Blog para escritores Seguir blog

blog Jackie Inkspired Blogger Era uma vez... mas nem toda história começa assim. Lá estava ele: o computador, aberto no tear de vidas. E a personagem. Estava tudo certo, mas, então, ela viu o autor. Curiosa, seu dedo quase o alcançou, e a roda do tear girou. Foi assim que as coisas se tornaram tênues: um toque e tudo daria errado, outro diferente e daria muito certo! A Bela Adormecida representa a fragilidade dos elementos construtivos da história. Uma história não vem pronta, ela é construída com enredo, sinopse, capítulos... O tear representa essa construção, enquanto que a agulha é o perigo de tudo desandar com sua Bela Adormecida. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês dicas para que consigam tear histórias cada vez mais harmônicas.

#embaixadaBrasil #narrativa #conteudo #sinopse #construçao-de-historia #tecendo-historias
Doar para este autor
33.3mil
15.5mil VISUALIZAÇÕES
AA Compartilhar

Elipse narrativa

Elipse narrativa é um recurso literário utilizado para remover uma informação ou evento ocorrido na história. Isso pode ser feito por vários motivos, especialmente quando brincando com sequências de tempo, espaço ou informação, já que é muito fácil ter seus personagens se movendo de um local para outro sem ter que narrar a viagem que fizeram, bem como indo de certa data para outra.


Usando esse recurso o autor pode estimular o leitor a reagir de certas maneiras que farão ele/ela querer continuar a leitura. Esta eliminação consciente de informações é baseada na teoria do "menos é mais"; dessa maneira nós não sobrecarregamos o roteiro e evitamos que leitores se cansem com excessos de detalhes. A maior parte da continuidade da história não é perdida.


O uso desse recurso é recomendado?

Sim, com certeza. Na criação de uma história nem tudo o que é planejado é adicionado, a fim de evitar a sobrecarga de detalhes desnecessários. Além disso, essa "curiosidade" planejada tem um papel muito importante na história como um todo. Se nós dissermos ao leitor tudo o que há para saber, tiramos a oportunidade de deixar algumas coisas para a imaginação, o que pode deixar qualquer leitor entediado e fazê-lo abandonar a leitura.


Quando podemos utilizar esse recurso?

Sempre que quiser, desde que haja um propósito e não abuse dele. Alguns casos podem ser:


● Para acelerar o ritmo da história.

● Para evitar sobrecarregar uma cena com informações.

● Para deixar o leitor intrigado.

● Para evitar repetições do que houve nas cenas.

● Para deixar a história mais fluida.


Texto original por: Taty Calderón (@iamtaty)

Tradução: Isis (@xixisss)

16 de Outubro de 2020 às 17:52 0 Denunciar Insira 0
~

A narrativa épica

A narrativa épica é, sem dúvida, um dos gêneros literários mais conhecidos. Facilmente reconhecido por narrar os eventos "lendários" e geralmente fictícios de seus protagonistas, sendo estes geralmente (autoproclamados) heróis ou deuses. Os exemplos são vários, desde os mitos clássicos de diferentes culturas até a recriação do subconsciente deformado de seu narrador ou intérprete. Para abranger este gênero de forma mais ampla, é necessário retornar aos diferentes gêneros em que está dividido.


Os épicos

Vamos começar com o mais antigo de todos, o épico. O gênero remonta à antiguidade, época em que eram narradas as façanhas e viagens dos deuses dessas terras. Eles foram usados ​​de tal forma que podiam premiar as maravilhas de seu ambiente para ditos protagonistas cheios de poder e mistério.

Exemplos disso, temos vários: Os poemas homéricos, o poema de Gilgamesh ou O livro dos reis.


A Canção de Gesta

Avançando no tempo até a Idade Média, temos a Canção de Gesta. Este gênero retoma as ideias da Epopéia clássica, mas guia o protagonismo da história para personagens humanos associados ao mundo anteriormente criado por aqueles deuses todo-poderosos. Os protagonistas dessas histórias eram geralmente qualificados com o nome de “HERÓIS”, adjetivo que por sua vez difere muito da ideia de personagem heróico que temos hoje.

