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blog Jackie Inkspired Blogger Era uma vez... mas nem toda história começa assim. Lá estava ele: o computador, aberto no tear de vidas. E a personagem. Estava tudo certo, mas, então, ela viu o autor. Curiosa, seu dedo quase o alcançou, e a roda do tear girou. Foi assim que as coisas se tornaram tênues: um toque e tudo daria errado, outro diferente e daria muito certo! A Bela Adormecida representa a fragilidade dos elementos construtivos da história. Uma história não vem pronta, ela é construída com enredo, sinopse, capítulos... O tear representa essa construção, enquanto que a agulha é o perigo de tudo desandar com sua Bela Adormecida. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês dicas para que consigam tear histórias cada vez mais harmônicas.

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Dicas para não desgastar o leitor

Olá, pessoal! Como vocês estão?


Hoje, vou falar sobre algumas dicas legais e úteis quando se trata de tornar a leitura de sua obra atraente e fluida para os leitores.


Muitas pessoas dizem que escrever é um presente. Mas isso não é bem verdade. Na realidade, escrever é algo que requer muita concentração e esforço de nossa parte, porque exige muita criatividade dentro de nossa mente, além de estimular nossa inspiração. É algo que precisa de tempo, paciência e prática.


Fazer a revisão dos capítulos sempre pede atenção e cuidado redobrado em cada detalhe e isso costuma ser bastante trabalhoso, já que nela conferimos se o uso de pontuação, bem como a coesão e coerência nos parágrafos da narrativa estão colocados de forma correta, e também verificar se há repetições contínuas de palavras. Como a maioria não contrata um revisor profissional por motivos diferentes, os escritores dão o melhor de si para revisar cada capítulo de sua obra.


O trabalho com a escrita se torna cansativo, já que a principal ferramenta vem do uso de nossa mente — cujas ideias estão presentes para formar a base da trama da história que estamos construindo — e, às vezes, pode ser frustrante quando não se torna como imaginávamos.


A escrita sempre me fez sentir bem. É algo completamente terapêutico e intuitivo, e eu sempre fui capaz de compor poemas e poesias desde criança, graças aos incentivos dos professores e da família. Mas quando comecei a escrever fanfics aos 17 anos de idade, meu maior medo era que, a maneira como os escrevia, confundisse os leitores e não transmitisse completamente minhas intuições e as lições que eu queria passar a quem quer que estivesse lendo as obras que eu escrevia.


A parte mais complicada foi desenvolver diálogos, como narrar as coisas do ponto de vista dos personagens e manter suas personalidades de acordo com eles, de como usar corretamente a gramática, entre outras coisas.


E principalmente na construção de uma escrita que não fosse tão arrastada.


Então a questão permanece: como tornar a leitura agradável e muito fluida, na qual os leitores possam entender bem toda a trama em torno dos personagens de cada capítulo?


A seguir, vou listar as dicas que ajudam muito no processo de escrita.


Bom domínio do desenvolvimento dos parágrafos


O desenvolvimento de parágrafos em nossas obras literárias é o que define uma boa compreensão da narrativa, assim como o ritmo dos eventos que ocorrem ao longo dos capítulos.


Há várias maneiras de destacar bem os detalhes, mas todas elas buscam a mesma coisa: conseguir a compreensão do leitor de uma maneira clara.


Por esta razão, é importante evitar exagerar na forma como os parágrafos são desenvolvidos, tais como destacar tudo o que o personagem vê no ambiente em que se encontra, pois isto faz com que a leitura se arraste para o leitor.


Lembre-se: o tema proposto em cada história/cena é o que vai definir o desenvolvimento.


Articulação de parágrafos


Ao escrever vários parágrafos, você precisa ter em mente que todas as partes estão sendo escritas por você, de modo que elas precisam fazer sentido umas às outras, estando ligadas de uma forma ou de outra.


Um texto bem articulado é o que faz toda a diferença para que o leitor mantenha o foco na narrativa de nosso trabalho, buscando descobrir mais informações sobre o tema exposto.


