Gavião arqueiro VS Doutrinador Suivre l’histoire

jace_beleren Lucas Vitoriano

Em uma missão, Clint Barton, o gavião arqueiro, terá que recrutar o justiceiro brasileiro conhecido como Doutrinador para o time dos vingadores. Essa missão, porém, não será nada fácil e um confronto entre esses dois herois de peso será inevitável.


Fanfiction Films Déconseillé aux moins de 13 ans.

#Gavião-arqueiro #Vingdores #O-doutrinador
Histoire courte
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Capítulo único

Clint ouviu tudo que Maria Hill tinha a dizer. Ele não sabia se concordava com ela, era uma aposta arriscada. Mas, se ela estivesse certa, eles só teriam a ganhar com aquilo. Estavam em uma sala privada no porta aviões da S.H.I.E.L.D., uma fortaleza flutuante de puro metal, protegido por um armamento de última geração. Maria Hill era a segunda em comando na S.H.I.E.L.D., estando abaixo apenas do coronel Nick Fury. Ela era uma mulher inteligente, competente e extremamente habilidosa. Vestia uma roupa azul escura. Seus curtos cabelos pretos estavam perfeitamente penteados e seu rosto mostrava-se sério como sempre.

- O que tem a dizer Clint? Acha que consegue trazê-lo para o nosso lado? – na grande tela a frente dos dois era exibida uma foto do alvo, um homem todo vestido de preto com uma máscara de gás. Os olhos da máscara brilhavam com uma assustadora luz vermelha.

Ele cruzou os braços. Clint era um dos membros fundadores dos Vingadores, um assassino treinado e com muita experiência. Se o inimigo era um humano comum como ele, sem nenhum recurso magico ou algum armamento tecnológico, então Clint provavelmente poderia dar conta. Não o chamavam de Gavião Arqueiro a toa.

- Posso derrotá-lo em combate – afirmou com convicção - mas se eu tiver que lutar tentando contê-lo, e não tentando mata-lo, talvez não tenha sucesso Hill.

Maria Hill lançou um rápido olhar para a imagem na tela. Os olhos vermelhos do Doutrinador pareciam desafiar a ambos, provocando-os para tentar caça-lo. Aquilo não a incomodou, mas ela teve que admitir que sentia um certo incomodo em relação aquele matador.

- Tente convencê-lo primeiro Clint. Não se esqueça que nosso objetivo aqui é trazê-lo para nosso lado – ela deu um longo suspiro. Era possível ver o quanto estava cansada – as ameaças estão aumentando a cada dia. Aliens, grupos terroristas, a Hydra. São inimigos demais Clint. Precisamos de mais pessoal. Encontrar super-poderosos é raríssimo, mas podemos contar com humanos com habilidades refinadas como você e a Natasha.

Aquilo era verdade. Os vingadores eram uma força de elite. O grupo reunia os maiores heróis da terra. Mas haviam poucos deles para deter todo o caos do mundo. Clint fitou a imagem do homem na tela, aquele denominado Doutrinador. Seus métodos eram certamente eficientes e sua habilidade inquestionável. Mas seria certo terem uma pessoa como ele no time? Um matador vingativo? Uma pessoa tão instável não era muito diferente de uma bomba-relogio.

- Posso tentar Hill. Ele é perigoso, mas se conseguirmos direcionar toda a raiva dele para os inimigos certos... teremos um grande reforço nos vingadores.

A diretora Maria Hill se permitiu um leve sorriso.

- Ótimo, ele está na América do Sul, Brasil. Vamos te enviar em um voo para lá. Você vai chegar na cidade em que ele atua em cerca de cinco horas. Nossas informações indicam qual será o próximo alvo dele. Encontre-o Clint. E traga-o para o nosso lado.

- E se eu não puder Hill? E se ele não quiser ir para o nosso lado?

A resposta dela foi curta e grossa.

- Então você deve neutralizá-lo.

*****

Clint já havia viajado pelo mundo todo em suas missões. O Brasil, porém, era uma novidade. De acordo com as informações de Hill, o Doutrinador atacaria ainda naquela noite, durante a palestra de presidente da república. Esse era seu modus operandi. O Doutrinador caçava políticos corruptos. Não se prendia ao julgamento da justiça. Se considerasse o político corrupto, matava-o a sangue frio. Era por isso que era chamado de Doutrinador, pois estava a ensinar ao pais, da forma mais cruel, o caminho certo a se seguir. Ir contra o que ele considerava ético poderia custar a vida de qualquer político, fosse homem ou mulher, jovem ou velho. O Doutrinador era imparável. Um assassino nascido de toda a repulsa por tanta corrupção e injustiça.

