Caccia Nera Suivre l’histoire

psiu_psycho Billy Who

Por quanto tempo uma vingança pode ser acalentada? De um lado, Giorno e o submundo, onde o que prevalece são os laços sanguíneos e burocráticos da cosa nostra. Do outro, Mista e os protocolos e deveres da farda policial. Quando esses dois extremos se encontram em um acerto de contas, velhos fantasmas ressurgem, a caçada se inicia, mas nada é o que parece ser e até mesmo a lealdade mais antiga poderá ser uma ilusão.


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 21 ans.

#Giorno-Mista #Cosa-nostra #Jojo's-no-Kimyou-na-Bouken #Giorno-e-Mista #Jojo's-Bizarre-Adveture #universo-alternativo #yaoi
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Vendetta



Tudo o que faço, Gio-gio, é pelo bem da nossa família”.

Um sorriso caloroso, o sol encobrindo um rosto muito, muito conhecido. As mãos grandes, paternas, que se dividiam em segurar o reargrip e enrolar o molinete, fazendo a linha da vara de pescar correr pelos passadores. A linha fixa lá à frente, sendo puxada por uma força que fazia ondinhas sutis no lago, assim que os olhos do pequeno garoto se focavam naquele burburinho, podia ver a cor dourada de uma carpa enorme. Seu pai sempre era capaz de pescar as maiores carpas do lago, nunca entendeu porque jamais pescou animal algum tão grande quanto o pai.

Coisas grandes vêm para as suas mãos, Gio-gio, quando as têm firmes para segurar, isso equivale para tudo: peixes, negócios, objetivos. Nunca pegue mais do que suas mãos podem segurar, ou acabará sem nada”.

O sonho era sempre igual.

O lago da família, o sol batendo contra o rosto bem-humorado do pai, seus cabelos louros e aquele sorriso arrogante, no entanto…

O Sol já não era mais tão brilhante quando seu pai soltava o instrumento de pesca, o peixe indo embora para longe, perdendo-se para sempre. Giorno, que naquele tamanho dentro do sonho ainda atendia por aquele apelido que seu pai lhe deu, virava-se em direção onde os “homens maus” andavam pelo gramado da casa do lago.

Muitos, muitos deles. Homens que vestiam negro, homens com máscaras feias e assustadoras para uma criança de seis anos.

No tempo presente, o corpo do homem que um dia foi aquela criança se enrijecia, cerrava ainda mais os olhos fechados e murmurava gemidos desconexos, seus dedos se fechavam em torno dos lençóis, se debatia, suava.

Dentro do sonho, ainda era um menino franzino, encolhido de pavor, agarrando as calças de pesca do pai, os homens avançando cada segundo mais, como monstros que miravam lasers vermelhos no peito do homem que sorria e erguia as mãos acima da cabeça. Por um instante abaixou o olhar, Giorno podia ver o seu rosto parecendo quase jovial demais, o porte físico atlético, grande, os cabelos dourados voando no ar, um reflexo que mais tarde veria em seu espelho todos os dias.

Quando se agarra coisas demais com as mãos e não se pode carregar todas elas, Gio-gio, você ficará sem nada”, ele dizia, mas no sonho seus lábios não se moviam, mostrando apenas um sorriso reto enquanto os homens de preto, os monstros, colocavam cada uma das pessoas que ele amava, que ele conhecia de joelhos diante ao chalé, podia ouvi-los dentro da casa, vasculhando tudo, quebrando e rasgando pertences. Não queria chorar quando foi afastado de seu pai, olhou sobre o ombro e o viu de joelhos e em seguida, em seguida era tarde demais, e Giorno saltava da cama ofegando alto com o som de um tiro.

O tiro imaginário, o tiro que havia acontecido há tempo demais, vinte e seis anos atrás, mas que ainda reverberava toda maldita noite dentro da sua cabeça.

Afastou os lençóis para o lado, já sem tanta raiva daquele sonho e colocou as pernas para fora da cama enquanto se apoiava nos joelhos, esfregando os cabelos louros, que o diferenciavam de seu pai por ser um pouco maior que o dele da última vez que o viu. Seu corpo inteiro era coberto por uma fina camada de suor, seu coração estava batendo com tanta violência que imaginou que acordaria algumas pessoas da casa.

O quarto ao redor de si, espaçoso e composto basicamente de duas elegantes cores que se mesclavam — preto e cinza — faziam a penumbra das luminárias do rodapé dar apenas uma vaga ideia obscura do que havia ao seu redor; a cama, tão escura com seus lençóis negros quanto o carpete, as paredes cinzentas, as cortinas fechadas na porta que levava à sacada, uma porta extensa espelhada onde sabia não haver monstros, apenas um quarto de roupas, grande demais para ser chamado de closet, a porta lateral do banheiro, a porta de saída, uma mesinha de carvalho com cadeira de couro onde um notebook agora com a tela apagada estava repousando entre documentos que mais cedo o absorveram sua atenção e o copo de gim e tônica que deixou pela metade, sobre os papéis, criando um círculo úmido.