Por exemplo, temos: Canção dos Nibelungos, Os Saxões, o Beowulf e, claro, histórias em torno do mais do que conhecido Rei Arthur.


Romance

Deixando de lado as fantasias mitológicas, o gênero Romance nos transporta para um universo mágico e maravilhoso. É uma narrativa mais inocente que as demais, pois seu encanto não está orientado para a ação, mas sim para um ambiente muito mais tranquilo e simples.

Exemplos: Roman de la Rose, Roman de Troie.


Poema épico

O poema épico é uma recriação do subgênero Épico, mas adaptado ao estilo de escrita moderno. Originalmente, esse arquétipo era narrado oralmente sob o acompanhamento musical de um terceiro, mas com o passar do tempo começou a se adaptar ao ambiente escrito. Vários exemplos podem ser: El Paraíso Perdido (John Milton), Canto General (Pablo Neruda).


lenda

A lenda é uma narrativa popular (natural ou sobrenatural), geralmente usando elementos culturais da pessoa que a escreve. Ao contrário dos outros, este modelo de gênero pode ser encontrado em uma infinidade de mídias além da escrita e, como tal, tem um grande número de exemplos como: El arbol de sal (Argentina), La Llorona (México) ou A cruz do diabo (Espanha).


Mito

Por outro lado, e ao contrário da Lenda, o mito é uma narrativa curta que explica os personagens narrados em outras histórias (aqui está sua conexão com os subgêneros anteriores). O mito nos oferece um grande número de exemplos, como: Pandora (mitologia grega), os elfos (nórdicos) e as bestas divinas (China).

8 de Outubro de 2020 às 00:27 0 Denunciar Insira 0
~

5 regras de produtividade para ajudar escritores a terem sucesso

Se tornar bem-sucedido como escritor requer esforço constante no que você faz diariamente. Isso significa que você precisa trabalhar suas habilidades e sempre buscar uma melhor versão da sua escrita.

Isso também requer certa medida de disciplina no que diz respeito a cumprir prazos, estabelecer metas pessoais e organização.


Chaves para melhorar sua escrita incluem:

  • Trabalhar com cronogramas
  • Organização
  • Evitar bagunça
  • Escrever sempre
  • Treinar com o público


1.- Trabalhar com cronogramas

A questão com cronogramas é que eles colocam um senso de responsabilidade no que você faz. Eles também fazem você perceber que falhar em cumprir seu cronograma irá impactar em outros planos que você tenha para o dia ou semana. Isso também vale para a escrita.


Uma regra de produtividade fundamental que vai te ajudar a ter sucesso como escritor é que você trabalhe com um cronograma definido. Isso irá facilitar que você se comprometa com suas tarefas de escrita.


Também vai te lembrar e te preparar psicologicamente para o que você irá escrever — e isso ajuda a melhorar a sua criatividade. Você também poderá realizar mais coisas quando trabalhando com um cronograma.


A essência do sucesso como escritor está na produção de trabalhos de alta qualidade, bem como em melhorar os números dos trabalhos que você tem. Seguir um cronograma é uma regra na qual você pode confiar para alcançar isso.


2.- Organização

Não há contestação para o fato de que a organização pode ajudar a aumentar suas chances de sucesso como escritor. Como você se organiza diz muito sobre seu planejamento e execução.


Você deve se certificar de ter um calendário editorial que ajudará a guiar sua escrita. Para desenvolver escrita de alta qualidade, você precisa ler na mesma medida. Com isso em mente, você deve garantir que dedique uma parte do seu tempo à leitura. Pode ser lendo livros, histórias ou mesmo artigos.


Isso também demandará certa organização de sua parte. Dessa maneira, portanto, é importante ter uma organização apropriada se você quer se tornar um escritor de sucesso.


3.- Evitar bagunça

Nesta era digital, é muito fácil se distrair. Há um monte de conteúdo na internet requerendo sua atenção. Redes sociais são ainda piores. Você pode se afogar nas notificações do seu celular. Tudo isso é bagunça e não te ajudará a avançar como escritor.


Você deve se assegurar de se manter longe de bagunça. Coloque o celular no mudo ou desligue a internet. Saia da rede social. Coloque limites de quanto tempo você pode passar nas redes sociais, ou no seu celular em geral. Dedique seu tempo a escrever.