As sete horas, Clint desembarcou na cidade de Brasília. Lá era o coração político do país, e, exatamente por isso, o local aonde o matador atuava.

Clint se infiltrara no prédio aonde aconteceria a palestra. Estava armado apenas com seu arco e suas flechas, mas isso seria mais do que o suficiente. Ele havia estudado todos os outros assassinatos cometidos pelo doutrinador, aprendera seu modo de agir e tinha um forte palpite de como ele decidiria atacar daquela vez.

A infiltração, porém, não foi um trabalho difícil. Os seguranças que encontrara pelo caminho estavam todos desacordados no chão, sinal de que Clint estava no caminho certo. Ele seguiu sua intuição. Caminhando atento pelas áreas restritas do fórum aonde aconteceria a palestra.

O presidente não havia começado a fazer seu discurso, mas Clint já havia visto alguns vídeos com ele falando ao seu povo. As suas palavras eram extremamente ofensivas e marcadas com inúmeros preconceitos. Qualquer pessoa com pelo menos dois neurônios perceberia que aquele presidente não merecia estar no lugar que estava. Clint se perguntou como o sujeito conseguiu ser eleito. Ele quase deixou a missão de lado para ver aquele político nojento morrer.

Clint seguiu, subindo por uma escada até chegar em uma sala. Haviam duas janelas fechadas, com o vidro escurecido obstruindo a visão do lado de dentro. O Gavião arqueiro, porém, não precisava ver o que havia lá dentro. Sabia que o Doutrinador estava ali, provavelmente sentado de joelhos com uma sniper em mãos. Ali havia o melhor ângulo para atirar no presidente quando a palestra começasse.

Com um movimento calmo, Clint puxou duas flechas de sua aljava, fazendo mira. Seus dedos puxaram a corda do arco até que ela estivesse retesada o suficiente. Quando chegou o momento certo, disparou as flechas.

Os dois projeteis voaram atravessando o viro da janela e atingindo o interior do recinto. Ele não precisava acertar nenhum local em específico, pois aquelas eram flechas especiais. Ao se chocarem contra um alvo liberavam uma forte cortina de gás venenoso. Não era um gás letal, mas entorpecia o alvo, deixando suas reações lentas e sua musculatura pesada.

Em um ambiente fechado como aquele o efeito do gás seria bastante aproveitado. Clint contou até dez antes de entrar. Era preciso apenas oito segundos para o gás fazer efeito

A sala era ampla, mas era praticamente impossível ver qualquer coisa ali devido ao gás verde que se espalhava como uma neblina de outro mundo. O Gavião arqueiro não se preocupava consigo mesmo, já havia injetado em seu próprio corpo a substância inibidora do gás. Seu efeito perduraria por quinze minutos, o gás iria se dissipar em muito menos tempo que isso.

Ele esperava ver uma figura cambaleante emergir naquela nuvem de gás venenoso, mas o que viu foi um vulto negro aproximando-se com passos confiantes. As luzes vermelhas que irradiavam de seus olhos lhe davam um aspecto sinistro, como se fosse um arauto da morte. O Doutrinador abriu os braços e um riso de deboche ecoou por debaixo de sua máscara negra.

- Gás venenoso, sério? Não passou pela sua cabeça que estou usando uma máscara de gás?

Sim, Clint sabia disso, mas queria duas coisas com aquele ataque inicial. Primeiramente, reduzir a visibilidade do ambiente com a nuvem de gás e, segundo, fazer com que seu adversário pensasse que estava na vantagem. Bem, no fundo ele ainda nutria a esperança do Doutrinador ter tirado a máscara por qualquer motivo que fosse, mas isso não chegou a acontecer.

Em um movimento rápido disparou outra flecha, mas o seu inimigo apenas inclinou o corpo para o lado, desviando do projetil.

Com agilidade e precisão o Doutrinador sacou sua pistola que estava presa a cintura. Ele chegou a fazer mira, mas Clint foi mais rápido, desarmando-o com uma flecha que atingiu sua arma, fazendo-a voar longe.