Olhou o elegante relógio digital na cabeceira escura da cama e constatou segundo os números azuis que se tratava de cinco horas da manhã, ainda. Suspirou mais uma vez e desativou o despertador que o chamaria dali há uma hora.

Andou descalço pelo quarto, sentindo o carpete áspero abaixo de seus pés e entrou na porta do banheiro, acendendo as luzes e iluminando o cômodo amplo, com lajotas de um branco impecável, olhando diretamente para o homem que refletia no espelho acima da pia. Apoiou-se no mármore escuro e ligou a torneira, lavando o rosto diversas vezes até finalmente erguer os olhos avermelhados de sono e pavor para si mesmo.

Era impressionante que cada manhã se parecesse mais e mais com o próprio pai.

Mas aquela manhã era uma manhã especial, era o dia que seguiria um rosto que não conhecia. Dezesseis de abril, era seu aniversário de trinta e dois anos; a idade exata que seu pai morreu.

Este dia era o dia que não sabia mais qual seria a sua aparência, levando-se em conta que até tal idade tinha total conhecimento de seu rosto antes mesmo de se tornar adulto, apenas olhando as fotos de seu pai.

Agora, estava sozinho, agora envelheceria sem saber quem era aquele que o espreitava no espelho.

Olhou para o rosto calmo, sério no espelho, os lábios estendidos em uma expressão serena, os olhos verdes o analisando sem pressa, os cabelos louros e longos ligeiramente bagunçados. Seu corpo era um pouco menor do que se lembrava do pai que era um homem enorme, Giorno possuía um porte atlético, mas esguio e elegante. Seu semblante calmo e tranquilo não refletia nada, tirando o peso daquele ódio há muito escondido dentro de si, que jamais transparecia e qualquer um diria se tratar de um homem em paz.

Normalmente como regra acordava às seis horas, fazia todos os exercícios rotineiros na pequena academia montada no terceiro andar da casa, onde as paredes de vidro davam uma visão da movimentada cidade abaixo dele, depois do banho, já às nove horas ia para o escritório onde trabalhava até as quinze horas.

É claro, sempre haviam problemas que precisava resolver depois do escritório, muitas vezes não voltava para casa antes do outro por do sol, mas se seu pai um dia fez aqueles mesmos passos, era sua obrigação seguir.

O legado.

O sangue.

Isso era a única coisa que um homem precisa saber sobre si mesmo para continuar existindo.

Mas não hoje, não quando se tornava apenas Giorno e não mais uma sombra do homem que ele conheceu.

Era chamado de Giorno Brando, o nome de seu pai, embora alguns amigos íntimos gostassem de chamá-lo pelo nome da mãe, Giorno Giovanna, assim, como anteriormente, fazia o trocadilho de seu nome como o Gio-gio que seu pai chamava, mas há anos apenas se deixava chamar pelo sobrenome do pai, era quem era agora.

Terminou um banho no amplo boxe onde dois chuveiros estavam dispostos em cantos opostos e direcionou-se ao quarto de vestir. Ao acender as luzes, as prateleiras organizadas por cor se destacaram com satisfação aos seus olhos, mas não precisava de nada além da roupa já determinada na noite anterior que pousava no cabide, ao lado do espelho comprido no fim do corredor.

A camisa Hugo Boss branca, caiu com elegância sobre seus ombros, tal qual a calça social preta, em seguida o terno que comprou em Londres, o próprio Desmond Merrion desenhou para ele em um modelo slim, preto com listras delicadas de um cinza escuro que o vestia tão bem que era capaz até mesmo de dar um breve sorriso de satisfação.

Seu pai sempre lhe dizia que a primeira impressão de um homem é a forma que ele veste seu terno, jamais deve usar um terno qualquer, mas um especialmente feito para ele.

Você pode não ter dinheiro, Gio-gio, pode ser um homem humilde, mas o seu terno, ele precisa revelar a personalidade que tem dentro de você. E isso, não pode ser feito sem um terno sob medida, porque você é único”.

Fechou o relógio Hublot prateado no pulso depois de dar atenção às abotoaduras e calçou os sapatos sem se abaixar, embora sempre ouvisse o quão aquilo era mal educado da sua parte, mas sorriu com tal pensamento. Sempre foi ao seu modo, um pouco rebelde.

Jogou os cabelos para trás em uma trança impecável e suspirou com sua própria imagem; estava satisfeito deixando a camisa branca com alguns botões abertos revelando parte de seu peito alvo onde uma corrente de prata fazia contraste. Levou a pálida mão a ela, onde um anel estava pendurado e o beijou.

— Hoje vou agarrar aquilo que sempre almejei com as mãos, pai, pois agora já estou pronto. — disse baixo, fazendo sua voz firme soar em seus ouvidos, quase uma lembrança da voz que sempre o guiaria.

A imagem no espelho, concordava com ele. Sabia que seu pai ficaria orgulhoso.

Deu as costas ao espelho e saiu do quarto, passando pelos corredores banhados pela luz da claraboia colorida, vendo a movimentação no andar inferior acontecendo já há um bom tempo.

