, porque vamos começar!


Segundo Bechara, pág. 398/854, “[...] o transpositor ou conjunção subordinativa transpõe oração degradada ou subordinada ao nível de equivalência de um substantivo capaz de exercer na oração complexa uma das funções sintáticas que têm por núcleo o substantivo.” e “Oração complexa é aquela que tem um ou mais dos seus termos sintáticos sob forma de uma oração subordinada.”


A oração subordinada é uma oração com função de substantivo, adjetivo ou advérbio. Por isso é dito sempre que elas funcionam como termos essenciais, integrantes ou acessórios de uma outra oração.


As orações subordinadas substantivas normalmente são introduzidas por “que” e às vezes por “se”. Essas orações englobam as orações subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, completivas nominais, predicativas, agentes da passiva e apositivas. Agora, como pontuá-las?


Vamos começar pela exceção à regra, que é a oração apositiva. Segundo Cunha e Cintra, “Apositivas [...] exercem função de aposto”. E nós sabemos como o aposto funciona, não é mesmo? Sabemos que há a necessidade do uso da vírgula — ou dois pontos — para demarcar os apostos. A regra não muda quando falamos sobre orações apositivas: é necessário usarmos vírgula ou dois pontos para marcá-las.

Veja só:


Tenho apenas um pedido: que você volte cedo e me traga um livro.


Agora que você já sabe pontuar as orações subordinadas substantivas apositivas, vou te explicar como pontuar as demais orações subordinadas substantivas: basta não pontuar!

Ah, peguei você, né! Mas é isso mesmo. Veja só alguns exemplos:


Era importante que você participasse ativamente da reunião.


Espero que você cresça como escritor.


Vamos então entender como funciona a pontuação nas orações subordinadas adverbiais, que funcionam como adjunto adverbial de suas orações principais. Elas podem ser causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, temporais e proporcionais. E quando devemos pontuar essas orações?


É recomendado o não uso da vírgula quando essas orações estão no sentido direto. No entanto, quando as orações subordinadas adverbiais estão colocadas antes das orações principais, a vírgula deve ser usada para marcar isso. E se você não está conseguindo lembrar aí quais são as orações principais, basta lembrar que são aquelas que não são introduzidas por conjunções.

Veja um exemplo:


Quando a reunião acabou, todos foram embora.


A oração iniciada pela conjunção “quando” é a oração subordinada adverbial. Nesse exemplo, ela está deslocada para frente, por isso devemos colocar a vírgula no final dela e no início da próxima oração. Se mudarmos as duas de lugar, a vírgula se faz desnecessária:


Todos foram embora quando a reunião acabou.


Outros exemplos:


Se você me contasse um segredo, eu o guardaria a sete chaves.


Eu jamais falaria com você se não fosse realmente necessário.


À medida que ela se aproximava, meu coração batia com mais força.


Ainda que você diga isso mil vezes, eu ainda vou duvidar da sua palavra.


Talvez você esteja aí pensando sobre o fato de já ter visto orações adverbiais deslocadas, porém sem vírgulas. Mas isso pode acontecer porque a vírgula para demarcar a oração adverbial deslocada não faz diferença no sentido da frase quando se trata do verbo “ser”, principalmente. Observe o exemplo:


Quando eu passo muito tempo lendo no celular / é normal que depois eu sinta dor de cabeça.


No dia que eu estiver com o livro em mãos / será possível dizer que meu esforço valeu a pena.


Sendo assim, podemos dizer que, nesses casos, é facultativo o uso ou não da vírgula para separar as orações. Mas tenha sempre o cuidado de conferir se a frase não ficará estranha, ambígua ou algo do gênero — na dúvida, melhor pontuar.


Quando a oração principal está no lugar dela de direito, que é à frente da oração adverbial, é muito difícil que haja o uso de vírgula, principalmente quando a oração principal é curta. E como a oração adverbial expressa circunstância, ela pode vir intercalada e, nesses casos, é importante isolá-la com vírgulas para demarcar essa intercalação. Por exemplo:


E, quando isso acontece, eu fecho os olhos e respiro fundo.


