Re: K (Volume 2) Suivre l’histoire

igor-morais-costa Igor Morais

Apos uma longa batalha contra Faust, o grupo se encontra no final da batalha, mesmo acabados, agora eles tem um fio de esperança, por isso agora mais do que nunca eles lutam com tudo de si.


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#herotico #gore #aventura #fantasia #romance
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Memorias

A chuva estava muito forte, os ventos traziam rajadas fortes de agua, era difícil de ver o que estava acontecendo no teste, mas Keil ainda assim via tudo, mesmo seu cabelo molhado estando na frente de seu rosto encharcado, o homem via tudo, ele não usava um guarda-chuva, por causa disso o cigarro em sua boca estava apagado, o jeito como ele olhava e a maneira como estava agindo, significava preocupação, o homem não aprovava aquele teste, ele realmente queria parar aquilo, mas era contra as regras da academia, um teste que já havia começado não pode ser parado, a única coisa que ele podia fazer era evitar que houvesse alguma morte, sendo assim nesse momento ele estava usando sua magia para curar Aski. Do corpo de Keil saia uma aura verde-transparente, ela ia em direção ao garoto que estava quase morto no chão, seus cabelos e sua pele estavam queimados, mas estavam sendo curados pelo homem, por sorte a magia que Keil usava era de cura, ele a chamava de Mortalia, essa magia servia tanto para cura quanto para matar, por causa disso ela tinha uma aparecia peculiar, já que a magia criava um corpo próprio para se manifestar, e era esse corpo que estava perto de Aski. A esquerda do garoto estava uma figura de mais ou menos um e cinquenta de altura, essa figura era um boneco feito de trapos, suas pernas eram listadas e cheias de bolinhas pintadas, o torço parecia ser todo remendado com panos xadrezes, ou panos com bolinhas e riscos, ele não tinha braços, mas usava uma capa e um capôs, eles pareciam bem velhos e rasgados, por último a face, ela também era feita de pano, nela havia um sorriso com dentes pontiagudos e olhos pretos e brancos. Esse boneco estava curando Aski, como? Bom, de dentro de sua capa saia uma tira de pano, que estava ligada a uma foice de cento e oitenta centímetros de altura, com essa foice, o boneco despejava uma energia verde que curava ferimentos, o processo normalmente seria rápido, mas por causa da condição do garoto, estava demorando muito, afinal, além de usar parte da energia para mantê-lo vivo, o boneco ainda o estava curando, por isso apenas parte de seu braço esquerdo foi curado, mas ainda faltava o resto do corpo que estava em carne viva. Vendo isso Keil queria muito quebrar as regras e acabar com o teste, mas é então que algo o surpreende, ele vê que bem lá longe a sua esquerda vinha aguem correndo, esse alguém era Art, o garoto estava rápido, ele bufava de tanto cansaço, a cena era deplorável, mas Keil ficou feliz em velo, afinal quando ele viu o garoto ser jogado para longe, o homem ficou bem preocupado, então quando o garoto chegou perto ele abriu um sorrio e falou:

-Que bom que está bem! –Keil-

Art nem ligou para o homem, ele apenas passou por ele e foi até Aski, o garoto mexe no corpo de seu colega e pega suas duas espadas, junto delas a bainha e o cinto, Keil não entendeu bem o que ele estava planejando, mas uma coisa era certa, Art tinha algo em sua mente e Keil queria muito saber o que era, então ele pergunta ao garoto:

-Art....você está bem? –Keil-

O garoto não responde, ele estava muito concentrado em pôr o cinto e as bainhas. Vendo que não funcionou Keil novamente tenta falar com o garoto:

-Art, eu te fiz uma... –Keil-

O garoto olha para a cara de Keil, seu olhar era diferente, era como se o garoto não fosse mais ele, seus olhos agora passavam uma sensação de frio e morte, vendo isso o homem dá um passo para trás, o garoto presenciando essa reação fala com um sorriso:

-Não se preocupe professor, eu estou bem. –Art-

Art olha para Aski e fala:

-Apenas cuide dele ok? –Art-

Com um olhar de surpresa e duvida Keil responde:

-Está…bem. –Keil-

Depois disso Art se vira onde os outros estavam e vai até eles, Keil já havia percebido uma mudança no garoto, ele mordeu seus lábios e com uma foz baixa falou:

-Ele é realmente um Re. –Keil-

Sim, o homem já havia percebido que Art tinha se lembrado, da sua vida passada, mas como ele percebeu? Bom, ele descobriu só pelo olhar de Art, aqueles olhos não eram de um adolescente, mas sim de alguém que viveu muito e matou muitos, isso de certa forma, por um momento deixou Keil com medo, mas apenas por um momento, afinal aquela presença ainda era de Art, então sendo assim ele não o impediu de ir até os outros.

O garoto estava rápido, seu cabelo voava junto ao vento, e bem de longe ele via seus três companheiros avançando, com certa preocupação ele aperta o paço e avança. Ao chegar mais perto, Art conseguiu ver Atera levando um soco do gigante, e sendo afundada no chão, além disso ele viu Tarius caindo de cansaço e Rita desviando dos golpes do grandão, mas sendo atingida pelo choque dos golpes, ela certamente não aguentaria o soco, sem saber o que fazer, ele apenas avançou para onde a Rita estava, ele estava mirando onde a ponta da lança estava, na junção do ombro com o baço, era só um palpite, mas se desse certo, isso podia dar uma vantagem a eles, então ele saca as espadas, e vai para cima. O garoto passa correndo por Rita que estava com seus olhos fechado, ele gira a espada da esquerda, pondo sua lamina voltada para traz e com um golpe, desvia o soco que atingiria Rita, com a garota já segura, ele corre e salta para acertar a ponta da lança, que estava fincada na junção do braço com o ombro. Ele usou a espada da esquerda ao contrário e a espada da direita normalmente, o garoto faz um ataque com as duas, a primeira a acertar foi a espada da esquerda, um corte de baixo para cima foi feito, isso deu bons resultados, afinal um grande corte tinha sido feito, então rapidamente com a segunda, Art desfere um golpe de cima para baixo, que corta o braço do grandão. O garoto passa como um pássaro, mal tinha dado para ver como o braço tinha sido cortado, mas uma coisa era certa o gigante estava com dor, poisl ele gritou e desferiu vários de seus socos no chão, Art realmente tinha irritado ele, por falar no garoto, ele tinha aterrissado atrás do grandão, a uns dois metros de distância, ele estava no chão sem folego, mas levantou com um sorrio na cara e orgulho nos olhos.

Todos olhavam para ele, Irene estava perplexa, essa foi a primeira vez que alguém cortava Faust sem usar magia, isso era incrível, Irene viu um grande progresso nas habilidades do garoto, a mulher queria testa-las, mas não poderia agora, já que seu parceiro estava descontrolado. Faust não obedecia a mulher, tudo estava um caos e ainda para piorar, ele entrou em fúria, o gigante foi na direção de Art para atacá-lo, mas os socos dele não o alcançavam mais, nesse momento, Art era de certa forma superior e o porquê era seu autocontrole, ele sabia a hora certa de desviar e atacar, ao contrário de Faust, que apenas atacava, seus ataques eram muito previsíveis, o gigante agora tinha várias aberturas, sendo assim Art atacou por todas. Primeiro ele correu ao redor de Faust, vendo uma oportunidade atacou, o garoto escorregou por baixo das pernas do gigante e com um salto para traz, deferiu vários golpes na junção do joelho, foi inútil de começo, mas ainda assim ele não desistiu e continuou a driblar os ataques da armadura.