Fez uma breve mesura aos criados que passaram por ele, passou pela sala e pegou a maleta depositada no sofá, um descuido seu da noite anterior.

— Senhor Brando. — ouviu a voz de mulher atrás de si, fazendo com que voltasse-se e visse uma senhora elegante, na casa dos sessenta anos o encarando nos últimos degraus da escada.

Giorno arqueou o cenho, não queria encarar a governanta que o havia terminado de criar, era sua mãe há tanto tempo que todas as vezes que era chamado daquele modo, o entristecia um pouco.

— Sim?

Akane, com seu rosto preocupado deixando pequenas rugas mostrarem a sua fragilidade se aproximou dele, as mãos enrugadas com unhas vermelhas apertadas contra a gola alta da camisa de seda, onde uma fita pendia, até a barra da saia alta e escura.

— Por favor, me diga que vai ficar para a festa... É uma festa surpresa, você sabe, mas…

— Tenho negócios, eu realmente gostaria de ficar e fingir a surpresa, mas…

— Giorno... — ela gemeu passando a mão pelo rosto do rapaz a sua frente.

Abaixou os olhos e suspirou, depositando um pequeno beijo na mão da mulher.

— Aproveitem a festa em meu nome. — fez um gesto respeitoso e deu as costas a ela, em direção à porta, passando pelo imenso quadro onde um jovem casal pousava com um garotinho sorridente.

Abriu a porta e saiu.

O sol da manhã morna o fez cerrar ligeiramente o cenho enquanto via o carro parado à porta de casa, com o jardim e cerejeiras que floresciam enfeitando onde quer que colocasse os olhos. Atrás do carro, o pequeno chafariz fazia os sons da água chegarem aos seus ouvidos, mas desviou sua atenção diretamente para o sujeito que saltava do carro com uma série de espirros e um pedido mudo de desculpas quando levou a mão enluvada de branco à maçaneta da porta, para abrir para ele.

Giorno fez uma mesura e entrou, suspirando.

— As malas que lhe pedi ontem estão no porta-malas?

— Sim. — disse o motorista que sorriu cinicamente pelo retrovisor, entrando em seu lugar e arrumando o espelho frontal para olhar para Giorno. — Feliz aniversário, Giorno.

Ele assentiu, sem dar importância e encarou o sujeito jovial de sorriso demoníaco que lhe sorria com um misto de ironia e aquela sombra de excitação por saber perfeitamente o que faria.

Sabia, é claro, Leone Abbacchio sabia de todas as coisas, talvez antes mesmo delas acontecerem de fato, era extremamente habilidoso não como motorista, aquele trabalho era nada mais que uma distração para o que realmente fazia, mas era o farejador melhor que havia. Certamente ele acharia qualquer coisa e aquilo que achou, aquilo era um presente muito melhor que poderia esperar no seu aniversario.

— Vai mesmo fazer isso? — perguntou guiando o carro pela saída de pedrinhas que faziam sons por baixo dos pneus.

Giorno acendeu um cigarro, abrindo os vidros apenas para a fumaça sair e voltou os olhos claros para o retrovisor, vendo o brilho que Abbacchio o olhava.

— O que acha? Que vou dar pra trás a essa altura da vida?

— Não. Não disse isso, mas... — deu de ombros. — Ainda voto pela primeira opção.

Giorno sorriu amargamente, tragueando o cigarro.

— Você não vota em nada porque não te dei direito de voto. A vida não é sua, a família não é sua e nem a vingança.

— Me desculpe. — riu como se de fato aquele tom de voz áspero direcionado a si não fosse ofensivo. — O Buccellati vai ir? Porque pelo que eu sei... A vingança é dele também e…

— Não quero falar do Buccellati agora. — disse entre dentes cerrados.

O que havia com Abbacchio aquela manhã?

Buccellati, aquele exibido que sempre fazia as coisas da maneira mais impulsiva. Não.

Buccellati não iria saber de nada.

Não por enquanto.

— Então está certo. — Abbacchio deu ênfase à voz energética que possuía. — Vamos caçar Guido Mista.

Os lábios de Giorno sorriram, excitados com aquela confirmação.

— Não, não precisamos mais caçar o bastardinho. Vamos fazer muito melhor que isso, vamos destruir de todos os modos possíveis cada um dos Mistas que eu encontrar. Vamos começar com o mais fraco; o filho daquele desgraçado que prendeu meu pai.

Abbacchio parecia eufórico.

— Você é realmente lunático. Seu pai ficaria bestificado com o que você se tornou.

A menção aquele fato o fez mordiscar os lábios.

— Meu pai dizia que todas as pessoas têm uma besta interna, mas que o verdadeiro homem é aquele que a controla e usa a seu favor. — sorriu satisfeito com sua consciência tranquila sobre aquele fato. — Ah, eu uso muito bem.

Abbacchio no banco da frente, sorrindo e abanando a cabeça tocou a ponta do quepe escuro com o dedo enluvado de branco. Tinha que admitir que desde a adolescência aquele babaca era convencido, antes não, antes era apenas o idiota do Gio-gio. Todas as vezes que se lembrava daquele apelido, mordia os lábios para não gargalhar, pois certamente Giorno ficaria furioso se fosse pronunciado.