Há também as orações subordinadas adverbiais proporcionais, que seguem a mesma regrinha de serem virguladas quando estiverem deslocadas, no entanto isso não é bem verdade para as seguintes: “tanto mais… quanto mais”, “quanto mais, melhor”, “quanto mais, mais”, “quanto mais, menos”, etc., que pedem por vírgula sempre. Veja um exemplo:


Quanto mais ele chorava e implorava, menor era a vontade dela de perdoá-lo.


Agora que você já sabe dessas regrinhas, vamos descobrir como pontuar as orações subordinadas adjetivas, que são aquelas que funcionam como adjunto adnominal ou pronome antecedente.


Elas podem ser explicativas, que obrigatoriamente são precedidas por vírgula ou entre vírgulas se intercaladas.


Comprei aquele livro de que falei, que se tornou o primeiro best seller da minha autora favorita.


O documentário sobre o holocausto, do qual ouvi falar pela primeira vez naquele fórum que você me indicou, foi muito bem recebido pelos alunos.


Queria visitar a França, onde ele nasceu.


Gosto de José Saramago, cuja escrita sempre me surpreende.


Agora é preciso tomar muito cuidado na hora de pontuar essas orações porque é bastante comum encontrá-las com o pronome relativo e o verbo auxiliar ocultos. Veja só:


O filho dela, escritor de romances, está para lançar um novo livro. = O filho dela, que é escritor de romances, está para lançar um novo livro.


Também existe a possibilidade de haver uma intercalação no meio de uma oração explicativa. Em casos como esses são usados mais duas vírgulas ou então elas são deixadas de lado, dependendo do tipo e do tamanho da intercalação. Veja só um exemplo retirado do livro “Manual da Boa Escrita”, pág. 47:


“O Declínio do Império Americano evoca uma superprodução estrelada por Charlton Heston, que, tendo-se perdido no tempo e no espaço, desembarca em 1986 no Canadá.”


A frase “tendo-se perdido no tempo e no espaço” está bem no meio da oração explicativa, que no caso é “que desembarca em 1986 no Canadá”. Alguns escritores poderiam eliminar a vírgula presente depois de “que”, que marca a intercalação, no entanto o mais recomendado é usá-la.


Diferente da oração subordinada adjetiva explicativa, a oração adverbial adjetiva restritiva não pede por vírgulas. E isso acontece porque ela é indispensável por particularizar, definir ou identificar um substantivo ou pronome expresso anteriormente.

Exemplos:


Guarde os livros, principalmente aqueles que você espalhou pela sala.


Os leitores que rabiscam os livros merecem ser punidos.


Como você pode notar, as orações restritivas também são introduzidas por pronomes relativos e normalmente aparecem intercaladas, porém ainda assim não são virguladas.


*Agora uma observação que se faz bastante importante e que tem a ver tanto com as orações coordenadas explicativas, mostradas no artigo anterior, quanto com as orações subordinadas causais: as orações introduzidas por “pois” e “porque”, que podem ser coordenadas ou subordinadas — e que, segundo Bechara, poderia ser abolida a diferenciação das duas e por isso deixei para explicar sobre elas aqui —, são pontuadas a depender do tamanho que possuem e da ênfase que você quer dar a elas. Sendo assim, a pontuação delas fica a critério do escritor e do que se quer passar. Agora é importante entender que, quando realmente se está tratando de uma causa, a vírgula antes de “porque” não deve ser usada.

Veja um exemplo desse último caso:


Ficaram em destaque não porque merecessem, mas porque não havia outra opção.


Por hoje é só isso mesmo, gente, mas continue ligadinho e estudando de forma ativa, porque logo voltaremos com um pouco mais sobre as pontuações entre as orações. Um abraço e até lá!


Texto por: Karimy


Referências:

  • CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Breve gramática do português contemporâneo. João Sá da Costa, 1998
  • Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37.a Edição. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, Editora Lucerna, 2019.

Piacentini, Maria Tereza de Queiroz. Manual da Boa Escrita Vírgula, crase, palavras compostas. 2.a Edição. Rio de Janeiro: Lexikon Editora Digital Ltda, 2015.

9 de Novembro de 2021 às 00:00 0 Denunciar Insira 1
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A pontuação entre as orações coordenadas

Olá, pessoas! Tudo certo?

