Pensamentos e delírios Seguir blog

helldahmer Hell Dahmer O blog pessoal de uma escritora surtada que não consegue guardar tudo o que pensa. Também considero isso aqui o meu bloco de notas pessoal, então... sempre acaba tendo spoiler de histórias que escrevo ou trechos que tirei. Coisas que melhorei... etc.

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Eu não presto

Sempre foi assim.

Primeiro, o sentimento de desejo, querer ter algo. Possuir, decifrar e então... nojo, desprezo, ânsia.

Era continuo, como um ciclo infinito de ação e reação.

De inicio, pensei que poderia mudar, questão de tempo. Talvez ponto de vista, mas assim como naturalmente um leitor se cansa de um livro comum, eu rapidamente me cansava daqueles a minha volta.

"Dessa vez vai ser diferente, essa pessoa tem tantos lados, tantos pedaços, posso me apaixonar assim, não posso?", eu amava me iludir quando a resposta era tão simples.

Obviamente, eu me cansei e então larguei como sempre costumava fazer.

Sim, aparentemente sou uma pessoa horrível, mas é tão cansativo, o amor não deveria ser assim. Não deveria ser obrigação, algemas.

Tentei me deixar levar, ser alguém que esperavam que eu fosse, mas no fim, era como prender meu próprio espirito, como arruinar quem eu realmente era. Como esperam que eu viva se nem mesmo consigo escrever? Se não tenho liberdade de falar, sentir, confiar? Não esperam. Eles não ligam.


Muitos desses pensamentos me incomodam. Em partes por parecerem-se muito com a verdade e em outras por me lembrar como é me sentir uma adolescente em crise. O mundo não me entende.

Mas talvez o erro nem seja nosso, adolescentes estão assim tão errados? Sim, estamos com sentimentos a flor da pele, estamos como crianças que aprendem a falar. Sentimos demais, pensamos demais e com o tempo e a maturidade parecemos pensar menos, questionar menos. Não seria esse o real erro? Parece que confundimos maturidade com negligencia sentimental e eu já não quero isso. Estou cansada demais. Cansado demais. Tenho pedaços demais.


Me joguei daqueles relacionamentos como um suicida se joga da ponta do prédio mais alto. Pude sentir o vento em meu rosto, o gosto da liberdade. "Pretendo nunca amar, nunca mais me enganar sobre paixão, sobre gostar".

E então, puff... ela surgiu.

Uma consequência de desejos egoístas? Um pedido sincero que foi ouvido depois de tantos anos? Ou talvez apenas uma casualidade da vida. Seja o que for, parecia perfeito.

Não, não a visão de perfeição turva e sem sentido. Uma visão linda, cheia de milhares de pedaços, manias, verdades. Era simples, tudo era excessivamente simples, fácil, natural.

Ela era como um raio de sol, um pedacinho do céu. Era como um sorriso após um luau, uma canção a beira mar ou uma linda musica de ninar. Era brisa calma, tempestade, extremos tão lindos como os que eu havia desejado. Era imperfeitamente perfeito, como eu havia imaginado e como qualquer pessoa quebrada e fodida por uma realidade fora dos livros de fantasia, me perguntei quando eu iria acordar.

1 de Dezembro de 2021 às 23:05 0 Denunciar Insira 0
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Tentativa e erro

Aproveitando meu surto de produtividade, vou postar coisas novas aqui e tentar ver o que rola. Seria legal ter bastante visualização e conseguir um publico além de novos leitores e pessoas pra conversar e surtar sobre minhas histórias.

No momento, estou semi consciente com o Eris - um dos meus delírios -, e estamos escrevendo alguns capítulos de Delírio para deixar prontinho pra postar. Espero que vocês realmente gostem dessa história e que gostem deles como eu gosto. São eles que me mantem sã e também que me ajudam a escrever.