Outra parte muito essencial da narrativa é o tópico frasal, que é nada mais do que um resumo do assunto principal que será desenvolvido dentro de um parágrafo. Assim, cada parágrafo conterá seu próprio tópico. Vale lembrar que não se deve colocar mais de uma ideia central em um mesmo parágrafo, evitando assim que a narrativa perca seu significado e cause confusão durante a leitura. E deve-se também atentar ao uso de conectivos, que são importantes para enriquecer a coesão da narrativa.


Descrever a narrativa com moderação


Descrições excessivamente detalhadas em pontos que não são tão importantes para a narrativa cansam o leitor, pois não há necessidade de descrever uma pintura decorada em um ambiente em que os personagens se encontrarão em um clima de alta tensão, como um argumento acalorado, por exemplo, quando essa pintura não diz nada para a obra e não representa nada para a cena. A descrição precisa ser moderada na dose certa, pouca informação é ruim, assim como demasiada informação.


Portanto, sempre que for fazer uma descrição — seja ela de um lugar, objeto ou pessoa —, faça muita pesquisa. Evite fazer descrição de coisas que não serão necessárias para colocar em cena, ou até mesmo deixá-las incompletas e sem sentido.


Segue-se um exemplo do uso de uma descrição feita de forma incorreta e exagerada:


Ao acordar pela manhã, Kira se levantou da cama e foi em direção ao banheiro para escovar seus dentes. Não muito depois, ela entrou no box e ligou o chuveiro, deixando a água morna escorrer em seu corpo. Assim que terminou seu banho, ela vestiu sua toalha e voltou novamente para o quarto. ”


Aqui nota-se que a descrição é feita de todas as ações comuns que a personagem fez no banheiro e, em vez de listar uma por uma, poderia muito bem resumi-las de forma a deixar a leitura mais fluída e objetiva.


Ao despertar do sono, Kira saiu de sua cama e caminhou até o banheiro para para fazer seus hábitos matinais…”


Vê-se que a narrativa fluiu bem melhor com essa descrição, não é mesmo?


É preciso reforçar que é extremamente importante tomar cuidado ao descrever e evitar erros, como o uso excessivo de adjetivos para se referir às coisas e aos personagens e também dos advérbios terminados em “mente”, bem como a troca constante do ponto de vista dos personagens em um mesmo capítulo.


Clareza e objetividade


O que escrevemos é o que o leitor terá para compreender, portanto, trabalhar clara e objetivamente por escrito é essencial.


O leitor precisa captar o que queremos transmitir, caso contrário, a escrita perde seu valor. Pense no seguinte: se sua intenção é escrever uma cena triste, mas o leitor não consegue entender a dor que o personagem está sentindo naquele momento, então a coisa não funcionou. Isso seria muito ruim, não é mesmo?


Portanto, você precisa colocar-se no lugar do leitor e tentar suas intenções dentro da narrativa.


Estes são os quatro pontos essenciais que devemos ter em mente para não desgastarmos nosso leitor. Sabemos bem que o processo de escrita exige muita leitura, estudo, prática e pesquisa, mas nunca devemos desistir por causa de dificuldades ao longo da jornada literária.


E com isso, o tema de hoje termina aqui. Espero ter ajudado vocês, queridos escritores, com estas dicas!


Texto: Ivina Simplício

Revisão por: Karimy

30 de Junho de 2022 às 00:00 0 Denunciar Insira 2
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O que a pandemia trouxe ao escritor?

Olá, tudo bem?


Estamos vivendo um momento de grandes transformações com relação ao que anda acontecendo com a humanidade. Com isso, várias reflexões estão rondando o nosso dia a dia ultimamente. A pandemia mexeu na estrutura diária do ser humano de uma maneira que está fazendo tudo ser repensado no cotidiano das pessoas.


Com relação ao escritor, por lidar com assuntos focados, muitas vezes, em algo mais sutil e delicado, a visão de mundo é um pouco mais delineada aos conceitos existenciais daquilo que vivemos ou podemos viver ainda.


No passado, houveram momentos em que tivemos situações de aflição que colocaram o mundo em xeque-mate, como guerras, outras pandemias, conflitos políticos, perseguições, mortes e todo tipo de coisas ruins que consigamos imaginar diante de um cenário como esse daqui.


Na Idade Média, tivemos a pandemia da peste negra, que assolou toda Europa e terminou exterminando em torno de duzentos milhões de pessoas. A partir daquele momento, a vida passou a ser enxergada de outro viés. Isso mexeu muito na estrutura de todas pessoas daquele tempo e mesmo assim os cuidados com a higiene só passaram a ser mais sérios séculos depois.