- A próxima eu acerto no seu coração! – alertou Clint. Ele já estava com outra flecha armada, era só soltar a corda do arco que a mesma atingiria o alvo.

O Doutrinador o fitou com aqueles inexpressivos olhos que brilhavam em vermelho. Não disse nada, ficou apenas parado, esperando pelo ataque. A mão de Clint tremeu. Ele não queria mata-lo. A missão não era essa.

- Vim aqui para conversar – Clint tentava ser o mais diplomático possível, mas sabia que era complicado ser diplomático enquanto mantinha uma flecha apontando para seu alvo.

- Que bom que disse isso. Eu estava pensando que veio para me matar – respondeu o outro com indisfarçável sarcasmo.

- Sei o que está fazendo. E entendo seus motivos – Clint não era tão bom com as palavras quanto Natasha, mas ele esperava conseguir convencer o Doutrinador ali. A expressão de seu alvo era impossível de ler devido a máscara, mas ele não demonstrou sinais de hostilidade, então Clint continuou – seus propósitos são bons, mas você precisa focar-se em perigos maiores. Não é matando que fara o certo. Eu sou um herói como você. Sou o Gavião Arqueiro dos vingadores, deve ter ouvido falar de mim.

O Doutrinador moveu-se discretamente alguns centímetros para a esquerda. Fora um movimento sútil, mas não passou desapercebido para os olhos treinados do Gavião. Ele manteve a mira. Não hesitaria em atirar se fosse preciso.

- Desculpe, do seu grupo eu lembro apenas dos pesos pesados. O cara do martelo e o verdão – retrucou o Doutrinador com um ar zombeteiro – mais uma coisa, você se enganou. Não sou um herói, sou um vingador. Essas pessoas que estão no poder. Esses políticos. Eles são apenas escoria. Eles desonram meu país e eu os farei pagar por isso.

Era isso que Clint temia ouvir. Já havia visto outros como ele. Pessoas obcecadas. Homens que colocavam máscaras e se achavam no direito julgar os outros. Eram pessoas certas demais de seus pontos de vista. Clint sabia que deveria detê-lo, mas ainda queria levá-lo para o lado certo.

- Se você se juntar a nós poderemos lhe mostrar as ameaças realmente perigosas. Trabalhamos junto com a S.H.I.E.L.D., ela pode lhe dar armamento especializado, tudo do bom e do melhor. Você terá apoio tático e companheiros para ajudá-lo – os dedos de Clint já doíam de tanto segurar a corda do arco. Ele não poderia continuar com aquilo. Deveria convencer o Doutrinador logo, caso contrário, atiraria nele.

A cabeça do Doutrinador se moveu em uma negativa. Ele deu um passo para frente, parecendo ignorar totalmente a flecha apontada em sua direção.

- Deixar que coloquem uma coleira em mim Gavião? Me controlem como o governo controla a todos? Quer que eu me venda em troca de equipamentos melhores? Minha resposta é: não.

Clint também tinha sua resposta, e ele a deu ao disparar a flecha. Mas o Doutrinador não havia se tornado um matador a toa. Segurou a flecha com as mãos nuas, jogando-a no chão com descaso. Ele correu na direção de Clint que preparou uma segunda flecha, mas o Doutrinador girou o corpo desferindo um chute na vertical que acertou o arco, fazendo-o virar para o lado.

A flecha foi disparada, voando na direção errada. Quebrou a janela que dava para a palestra que acontecia a alguns metros abaixo deles. Os dois puderam ouvir o alvoroço das pessoas no auditório. Era impossível não perceber os gritos, mesmo estando concentrados demais um no outro para olhar ao redor.

No auditório aonde a palestra acontecia o presidente recolheu-se, cercado por um grupo de seguranças armados. O público se dispersou e os muitos repórteres direcionaram suas câmeras em direção de onde a flecha viera. Muitos começaram a falar de mais um ataque do Doutrinador enquanto outros exclamavam, empolgados, a aparição do Gavião Arqueiro em terras brasileiras.

- Maldito! Você estragou tudo!! – bradou o Doutrinador. Ele agarrou o arco de Clint. Os dois seguravam a arma com força, cada um tentando puxá-lo para o seu lado.

