kpopperatrevida Diu Cardoso

MarkSon] Ele achou que poderia suportar tudo o que o outro lhe causava, no entanto, ainda eram os mesmos e se conheciam melhor do que ninguém. Conheciam os olhares superiores e, que, o tom de deboche usado, era apenas uma forma de dar abertura para algo perigoso que os levaria a um momento de entregue. Mark sabia que não deveria seguir os conselhos do melhor amigo, todavia, colocou a culpa na carência e na maldita sexta-feira a noite quando se deixou levar pelos encantos do ex.


Fanfiction Groupes/Chanteurs Interdit aux moins de 18 ans.

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Sexta-feira.

É, de fato, o dia mais aguardado na semana. Sinônimo de descanso, loucuras e muita diversão. No entanto, não para mim que mofo no meu sofá toda santa sexta-feira que, também, pode ser conhecida como o tendão de Aquiles dos solitários, encalhados e rabugentos como eu.

Claramente, eu nunca me coloquei em situações muito boas na minha linda vida. E isso era fato consumado se ela fosse analisada somente os dois primeiros capítulos. Na real, eu era um fodido na vida, no amor e no dinheiro. Ah, sim, aquela história de sorte no jogo e azar no amor e vice e versa era piada, piegas e ultrapassado para mim, que tinha azar como título de eleitor, para fazer muita merda para eleger todas as desgraças da minha vida.

A maior desgraça foi ter me deixado ser arrastado por Park Jinyoung, um serzinho de muita lábia e discrepância, que sempre que podia, me trazia nesses inferninhos coloridos, com músicas de estourar os ouvidos.

Talvez eu seja mesmo, um jovem ferrado, de vinte e quatro anos, estudante de um curso ao qual odeio e funcionário na lanchonete mais gordurosa do centro da cidade. É, talvez eu seja muito ferrado mesmo.

— Yah, Mark! Balança esse corpo. Vamos nos divertir!

Eu sabia que Jinyoung já estava a alguns decibéis alterado. Meu amigo era alguém comportado sim, claro que levantava certa desconfiança porque por trás daquele óculos com fundo de garrafa e a aquela carinha de anjo maculado, existia um demônio vindo diretamente do subsolo para tormento de todas as vítimas que caíssem em sua lábia muito bem elaborada. No caso, essa vítima não era eu, com a graça da minha santa Hyuna protetora dos oprimidos, pobres e mal comidos.

— Jinyoung, eu já disse que não quero. Mas que porra. — Soltei sem nenhum arrependimento.

Na real, o único arrependimento que eu tinha era de ter seguido o conselho macabro do Park e ter colocado uma maldita calça que apertava até a minha décima geração. Céus, eu me sentia um enlatado e só faltava o caldinho para me colocarem em conserva.

— Deixa de ser rabugento! Você queria sair…

— Eu queria sair, mas não estava nos meus planos um lugar como esse! — Revoltei-me, olhando ao redor e notando todos pulando. Provavelmente com mais álcool do que sangue correndo pelas veias ou quiçá, outras coisinhas a mais que nunca senti tesão em experimentar.

— Yah, Markie… porque você não aproveita e acha alguém para alimentar o seu feitio, uh?! — O sorriso malicioso contrastava com o rostinho de feição doce.

Oh, sim, Park Jinyoung não prestava e eu, com toda certeza, muito menos.

— Não me sinto interessado em ninguém nesse exato momento.

Desfiz de qualquer relutância minha em achar alguém para simplesmente me dar a benção de realizar meu pequeno kink muito bem guardado, talvez não tão bem guardado já que a víbora do Park sabia. Desconfiava de algo que ele não soubesse de mim. Era um livro escancarado a ele.

— Bom, se você não está, eu com toda certeza estou.

Eu conhecia aquele tom e aquele sorrisinho. Quando Jinyoung colocava aqueles óculos que o deixavam como um nerd de colegial, mas ao mesmo tempo aqueles atores de filme pornô, meu amor… ele aprontaria e eu não queria nem estar na pele da vítima dele.

Bom, já era de se esperar que eu seria largado pelo meu melhor amigo no meio da pista enquanto ele ía a caça do macho que ele passou o semestre inteiro secando. Im Jaebeom não era lá um carinha que entrava no perfil do Park. Todo certinho, concentrado e menino que busca seguir os caminhos de deus. Uma pena que não mais, já que as garras de Jinyoung é piorar do que qualquer benza-Deus existente.