No começo do século XX, tivemos outra das maiores pandemias vistas no mundo, que veio a ser a Gripe Espanhola. Na verdade, os primeiros casos aconteceram em Chicago, mas o surto apenas foi reportado na Espanha, por isso recebendo esse nome. As condições sanitárias sempre influenciaram nesses casos específicos. A gripe matou boa parte das pessoas com menos de quarenta anos e apenas a maioria dos mais velhos sobreviveram.


Devemos ver a estrutura de como certas doenças trabalham no organismo de alguns indivíduos, onde a mortalidade pode alcançar certas faixas etárias e fazer com que gerações futuras venham a pagar o preço disso.


Com relação ao que podemos tirar como lição de vida disso, é que os escritores devem e podem desenvolver obras sensíveis, que nos façam repensar como o mundo anda egoísta. Talvez isso que estamos vivendo veio para mostrar como certas coisas desmoronaram tão facilmente. Vidas foram perdidas e isso não deve ser nunca esquecido. Toda vida é preciosa e apenas quem perdeu um ente querido sabe como é difícil quem conhecia virar apenas uma estatística.


Não é apenas uma gripezinha, são vidas ceifadas de seres humanos que tinham empregos, famílias e sentimentos. Por outro lado, devemos comemorar os milhões de pessoas que saíram ilesas desse instante tão terrível e amedrontador.


O escritor, por sua vez, pode usar disso para falar do quanto a vida é importante. Como nossos valores devem ser repensados para que outros sejam incluídos numa sociedade mais justa e mais tolerável. A vida é muito curta e não podemos deixar de enxergar como todos têm valor ao quererem experimentar um pouco da doçura e da esperança.


E é isso que o escritor e todas as pessoas podem fazer. Induzir seus leitores a terem empatia pelo próximo e a respeitarem os sonhos de todo mundo. Uma obra é capaz de mudar a vida de uma pessoa ao ponto de reestruturar seus conceitos mais básicos, sendo alguém mais bondoso, compreensivo e sutil.


Escrever no meio de um cenário tão tenso, caótico e confuso pode ser um trabalho extremamente difícil também e por isso pensar em estratégias para não se ver preso em bloqueios criativos é muito importante. E caso você passe por um momento como esse, não se sinta amedrontado, é algo normal e compreensível. Dê tempo para você mesmo e para suas obras. Tente se distrair com outras coisas que você goste de fazer e logo as coisas se resolverão.


Não podemos nunca mais viver como vivíamos, porque muitas coisas foram alteradas e temos que preservar aquilo que temos de melhor em nosso interior, e é indubitável que o melhor de um escritor são suas obras. Lembre-se que seus escritos podem ajudar muitas pessoas que também estão passando por dificuldades nesse momento.


Escritor, seja forte!


Texto de Amanda Luna De Carvalho

Revisão por: Karimy

20 de Junho de 2022 às 00:00 0 Denunciar Insira 3
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A pandemia enrijeceu a nossa escrita?

A pandemia impactou muito de nossas vidas em todos os aspectos, afastou a nossa família, nos tornou sozinhos, afastou amigos, levou o mundo de nós. Mas isso enrijeceu o que acreditamos? Nos tornamos frios ou esperançosos?


As nossas perguntas são inúmeras, mas a resposta estará no pensamento de cada escritor. Podemos hipotetizar que alguns tiveram grandes desgastes por não poder ver o mundo de perto, mas outros não precisam disso, porque a mente é tão aberta quanto uma janela. Cada escritor é um universo e precisam ter contatos diferentes.


Aqui deixo a minha pergunta a vocês, caros escritores, ‘A sua vida de escritor foi impactada pela pandemia? Você produziu menos? ‘.

Vou dar exemplos de seres fantásticos que lidaram com momentos caóticos e, independente disto, escreviam o que viviam ou o que poderiam sonhar.


‘’O papel tem mais paciência do que as pessoas’’.

Anne Frank


Anne Frank sobreviveu em uma das piores fases da história, vítima do holocausto, onde na sua trajetória de dor foi documentada no seu diário. O seu diário foi publicado em 1947.




