Nas nuvens Suivre l’histoire

luraywriter Luray Armstrong

Todoroki e Midoriya tiveram a brilhante ideia de juntar Shinsou e Inasa. Parecia muito aleatório, mas funcionou: Shinsou agora gostava de Inasa. Mas ele tinha muitos medos e inseguranças. Já Inasa, apesar de desastrado, era descarado e sempre deixava muito claro o que queria e sentia. Dessa vez não vai ser diferente. Oneshort inspirada na música First Time He Kissed a Boy - Kadie Elder. “Feeling stuck Set him free Running out of luck On his knees Keeping back The ghost inside Locked him in a pack All his life First time he kissed a boy He had never, never known Cover up is what they told Feel so cold”


Fanfiction Anime/Manga Tout public.

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Histoire courte
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Capítulo único

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O sol estava se pondo. O céu era tons de laranja, rosa, azul e roxo. Shinsou gostava do pôr do sol, porque ele avisava que a noite estava finalmente chegando. Como não dormia, gostava de tentar observar as estrelas, as luzes dos prédios altos, apreciar o silêncio da noite. Era tudo tão calmo, quieto e silencioso, sem todas aquelas vozes que ecoavam em sua mente dizendo que ele seria um ótimo vilão, ou questionando como ele poderia ser um herói. Quando era noite, estas vozes estavam silenciadas. Tudo era calmo. Mas agora, mesmo com a noite iminente, Shinsou não estava calmo. Suas mãos tremiam e suavam o tempo todo, porque Inasa estava ao seu lado.

Aquele idiota desastrado gigante estava do seu lado, falando sobre a reação alérgica que teve uma vez em algum restaurante e como até hoje não tinha certeza do que realmente provocou aquilo, o que significa que ele ainda não sabe a quê tem alergia então poderia acontecer de novo em qualquer restaurante.

Shinsou achava que ouvir sobre ele se coçando e indo ao banheiro diversas vezes não era bem um assunto típico de encontros, mas esse não era um encontro comum. Eram Shinsou e Inasa, os dois desastres gays que foram unidos por Todoroki e Midoriya, caminhando por uma rua aleatória depois de terem saído do parque em que estavam. Shinsou notou muito depois que não estavam mais cercados por árvores e crianças, mas não saberia dizer quando ou como exatamente eles saíram do parque. Enfim, caminhavam agora por uma rua cheia de casas com jardins bonitos e muito verde, então não sentia muita falta do parque.

Era lindo.

E estranho.

Shinsou, antes, tinha a impressão de estar se apaixonando por Deku, quando foi apresentado à Inasa. Por algum motivo, o gigante e Todoroki ficaram amigos e o garoto achou que eles dois fariam um bom casal, foi o que Izuku lhe disse, pelo menos. Shinsou nunca havia se apaixonado, mas ficou um pouco magoado do garoto que gostava estar tão alheio a si que o empurrava para outro garoto. Depois entendeu que ele estava mais focado em coisas mais quentes. Ou coisas mais frias. Ou coisas mais quentes e frias ao mesmo tempo.

E Shinsou era morno, sem graça. Ou, pelo menos, ele achava que era.

Shinsou achava que Inasa só estava ali por estar. Era, na verdade, o terceiro encontro deles. Ele não entendia por que Inasa continuava fingindo que queria se encontrar com ele

Era pena?

Provavelmente.

A merda era que Shinsou já havia se apaixonado por Inasa. Parecia de verdade dessa vez. Ele não estava muito certo, era muito confuso. Seus sentimentos eram muito confusos. Mas ele gostava de estar com Inasa, de conversar com ele, gostava até da liberdade que ele tinha para falar sobre as vezes em que foi ao banheiro num dia, gostava do jeito escandaloso e barulhento dele, gostava de como ele tinha que praticamente coreografar cada ato ou fala, como cada gesto seu era grande e exagerado, gostava da voz alta, gostava que ele simplesmente não sabia sussurrar, gostava de como ele era alto e as pessoas se assustavam com ele na rua, e gostava mais ainda e achava até engraçado que ele sabia que aquele garoto alto e musculoso era apenas uma batatinha fofa, boba e desastrada.

Era adorável.

E todos esses sentimentos confusos causavam medo em Shinsou.

Havia muitas palavras ruins guardadas em sua mente, coisas proferidas por outros e que sua mente lhe fez o prazer de aumentar e não questionar. Havia várias coisas que o perturbavam, mas depois que percebeu que o que sentia por Midoriya era apenas um crush, e quanto mais achava que realmente estava apaixonado por Inasa, uma coisa se sobressaia. Ele tinha medo, muito medo de se apaixonar. Já era difícil o suficiente alguém se apaixonar por ele, dada sua personalidade difícil, meio seca e distante, as pessoas não o entendiam muito bem. Mas ele tinha um medo maior: sua individualidade.