E nesta aula daremos continuidade à explicação sobre pontuação. Na aula anterior, foram passadas noções mais básicas sobre a virgulação, enquanto nesta aula você verá a pontuação sob o ponto de vista um pouco mais específico, abrangendo as orações coordenadas. Dito isso, caso esteja com qualquer dúvida que seja sobre o que se trata esse tipo de oração (e também se não se recorda sobre as conjunções), aconselho que dê uma olhadinha nos artigos que falam sobre elas para relembrar.

A verdade é que a virgulação pode parecer complicada, porém ela é bem mais simples do que se imagina, desde que você compreenda os termos de uma oração e saiba identificar determinadas situações da língua. Como sempre digo por aqui, o nosso intuito não é fazer com que você decore a nomenclatura de tudo, mas que você seja capaz de reconhecer e identificar a particularidade de cada termo.

Para facilitar seu aprendizado, talvez fique mais simples compreender as orações caso você se lembre também quais são as conjunções e suas funções. Por exemplo: as orações coordenadas sindéticas adversativas utilizam conjunções adversativas, e assim por diante.

Agora, prepare o caderno, pegue uma bebida bem gostosa e vamos lá!

Vamos começar falando sobre a oração coordenada assindética. Essa oração é uma das mais simples na hora de pontuar. Ao olhá-la, você será capaz de reconhecer regrinhas sobre as quais já conversamos no artigo anterior, o que vai ajudar muito também. Mas, para deixar a explicação mais simples, dê uma espiada no exemplo abaixo:

O protagonista se declacou para Juliana, chamou-a para sair, pediu-a em namoro.

Você conseguiu entender a estrutura dessa frase? Chega mais, vamos falar sobre ela: é nítido que essas orações estão unidas através da vírgula. Elas precisam da vírgula para não ficarem confusas. Se tirarmos a pontuação, tudo vai virar uma bagunça, não é mesmo? E, ao analisarmos frase por frase, percebemos com bastante propriedade que cada vírgula separa uma oração completa e com sentido. Se precisássemos transformar essa oração coordenada assindética em oração coordenada aditiva, precisaríamos apenas formar uma relação de coordenação entre uma frase e outra substituindo as vírgulas pela conjunção aditiva “e”.

Agora que você já explorou um pouco mais sobre esse tipo de oração, é importante se lembrar que essas orações coordenadas assindéticas são sempre separadas por vírgula; não possuem conjunções.

Vamos avançar mais um pouquinho nos estudos então. Sobre o que veremos daqui pra frente: você logo perceberá que, assim como nos termos das orações, a ordem das orações coordenadas sindéticas substantivas e adverbiais importam para determinarmos onde terá pontuação, porque a inversão da ordem das orações pede por pontuação.

Existem orações sindéticas aditivas com “e” e muitas pessoas pensam que é regra absoluta jamais usar vírgula para separar essa conjunção, no entanto existem algumas concessões, como o fato de que podemos separar a conjunção aditiva “e” quando estamos fazendo isso para separar orações coordenadas com sujeitos diferentes, como:

Os escritores matam os personagens, e os leitores sofrem por isso.

A vírgula antes da conjunção “e” enfatiza a mudança de sujeito e evita ambiguidade e confusão em alguns casos, portanto cabe a você analisar qual o melhor uso desse recurso, mas é importante não exagerar para não gerar desconforto ao leitor. Além disso, na linguagem jornalística e também na linguagem literária vemos isso sendo usado com bem menos frequência do que na linguagem acadêmica.

Também, existem frases que utilizam a vírgula antes do “e” separando duas orações coordenadas aditivas mesmo quando não há sujeito diferente, apenas para dar ênfase ao que se quer dizer. É um uso que exige cuidado redobrado, principalmente para não se tornar um vício da escrita, por isso precisa ser pensado com cuidado e usado de forma estratégica. Um exemplo de bom uso desse recurso seria uma frase como:

Me neguei àquele papel, e me negarei quantas vezes for necessário.

Existe também o seguinte caso:

Os alunos conversavam e brincavam e faziam o que bem entendiam naquela aula.

Alguns gramáticos apontam que é facultativo usar ou não vírgula para separar essas orações, por causa da incidência de muitas conjunções iguais, no entanto a maioria dos gramáticos pede que a vírgula seja utilizada nesse caso, o que deixaria a frase assim:

Os alunos conversavam, e brincavam, e faziam o que bem entendiam naquela aula.