Eu, como pobre alma abandonada novamente na sexta-feira, me direciona ao bar, buscando quem sabe, me embebedar para então, esquecer meu nome e como meta, acordar com uma bela dor de cabeça, chutando o que me vem pela frente como desculpa e desconto para meu mau humor matinal. Não é nenhum pouco inteligente fazer isso, todavia, eu sempre me controlei o máximo em todos os lugares. Talvez hoje seja o dia de realmente dar um “alô” para o mundo e apenas me deixar levar.

Oh, eu não deveria seguir tão arrisca os conselhos de Jinyoung.

Quando olho para o lado, metros de distância onde estou, vejo o Park aos amassos com o nerd da fotografia. De fato, Im Jaebeom virou isca fácil e eu estava torcendo para ele resistir até o próximo fim de semana, apenas para que eu ganhasse minha aposta majestosa.

É, ferrado, sem emprego bom, curso bom, e amores bons. Meu deus, onde foi que eu errei?

— Um Whisky, por favor. — Ouvi o tom rouco e não evitei olhar de soslaio, com um maldito automático ligado a mim.

Eu conhecia aquele tom. Aquelas mãos… aqueles anéis.

Talvez fosse o momento de olhar para o céu e pedir para que me levasse. Não me importava em deixar meu belo pczinho para o Park que já há muito tempo estava de olho nele, nem de deixar como herança para Milo meu colchão que paguei em suadas sete prestações. Talvez eu não me importasse com nada. Eu só queria que algo ou alguém me tirasse dali.

— Mark Tuan…

Nesses vinte quatro anos muito bem distribuídos eu juro que já ouvi meu nome ser dito de todas as formas possíveis. Minha mãe costumava me chamar pelo nome inteirinho quando eu aprontava ou não secava a louça da forma como ela queria. Também tinha as vezes que ela me chamava assim, quando eu inventava de armar uma pequena brincadeirinha não muito amável com minha irmã que passou o ensino médio inteiro me infernizando.

Já ouvi meu nome ser chamado pelo diretor ou pelo meu chefe rabugento. Eram momentos em que eu me tremia todinho, assim quando mamãe me chamava, todavia, nenhum dos três fazia meu corpo tremer de um jeito putamente gostoso como aquele infeliz fazia e deus que me perdoasse, mas que homem perfeito.

— Jackson Wang… olha só que desprazer te encontrar aqui. — Soei com a minha típica cara de eu-posso-me-controlar-muito-bem-e-ele-não-me-afeta-mais.

— Nossa, sempre tão carinhoso comigo. — Eu também conhecia aquele tom.

Algo divertido e debochado, muito perigoso quando se tratava de nós dois.

— Está sozinho?

— Claramente muito bem acompanhado, não está vendo?

— Yah, Markie…

— Desde quando você tem intimidade para me chamar assim?

— Você realmente é imperdoável, não é?

— Com toda a certeza. — Sorri, levando a taça até a boca e bebendo de uma vez só o líquido coloridinho.

Eu sentia o olhar do outro sobre mim e de alguma forma absurda, eu ainda reagia a tudo que ele transparecia.

Maldito chinês.

— Quer companhia?

— Querido, a última coisa que eu quero de você é a sua companhia. Com licença que eu vou dançar.

Não esperei nada vindo dele, apenas me afastei. Jackson perto daquela forma era perigoso demais para minha mente fraca e carente de calor humano.

A vida deve realmente adorar escrever meus caminhos. A uma hora dessas deve estar gargalhando junto de satanás, assistindo minha desgraça no telão do juízo final.

— E aí gatinho, vem sempre aqui? — Viro-me, sentindo o corpo do desconhecido colar junto ao meu.

Okay, o rapaz parece um polvo com essas mãos eriçadas.

— É uma boate, certamente eu venho aqui. — Falei sem animo, mexendo o corpo de acordo com a música.

— Te achei muito bonito, sabia?

— Obrigado. — Desviei o olhar, respirando o ar poluído enquanto tentava elaborar um fora para o garoto. Ele era bonitinho, mas com toda certeza deveria estar entrando aqui na base da carteira falsa como eu fazia.