Quando você faz isso, se coloca num caminho de melhorar suas habilidades de escrita e isso pode te ajudar imensamente. Também te ajuda a se concentrar no que está fazendo e estimula sua criatividade — um componente essencial na escrita de ponta.


4.- Escrever sempre

Uma dica essencial sobre como melhorar suas habilidades de escrita e ser bem-sucedido é escrever regularmente. Escrever sempre permite que você deixe suas habilidades mais afiadas, já que você aprende a identificar erros no processo e consequentemente a se livrar deles, permitindo que refine sua jogada.


Outro ponto positivo de escrever constantemente é que isso ajuda na sua confiança e também a estabelecer um estilo de escrita definido. Isso ajuda a criar uma base sólida na escrita, algo que é pré-requisito para escrita de sucesso e de ponta.


5.- Treinar com o público

Isso envolve publicar o seu trabalho para o público, para as pessoas verem, lerem e criticarem. O ponto positivo de publicar seu trabalho para o público consumir é o feedback que você recebe. Sempre haverá pessoas dispostas a lhe dar feedback sobre seu trabalho e seu nível de escrita.


Há também o ímpeto de melhorar a cada dia. Isso porque você se concentra em não repetir erros e em dar a seus leitores uma experiência mais animadora do que a anterior.


Além do mais, uma audiência também te dá um senso de responsabilidade e prestação de contas, já que você tem para quem entregar. Dessa maneira você pode afiar suas habilidades mais facilmente. Você pode se surpreender com o quanto praticar com o público pode ajudar a melhorar suas habilidades de escrita.


Em suma, há várias maneiras testadas e aprovadas que podem ajudar a melhorar sua maneira de escrever. Escrever é uma arte e, portanto, se apoia muito na prática e na criatividade para sua melhoria e evolução.


Assim sendo, melhorar sua escrita requer mais escrita, bem como trabalhar com certos princípios de organização e disciplina. Vale muito a pena notar que a extensão da sua evolução é diretamente proporcional ao esforço que você coloca no processo.


Escrito por Jessica Fender (@jessfender)

Tradução: Isis (@xixisss)

31 de Agosto de 2020 às 00:00 0 Denunciar Insira 5
~

Nada se cria, tudo… se copia?

Todos conhecem a famosa afirmação do químico Lavoisier, “nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. O cientista, referindo-se ao comportamento da matéria química, muitas vezes é parafraseado em tom jocoso para falar também do mundo das idéias, da criação artística ou científica, com a frase “nada se cria, tudo se copia”. Mas será mesmo?


Obviamente, nada vem do nada. Quando criamos um texto, usamos elementos já conhecidos de uma forma relativamente nova e nos inspiramos em vários outros textos, filmes, experiências de vida, entre outras coisas que vimos, lemos ou ouvimos. Pode parecer fácil colocando dessa forma, entretanto, quando temos que criar um texto de qualquer tipo, passamos por um grande desafio que exige tempo, esforço e estudo, seja para apresentar algo na escola ou no trabalho, redigir um projeto, elaborar um texto literário ou técnico. Tudo isso porque não podemos simplesmente nos apropriar do trabalho e esforço de outra pessoa como se fosse nosso, mesmo se usarmos nossas próprias palavras.


Entretanto, inspirar-se em algo e copiar algo são coisas diferentes. Quem se dedica a produzir conteúdo autoral, seja literário ou científico, sabe muito bem o quanto esse é um trabalho árduo e, por muitas vezes, pouco reconhecido ou valorizado. Para piorar, além de enfrentar a desvalorização do próprio trabalho, algumas pessoas, que não atribuem a devida importância a esse tipo de trabalho, acreditam que não há problema ou consequências em usar indiscriminadamente qualquer coisa que acharem em seu benefício: seja para um trabalho da escola ou faculdade ou postando um texto ou poema que não é seu para atrair visualizações.


A utilização indevida do trabalho de outras pessoas popularmente é conhecida como plágio. A palavra plágio esteve muito presente nos noticiários recentemente e vamos aproveitar este cenário para focar no trabalho literário, que é o que traz autores e leitores até o Inkspired.