Clint estava tão focado naquela disputa de força que só percebeu tarde demais a joelhada que seu oponente lhe dera na barriga. Ele acabou soltando o arco por um breve instante. O doutrinador segurou a arma e afastou seu inimigo com um chute na barriga, fazendo Clint perder o folego devido a dor.

- Sem armas arqueiro. Agora estamos em igualdade – disse o assassino arremessando longe o arco de Clint.

Aquilo estava totalmente fora dos planos. Clint sabia que a opção de trazer o Doutrinador para o seu lado já havia falhado, então tudo que lhe restava era detê-lo. Ele avançou na direção de seu inimigo e os dois começaram a trocar uma sequência de chutes e socos.

A luta era acirrada, ambos eram especialistas em combates corpo a corpo. Atacavam e bloqueavam com destreza em sequencias até difíceis de se acompanhar a olho nu. Clint conseguiu desferir dois socos no rosto de seu inimigo, mas o Doutrinador, vestido com aquela roupa sombria, parecia mais uma entidade invulnerável do que um simples humano. Não era possível ver uma expressão de dor em seu rosto, nem sangue escorrendo. Mas Clint sabia que ele era só um humano. Ele poderia ser derrotado.

A luta prosseguiu, uma dança violenta de golpes incessantes. Os seguranças olhavam confusos para aquilo. Suas armas estavam apontadas, mas eles não podiam atirar no Doutrinador sem arriscar atingir também o Gavião Arqueiro.

- Atirem!! – gritou o presidente apontando com fúria para os dois heróis – atirem nesses vigilantes mascarados!!!

O presidente realmente não era muito inteligente. Até uma criança saberia que o único a ameaçar a sua vida era o Doutrinador, ele fazia fama matando políticos.

Mas isso foi tudo que os policiais precisaram para disparar, a desculpa que eles tanto esperavam. Sem preocupação de quem iriam matar, começaram a disparar contra os combatentes, descarregando toda a munição de suas pistolas.

Por puro azar, ou incompetência dos policiais, acabou que Clint fora atingido. Um tiro na costela e outro na coxa. Ele gemeu de dor, abrindo a guarda para que o Doutrinador o levasse ao chão com o soco em cheio no rosto.

O matador olhou para seu inimigo caído. Poderia acabar com ele devido a ajudinha que os policiais lhe deram, mas se fizesse isso só estaria se arriscando a ser atingido também.

Ele correu dali, deixando para trás Clint, o presidente e todos os policiais. Sua missão havia falhado, por hora, mas ele voltaria. O Doutrinador sempre voltaria para punir os corruptos.

Agonizando de dor, Clint ainda conseguiu gritar mandando-o parar, mas era claro que seu inimigo não obedeceu. O doutrinador sumiu. Os policiais pararam de atirar e saíram as pressas do auditório. Eles tentariam encontrar o rastro do matador, mas jamais chegariam a tempo.

Clint praguejou enquanto se levantava. Estava arfando devido aos tiros, mas felizmente estava bem, na medida do possível claro. Recrutar o Doutrinador havia sido um fracasso, assim como detê-lo.

Lá se ia um potencial aliado ou um potencial inimigo futuro. Clint deu um último olhar para a plateia lá embaixo, As câmeras dos repórteres fitavam nele. Algumas pessoas comuns filmavam-no com seus celulares. Clint também sumiu, correndo rapidamente para longe dali. Precisaria voltar para a base da S.H.I.E.L.D. e reportar o que acontecera ali.

Ele sabia que Maria Hill tinha outros nomes para recrutar. Talvez ela até já tivesse enviado pessoas para esses trabalhos. O arqueiro só esperava que essas pessoas tivessem mais sorte do que ele.

Ela tinha razão quando dissera que o mundo estava um caos. Eles precisariam de mais heróis, rápido. Haviam perdido um, mas era de extrema importância que conseguissem recrutar os demais.

26 Août 2019 11:34:40 0 Rapport Incorporer 1
La fin

A propos de l’auteur

Lucas Vitoriano Ola, me chamo Lucas, adoro escrever, ver animes, jogar Magic the gathering, ler entre outras coisas mais rs. Sou particulamente fissurado em mitologia grega, meus autores favoritos são Neil Gaiman e Kazuo Ishiguro e, meu livro favorito, é As brumas de Avalon.

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