Tarius que havia caído no chão se levanta, ele nitidamente estava cansado, mas foi ajudar Art assim mesmo, já Rita, essa não conseguia mais, então ela apenas deita e fica por ali, ela se perguntava se havia sido útil, a garota se sentia insegura e achava que era uma inútil, ela queria alguém para conversar, mas não havia ninguém ali, os únicos que estavam em pé ainda era Art e Tarius, pelo menos era o que ela achava, a garota repentinamente começa a ouvir sons vindo de traz, ela com o pouco de força que tinha, olha e o que ela vê era inacreditável, de dentro do buraco onde sua amiga estava, se levanta uma figura toda ensanguentada, com o osso de seu braço esquerdo a mostra e banhada de sangue, essa era Atera, a garota se apoiava em sua espada, ela parecia cansada, mas ao ver o gigante, com um grito de ódio ela avançou, essa garota foi mais rápida que Tarius, ela chegou primeiro que seu colega, por sorte ela estava mirando no joelho do gigante, Atera tinha o objetivo de quebra-lo, para alvejar e derrubar seu inimigo, por isso com um golpe de pura raiva, ela ataca o joelho e o resultado de certa forma foi bom, a espada da garota se quebrou, mas ao mesmo tempo a armadura do joelho se foi, isso deu certo, mas havia um preço, a garota seria atingida pelo soco de Faust.

O gigante vendo essa abertura, atacou novamente de cima, ele faria a mesma coisa que havia feito antes, mas dessa vez o estrago seria pior, dessa vez Art não conseguiria ajudar, ela estava acabada, mas é então que Tarius aparece, ele agarra a garota e posiciona seu escudo para cima, defender esse ataque foi difícil, mas não impossível, ele teve que usar tudo de si para defender Atera daquilo, no final Tarius conseguiu, mas houveram consequências para essa atitude, seus ossos do braço esquerdo foram moídos, de seus olhos saiam sangue e as suas costelas doíam mais que tudo no mundo, ele estava ferrado e não conseguia se mexer, por causa disso ele e Atera levaram mais um ataque, mas antes de serem arremessados, ele grita para Art:

-O que está esperando idiota! Corta logo essa maldita perna! –Tarius-

Logo após ele falar isso, Tarius recebe um soco do gigante e é arremessado, Art viu tudo de camarote, desde o sorriso que seu amigo deu, até o sangue que ele vomitou, isso tudo fez uma raiva crescer dentro do garoto, que na mesma hora parte para cima, ele gira as espadas pondo sua laminas para traz, enquanto corria até o joelho, ele desvia de um dos socos do gigante pulando e ao aterrissar, escorrega até o ponto de ataque, dando mais um pulo emendado com um giro, isso ocasionou em um corte circular, que cortou parcialmente a perna dele, ao aterrissar novamente, Art pega impulso com sua perna esquerda e salta para traz, com a intensão de desferir um golpe fatal, o gigante não conseguia acompanha o garoto, sendo assim, Art novamente gira a espada em sua mão direita, a lamina agora estava para frente, então com um apenas golpe das duas espadas, a perna de Faust é cortada e o gigante cai, ele agonizava de dor mas ainda estava vivo, Art mancava pois havia torcido o joelho, todos estavam extremamente cansados e acabados, o garoto tentou chegar perto para finaliza-lo, mas seu corpo não aguentou e começou a cair, mas antes de chegar ao chão, uma mão o agarra, essa mão era de irene, a professora estava no chão, isso quer dizer que eles ganharam, um sorriso enorme se abre na face de Art e ele fala:

-Vo-Você, perdeu... –Art-

Logo após essa fala, o garoto desmaia. A essa altura já não havia mais chuva, as únicas coisas no céu, eram a nuvens, o crepúsculo e a lua prateada, Irene ouvindo e vendo isso apenas sorriu e falou:

-É....eu perdi. –Irene-

A batalha termina com Art desmaiado nos braços de Irene, e Keil indo ajudar os outros, junto de Aski, que havia se recuperado.

..

...

....

.....