Como se não bastasse todos os comentários dizendo que ele era perigoso ou que deveria ser um vilão, não aguentaria outras pessoas dizendo que seu parceiro não o amava de verdade, cogitando que ele poderia estar manipulando a pessoa. Isso o assustava de tal forma, que sempre tinha medo de controlar o parceiro até mesmo sem querer.

Tinha medo que Inasa também pudesse pensar aquilo dele.

Jamais faria algo assim.

Assim, ele nunca puxava assunto com Inasa, por mais que o silêncio ficasse desconfortável. Se ele não respondesse verbalmente uma pergunta sua, não correria o risco de ser acusado de o estar controlando. Era melhor assim. Além do mais, Inasa não deixava muitos espaços vazios na conversa, ele sempre conseguia criar um assunto, por mais estranho que fosse. Agora mesmo, falavam sobre a altura das pessoas da U.A.

— Mas você é bem baixinho, né, Shinsou?

— Eu? Você que é muito alto!

— Nem tanto, eu tenho um primo que…

— Inasa, sua família não é parâmetro de nada! Você com certeza é descendente de gigantes, ser alto nem é sua individualidade! Não precisa ser alto pra controlar os ventos.

— Na verdade, como alguém que controla os ventos, eu tô mais pra filho de Zeus.

— Haha. — Shinsou fingiu uma risada. — Muito engraçado.

— Mas é sério. E você seria filho de Hipnos, pela coisa toda da hipnose.

— Faz sentido.

Dessa vez, Shinsou engoliu em seco. O que será que Inasa pensava sobre sua individualidade?

— Inasa…

— Sobe aqui. — Inasa pediu, apontando para a elevação da calçada da rua.

Ambos andavam no canto da rua, já que não passavam muitos veículos por ali, lado a lado. Por que Inasa queria que ele subisse para a calçada, Shinsou não entendeu. Mas subiu.

— Viu? Agora está mais perto da minha altura, mas continua baixinho.

Shinsou deixou os ombros caírem e fingiu outra risada. Inasa era muito bobo.

— Bem melhor assim, sabia? Vai me ajudar. Shinsou, quero te contar uma coisa.

Inasa tinha um sorriso pequeno e idiota em sua cara idiota. Era engraçado pensar que era por aquele desastre ambulante que se apaixonara.

— O quê? Diga logo, está ficando tarde e eu tenho que voltar para o dormitório.

— Eu sei, tudo bem. Eu te levo, okay?

— Okay.

— Shinsou. — Inasa fechou os olhos com força, como que buscando coragem no escuro de suas pálpebras. — Eu gosto de você. Gosto, gosto. Tipo, eu quero namorar com você. É muito cedo pra te pedir em namoro? Não sei. Eu gosto muito de você. Merda, não era bem assim que eu queria, estraguei tudo. Esquece. Não esquece. Eu realmente gosto de você.

Assim, ele abriu os olhos e beijou Shinsou, encostando os lábios grossos nos lábios finos do outro.

Shinsou estava muito surpreso. Havia parado de respirar. Os lábios de Inasa no seu eram gelados, meio frio. O tempo estava frio, talvez fosse isso. Era frio em sua barriga também, mas ele não tinha certeza se tinha a ver com o clima e a temperatura.

Era tão diferente de tudo o que ele imaginou sobre seu primeiro beijo, e naquele momento Inasa foi como a noite: todas as vozes e palavras que o perturbavam se calaram. Tudo fez silêncio ao seu redor e dentro de si, só existia Inasa, os lábios dele e as mãos dele delicadamente segurando em sua cintura.

Os ventos ao seu redor ficaram mais fortes. Shinsou se sentiu levitar. Não se importou. Aquele beijo puro, casto, sem língua, mas que dizia tanto, que trazia tanta paz a sua mente, e agitação em seu coração batendo acelerado.

Se separaram e abriram os olhos. Shinsou se sentia nas nuvens, porque estava. Tudo ao seu redor era nuvem, e ele finalmente percebeu que ele e Inasa estavam voando, no meio das nuvens. Riram. Inasa corou, meio envergonhado. Aparentemente nem ele reparou que fez isso.

— Eu também gosto de você. Nós… acho que podemos namorar sim. — Agora era Shinsou quem estava mais vermelho que os cabelos de Kirishima.

Shinsou abraçou Inasa, o outro retribuiu o apertando forte, e deitou em seu ombro. Por trás de seu, agora, namorado, o sol estava se pondo. Nas nuvens, onde ainda estavam, o pôr do sol era lindo.

30 Juin 2019 14:57:12 0 Rapport Incorporer 1
La fin

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