Minha vida já é uma desgraça, imagina ser encarcerado por pedofilia?! Deus que me guarde.

— Você dança bem… — Ouvi outro elogio.

Aquele garoto realmente estava crente de que algo entre nós aconteceria. Eu podia não estar lá nos meus dias de glória, mas eu ainda não estava desesperado. Aproveitei a troca de música e de estilo e me mandei para o fundo da pista, ficando lá na solidão que me acariciava feito filha da puta.

Todo canto que eu olhava tinha um maldito casal se pegando e já era de se esperar que eu encontraria Jinyoung aos beijos. Me surpreendi quando o vi com Jaebeom. Jinyoung não era alguém que saía e ficava a noite inteira com a mesma pessoa. No caso, ele não era nem de sair. Era como eu, uma vez na vida e outra na morte saía para se divertir, então era por isso que decidia beijar várias bocas para tirar o atraso dos séculos.

Mas puta merda, era desnecessário ver meu melhor amigo quase ser engolido pelo cara da fotografia que eu pus minha mão no fogo ser um abestalhado de tão parado e brisado que era. Mas olha só, as aparências enganam e de brisado ele não tem nadinha.

Reviro os olhos, voltando minha atenção para a música. É algo mais parado e sensual e quase vomito ao ver os malditos casaizinhos abraçados e quase reproduzindo no meio da pista.

Deus só pode estar me testando.

Talvez fosse uma pontinha de inveja já que tudo que eu queria nessa vida era esquecer as leis do atentado ao pudor e pegar alguém em uma boate despudoradamente. No entanto, ninguém era bom o bastante para me deixar com um tesão louco para querer transar em qualquer canto daquele lugar.

E é nesse momento que o diabo vem e me atenta.

Os passos dele são seguros e certeiros. Ele sabe do poder que carrega no maldito olhar e não dispensa usá-lo da melhor forma. De fato, é um cretino que sabe o que quer da vida.

— Tem certeza que não quer minha companhia? — Ele oferece a taça com um drink coloridinho.

Crispo os olhos, pensando e repensando se devo aceitar. É um momento que sei que ligar o foda-se não é a melhor saída, mas é aquela coisa né: fazer o quê?

— Fica bem longe. — Disse entredentes, pegando o drink.

— Faz muito tempo que não nos vemos.

— Com a graça de deus, né?! — Rio fraco, bebericando a bebida que puta merda, é a minha preferida. Argh, que homem maldito. — Você…

— Se eu lembro? — Ergue a taça levemente, mostrando o maldito sorriso ordinario. — É difícil esquecer algo que venha de você Tuan.

O demônio nos tenta queridos, e quando isso acontece, ou a gente corre ou pensa feito doido na possibilidade de sentar no colo do capeta. E que capeta meus queridos. Bate palma aí, Satanás!

— Engraçado você ainda lembrar da minha bebida favorita, né?! Uma pena esquecer do nosso aniversário de namorado três anos atrás.

Falei sem piedade alguma. Aprendi muita coisa com Jinyoung, uma delas era ser venenoso a um patamar incomparável.

— Você só lembra disso de nós dois? — Aproximou-se, o que me fez recuar um tanto.

— E o que eu poderia me lembrar além de desgraça e mal gosto a torto e a direita de nós dois?! — Bebi um gole generoso, sentindo a sensação gostosinha da bebida descer pela garganta ardendo tudo.

— Podia lembrar dos bons tempos também. — Ele continuava se aproximando e eu jurava que já sentia sua mão em minha cintura.

— Eu lembro dos nossos bons tempos, sabia?! Lembro principalmente do dia em que eu terminei com você. Melhor momento! — Sorri, virando de vez a taça, logo me esquivando dele.

— Só se lembra disso, é?

— Claro, quer melhor lembrança que essa? — O olhei sorrindo divertido.

Sabia que se continuasse ali boa coisa não saíria.

Não importava o tempo que passasse, eu ainda era o mesmo garoto lá no fundo. O mesmo apaixonado por Jackson Wang e mesmo que eu o quisesse longe, porque de fato, era o melhor para ambos, bem lá no fundinho, não era o real para mim.

— Você já encontrou? — O arquear de sobrancelhas me fez olhá-lo se entender nada.

— Encontrou o quê?

— Alguém para realizar o seu fetiche.