Silencio, tudo estava em um silencio profundo, um barulho de água ressoa pela escuridão, leves ondas são formadas na profunda superfície escura, lentamente o garoto de olhos vermelhos abre seus olhos, ele estava mergulhado em uma escuridão eterna, mas não era ruim, pelo contrário, era recompensador e ele não se importaria de ficar ali para sempre, mas já era hora de acordar, o garoto já estava dormindo a semanas, sendo assim, uma luz branca-azulada aparece acima da escuridão, repentinamente ela se torna uma mulher, essa usava um vestido azul e tinha cabelos brancos, ela sorria e ria, ela era linda sem igual, Art a achou tão bonita que a queria a todo custo, por isso ele seguiu o mais rápido possível até a superfície, mas quando a alcançou, sua luz brilhou tanto que o deixou cego, quando o garoto abriu seus olhos novamente, ele não estava mais naquele lugar escuro, mas sim em seu quarto. Deitada em cima dele estava Kuroru, aos pés da cama sentado em uma cadeira estava Tarius, deitado no chão em cima de um colchão, estava Aski e deitadas no beliche de cima, estavam Atera e Irene, todos estavam dormindo, tudo estava escuro e havia uma lua gigantesca no céu, sua luz iluminava o quarto e mostrava as faces de seus companheiros, Art não sabia o que estava acontecendo, mas percebia uma coisa, todos estavam cansado, então por isso, ele pega gentilmente Kuroru e vai para o lado de fora, onde se senta para apreciar a lua.

Já do lado de fora, ele percebe algo diferente, seu braço não estava mais com queimaduras, ele havia voltado ao normal, vendo aquilo o garoto logo soube, seu professor o ajudou, isso o deixou muito feliz. Além da queimadura, outra coisa estava diferente, suas roupas, ele estava com seu short preto e sua blusa azul escura, vendo que as roupas estavam diferentes, ele logo deduziu que deve ter desmaiado, e demorou para acordar, por isso tudo estava diferente, após pensar isso, o garoto olhou para sua janela e agradeceu a seus amigos, mas ele queria saber quem foi que trocou sua roupa, afinal ele tinha que agradecer a essa pessoa. Aiai, esse garoto mal acordou, mas já estava pensando em mil e uma coisas, mesmo assim não é culpa dele, Art não fazia ideia do susto que causou, mas mesmo se soubesse ele faria o mesmo, sendo assim ele apenas continuou fazendo o que queria, ele ficou ali sozinho apreciando a noite, pelo menos até Kuroru acordar, ela apenas acordou porque sentiu um vento frio, ela lentamente abriu os olhos, picou três vezes e olhou para a cara de Art, o garoto sorria e até falou bom dia, mas ela não deu muita moral e voltou a dormir, essa foi sua reação nos primeiros trinta segundo, pois depois de perceber que era seu mestre, os olhos da pequena começam a lacrimejar, e com um grande berro de alegria ela chora, Art vendo aquela cena percebe que não foram horas, mas sim dias, então para reconfortar sua pequena mascote, ele a abraça calorosamente. A salamandra chorou por um longo tempo, os sons de seu choro foram tão altos que os outros até acordaram, vendo que Art não estava na cama, todos acedem as luzes e vão atrás do choro de Kuroru, eles descem as escadas correndo, todos fizeram um barulho, isso fez com que Keil e Irene acordassem, os dois descem para ver o que estava acontecendo, mas não encontram ninguém, eles apenas veem a porta da sala aberta, com medo de algo ter acontecido, ele vão até a porta e se deparam com todos seus aluno abraçando Art, eles estavam chorando e dizendo coisas como:

-Bem-vindo de volta! –Tarius-

-Valeu, mas eu não fui a lugar nenhum. –Art-

-Isso é maneira de dizer cara. –Tarius-

-Desculpa, hehehe. –Art-

Os dois caem na risada, mas isso dura pouco, pois Atera o agarra e começa a chorar. Vendo aquilo o garoto passa a mão por sua cabeça e fala:

-Eu não queria fazer você chorar, desculpa. –Art-

-Não vem com essa (soluço), seu idiota! –Atera-

-... –Art-

-Você sabe o quanto eu fiquei preocupada? –Atera-

-Não, mas imagino. –Art-

Ela continua a chorar descontroladamente, o garoto a reconfortava enquanto falava com os outros, depois de falar com os outros, Art olha em direção da porta, seu sorriso era reconfortante, o garoto se levanta e vai até as pessoas que ali estavam, Irene estava quase chorando, a mulher iria falar alguma coisa, mas o garoto a interrompe e fala:

-Eu não quero um pedido de desculpas professora, aquele era seu trabalho e você o fez direito, agora eu sei o que é uma batalha de verdade. –Art-

Os olhos de Irene se arregalam, a mulher fica sem palavras, mas o sorriso que ela solta diz tudo o que era preciso, a mulher se sentia culpada, mas agora seu coração estava mais leve, pois Art estava agora estava acordado. Depois de falar tudo o que queria, ele se vira para Keil, o homem como sempre estava fumando, o garoto ia falar algo, mas antes que pudesse o homem fala:

-Não precisa idiota...eu sabia que você estava bem. –Keil-

O garoto sorri e diz apenas um obrigado. Após isso todos entram e contam o que havia acontecido, o garoto tinha desmaiado depois do teste, todos acharam que era cansaço, mas depois de um dia dormindo, todos acharam estranho, logo se passou uma semana, depois duas e então se passou um mês, todos estavam preocupados, pois Art ainda não tinha acordado e eles não sabiam o porquê, pelo menos não seus amigos, já seus professores, bem, eles já tinham uma suspeita. Os dois na mesma noite após todos irem dormir foram falar com Art, eles perguntaram o que foi aquela maestria com as espadas de Aski, ele não podia mentir, pois os dois já tinham visto aquilo, então ele fala a verdade:

-Sobre isso...bem, meio que durante o meu desmaio eu tive uma visão. –Art-

-Uma visão? –Keil-

-Sim! Eu vi um garotinho de uns oito anos de idade, ele estava treinando com seu mestre. –Art-

-Hum...você viu ele usar as espadas? –Keil-

-Sim, mas não o bastante para aprender. –Art-

-Se você não viu o bastante, como você tinha aquela habilidade? –Irene-

-Eu consegui ver algumas memorias do garotinho...e essas técnicas são bem básicas. –Art-

A mulher ri e olha para Keil.

-O que foi? –Art-

-Nada, de mais. –Irene-

-Só estamos felizes de saber que você é um Re. –Keil-

-Pera, eu ter essas memorias significa que... –Art-

-Sim, você é um. –Irene-

-Hum..., mas isso vai dar um dor de cabeça...–Art-

O garoto para pôr um estante e arregala seu olhar, ele se vira para seus professores e pergunta:

-Será que meu coma, não teve algo a ver com essas memórias? –Art-

Os dois se olham e fala:

-Sobre isso...bem, nós não sabemos. –Keil-

-Ei como assim? Vocês deviam saber não? –Art-

-Na pratica sim..., mas você é um Re, e todas as informações sobre vocês são ultrassecretas. –Irene-

-Por isso não fazemos ideia o do porquê do seu mini coma. –Keil-

Ao escutar isso o garoto fica apreensivo e ligeiramente preocupado, vendo isso Irene fala algumas palavras bem bonitas:

-Mas não se preocupa, talvez não aconteça de novo, mas se acontecer vamos estar aqui para te ajudar. –Irene-