No banco traseiro, o Gio-gio estralava os lábios, em seguida aspirando todo ar que podia e o soltando, denotando que estava profundamente irritado.

Abbacchio encarou-o pelo espelho retrovisor, rapidamente enquanto se focava no trânsito frenético após passarem pelos grandes portões onde os seguranças fecharam logo em seguida.

— Algum problema, chefe?

— Vamos ter que adiar aquele assunto para mais tarde. — seu rosto se fechou, emburrado e ele estralou os lábios. — Siga para o galpão do Bruno.

Os dois meninos contra a parede, estavam em poses iguais; os braços segurando os livros, embora o olhar estivesse perdido no chão, seus rostos pareciam frustrados enquanto o semicírculo ao redor de ambos falasse coisas hostis, nenhum deles fez nenhuma menção de reagir, talvez isso estivesse irritando o líder do grupo oposto, onde cinco meninos de duas séries acima deles riam.

— Será que seu pai pode te proteger agora, Brando? — a mão de um dos garotos abaixou sobre os livros e eles se esparramaram pelo chão, fazendo o garoto erguer os olhos e fixar o rosto do mais velho.

Ao seu lado, sentia o quão trêmulo seu amigo estava, parecia cerrar os dentes tão forte que os ouvia ranger, por iniciativa jogou finalmente os livros no chão e avançou com um grunhido alto contra os cinco meninos.

Giorno apenas olhava aquela cena encolhido de medo, mas ao ver o quanto Buccellati estava ferido por protegê-lo, entrou na briga.

Punhos e chutes, insultos.

— Os dois bandidinhos mirins querem mesmo apanhar. — riu-se uma das vozes.

Ao final da dor, da violência, da vergonha, Brando e Buccellati ficaram sentados lado a lado com as costas escoradas ao muro da escola, ofegantes. Tinham oito e nove anos, mas nenhum deles estava chorando. Não choravam mais.

Buccellati que possuía um brilho intenso nos olhos infantis, virou o rosto muito ferido para Giorno que olhava compenetrado as palminhas das mãos, estas cobertas de partes esfoladas onde areia havia entrado e se alojado na carne. Seus joelhos expostos pela bermuda do uniforme azul também estavam esfolados e sangrentos.

— Eu deveria te proteger, Gio-gio. — sussurrou a voz embargada do menino mais velho que limpava o sangue que pingava do nariz com as costas do braço fino onde uma tatuagem de figurinha fazia questão de deixar claro que imitava as tatuagens do pai.

Giorno o olhou por longos segundos, estendendo a ponta dos dedos cobertos de sangue e afastou os cabelos negros do rosto do amigo que agora parecia não mais com o de uma criança, parecia muito com um adulto furioso.

— Você me protegeu, Bruno. Mas meu pai sempre disse que qualquer homem desse mundo precisa das outras pessoas, assim como eu preciso de você, você também precisa de mim. Nós dois devemos proteger um ao outro.

Bruno assentiu entre os soluços de choro, finalmente deixando as lágrimas rolarem e fazerem trilhas entre o rosto sujo de poeira e sangue. Giorno sorriu minimamente.

— Um dia, todos vão pagar pelo que nos fizeram, Bruno. Todos eles. Eu prometo.

Enquanto fumava um cigarro encarando o teto por baixo daquela máscara de Kitsune, a raposa folclórica japonesa, não podia deixar de pensar naquele momento a tantos anos atrás, onde levou uma das surras mais terríveis por Giorno, mas descobriu que ele também poderia ser muito mais que um peso que deveria carregar e proteger. Foi naquele dia que se tornaram irmãos de dor, irmãos de luto, sobretudo, irmãos de vingança.

Sabia perfeitamente o que aquele dia significava para Giorno, o aniversário que o igualava a idade de seu pai assassinado, tal qual para Buccellati seria o dia que completasse trinta e oito anos, mas este dia ainda não havia chegado.

No passado, quando o pai de Giorno foi executado por policiais que alegaram uma reação violenta com uma arma de fogo da parte do homem — uma farsa, já que ele estava apenas pescando com Giorno, no lago, ele não andava armado em tais momentos —, seu sócio, André Buccellati, cometeu suicídio em nome da proteção de um segredo de negócios que até hoje nenhum deles sabia qual seria.

Bruno não culpava seu pai por ter beijado seus cabelos após receber aquela ligação e se fechado no escritório onde mais tarde o encontrou pendurado por uma corda, pois hoje, adulto, compreendia os laços de honra e subordinação que a cosa nostra possuía.

Se Giorno, seu capo e melhor amigo pedisse, lhe pedisse, seria exatamente o que faria.

Ambos sofreram na escola por terem pais famosos, por serem o que chamaram de gangsteres, sofreram por terem mães viúvas, sofreram juntos, e quando suas mães cogitaram os colocar em escolas do exterior para poupá-los daquele tormento, Giorno disse que homens não fogem de seus destinos jamais e convenceu Buccellati que também não iria embora da escola.