Senti sua aproximação enxuta me pegar desprevenido, fazendo-me engolir seco com o maldito olhar dirigido a mim.

— Você sabe que eu sempre encontro o que eu quero. — Soei seguro, ou ao menos tentei fazer.

— Sabe, Mark… mesmo depois de todo esse tempo, eu ainda não esqueci você. Complicado demais esquecer alguém tão louco. — Sua confissão fora direto em minha pele, deixando-me completamente arrepiado.

O aperto leve em minha cintura me fez arfar baixinho. Claramente eu parecia um virgem, inexperiente naquele instante.

Céus, maldita carência!

— Você só não encontrou alguém capaz de embarcar nas tuas loucuras. — Sussurrei, buscando manter o meu rosto o mais afastado dele.

— Ninguém é como você.

— Ah, Jackson… cantadas novas, por favor. Já recebi um monte de cantada decorada. Mostre para mim que você ainda é o mesmo Don Juan original Made In China. — Falei com a voz preguiçosa, arrancando uma risada do Wang.

Senti meu corpo ser puxado em direção ao seu, logo nós caminhávamos até uma parede no qual ele me encostou.

— Ache que eu não preciso falar, não é?! Talvez se eu mostrar a você, seja mais eficaz.

— Jackson… — Repreendi baixo, algo que não o impediu de aproximar seu rosto do meu e me puxar para um beijo.

Eu juro pela santa Hyuna que tentei o empurrar e recusar as mãos fortes e firmes que se apossaram da minha cintura, me segurando de uma maneira doida o bastante para me fazer ofegar entre seus lábios. Juro também que tentei impedir que ele avançasse mais, que não invadisse minha boca com sua língua traiçoeira e que se me recordo bem, me levava a loucura.

Ele continuava o mesmo. O maldito beijo urgente de início, cheio de pegada e com brusquidão para logo depois, ficar calmo o bastante para me deixar derretido e cheio de tesão.

Minhas mãos foram a minha pior inimiga da noite. Logo elas resvalavam pelo peitoral definido apertando tudo que podiam pegar.

Eu gostava como Jackson fazia. Como ele guiava tudo e era tão seguro que me deixava seguro também para ousar e enlouquecer o quanto podíamos suportar. E, porra, não suportavamos nada, não naquele momento em que sentíamos um calor astronômico passar por nossos corpos.

— Eu espero que você saiba colocar uma camisinha no escuro. — Disse entre sussurros, movendo o quadril em sua direção enquanto sentia meus lábios serem maltratados.

— Eu sei fazer coisas impensáveis no escuro, baby. — Senti o aperto em minha bunda se intensificar, me deixando com mais tesão naquele momento.

Jackson me prensou mais ainda contra a parede, se é que aquele ato contra a física era possível. Sua boca voltou a moldar a minha, num beijo cheio de coisas que eu preferia fingir não existir. Era melhor se fosse só uma ficado, um ato que não ultrapassaria os limites daquele lugar.

— Por que nós não vamos para a minha casa, uh? Eu não posso ficar com você aqui. — Sussurrava enquanto mantinha a pressão das mãos em meu corpo.

— Ah claro, esqueci que você precisa manter a boa imagem. — Murmurei descontente.

— A gente pode sair pelos fundos se você quiser.

— E eu lá sou homem de sair pelos fundos, querido?! — Afastei-me, arrumando minha roupa enquanto sentia o olhar do Wang sobre mim.

— Meu carro está lá na frente… se você quiser…

Não era certo fazer aquilo. Eu já deveria ter superado Jackson há muito tempo e eu sabia que me envolver com ele novamente, mesmo que fosse apenas por uma noite ou algumas horas não era o correto a ser feito. Todavia, era complicado resistir a tudo que ele significava a mim. Muito complicado, principalmente quando eu não conseguia pensar com a razão e sim com minha bunda.

— Você sai na frente. Vê se distrai as suas fãs malucas. — Soei ácido, saindo de perto do mesmo e me encaminhando para os fundos da boate.

É, eu não era um homem que saía pelos fundos, não até ser por uma foda com Jackson Wang.

Okay, éramos ex-namorados que sempre que se viam a química e o tesão louco vinham sem preceito algum de irem embora. Havíamos namorados por longos anos desde nossa adolescência, até que a vida adulta nos pediu responsabilidades e os sonhos falaram mais alto. Talvez não tão alto, porque ainda tinha resquício de nós dois vivo em nossos corpos.

