sorasaki SoraSaki

Será que quando nossa alma gêmea surge na nossa vida sabemos reconhecer? Ou será que isso é só nossa imaginação romântica?


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

#kpop #hot #lemon #yaoi #boys-love #bl #got7 #markson
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Encontrei sem procurar

O sol já estava se pondo naquela quinta-feira, como seria feriado no dia seguinte a faculdade resolveu cancelar as aulas da tarde e noite. Os alunos não iriam mesmo que tivesse, então isso era o melhor para a chegada do feriado prolongado. E como bons universitários, meus amigos não seriam diferentes, estavam se preparando para ir a bendita balada que eles tanto falavam desde a semana passada.

— Ora, vamos logo, Mark! Não faça essa cara de limão azedo, você precisa ir bem vestido, quem sabe não encontra alguém interessante por lá, humm?! — disse Bambam com um tom sugestivo.

— Realmente, você está muito tenso, cara, é só uma balada! Tudo bem que você nunca foi em uma, mas convenhamos que já te chamamos várias vezes… — Yugyeom disse relembrando as tentativas falhas de me “levar” para uma balada.

Esses dois são meus amigos mais próximos, contando com Jinyoung que não está aqui para me ajudar e ficar do meu lado nessa discussão. Bom, eu na verdade já tinha perdido essa batalha no começo da semana quando fui inventar de entrar numa aposta com os dois mais novos. Devia ter imaginado que a sorte ia me trair, ou melhor, que meu time ia me trair!

Como eu imaginaria que a minha SKT T1 ia perder para a Gen.G… Não sei porque ainda acompanho campeonato de League of Legends, aish! O caso é que eu apostei na vitória da SKT e os outros dois na Gen.G e deu nisso, minha punição por perder era ir com eles nessa balada. Eu, Mark Tuan, sou uma pessoa de palavra e como hyung não quis dar mal exemplo, afinal, não tinha como ser tão ruim, não é… Nunca ter ido numa balada não era nada tão estranho ou era? Enfim, não importa mais!

— Mas o que tem de errado com o meu moletom? — perguntei impaciente com a insistência para que eu mudasse de roupa. — Ah, não, nem vem que não quero vestir essa jaqueta sua, Bambam! — respondi exaltado com a peça de roupa que na minha visão não combinava comigo.

— Sossega o facho Mark, ela vai ficar perfeita em você, ok?! E você tem que aproveitar pra dar uns pegas também. Esse seu estresse todo deve ser falta de ro…

— NEM TERMINE ESSA FRASE KUNPIMOOK! — interrompi a tempo, graças aos céus, antes que saísse mais merda da boca desse garoto!

Enquanto isso, Yugyeom já tinha terminado de se arrumar e olhava com diversão para nós dois. Acho que esse projeto de minion super crescido está me zuando nessa cabecinha desmiolada dele, mas foda-se! Nem saímos e já me irritei, aish. Melhor rezar para alguma divindade me dar paciência para aguentar esses amigos sem noção que eu tenho… Por que eu sou amigo deles mesmo na real?

Desistindo de fazer pose de bravo e discutir com Bambam, apenas aceito colocar a roupa que ele escolheu para eu vestir: uma blusa quase clarinha de gola alta e tecido fino que colava no corpo com uma jaqueta lilás por cima, um jeans que marcava minhas coxas e bunda, e por fim uma botinha. Deixando claro que tudo isso foram os meus “amados” amigos que escolheram, pelo menos eles me deixaram ir com meu óculos, disseram que combinava com o look por ser de armação transparente. Pelo menos isso, eu me recuso a ir com lente de contato, irrita muito meus olhos.

— Agora que as princesas estão prontas, vamos logo. Sou eu que vou dirigindo e quero achar um lugar bom pra estacionar. — Conseguia sentir a animação na voz de Yugyeom, porém…

— Yug, por favor, não esqueça depois que você está dirigindo hoje e não deve beber, ouviu! — alertei, é sempre bom lembrar!