Eram príncipes, e príncipes não fogem.

Enquanto fumava, esquecia-se das cartas que tinha a sua frente, as cartas de pôquer que eram iluminadas pela vaga sombra de uma luminária acima da mesa. Os outros três “espíritos” junto dele, uma máscara de gato, um Kappa, e um Oni tinham os olhinhos puxados voltados a ele, o líder, esperando a reação sobre as cartas estendidas na mesa, mostrando que o Oni havia vencido com um Full House.

— Hmmm. — Bruno gemeu coçando a nuca onde cabelos negros cortados a altura do queixo, findavam. Vestia seu terno branco em conjunto com a calça espalhafatosa, que dava um ar extravagante a ele. — Hmmm, sabemos o que os perdedores precisam fazer, não sabemos?

O gato e o Kappa pareciam trêmulos dentro de suas máscaras inexpressivas, mas dentro de sua Kitsune, seus lábios se alongaram em um sorriso cínico.

Levou a mão ao revólver no centro da mesa, puxando-o junto a si com os longos dedos que seguravam o cigarro e sorriu largamente abrindo o tambor, retirando todas as balas, com exceção da última e girando novamente o tambor.

O levou a têmpora e sorriu.

— Estão com medo?

CLIC!

Soltou uma gargalhada quando a arma foi disparada contra a própria cabeça e repetiu o ato de girar o tambor, passando a arma para o Kappa que parecia suar, via no espaço dos olhos o suor molhando suas pálpebras pequenas, ouvia sua respiração ofegante, aterrorizada.

Bruno se inclinou, sorrindo de divertimento.

— Vai, puxa, puxa o gatilho, Kappa, puxa, puxa o gatilho. — pedia quase sensualmente em tom baixo, provocante. — Puxa... O máximo que vai acontecer é você morrer esta noite. Vai, puxa logo…

O homem fechou os olhos, engoliu em seco e puxou o gatilho.

CLIC.

Todo o ar saiu de seus pulmões de forma horrenda, quase como se soltasse seu último suspiro. Bruno gargalhou diante àquele peito que subia e descia numa velocidade absurdamente antinatural.

Bateu com as mãos na mesa enquanto gargalhava e repetia o ato para o gato.

— Por favor, senhor…

— Ehhh! — grunhiu reclamando. — É por isso que você tem uma máscara de gato, só sabe miar, miar, miar... Vai, mia pra mim.

O sujeito choramingou quando pegou a pistola com as mãos trêmulas e levou o revólver à têmpora como os outros dois.

— Mia pra mim. — ordenou Bruno com um sorriso sádico.

— MEO…

POW!

O miado ainda não havia sido terminado, por o tiro abafar qualquer reação que seu corpo pudesse ter produzido quando caiu com o rosto enterrado na mesa verde de jogo. A arma caindo da mão enquanto os outros dois saltavam das cadeiras, aterrorizados e Bruno olhava para o corpo morto do garoto com um bico de chateação por baixo da própria máscara.

— Aparentemente o gatinho não tem sete vidas. — suspirou chateado e se voltou ao Kappa que jazia caído no chão, aterrorizado. — São sete ou são nove?

Quando ia concluir que aquilo já não importava mais, a porta foi aberta atrás de si e se voltou rapidamente.

Um sujeito usando uma máscara de Kendo, abria a porta, segurando ainda a maçaneta para um homem louro, esguio e elegante que tinha uma das mãos no bolso da calça social preta, impecável e a outra em um cigarro que tragueava entre os dedos. Seus olhos estavam monótonos no corpo caído ao chão, mas ergueram-se rapidamente para Bruno e abanou a cabeça.

— Precisa parar de treinar esses garotos desse jeito, ninguém vai sobrar.

Bruno soltou uma risadinha erguendo-se da cadeira que até então estava sentado apoiado no encosto e fez um gesto aos dois às suas costas, sem tirar os olhos de Giorno.

— Limpem essa bagunça. — fez um gesto ao da máscara de Kendo e saiu para o corredor, com Giorno atrás de si. Finalmente ergueu a máscara revelando um rosto sarcástico, pairando pálido acima daquelas roupas escuras.

Vestiu um sobretudo negro que movia-se suavemente enquanto andava ao lado do louro, ambos com os passos quase no mesmo ritmo.

— Feliz aniversário, Gio-gio.

— Não me chame assim. — resmungou sem humor, mas brando, tão brando quanto suas expressões.

Bruno deixou a máscara cair para trás, sendo presa apenas pelo cordão que a segurava e arrancou o cigarro dos dedos de Giorno, o atirando no chão e pisando assim como o seu próprio, se entreolharam rapidamente e ele sorriu.

— Não se pode fumar lá embaixo, Gio-gio.

O elevador de carga quadrado e de grades que os levava para o seio da terra, a área subterrânea os aguardava, abafada, mesmo com o sistema recém-implantado de oxigênio e filtragem de ar, ainda era claustrofóbico e abafado como qualquer lugar como aquele poderia ser.