‘’Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento.’’

Érico Veríssimo


O escritor brasileiro Érico Veríssimo começou a sua carreira em 1930, publicou os seus primeiros contos e romances, como alguns dos livros do autor ‘’Olhai os lírios do campo, 1938’’, ‘‘Clarissa, 1933’’, ‘‘Música ao longe, 1935’’. Este escritor teve muitos problemas com a censura do Estado Novo, pois se recusava a submeter seus escritos ao Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Érico Veríssimo foi consagrado internacionalmente com a obra ‘’O tempo e o vento’’ e em 1971 publicou ‘’Incidente em Antares’’. Nesse livro, ele abordou violências do regime militar, denuncias de tortura, corrupção e os desmandos políticos em praça pública.




‘’As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.’’

Chico Buarque de Hollanda


O cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda nos anos de 1970 consagrou-se como grande compositor brasileiro da MPB sob a ditadura. Iniciou a sua carreira como escritor, lançando a novela ‘’Fazenda Modelo’’, baseada no livro ‘’Revolução dos Bichos’’, de George Orwell. Onde nessa obra retrata o cotidiano do opressor de uma fazenda de bois e vacas, uma metáfora do regime militar.


📚

Apesar do que viveram, escreveram e foram consagrados por isto.

A vida nas entrelinhas pode trazer mudanças.


Texto por: Ruana Aretha Beckman

Revisão por: Karimy

10 de Junho de 2022 às 00:00 0 Denunciar Insira 2
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A psicologia do escritor — Parte 2

Será que existem textos em que autores colocam cem por cento de tudo aquilo que acreditam? Isso pode se refletir em muitas coisas que determinadas pessoas querem passar como sua própria verdade ou apenas querem determinar um parâmetro total do que a maioria quer ler?


De um modo geral, autores lidam com aquilo que suas mentes acham como correto e querem que seus leitores reflitam como tudo é importante. Isso é o que chamamos de responsabilidade literária, uma vez que temos que levar para frente assuntos relevantes e que os outros devem ter como algo importante.


Em um todo, os autores têm suas próprias opiniões e traçam pontos para que os leitores avaliem e percebam como aquilo é extremamente notável. Na sociedade que vivemos, é bastante ressaltante termos diretrizes que baseiam nossas preferências do que já cremos e possamos basear nossos conceitos em termos que mostram que nossos ideais são verdadeiros.


Muitos autores tiveram suas experiências pessoais com relação a quase tudo que existe na sociedade ou no seu interior, sejam temas que a maioria dos cidadãos suportam no convívio diário ou vivências particulares de algo mais existencial. Hoje, vemos vários livros que dissertam sobre política, comportamento, além de matérias inerentes ao nosso âmago, que mostram como cada um manuseia ou precisa manusear com sua personalidade.


Como primeiro exemplo de escrita que cita tópicos ou personagens mais psicológicos, gostaria de citar Clarice Lispector. Se observamos sua vida privada, essa autora era alguém que trabalhava com os problemas de maneira mais dramática e sensível, tendo terminado seus dias de modo muito triste, porque descobriram tarde demais um câncer de ovário e que veio a se espalhar por todo seu corpo, levando-a a óbito pouco tempo depois.


Como segundo exemplo de escrita com relação a isso, podemos indicar Hilda Hilst, que em vida sendo uma autora bem diferenciada, viveu de modo intenso e colocou em todas as suas publicações aquilo que acreditava e não acreditava. Seus livros são alvo de estudos nas escolas e nas universidades até hoje.


Existem outros exemplos de autores que militam sobre várias questões comuns e sobre suas próprias vidas também. Livros, contos, ensaios... são escritos de formato tão fenomenal, que podem marcar nossas vidas para sempre. Diversos autores nacionais e internacionais quando escrevem tão bem e sem medo de se permitirem, se tornam autores clássicos e renomados, seja durante a vida ou após a morte. E pensando nisso o questionamento sempre permanece: a vida imita a arte ou a arte imita a vida? Qual a distância entre as duas coisas, ou as duas coexistem de maneira tão aproximada que não podemos separar?


Texto por: Amanda Luna De Carvalho

Revisão por: Karimy

30 de Maio de 2022 às 00:00 0 Denunciar Insira 4
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