O fato era que Jackson queria ser um grande cantor. Ser esgrimista nunca foi o suficiente para ele e sempre que pude, o apoie, mesmo sabendo que na primeira chance dele, eu ficaria para trás e foi o que me restou.

Eu não podia sustentar a estrela em ascenção que o Wang era e viria a ser. Então foi mais fácil apenas o deixar seguir seu sonho, mesmo que doesse em mim todas as noites quando me lembro das coisas que vivemos.

E novamente, me pergunto se tudo o que vivemos até estarmos ali, outra vez agindo como dois adolescentes inconsequentes valeu a pena mesmo. Não importava a resposta, não quando o carro do grande músico estacionou atrás da boate e a porta foi aberta, revelando o belo motorista do veículo.

É, eu não deveria seguir o conselho de Jinyoung sobre viver a vida como se todo dia, fosse o último dia de nossas vidas. Porém, quando adentrei o carro, sentando-me ao lado do Wang, pareceu o mais certo e louco naquela noite. Talvez não tão louco se comparado ao momento em que chegamos ao seu apartamento, grande o bastante para dar ecos dos nossos barulhos.

Eu não devia me deixar levar tanto pelos beijos dele, tampouco pelas mãos invadindo minha roupa sem nenhuma cerimônia, como se ele já fosse de casa e de certo modo, ele era, porque céus, nunca ninguém o abrigaria tão bem quanto eu.

Enquanto o via se livrar das peças caras, eu não conseguia tirar os olhos de si. Jackson gostava de receber toda a atenção necessária e eu era um mero observador de sua beleza. Um maldito observador que amava me perder em cada curva daquele corpo bem trabalhado.

— Você continua um maldito gostoso. — Reclamei, abrindo mais as pernas conforme ele se aproximava de mim.

— O tempo também fez bem a você, querido… — Fechei meus olhos, aproveitando o carinho dos seus lábios em minha pele.

— Não me chama assim… — Suspirei pesado, sentindo sua boca me deixar mais excitado conforme ela descia ainda mais.

— Eu lembro que você gostava muito.

Eu poderia fingir que não, que não gostava de nada vindo dele. Que tudo era apenas resultado de um encontro de carência, álcool de do espírito da sexta-feira que grita por sexo doido e companhia. No entanto, eu era fraco quando se tratava dele e somente ele era capaz de me desfazer da minha maldita armadura contra a vida.

E Jackson sabia me despir como ninguém. Talvez seus fãs deveriam saber que a boca que ele tem não encanta só com belas canções. Talvez só eu soubesse quais eram as outras funções que ela tinha. E, porra, eram muitas funções que me faziam revirar os olhos e morder o lençol.

— Você ainda é sensível aqui. — Ouvi sua risada curta, enquanto sua mão pousou em cima da minha bunda, apertando a carne entre os dedos.

Arfei ao sentir a mordida leve em minha pele, sentindo meu corpo tremer com a atenção que recebia na região.

— Me diz uma coisa, amor… — Revirei os olhos quando ele envolveu meu membro, masturbando-me com uma lentidão absurda. — Alguém já fez melhor que eu?

— Ah, Jackson, vai se foder! — Afundei meu rosto sobre o travesseiro, esfregando o corpo no colchão conforme era tocado pelo mais novo.

— Diz para mim.

— Muitos já fizeram melhor que você. — Soltei entre suspiros, com um pequeno sorriso dançando nos lábios. Todavia, meu rosto logo se moldou em algo descontente.

Eu sabia que estava mexendo com o orgulho e ego dele.

— Podem até fazer melhor, meu amor, mas duvido muito que façam do jeito que só eu sei fazer e que você ama.

Ondulei meu quadril, esfregando-me nele conforme sentia seu corpo roçar no meu.

Encontrava-me de bruços, a mercê dos caprichos daquele homem que conhecia meu corpo melhor do que eu mesmo. Eu era meu próprio inimigo naquela hora e sabia perfeitamente disso quando comecei a chamar baixinho pelo Wang. Porra, maldita carência. Só podia ser ela, não tinha outra explicação para eu agir daquela forma tão despudorada e necessitada.