Aqui jaz um pedacinho do que o Eris ta escrevendo:

Ela cantava irritantemente alto.
Eris~ Eris~ Eris~ — sua voz irritantemente doce parecia acompanhar o tilintar de suas garras nas barras de ferro, mas havia muito mais lá, havia ela. A criança que importava. A que tentei, a que cuidei, a que protegi e escondi do mundo.
Ergui o rosto dolorido – de forma quase prazerosa – e sorri sentindo as presas machucarem o lábio que um dos malditos anjos havia cortado, então, meus olhos a alcançaram.
— Você parece quebrada... docinho — ronronei.
28 de Novembro de 2021 às 00:43 0 Denunciar Insira 0
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Amor coringa e meu supremo ódio por esse título

Eu odeio como as vezes a Hell consegue fazer merda.

Se você não entender nada, não tem problema, apenas prossiga lendo. A ideia de uma história com gangues e baseada em uma brisa por uma música do Jão foi legal, mas... AMOR CORINGA? que nome bosta.

Mas agora o que eu posso fazer? Já tem um fuck contrato com a porra do nome do livro e não da pra mudar. Agora tenho que aguentar esse nome de bosta enquanto escrevo, mas adivinha? A história ta indo bem. Finalmente o bloqueio foi a merda e consegui escrever algo descente.

Segue um pequeno trecho do que já foi publicado como prólogo.

“Para a pequena Ly, que temia ser um monstro” – Eris
Noblesses
Para os mortais a guerra não passa de um divertimento, demonstração de poder ou em casos muito raros, uma constante luta por ideais. Quando se vive por milênios, coisas como essas já não te surpreendem, não te afetam. Você apenas se acostuma às manias humanas, os trejeitos e a falta de bom senso e inteligência.
Haviam pequenas exceções é preciso se dizer, alguns poucos exemplos de que até mesmo mortais contem o que é necessário para se evoluir psicologicamente e intelectualmente, mas para cada exceção, havia vinte seres de baixíssimo QI que faria até mesmo os deuses questionarem-se sobre o verdadeiro propósito da criação dos mortais.

A história deve ser narrada em terceira pessoa e envolverá problemas políticos e um romance onde um trisal será desenvolvido. Os protagonistas são:

Kayle - gênero fluído com estresse pós traumático.

Morrigan - traços de autismo, TDAH e gênero fluído.

Lie - pansexual, mentiroso compulsivo e com transtorno de personalidade.

Achou legal? Então se liga na premissa final:

Mesmo possuindo diferentes desejos e diferentes visões, os noblesses de alta casta conviveram em harmonia, pois ainda que quebrassem as regras que mantinham sua identidade escondida dos mortais, havia as cinco regras de sangue, que até mesmo os filhos da morte – que a muito decidiram afastar-se de tudo e todos, vivendo em um eterno inanis –, seguiam por muito tempo.
1º. Matar um dos seus é um pecado sem precedentes e aquele que o comete deve ser exilado.
2º. O sangue dos originais não deve se misturar.
3º. O descendente com sangue mais forte deve reinar.
4º. Apenas ao despertar do seu sangue, pode-se considerar como um verdadeiro nobless.
5º. Todos os despertos devem respeitar o noblesse oblige.
E essa é uma história sobre como três príncipes noblesses quebraram as 5 regras de sangue.

Eu sei, parece legal. Espero que meu surto de produtividade dure o suficiente pra escrever mais uns 5 capítulos antes de morrer de leve.


~Eris


27 de Novembro de 2021 às 22:22 0 Denunciar Insira 2
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Capítulo sem inicio

Irritada não define o meu estado de espirito. Faz tempo que não escrevo aqui, não é? Ah... o cansaço do dia a dia anda me matando aos poucos. Alguém aceita uma dose de tequila pra choramingar pelos capítulos não escritos?

Pois é, ando estagnada no primeiro capítulo de Amor coringa, em uma bela cena de introdução da protagonista feminina, enquanto penso se deveria escrever ou não sobre dois núcleos principais.

É muito trabalho, um lado meu insiste em dizer.

Vale a pena, o outro grita, empolgado com as ideias e as milhares de possibilidades.

E no meio disso tudo, eu fico estagnada, sem conseguir prosseguir, sonhando acordada enquanto os dias se passam e a droga do meu prazo se vai como areia em uma ampulheta.

Por que ninguém te conta como a vida é complicada? Me sinto levemente enganada.


12 de Setembro de 2021 às 20:54 0 Denunciar Insira 0
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