O garoto sorri e fala um “Ok”, eles conversam mais um pouco e vão para seus quartos, mas antes disso, Keil diz ao garoto para ter mais cuidado a partir de agora, o motivo foi aquela maestria com as espadas, ela chamou a atenção de seus amigos, eles ficaram bastante curiosos, pois nenhum deles nunca tinham visto Art treinar com uma espada, por isso quase todos estavam curiosos, eles queriam saber o que foi aquilo, Keil teve que inventar muitas desculpas para convencê-los de que aquilo, podia ser feito por qualquer um, no final todos eles aparentemente aceitaram e deixaram pra lá, então para não chamar mais atenção, Art foi aconselhado a fingir não saber nada sobre lutas com espadas, essa era a melhor opção no momento, já que se eles descobrissem, seria uma dor de cabeça sem igual, sendo assim Art prometeu não mostrar suas habilidades na frente de seus amigos. Depois que essa conversa terminou, os dois se despedem e vão para seus quartos, o garoto logo que entrou se deitou, agarrou Kuroru e ficou ali fazendo cafune na salamandra, ele estava muito pensativo, em sua mente o garoto se perguntava algo, ele perguntava a si mesmo, se as pessoas iguais a ele estavam sofrendo ou não, e se estivessem sofrendo, ele queria ajuda-los, mesmo sendo fraco, sim Art não era forte, mesmo se você disser que ele derrotou Faust, não seria verdade, afinal essa luta foi vencida em conjunto, Art não fez nada de mais, ele apenas acabou um serviço que já estava pronto, sendo assim o garoto faz algo bem arriscado, mas que o ajudaria no futuro.

Art então se levanta de sua cama e com Kuroru nos braços, vai até onde se localizava as armas, o garoto procura e então acha o que queria, eram duas espadas leves, elas eram duas Gladius, espadas romanas que mediam setenta centímetros de comprimento. As laminas mediam cinquenta centímetros, elas eram prateadas e sem muitos detalhes, já o cabo, ele media vinte centímetros e era de certa forma bem chamativo, pois nele haviam tiras vermelhas de couro, essas tiras serviam para evitar, que as mãos do dono se machucassem, além disso em sua ponta, havia uma cabeça de leão, ela era toda ornamentada e esculpida a mão, além disso ela tinha uma cor dourada e carmesim, essas tintas usadas eram únicas, elas vinham com toda a certeza de diversas partes do mundo. Ao ver isso Art se assusta, ele achou estranho algo tão bem feito estar aqui e não em um museu, mas o que mais o surpreendeu não foi isso estar aqui, mas sim as laminas, elas eram diferentes uma da outra, a lamina da esquerda era reta até antes de sua ponta, pois ao chegar nela, ela se tornava fina e pontuda, já a espada da direita, ela também era reta, mas o encontro de sua lamina com a ponta era levemente arredondada, mas ainda sendo levemente arredondada, tinha um formato de “V”, que dava a sensação de ser inspirada na espada de um cavaleiro, vendo isso o garoto logo entendeu para o que as duas serviam, a espada da esquerda era para perfurar e a da direita para cortar, era uma maneira estranha de se lutar, mas Art achou interessante, sendo assim ele as pega e vai para o lado de fora.

Depois de minutos andando e se banhando pelos ventos nortenhos, que passavam como rajadas de gelo, Art finalmente para, ele observa aquela paisagem bela, o garoto vislumbrava as estrelas e contemplava a lua crescente com um sorriso, depois de contemplar a beleza das planícies, Art coroca Kuroru no chão e então saca as espadas, o garoto as observa atentamente, ele não havia se decidido por completo se treinava ou não aquelas técnicas, é então que repentinamente imagens vem diante de seus olhos, essas imagens eram as lembranças do garotinho de suas visões, ele se chamava Jin Kaname, um órfão deixado para morrer, mas que foi salvo por seu mestre. Art tinha parte de suas memorias e até as técnicas que ele usava, elas eram básicas, mas isso não quer dizer que eram fracas ou fáceis de se aprender, e mesmo se fossem fáceis de se dominar, Art não saberia usa-las, afinal ele não era Jin, nosso protagonista era uma pessoa totalmente diferente do garotinho, Art com toda certeza não conseguiria fazer o que o menino fez, ele não mataria pessoas a sangue frio, ainda mais bebes, mulheres gravidas ou velhos indefesos....sim, Jin não era uma pessoa boa, pelo menos não nas memorias que Art tinha, mas mesmo sendo diferente de Jin, Art tinha esse sentimento estranho vindo de seu peito, esse sentimento era peculiar e não era dele mesmo, o garoto tinha essa vontade incontrolável de usar as técnicas do mestre de Jin, mas não para matar pessoas, ao contrário, ele queria usa-las para salvar todos, de algum jeito Art agora tinha um grande sentimento de justiça em seu peito, isso era errado? Ter esse sentimento, de querer usar técnicas assassinas para o bem, era errado? O garoto se perguntava isso, afinal além de não ter o direito de usar ou treinar essas técnicas, elas eram para matar pessoas indefessas, isso era um dilema problemático, o garoto pensou e pensou, e por fim ele o fez, o garoto girou as espadas, e pois em pratica tudo o que estava em suas memorias. Art agora era um mentiroso, ele quebrou a promessa, que foi feita a meia hora atrás, ele se sentia mal, mas isso era necessário, pois aquelas técnicas que foram treinadas noite a pós noite o ajudaram, elas salvaram sua vida e abriram um novo caminho para ele, o caminho de um Herói, esse caminho não foi fácil, mas no meio dele, o garoto consegui tudo o que sempre quis, uma família de verdade.