Mas o que é o plágio? Segundo o dicionário online de português, significa: “Ação ou efeito de plagiar, de expor ou de mostrar uma obra intelectual de outra pessoa como se fosse de sua própria autoria.” (Dicio, Dicionário Online de Português).


O plágio é um assunto que assusta qualquer escritor, tanto o que disponibiliza seu trabalho quanto aquele que está criando algo, pois não é preciso ser uma cópia exata da obra original para ser considerada plágio; a reprodução parcial de ideais sem citação do autor original já é considerada plágio, assim como escrever um trecho com suas palavras, mas sem fazer a citação correta, também. Além de toda a dedicação com a escrita de sua obra, é preciso ficar muito atento e pesquisar se aquilo que você pretende criar já não existe de alguma forma.


Diferentemente do que muitas pessoas possam acreditar, o plágio também não é um fenômeno recente, devido à globalização da informação impulsionada pela internet. Desde antes de Cristo, já havia uma forma rudimentar de justiça para proteger o trabalho intelectual e seus lucros, entretanto, nessa época, a reprodução de uma obra literária era muito difícil e cara, já que todo o trabalho era feito à mão. Porém, com a facilidade crescente de se reproduzir uma obra desde a invenção da imprensa no século XV, a necessidade de proteger o trabalho autoral aumentou e leis de proteção foram criadas pelo mundo (Jardes, 2015).


No brasil, a lei que protege o direito autoral data de 1922, com sua última revisão em 1998: a lei L9610. Ela define o que é cada tipo de trabalho autoral, de vários formatos diferentes, o que é autoria, coautoria. Já o artigo 184 do código penal define as punições caso o trabalho autoral seja ofendido e a penalidade pode ir de multa a reclusão de até quatro anos.

Não é obrigatório ter o registro de direitos autorais de sua obra para entrar com um processo contra uso indevido de seu trabalho caso necessário. Entretanto, ter sua obra registrada acelera bastante esse processo e é possível registrar também os conteúdos postados apenas online.


Uma vez registrada na biblioteca nacional, o autor e seus descendentes têm direito sobre o trabalho por um período que varia de 50 a 70 anos, dependendo do caso. Depois disso, o trabalho do autor passa a ser de domínio público. Isso não altera a necessidade de dar créditos ao autor, apenas em relação aos lucros obtidos com o trabalho.


Quem se ocupa deste trabalho maravilhoso que é a criação literária deve levar com muita seriedade a propriedade intelectual. Tome muito cuidado para não transformar sua inspiração em algum tipo de adaptação de alguma obra, é sempre bom pedir a opinião de outras pessoas antes de apresentar sua obra ao público. Não se esqueça também de ler nossas regras comunitárias para saber o que não pode ser postado e lembre-se sempre de classificar sua história da forma correta no caso das fanfictions.


Ah, e por falar em Fanfic, se você ficou pensando se as fanfictions são ou não um tipo de plágio, vale a pena visitar o texto do blog do Bonde das Categorias sobre as fanfics para tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto. Mas sem pânico! Deixo um spoiler do bem: não são, claro, desde que seguindo algumas regrinhas.


Qualquer dúvida, estou disponível nos comentários.

Texto: Donna Dan

Revisão: Isis


Referências

BRASIL. Art. 194 do Decreto Lei nº 2848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. Jusbrasil, [S. l.], 1940. Disponível em: <https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10615003/artigo-184-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940>. Acesso em: 30 jul. 2020.

BRASIL. Lei nº 9610, de 19 de fevereiro de 1998. Lei de Direitos Autorais. Jusbrasil, [S. l.], 1998. Disponível em: <https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/92175/lei-de-direitos-autorais-lei-9610-98>. Acesso em: 20 jul. 2020.

JARDES, Thamara. A evolução histórica dos Direitos Autorais. Jusbrasil, [S. l.], 2015. Disponível em: <https://thajardes.jusbrasil.com.br/artigos/163165791/a-evolucao-historica-dos-direitos-autorais>. Acesso em: 30 jul. 2020.

25 de Agosto de 2020 às 22:50 0 Denunciar Insira 11
~
Leia mais Página inicial 1 2 3 4 5 6

Histórias relacionadas