E qual dessas opções você deve escolher para casos facultativos assim? Isso vai depender da sua intencionalidade (ou da banca, caso você esteja prestando um concurso ou algo do tipo).

O importante ao lidar com orações coordenadas aditivas é se lembrar que elas adicionam uma informação à oração anterior. Levando isso em conta, podemos perceber o motivo de a maioria dessas orações serem tratadas como orações sem necessidade de pontuação. Existem muitas outras conjunções que ligam orações coordenadas aditivas e elas também não costumam ser pontuadas, por possuírem essa noção de conexão. Veja um exemplo de oração coordenada aditiva com “nem”:

Não diga isso agora nem amanhã, pense com o máximo de cautela.

O “bem como”, “assim como”, “mas também”, “não só” e equivalentes também fazem papel de coordenativas aditivas, portanto muitas vezes podem ser encontradas sem pontuação, justamente por trazerem essa noção de conectividade. Sim, é isso mesmo que você entendeu! Apesar de “mas também” ser constituído por uma conjunção adversativa, que em via de regra pede por vírgula, pode-se dispensar o uso da vírgula por conta do significado de “mas também”, que pode ser substituído por “e”. Então, você pode ou não usar vírgula para separar “mas também” em uma oração coordenada aditiva. Veja um exemplo extraído do livro “Moderna Gramática Portuguesa”, do gramático Bechara, pág. 396:

“Não só o estudo mas também a sorte são decisivos na vida”

*E já que estamos falando sobre isso, acho necessário dizer que existem casos também onde o “mas” não necessita obrigatoriamente de vírgula, quando ele liga expressões de mesmo valor sintático, por exemplo, e tem o valor de “e”, como em “Sou pobre mas feliz”, e isso acontece porque poderíamos escrever “Sou pobre e feliz. Usar a vírgula ou não nesses casos vai depender de você e do que você quiser passar pro seu leitor, mas é importante prestar muita atenção antes de optar por isso para não cometer equívocos. E lembrando que o mesmo ocorre com a conjunção “porém”.

Seguindo com os nossos estudos, vamos agora para as orações coordenadas adversativas, que são aquelas que vão contra alguma coisa. Essas orações são conhecidas pela utilização das coordenativas “mas”, “porém”, “no entanto”, “entretanto”, etc.

Antes de qualquer coisa, já gostaria de adiantar que não se usa vírgula depois de conjunção e de coordenativas adversativas. Estou pontuando isso aqui porque ultimamente tenho encontrado vírgula depois de “mas”, “porém” e afins em muitos e muitos textos, só que esse uso pode prejudicar a interpretação do leitor. A vírgula depois desses elementos só é usada para marcar frases deslocadas, o que na verdade tem a ver com o deslocamento, não com o elemento adversativo.

*Existe a possibilidade de usar a vírgula depois da conjunção adversativa para representar uma grande pausa, mas isso deve ser feito com muito cuidado e em momentos calculados, do contrário poderá tirar velocidade da sua narrativa e até mesmo deixar a leitura cansativa, por isso não é recomendado.

Agora que você já sabe isso, vamos falar um pouco sobre as orações coordenadas adversativas realmente, e já começo avisando que elas sempre pedem por vírgula antes de aparecerem em cena. Veja um exemplo:

Maria comprou pão, mas esqueceu de comprar leite.

Existe também a possibilidade de você movimentar essas orações, de forma a mudar a estrutura delas. Nesses casos, temos que tomar cuidado redobrado com a pontuação. Veja um exemplo:

Ordem direta:

O leitor estava ansioso, porém o autor continuou procrastinando.

Ordem indireta:

O leitor estava ansioso; o autor, porém, continuou procrastinando.

Viu só como mudamos a estrutura da nossa frase? E, por causa disso, foi inevitável tratar a pontuação de forma diferente. É importante lembrar que “mas” não deve iniciar orações e que, diferente dele, as adversativas “porém”, “todavia”, “contudo”, “entretanto” e “no entanto” podem estar no início, no meio ou no final das orações. Você precisa apenas tomar bastante cuidado com a pontuação.

E quando falamos sobre coordenativas adversativas não podemos deixar de lembrar de “e sim”, “mas sim” e “e não”, principalmente porque há muitas dúvidas na pontuação dessas locuções. Mas fique despreocupado, você vai conseguir compreender o que fazer com elas agora mesmo!

