ichygo-chan ichygo Chan

Nas últimas semanas a vida de Eijirou havia se transformado em um verdadeiro inferno astral, com decepções de todos os tipos. Exausto e desmotivado, ele resolve deixar de lado seu lado racional e se entregar a uma noite de luxo, regada a muito descontrole e diversão, permitindo-se experimentar todas as loucuras e excessos que normalmente evita, afinal só se vive uma vez e, citando as palavras do famoso poeta grego Homero, " Carpe Diem".


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 21 ans.

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Prólógo

Não me perguntem, não vou colocar metas, só sei que será uma fic curta.

Não me culpem. Eu escrevi essa frase no último capítulo de "Depois de Você me Negar" e acabei plotando.

📷

- Sabe, Eji, não é você, sou eu. - Akemi concluiu, um tanto nervosa e sem jeito, porém definitivamente decidida - Você é um cara legal, carinhoso e educado, mas eu quero mais entende? Eu quero me sentir livre para ser quem eu realmente sou, poder me divertir e você é um amor de pessoa, sério, foi o melhor namorado que eu já tive, mas é muito pacato, quase parado e eu realmente não me imagino vivendo em uma casinha no subúrbio, cuidando de filhos e indo a missa aos domingos. Quero ação, aventuras e isso... - ela suspirou, escapando do olhar suplicante e magoado do ruivo - ... pra ser sincera, eu tenho certeza de que não poderei viver esse tipo de emoção com você.

- Akemi, por favor, me dê apenas mais uma chance, eu sei que posso melhorar! - havia um toque de desespero na voz dele, um clamor mudo em seus olhos - Se é mais ação que você quer, é o que nós teremos, só não deixe tudo o que a gente viveu ser descartado sem ao menos me dar a oportunidade de tentar consertar!

A jovem fechou os olhos, balançando negativamente a cabeça.

- Realmente não dá, Eiji. - aproximou-se tocando seu rosto em um gesto afetuoso. Ele segurou-lhe a mão, com os olhos marejados - Não tem como mudar o que a gente é, e você é um cara legal, mas caseiro. Eu realmente tentei por muito tempo, presa a ilusão de que conseguiríamos chegar a um denominador comum mesmo tendo nascido com personalidades tão distintas, mas não dá. Não importa o quanto tente, você sempre será esse cara pacato- beijou-lhe a testa, secando suas lágrimas com a ponta dos dedos e murmurando uma despedida antes de se afastar.

Eijiro nada pôde fazer enquanto a via se afastar de si, montando em uma Kawasaki, colocando o capacete antes de o ajeitar e prender, abaixando a viseira.

- Akemi, não vá, por favor. - pediu uma última vez, com a voz embargada e fraca.

Como resposta ela o encarou por alguns segundos, antes de dar partida na moto.

- A gente se vê por aí, Eiji. Se cuida.

Então ela partiu, tal qual havia chegado, ágil e decidida, como um furacão que chega bagunçando tudo e vai-se embora, sem nenhuma explicação adicional, deixando-o ali, sozinho em meio a calçada com o coração partido. Com aquele último gesto e palavras encerrou-se também um namoro de dois anos.

Sozinho, Eijiro voltou para a casa e subiu as escadas até o quarto que um dia partilharam. Passou em frente a cômoda, abrindo-a e pegando a pequena caixa de veludo que havia escondido ali, esperando o momento ideal que nunca chegaria. Sentou-se na cama, ainda desnorteado e incrédulo enquanto abria a caixinha encarando o anel de noivado que havia se esforçado para comprar, sem um propósito.

Aquele rompimento inesperado havia sido a cereja no topo de seu bolo. Não que imaginasse que Akemi planejava algo assim, afinal seu comportamento antinatural nas últimas semanas era um forte indício, só não esperava que ela o fizesse naquelas semanas em que sua vida estava andando para trás. De um só golpe, Eijiro havia perdido o prazo para a entrega de um projeto e recebido advertência no trabalho, seu cachorro fugira, fora assaltado e sua namorada resolveu que era hora de lhe dar um pé na bunda. Uma verdadeira maré de azar.

Estava cansado de tudo aquilo, de sempre tentar e, mesmo assim, ser tratado como um insuficiente, um zero a esquerda.

Talvez fosse hora de radicalizar um pouco as coisas.

****

E lá vamos nós

16 Mars 2020 19:28:13 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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