Desceram em silêncio, enquanto a caixa movia-se e tremia. Os olhos de Giorno fixos em qualquer parte da claridade do túnel acima de suas cabeças, sendo observado atentamente pelo amigo.

— Eu sei que achou o garoto.

Giorno voltou-se a ele, sem abaixar a cabeça.

— Que garoto?

Uma risadinha insana percorreu os lábios volumosos do homem ao seu lado quando o elevador bateu com um leve toque no piso de cimento bruto, Buccellati apenas abriu a porta com força e ambos saltaram para o corredor com luzes de emergência vermelha que revestiam as paredes até a porta de ferro cinza que Bruno apelidava de “quarto do pensamento”.

— Ora, não se faça de bobo. — disse bem-humorado. — O filho do Mista, é a ele que você quer, não é?

Giorno abaixou o olhar para os sapatos lustrosos e soltou um suspiro.

— Quem te contou? Foi o Abbacchio?

— Não me subestime, uma raposa sabe das coisas.

Giorno sorriu de canto, amargamente.

O pai de Bruno, era chamado de Raposa Velha, pelo seu próprio pai, não era a toa que seu filho houvesse incorporado aquele espírito em si mesmo.

Todos Buccellatis eram de fato raposas.

— Tem razão, me esqueci desse detalhe. — confessou enquanto avançavam.

— Vai matá-lo e não ia me contar nada. — a voz magoada de Buccellati soou zombeteira aos ouvidos de Giorno que o olhou de soslaio. — Sabe muito bem que…

— Ele gosta de garotos. — Giorno fez sua voz soar alta e com o controle novamente para si como se falasse com qualquer subordinado seu.

Bruno franziu os cenhos o encarando, parou e segurou o terno de Giorno, o fazendo parar também.

— O que?

— O Mista, o filho do Mista. Guido é o seu nome. — respondeu calmamente como se estivesse explicando algo a alguém de inteligência duvidosa. — O Guido Mista gosta de garotos. Ele é gay, Bruno.

Uma risada confusa partiu de Buccellati.

— E dai? Que diferença isso faz pra nós dois?

— E dai que eu sou homem, Bruno. — constatou pacientemente. — E dai que ninguém resiste a mim, e dai que eu não quero meter uma bala na cabeça do cretino e mandar a cabeça dele para o pai dele, e dai que vou fazer esse cara cair aos meus pés e então sim, não vou matar a ele, mas o pai dele. O pai dele que matou o meu pai.

Bruno arregalou os olhos diante as expressões de ódio que surgiam no rosto de Giorno quando fechou os dedos ao redor de seu sobretudo e já arfava pesado.

— E dai que vou matar o pai dele na frente dele assim como fizeram comigo, Bruno, é isso que eu vou fazer.

Aquele lado de Giorno não aparecia há muitos anos, mas o plano, aquele ódio todo, aquela mágoa, a moeda de troca que ele queria impor ao filho do policial que arruinou as suas vidas... Aquilo excitava Buccellati que arrepiou-se da cabeça aos pés ao constatar o que estava ouvindo.

Giorno o soltou e como se voltasse a si passou as mãos pelos cabelos, calmamente.

— Eu não te contei porque você é lunático, você ia atrás dele e ia matar e torturar o Guido. Não é isso que eu quero. — disse dando ênfase à última frase. — Entendeu bem?

Buccellati assentiu freneticamente. Sorria maravilhado.

— Mas... Mas... — sua garganta estava seca de excitação. Pigarreou. — Mas quando esse dia chegar você vai me deixar ver, não vai?

Um sorriso largo e sádico cruzou os lábios de Giorno quando seu rosto banhado na luz vermelha encarou Buccellati.

— Acha que eu te deixaria de fora, fratello?

Com satisfação e uma onda quase sexual de prazer, Buccellati abriu a porta a frente deles, entrando rindo e mordiscando os lábios.

Giorno era incrível, Giorno iria finalmente vingar aos dois. Mal podia esperar.

O louro por sua vez não esperava ver nenhuma cena diferente daquela que via a sua frente.

Um homem amarrado estava depositado em uma cadeira, os braços para trás, as calças abaixadas na altura dos joelhos e um saco preto de pano cobrindo sua cabeça. Vestia uma camisa branca, amassada com muitos pingos de sangue e uma gravata barata azul, quase aberta.

Voltou os olhos para Buccellati e fez um gesto indicando para arrancar o saco que parecia se mover devido a respiração desesperada do sujeito.

Quando o rosto do homem foi revelado, estava coberto de suor e ferimentos, a boca escancarada com uma mordaça que ele mordia de pavor.

— Tire a mordaça dele, Bruno. — sussurrou analisando aquela cena deprimente. — Não posso ouvir o que ele está falando.

Bruno deu um passo e arrancou com brusquidão a mordaça, deixando o homem arfar alto e pesado em meio ao choro desesperado.