Ele apenas sorriu confirmando e fomos até o carro dele. Divindades do universo, se vocês existem mesmo, peço que me protejam hoje! Simplesmente não sei o que esperar, pelo que eles contam dessas baladas o povo parece muito fora de si e aquele tipo de ambiente que não combina com um cara sossegado e na minha como eu. Suspirei mais uma vez enquanto Yugyeom dava partida no automóvel.


~+.+.+.+.+~


Já fazia duas horas que estávamos ali, passava da meia noite e pouco já. O nome da balada era Eclipse, pelo menos tinha um nome interessante. O local combinava com o nome, uma meia luz misteriosa pairava nas mesas nos cantos, a pista fervendo com pessoas animadas e seus copos de líquidos tão coloridos quanto as luzes que piscavam sobre o ambiente num todo.

Eu estava na área do bar com Yugyeom sentado do meu lado esquerdo enquanto bebericava algo que já não me lembro o nome, mas tinha uma cor verde interessante. Não tinha o costume de beber, era fraco para álcool, mas depois da insistência dos outros dois eu acabei aceitando, o gosto não era tão ruim, mas eu já sabia que estava mais disperso e solto, se é que me entendem.

Ah, sim. Não sei se mencionei, mas o Bambam logo que chegamos mal ficou conosco e foi se embrenhar no meio do mar de pessoas, disse que ia sair da seca hoje parece, algo assim, e não o vimos depois disso. Sobramos Yugyeom e eu, ou melhor, eu sobrei né. O mais alto parecia conhecer Jinyoung, o barman dali, e eles pareciam estar muito bem entretidos se comendo com os olhos para notarem como eu virei um belíssimo castiçal aqui do lado.

Por isso que eu disse que não sei o que tem de tão legal em beber e ficar vendo pessoas loucas se pegando por todos os lados… Não é atoa que os meninos dizem que eu pareço uma velhinha ou uma mocinha virgem, sempre enfiado em livros e contos fantasiosos. Podia ter ficado em casa lendo meu amado livro de romance “As cores de Segkal” em que o mocinho encontra um parceiro destinado a ele, algo como uma alma gêmea!

Eu simplesmente amo pensar nesse tipo de amor. Não me importo muito com o fato das pessoas não acreditarem muito nisso hoje em dia, só gosto de imaginar que é um pouquinho real às vezes. Agora, como irei achar minha alma gêmea neste local bagunçado?! Certo que não fico sempre procurando, mas meus amigos queriam que eu ficasse com alguém hoje e é difícil pensar nisso com alguém que acabei de conhecer, eu acho…

Abanei a cabeça e bebi mais um pouco do líquido gelado e brilhante, acho que minha cabeça ficou mais leve até, melhor não pensar demais nessas coisa por hora. Então resolvi vasculhar o local mais uma vez, algumas garotas pareciam olhar com interesse para mim, uma pena que não esteja necessitado dessa forma, garotas, desculpem.

Olhei para o lado vendo os dois trocarem os números de celular, apenas desejei que o tal Jinyoung seja um rapaz legal, não gosto de pensar no Yug sofrendo nem nada assim. Deixei eles ali e fui em direção aos banheiros que ficavam do outro lado da pista. Nunca imaginei que sofreria tanto abuso enquanto atravessava aquele amontoado de corpos suados. Muitas mãos bobas, ou diria espertas, tentavam tirar proveito da situação cômica que era eu tentando pedir licença para passar.

Acho que devo esquecer minha educação por agora e meter um soco na cara do infeliz que apertou minha bunda! Ok, Mark, respira e só segue seu caminho, a criatura deve estar bêbada e nem vale a pena começar uma confusão agora. Com muito esforço e paciência de Jó, eu atravessei a multidão.