Quando senti sua língua no meio da minha bunda eu jurei que poderia suportar sem agir feito um desesperado que nunca ganhou um beijo grego na vida. No entanto, era de Jackson Wang que se tratava e eu não era nenhum pouco recatado em um momento como aquele.

Sentir aquele toque íntimo só me fez lembrar o quanto Jackson era bom naquilo. Bom não, excelente. Ele sabia trabalhar com a língua como ninguém, movendo-a de encontro a mim e intercalando entre chupadas que me deixavam mais duro do que já estava.

— Jackie… — Chamei estarrecido, sentindo meu corpo reagir a cada toque sofrido.

O senti me virar, abrindo minhas pernas e ficando entre elas. Levei minha mão até seus fios escuros, acariciando e o incentivando. Eu ainda sabia como funcionávamos. Jackson gostava de sexo verbalizado, guiado e com tudo muito bem mostrado. Eu aprendi a ser assim com ele, sem pudor algum quando se tratava de prazer. Éramos bons quando era somente nós dois.

Somente nós dois como naquele momento.

A frase que eu mais havia repetido na noite voltava a ser pauta em minha mente.

Eu não deveria… não deveria o olhar enquanto ele se colocava dentro de mim. Não deveria aceitar seu entrelaçar de dedos enquanto ele se mexia e me olhava como se ainda fôssemos os mesmos. Eu não deveria e até nisso a vida me fodia e, porra, como fodia.

Jackson se mexia de um jeito gostoso o bastante para me fazer gemer seu nome alto. Minhas mãos já não seguravam mais as suas, e sim judiavam de suas costas muito bem malhadas, arranhando-as numa mera tentativa de descontar todo meu tesão sentido por ele.

— Ah… Jackie… — Soei rouco, invertendo a nossa posição e ficando por cima.

Eu gostava de o olhar daquela forma. De sentir suas mãos apertarem minhas coxas enquanto rebolava em seu pau e era estimulado por seus gemidos e chamados por mim.

Talvez eu gostasse até demais daquele momento, daquela posição e de todas as sensações que ele me causava.

— Mais rápido, Mark. — Ouvi pedir sôfrego. Inclinei meu corpo, puxando-o para um beijo desajeitado enquanto aumentava mais as reboladas sobre ele.

Eu sentia os espasmos percorrem pelo corpo, as pernas pareciam gelatinas não tendo mais forças para me manter firme.

O barulho do nossos corpos se chocando era de fato a minha única canção preferida e mesmo que eu não admitisse em voz alta, eu havia sentido falta daquilo. Falta de o sentir por completo em mim e sendo meu, assim como eu nunca deixei de ser dele.

Me desfiz em seu abdômen em meio a gemidos entrecortados e beijos desajeitados. Eu não deveria me envolver daquela forma com ele. Não de uma maneira tão intensa.

Meu nome foi dito de forma sensual, da mesma forma que costumava ser dito quando estávamos juntos e o moreno alcançava seu clímax. Parecia que o tempo não havia passado, tampouco que nós havíamos envelhecido.

Quando caí para o lado, minha vontade foi pegar minhas coisas e ir embora. Era o melhor a se fazer, antes que o coração começasse a pensar e consequentemente, a pesar. Eu já não era mais nenhum garotinho com medo do mundo, sequer, o mesmo romântico apaixonado. Eu podia ser alguém ácido boa parte do tempo, carregado de deboche e distribuindo coices para todos, mas Jackson sempre teria um lado meu vulnerável que nenhum outro jamais teria.

— Fica comigo? — Eu busquei ignorar aquilo, pelo menos eu tentei e, ah, falhei feito miserável.

— Jack… — Senti seu braço envolver minha cintura e seu peito colar em minhas costas. Era o momento de eu ir embora, mas eu não tinha forças para sair dali, daquele abraço que durante esses anos todos me fez falta.

— Dessa vez vai ser só nós. Eu prometo enfrentar o mundo com você.

— Eu não quero que você enfrente o mundo comigo. — Busquei soar indiferente.

— Então você quer que eu te dê o mundo? — Sussurrou, fazendo-me encolher um pouco.

— Talvez o mundo seja pouco perto do que eu quero.

— Então me diz o que você quer.