A locução “e sim” tem o significado de “mas”, por isso deve sempre vir precedido por vírgula e o mesmo acontece com “mas sim”. Veja um exemplo:

Não se deve falar da morte do personagem, mas sim do crescimento e andamento da história.

*Importante: a locução “mas sim” pode também ter o “sim” isolado por vírgulas:

Não se deve falar da morte do personagem, mas, sim, do crescimento e andamento da história.

Agora, quando falamos sobre a locução “e não” e “e sim”, com valor adversativo, a vírgula é opcional.

É muito emocionante quando se vê essa questão com olhos de escritor e não apenas de leitor. ou É muito emocionante quando se vê essa questão com olhos de escritor, e não apenas de leitor.

Ele nunca disse que seria jogador de futebol e sim escritor.

ou Ele nunca disse que seria jogador de futebol, e sim escritor.

Agora vamos compreender um pouco sobre o funcionamento da pontuação nas orações coordenadas conclusivas, que são aquelas que dão uma ideia de conclusão com relação ao que se foi falado anteriormente. As coordenativas conclusivas iniciam orações com muita frequência e, nesses casos, são seguidas por vírgula. Veja só:

Você escreveu errado. Logo, preciso que refaça a redação.

Não suporto suas desculpas; portanto, pare com essas bobagens.

É importante a gente sempre se lembrar que, se a oração que vier antes estiver separada por vírgula e a frase estiver na ordem direta, não devemos colocar outra vírgula depois da coordenativa conclusiva. Veja só:

Ele está lendo, portanto não faça barulho.

Você também pode movimentar as orações sem problema algum, mas precisa ficar de olho atento à pontuação:

Inicialmente, portanto, não existe um planejamento concreto para o enredo dessa história.

Quando usamos “pois” com função conclusiva, ele tem o mesmo significado de “portanto”, deve sempre estar depois do verbo e entre vírgulas:

Esta história é maravilhosa. Receberá, pois, muitos comentários.

Agora falaremos um pouco sobre as coordenadas alternativas, que são aquelas que expressam um sentido de alternância entre duas coisas ou mais, seja para mostrar compatibilidade ou incompatibilidade. Essas orações costumam carregar consigo “ora”, “já”, “bem”, “ou” (sozinhos ou duplicados), assim como “já… já”, “quer… quer”, “quando... quando” e alguns gramáticos incluem nessa lista o “seja… seja”, apesar de ele poder ser flexionado a depender da frase (sejam… sejam).

E quando devemos utilizar a vírgula em orações coordenadas alternativas? A resposta para essa pergunta é bem simples, na verdade. Devemos usar a vírgula quando quisermos dar uma noção de pausa à frase, o que quer dizer que a vírgula nesse tipo de oração é facultativa. Veja alguns exemplos:

Ou você fica em casa, ou vai comigo no mercado.

Você vai para casa ou para a biblioteca?

Ele é bastante confuso. Ora diz que gosta dela e ora diz que é só amizade.

Já as orações coordenadas explicativas são aquelas que justificam e explicam a oração anterior. Elas podem ser introduzidas por “porque”, “pois” (no início de oração), “que” (com significado de “porque”), “porquanto”, etc.

Exemplo:

Leve roupas confortáveis, porque lá é bastante acidentado.

Bom, gente, eu sei que parece ser bastante coisa, mas também tenho certeza de que você deve ter conseguido tirar de letra as informações passadas por este artigo. Lembre-se: depois de estudar aqui, é sempre bom pesquisar um pouco mais nas gramáticas para entender cada oração e a virgulação delas com mais propriedade. Na internet você também consegue achar vários exercícios legais para praticar.

Espero que tenha gostado da aula de hoje. Até a próxima!

Texto por: Karimy

Referências:

  • CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Breve gramática do português contemporâneo. João Sá da Costa, 1998
  • Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37.a Edição. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, Editora Lucerna, 2019.

Piacentini, Maria Tereza de Queiroz. Manual da Boa Escrita Vírgula, crase, palavras compostas. 2.a Edição. Rio de Janeiro: Lexikon Editora Digital Ltda, 2015.

26 de Outubro de 2021 às 14:09 0 Denunciar Insira 2
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