O alívio de ir no banheiro é incrível quando sua bexiga parece apertar todos os órgãos do seu corpo, ou seria o contrário? Certo, lavei as mão depois de me aliviar, parei para olhar como eu estava no espelho. É, até que eu estava muito bonito assim, talvez, mas bem TALVEZ, eu agradeça o Bambam pelas roupas emprestadas e pela escolha. Me virei para sair dali e voltar ao meu banquinho, digo posição de castiçal particular do Yugyeom e seu provável peguete.

A luta agora foi menor parece, acho que com a bexiga vazia ficou mais fácil eu me mover entre as pessoas. Na verdade só quando estava perto do bar já que notei que tocava uma música mais calma e tinha alguns casais abraçados, digo, colados, e o bar parecia cheio com o que pareceu o intervalo para os mais agitados irem renovar seus copos.

Olhei desanimado para a fila das bebidas, acho que chega por hoje de bebidas, eu já me sinto levemente zonzo e avoado de qualquer forma. Quando estava perto do banquinho onde estava anteriormente, notei que alguém tomou meu lugar! Já pensava se abordava de forma educada ou xingava o infeliz, mas percebi que não fazia sentido porque o lugar não era meu nem nada. Vi apenas as costas de Yugyeom e quando fui avisar que ia procurar outro lugar para sentar e que depois nos encontrávamos... Alguém esbarrou em mim!

Em uma situação normal isso não teria acontecido, mas eu perdi o equilíbrio, o álcool agindo com sucesso no meu corpo e sem tempo de reação só aceitei meu destino. Cai no colo do estranho que estava sentado no meu banquinho, meu não, mas naquele que eu estava sentado antes. Não sei o que pensar, ok, eu não estava exatamente sentado no colo dele, mas parecia muito mais proximidade do que eu imaginaria com alguém desconhecido normalmente.

A cena toda da queda pareceu acontecer tão rápido, mas por algum motivo eu me senti seguro agora onde estava, até porque braços firmes e fortes seguravam minha cintura enquanto eu tentava me equilibrar direito. Meu corpo tinha colidido direto com o peitoral do estranho, apenas não cai de vez em cima dele porque me apoiei em suas coxas, meu corpo encaixado no dele já que suas pernas estavam abertas quando me desequilibrei.

Estranhamente, estava no meio das pernas de um estranho com o qual eu estava puto por ter roubado meu banquinho até segundos atrás. Bom a raiva passou por causa da situação esquisita em que me encontrava. Na verdade eu me distraí um pouco com a gola da camisa azul de listras que ele usava e que tinha os dois primeiros botões abertos.

Pareceu um ponto interessante de se observar, estava estimulando minha concentração eu diria, tentei fechar minhas mão e me dei conta de que ainda me apoiava nas coxas dele. Sinceramente, quem era esse homem? Só pelas coxas bem trabalhadas podia sentir os músculos ali sob minha palma e era impressão minha ou ele apertou mais minha cintura agora que desci o olhar?

— Hmm, você está bem? — Aquela voz rouca chegou aos meus ouvidos como se fosse um choque percorrendo meu corpo todo.

Com um leve sobressalto olhei para cima vendo os lábios charmosos que falavam comigo em tom preocupado. Eu não estava imaginando, né? Acho que prendi a respiração quando subi o olhar para os olhos dele. Certo… Universo? Divindades, vocês estão me ouvindo? Sinceramente, eu deveria agradecer, porque olha, esse homem está de parabéns! Obrigado pelo colírio para meus olhos cansados no meio desse maldito semestre e dessa loucura de balada!

O rosto dele como um todo era magnífico na realidade. Acho que encarei ele por tempo demais que a expressão preocupada dele mudou para uma mais suave. Ah, ele tem um sorrisinho bonito… Pera, coração vai com calma que eu nem sei quem é esse indivíduo suspeito! Mas ele está claramente rindo de mim? Ou sorrindo para mim? Droga, que vexame conhecer o bonitão numa situação tão pastel dessa, af.

— Hum, estou bem, eu acho que agora pelo menos. — Sinceramente, não sei o que estou respondendo aqui.