Puxei o ar com calma, virando-me lentamente. Jackson estava com a cabeça apoiada na mão, seus olhos estavam atentos a qualquer mínima ação minha e aquilo me deixava nervoso de um modo bom. Eu gostava de ter a atenção dele sobre mim.

— Eu quero algo que eu não posso ter. — Ri fraco, esfregando meu rosto minimamente no travesseiro cheiroso.

Tinha o cheiro dele e pelos deuses, eu deveria parar com aquilo antes que fosse tarde demais.

— Você sabe que pode ter tudo que quiser, não é?

— Depende do tudo. Esqueceu que eu carrego o azar comigo? — Brinquei, sentando-me na cama e olhando ao redor onde poderia ter deixado minhas roupas.

— Mark…

— Jackson, não fala nada. Olha, eu gostei da transa, do momento, mas não é como se isso mudasse algo. Agora nós somos de mundinhos bem diferentes, então não é saudável para nós dois.

— Mark, eu não estou te pedindo em namoro. Só quero que fique aqui comigo, como nos velhos tempos e não vem me dizer que não somos mais os mesmos porque nós acabamos de provar o contrário.

Engoli seco, apertando o lençol ao redor do meu corpo. Maldito pedido vindo dos infernos.

— Fica comigo, uh?! — Senti a aproximação, vinda junto de beijos calmos em minha pele exposta.

— Não fa-faz assim.

— Eu sinto sua falta. Falta do seu corpo, de você por inteiro.

— Jackson! — O repreendi, já sentindo o corpo responder aos estímulos dele.

De fato, só podia ser carência. A maldita sexta-feira tinha esse espírito de querer a droga do calor de um corpo humano, calor… céus.

— Fica?!

— Eu fico! Mas fico porque eu ‘tô com sono. — Fingi superioridade, coisa que não existia.

Duvidava que até mesmo eu tivesse dignidade naquele momento. Voltei a deitar, virando para o lado e fechando meus olhos com força.

Sentia a pele arrepiar com cada toque de Jackson por baixo do lençol. Seu corpo colou no meu e seus lábios vieram para meu pescoço. Ele sabia do meu ponto sensível e deveras fraco. Sabia que se bem usado ele arrancaria tudo de mim, porque de fato, eu nunca soube negar nada a ele.

— Jackie… — Murmurei, fazendo-o rir baixo.

— Você não imagina o quão feliz eu fiquei quando vi você naquele bar. — Seus olhar estava junto ao meu e aquilo me deixava levemente nervoso.

— Você deu sorte que Jinyoung me arrastou para aquele inferninho colorido.

— Santo Park Jinyoung!

— Não acho que seja tão santo assim. — Ri, fechando meus olhos à medida que sentia seus lábios sobre os meus.

— Só de ter me trazido você já é um anjo.

Seu beijo me tirava da órbita e não importava quanto tempo passasse, ele sempre me causaria o mesmo frio na barriga. As mesmas sensações de uma adolescência na qual eu gostaria de voltar, só para aproveitar cada segundo a mais ao lado dele.

E naquela maldita noite de sexta-feira eu fiquei com ele. Fiquei, aceitando seu pedido que anos atrás eu neguei, o deixando para trás.

É, talvez eu começasse a ter outra visão das próximas sexta-feiras. Talvez não fosse mais um dia de solidão e incômodo com vizinhos barulhentos. Talvez eu só culpava todas as sextas porque era nelas que Jackson sempre ficava comigo e era apenas nós dois. Nós dois contra o mundo e fazendo do que tínhamos o nosso próprio lar.

— Eu ainda te amo, Mark Tuan…

De fato, poderia conhecer mil e uma pessoas, nenhuma me faria ficar daquela forma, tão bobo e seguro em meio a um abraço.

Mesmo que meu orgulho não admitisse em voz alta, eu o correspondia da mesma forma, mesmo que na manhã seguinte, eu não pudesse ficar mais ao seu lado.

Eu poderia me contentar com as sextas-feiras…

Nas sextas-feiras a noite, eu poderia me dar ao luxo de estar nos braços do homem que eu nunca deixei de amar.

1 Novembre 2019 07:21:09 0 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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La fin

A propos de l’auteur

Diu Cardoso Uma aspirante a escritora que vive oscilando entre as linhas e que se perde fácil no amontoado de palavras quase desconexas. @kpopperatrevida no spirit

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