— Senhor Brando, estou implorando, senhor Brando, isso foi um erro…

— Um erro? — enfiou as mãos nos bolsos da calça, irritado que aquele lugar estivesse tão abafado. Encarou Buccellati e arqueou o cenho. — Isto é um erro, Bruno?

Bruno negou gravemente.

— Este homem, Rizzo, ele é um dos soldados responsáveis pela distribuição dos nossos produtos na área de Trastevere, ele trabalha bem, nunca errou um digito do que deveria pagar. Bom em matemática, mas…

— Mas? — Giorno disse gravemente enquanto o homem chorava e suplicava.

— Mas há duas semanas ele achou que seria bem legal pegar uma garotinha de uns 10 anos e…

— Dezesseis, pelo amor de Deus! — berrou o homem aos prantos. — Ela tem dezesseis…

Bruno deu de ombros.

— Dez, dezesseis... Que diferença faz isso?

— Hmm... — gemeu Giorno olhando para o homem com uma expressão de descontentamento. — Não estou gostando dessa historia... Continua, Bruno.

— Ele achou que seria legal entrar na calcinha da menina a força, sabe? — Bruno disse mordendo os lábios para controlar a risada. Não do ato do homem, mas das expressões de fúria que Giorno voltava a demonstrar.

— Senhor Brando... — implorava.

Giorno abaixou-se em frente ao homem e olhou diretamente para seu rosto, como ele não parava de falar, bateu com as costas da mão em seu rosto, até que ele se calasse quando colocou o dedo indicador em frente aos lábios e sibilou em som de “shhhhhh”.

Rizzo mordia os lábios para controlar os soluços, agora recebendo um sorriso de aprovação de Giorno que piscou lentamente.

— Você é um estuprador, senhor Rizzo? — sussurrou quase gentilmente. — É isso que você é? Não tem garotas o suficiente no mundo que você possa transar? É isso? Não tem dinheiro o suficiente para pagar uma prostituta? Eu estou te pagando mal?

— Não, pelo amor de Deus, eu…

— Eu devo pagar muito mal meus funcionários. — Giorno disse com pesar enquanto passava o dedo pelo rosto do homem, carinhosamente, até fechar a mão em torno do queixo a sua frente com violência e se inclinar para o olhar com nojo. — Sabe o que eu odeio mais que policiais, senhor Rizzo? Sabe? Sabe né? Estupradores. Eu odeio estupradores e olha aqui o que eu tenho trabalhando pra mim. Um maldito estuprador. Quer me denegrir e ao nome do meu pai, é isso que você quer, não é? Quer que associem o meu nome com um estuprador, é esse o seu plano?

— Não, senhor Brando, eu…

— O seu ato vergonhoso e nojento. — gemeu Giorno entre os dentes cerrados. — O seu ato foi uma humilhação para o nome do meu pai, você acabou de cuspir nas cinzas dele, você cuspiu nas cinzas do meu pai, cretino, foi isso que fez.

— Por favor, foi um acidente…

— Um acidente? — riu amargamente pressionando seu rosto e o soltando, limpando os dedos no lenço que Buccellati o oferecia prontamente. — Estupro é acidente desde quando? Meu pai era um homem honrado, ele sempre me ensinou os valores certos, que devemos respeitar as mulheres, pois cada um de nós veio de dentro de uma. Você não tem mãe? Não tem irmãs? Não, você deve ter brotado de um ovo, você não é um homem, é um verme. Vermes não tem mortes dignas, você não merece sequer uma bala nessa sua cabeça.

Buccellati ria excitado com a cena enquanto parecia perdido entre a euforia e a ideia do que faria em seguida.

Giorno ergueu-se com um suspiro de lamento.

— Meu pai sempre dizia que atitudes como estas deveriam ser punidas diretamente por um líder, por isso Bruno me chamou aqui, mas olha bem pra mim. — abriu os braços como se mostrasse a si mesmo. — Estou pronto para um encontro, sabia? Não posso sujar as minhas roupas hoje.

— Eu faço isso, eu faço isso. — prontificou-se Buccellati apressado.

Giorno voltou os olhos ao amigo e assentiu, com um sorriso reto.

— Obrigado, Bruno.

Virou-se e andou em direção à porta, com Bruno atrás dele, muito excitado com aquela ordem que poderia pela primeira vez executar.

Pararam junto à porta cinzenta e se entreolharam.

— O que eu faço com ele? — perguntou Bruno a Giorno.

Com um suspiro de asco enquanto limpava as mãos no lenço, sua voz sussurrante disse com tédio.

— Faça com que sofra uma morte lenta e dolorosa e depois... — devolveu o lenço para Bruno. — Arranque as bolas desse animal e mostre aos demais o que acontece com esse tipo de lixo.

Deu as costas a Bruno que fechou a porta, mas, mesmo assim, os gritos não foram impedidos de alcançarem o corredor vermelho por onde Giorno muito apressado se dirigia ao elevador.

As risadas de Bruno também o alcançaram.

Agora finalmente era hora de caçar, a espera havia acabado e Giorno tinha um encontro muito, muito importante para ir.