— Agora? Por que, não estava bem antes? — Cara, não me olha assim não, meu coração é fraco, se não era agora sou cardíaco!

— Sim, é que sinto que estou bem agora porque você está aqui e... — falei sem pensar, aish! Nem pareço eu mesmo, oh my god!

— Ah, entendo, que bom que nos encontramos então… — Puta que pariu que sorriso é esse, sedução deve ser o apelido dele acho.

Ele quer me matar com essa voz e esse sorriso, não sei como raciocinar diante da atual situação e ocorrências de fatos. Apenas encarei ele e tentei retribuir o sorriso, mas minha timidez resolveu aparecer na balada também. A mão dele fazia um carinho leve na minha cintura e meu corpo ainda estava entre as pernas alheias. Conseguia sentir as coxas dele encostando nas minhas num roçar leve, senti meu rosto esquentar enquanto meu coração se divertia na pista de dança no ritmo da música agitada.

— Jackson, vê se não bebe hoje hein, você que está dirigindo! Não quero morrer nas suas mãos, no contrato da nossa amizade não tinha nada falando sobre aceitar arriscar minha vida com você dirigindo — Jinyoung virou falando para o homem à minha frente… Então seu nome era Jackson?

— Relaxa, Jinyounggie. Na verdade nem disse que ia te esperar pra voltar hoje… Sem contar que acho que você nem vai pra casa essa noite meu querido — disse sugestivo olhando de Jinyoung para Yugyeom. — Cuidado com a rabugice dele, Yugyeom — falou rindo.

Acho que acabei de recuperar parte da energia que perdi durante o dia com essa risada dele. Mas o que está acontecendo comigo afinal?!

— Ah, isso é de boa, eu já aguento a rabugice do Mark mesmo. — Yugyeom deu de ombros, para que amigos né? — Na verdade, acho que podemos trocar um rabugento por outro hoje, o que acha Jackson? Até porque ele parece bem confortável aos seus cuidados aí. — O sorriso debochado desse garoto ainda vai me dar uma dor de cabeça, aish!

Você está me jogando para cima de um estranho mesmo, Kim Yugyeom?! Meus amigos devem estar de complô contra mim hoje, só pode ser! Se bem que… Talvez, eu deva agradecer os dois doidos depois. Mas parece que fui abençoado hoje, não devo reclamar do que me é entregue de bom grado! Voltei para ver a reação de Jackson, mas ele ainda parecia encarar os outros dois.

— Hmm, não é uma má ideia de fato. Cuide do Jinyoung. Ou seria ele a cuidar de você? — disse aos risos.

Acho que vou gravar a risada dele para me ajudar a relaxar quando estiver estressado. Parece que os outros dois apenas riram do que foi dito, sinto que os três já se conheciam? Mas não tenho foco pra pensar nisso agora.

— Você pode passar o resto da noite comigo, Mark?

A voz dele saiu tão suave que eu quase me senti hipnotizado, recusar não era uma opção, não com alguém como ele. Apenas assenti enquanto nossos olhares pareciam estabelecer uma estranha conexão, algo familiar, ele me passava uma sensação de segurança de alguma forma. Ouvi a risada de Yugyeom, mas eu ainda estava focado nos olhos profundos de Jackson.

— Até amanhã para vocês então, com licença. Vamos, Mark? — despediu-se dos outros e perguntou educado para mim.

— Ah, claro, vamos. Até amanhã — respondi meio perdido e no automático.

Tudo estava acontecendo rápido, mas a sensação segura ainda percorria meu corpo, e resolvi que acreditaria nesse meu sexto sentido. Jackson parecia ser legal pelo menos. Ele estendeu sua mão tocando meus dedos enquanto me fitava esperando uma reação. Obviamente segurei em sua mão e o olhei lhe dando meu melhor sorriso. Acho que algo estranho aconteceu, mas o outro pareceu arregalar os olhos e logo virou um pouco o rosto. Eu o deixei sem graça? Mas eu nem fiz nada, ué.

13 Février 2020 00:00:42 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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