Após algumas horas, Art se cansa e finalmente volta para casa, Kuroru vinha em seu ombro, ela parecia feliz e muito animada. Quando chegaram em casa, eles de fininho abrem a porta e vão ao arsenal, os dois cuidadosamente guardam as espadas, eles as deixaram no mesmo lugar para não levantar suspeitas, depois de terminar por ali, os dois novamente sobem para o quarto e finalmente desabam na cama, eles dormiram que nem uma pedra, seus sonhos foram bons, principalmente de Art, o garoto não sonhou com aquele mar negro novamente, mas ainda assim sonhou com um outro lugar, esse local não era um mar negro, pelo contrário era um lugar iluminado cheio de rosas brancas, que emitiam uma luz azul bem bonita, esse era um lugar vasto que ficava sobre um céu estrelado, essas estrelas eram tantas que não se podia contar, todas tinham um brilho diferente e faziam companhia a uma lua cheia, essa lua era bem grande e pairava pelo céus, como uma guardiã, que junto com as estrelas e as rosas, mantinham o equilíbrio entre a luz e as trevas naquele lugar. Quando Art se viu nesse lugar, ele achou bem estranho, o garoto pensou que fosse mais uma de suas visões, mas ele estava errado, pois ele podia se mexer e andar por todo aquele lugar, sendo assim ele começou a andar por ali, depois de andar um pouco, nosso protagonista começa a ouvir um som bem suave, era um violino, quem o tocava deveria estar triste, afinal os sons que saiam dele, davam origem a música lenta e melancólica. Art sem saber se seguia a música ou não, acaba apenas por ficar ali a ouvindo, com o decorrer dela seu tom muda e passa a ficar mais animada, mas mesmo assim o sentimento de tristeza ainda era aparente, o garoto se perguntava o do porque daquela pessoa estar triste, ele estava curioso, mas não tinha coragem de ir lá e perguntar, então ele só continuou ouvindo, até que repentinamente o som para e em seu lugar, um choro bem fraco e silencioso começa a ser ouvido. O garoto ao ouvir isso, rapidamente se vira e começa a subir um pequeno morro que ali tinha, esse morro assim como o resto do lugar era florido, mas por algum motivo, as rosas daquela parte eram muito mais espinhosas, além disso elas também tinham espécies de vinhas, que eram do tamanho de cipós, essas escorriam pelo chão e eram cheias de espinhos gigantescos, foi difícil para o garoto subir esse lugar, mas ao chegar lá em cima, ele se depara com uma cena de se partir o coração, sentada em uma pedra havia uma garota, ela tinha sua idade, tinha cabelos brancos e vestia uma roupa azul, roupa essa que era um vestido, ela estava descalça e seus pés estavam machucados, quando Art viu isso logo pensou que, esse era o motivo de seu choro, sendo assim o garoto a aborda e pergunta se eram seus pés, que estavam a fazendo chorar:

-Senhorita...você está bem? –Art-

Quando a garota ouve a voz de Art, ela olha em sua direção, sua face estava vermelha e de seus olhos inchados caiam lagrimas, ela o olhava como se ele fosse um fantasma, a surpresa em seu olhar era nitidamente vista, ela tremia e soluçava, mas agora ela não passava a sensação de tristeza, ao invés disso era como se o mundo dela ganhasse cores, um sorriso meigo e fofo acaba por se formar na face da garota, seu sorriso cintilava e as lagrimas que antes caiam, como um passe de mágica acabam por sumir, ela era linda, por causa disso Art se sentiu envergonhado e um sentimento de dejavu cresce sobre ele, era como se aquilo já tivesse ocorrido, o garoto tinha algo que queria falar para ela, mas ele não lembrava o que era, Art sentia que era algo muito importante, algo que com toda certeza aliviaria a tristeza da garota para sempre, ele tenta se lembrar, mas não consegue, então uma voz vem em seus ouvidos, ela era tão suave e tão meiga, que quase o fez chorar, ela disse com um tom de tristeza:

-Se não conseguir se lembrar, não tem problema…hihi…eu posso esperar mais um pouco. –Garota-

Ao escutar isso o garoto se vira, mas ao fazer isso ele acorda, já era de manhã e todos já haviam acordado, ele era o único que faltava, Irene já estava batendo em sua porta, parecia que o garoto nem teria tempo de se recuperar, mas isso não importava para Art, afinal se fizesse isso ele isso só perderia seu tempo, ele já tinha descansado de mais, então sendo assim o garoto coloca uma roupa e sai, o dia foi o mesmo de sempre, pois de acordo com seus professores, eles eram muito novos e imaturos para aprender qualquer tipo de magia, foi assim por um longo tempo, se passou semanas e meses, logo já estavam no natal e nada de magia, por falar no natal, nesse dia eles não treinaram, foi apenas festa e descanso, o motivo não ficou bem claro, já que de acordo com a escola, eles não teriam férias e nem descanso, mas parece que não foi isso que aconteceu, já que aconteceu a mesma coisa no ano novo, depois das festividades, finalmente veio um novo ano e junto dele uma surpresa, um mês depois de começar o ano de 2351, os garotos foram abordados por Irene que anunciou o início do novo cronograma de treino.

15 Octobre 2019 22:08:38 1 Rapport Incorporer 2
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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo-lhe por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para verificar o cumprimento das Regras comunitárias e ajudar os leitores a encontrar boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se você não quiser verificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através de Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada "Em revisão" pelos seguintes apontamentos retirados dela: 1)Pontuação: "a maneira que estava agindo, significava" em vez de "a maneira que estava agindo significava". Uso de vírgula para unir frases que deveriam estar separadas por ponto, como em "significava preocupação, o homem não aprovava" em vez de "significava preocupação. O homem não aprovava" e também existem parágrafos que podem ser separados em outros parágrafos. Falta de pontuação para separar vocativos de frases, como "Não se preocupe professor, eu estou bem" em vez de "Não se preocupe, professor, eu estou bem". 2)Acentuação: "Apos" em vez de "Após"; "agua" em vez de "água"; "saia" em vez de "saía". 3)Outros: "eles tem" em vez de "eles têm". Uso de dois tempos verbais na narrativa, como "pode" — no presente — e "aprovava" — no pretérito. É importante escolher apenas um tempo verbal para a narrativa. "aparecia peculiar" em vez de "aparência" peculiar". Observação: os apontamentos acima são exemplos, há mais o que ser revisado na história além deles. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, e os betas do Inkspired, quando contratados, fazem uma análise detalhada da sua história e a enviam através de um comentário. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Além disso, também temos o blog Tecendo Histórias, que dá dicas sobre construção narrativa e poética, e o blog Esquadrão da Revisão, que dá dicas de português. Confira! Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
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