5 Juillet 2019 23:54:18 6 Rapport Incorporer 2
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MiRz Rz MiRz Rz
Olá, eu sou a MRz do Sistema de Verificação do Inkspired. O sistema de verificação atua não só para ver a qualidade da história, como também para observar se a história está de acordo com as normas do site. Sua história está “em revisão” porque há alguns errinhos de escrita, como por exemplo, 1) Acentuação errada. Em alguns trechos da história, lugares que têm a crase estão com o acento agudo do lado errado, ou seja, estão escritos “á” ao invés de “à”; 2) Por quês errados. Em vários momentos da história está escrito o porque errado. O “por que” é utilizado nas frases interrogativas ao início. “Porque” é utilizado nas respostas, tendo a função de explicar alguma coisa. “Por quê” é utilizado em perguntas quando for imediatamente seguido pelo acento de interrogação, por exemplo, “por quê?”. Enquanto o “porquê” é utilizado como razão ou motivo, sendo procedido de um artigo ou pronome, por exemplo, “ o porquê”. Há alguns errinhos menores, como uma “história” que está sem acento e alguns lugares que não há o espaço após a vírgula, mas provavelmente foi erro de digitação. Eu dei apenas alguns exemplos dos erros retirados da sua história, mas seria interessante você procurar um leitor Beta para corrigir os erros mais profundos. Se você quiser, o Inkspired possui um blog que dão algumas dicas de gramática chamado Esquadrão da Revisão caso tenha alguma dúvida das regras que eu expliquei aqui. A verificação não é obrigatória para a história continuar sendo exibida, então se você tiver o interesse de ter sua história verificada, após corrigir os erros, é só responder a esse comentário que eu faço uma nova verificação, não há necessidade de pagar a prioridade novamente. No mais, você escreve muito bem. Eu não conheço o fandom, mas fiquei fascinada pela forma que você narrou a personalidade dos personagens. Parabéns pela escrita! Tenha uma boa semana. ;)
9 Juillet 2019 13:53:07

  • Billy Who Billy Who
    Olá, MRz Uma das coisas que eu mais gostei no site foi a forma que vocês conseguem ajudar o autor, incluindo com destacar as partes onde há possíveis erros para serem concertados e de forma bastante coerente, eu enviei para uma leitora beta e acredito que esteja corrigido, por hora, irei dar uma olhada como conseguir uma fixa aqui no site sim, muito obrigado! 11 Juillet 2019 19:19:32
  • MiRz Rz MiRz Rz
    Olá Nameless, tem apenas um "porque" que passou batido, foi na frases "[...] sem um terno sob medida, por que você [...]". Nesse caso tem um espaço a mais. Após a correção desse erro, eu posso verificar a história. ;) Assim que corrigido, responda novamente, que eu volto! :) 11 Juillet 2019 19:37:56
  • Billy Who Billy Who
    Desculpe, passou mesmo despercebido, está concertado 11 Juillet 2019 21:00:25
Morghanah . Morghanah .
Haha! Aproveitei que estava de boas para ler e gostei. O Gio parece um cara bem intenso por baixo de toda essa calma fajuta e seus ternos caros, mas também, depois do que passou é bem natural que tenha se tornando quem é e não o condeno, acho justo. Confesso que gostei mais do maluco do Bruno, a raposa é engraçada e maluca, me cativou bastante. Quero vê-lo mais daqui por diante. Graças a certo spoiler já sei quem é - ou acho que sei quem é - o filho do policial e só sei de uma coisa: vai dar ruim. Muito ruim e eu adoro! Hahahahahah Bom, acho que isso é tudo por enquanto e com esse comentário meio marromeno, já que tô há tempos sem fazer nenhum, me vou. Beijo ( ˘ ³˘)♥
5 Juillet 2019 22:46:06

  • Billy Who Billy Who
    Oi more! Então, sim, hahahah é tão estranha tratar o Akira como Gio nessa adaptação, mas estranhamente eles combinam bastante e tal, mas ele é bastante intenso por baixo desse controle que ele acha possuir, as coisas que ele sempre acreditou não tem nada a ver com a realidade e embora ele siga a risca os ensinamentos do pai (pra vc que não sabe more, no mangá, o pai do Giorno é o grande vilão da historia e aqui casa bem bonitinho o pai dele sendo o Dio hahahaha ironico isso). Bem, o maluco do Bruno é o que seria o Yuu, esse é um dos meus favoritos, e nessa fic vai rolar pra ele um shipp hetero pela simples razão que eu quero -- aprendi com a senhora haha - então acho que vai ser bastante legal. Pois é, sabemos que era antigamente o filho do policial, mas acredito que com edição não vai sobrar nada do antigo Takanori pra parecer, mesmo pq o Mista é mto diferente do que o Taka antigo era, então não vai lembrar em nada. Mas é claro, vai dar péssimo! Obrigadinho por ler, principalmente sabendo que não se trata de um anime que vc conheça e talz, acho que deve ter sido meio que uma ideia de ler um original, mesmo assim, obrigadinho, beijão. <3 - e eu ha milenios de responder um comentario, socorro! 6 Juillet 2019 00:25:32
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