kelras Raquel Rasinhas

*ATENÇÃO* AVISO +18 Esse livro é um romance com temática Erótica, contendo cenas de sexo não recomendado para menores de 18 anos. MÚSICAS Todas as músicas citadas no livro estão disponíveis em uma playlist no spotify, assim como outras músicas que inspiraram a autora durante a escrita. Sinopse: Para compor uma música são necessários instrumentos, papel, lápis, voz e sentimentos. Para permitir que um amor cresça são necessárias duas pessoas, confiança, dedicação e sentimentos. Construir um amor não é diferente de compor uma canção, mas será que é tão simples quanto? Os anos passados podem pesar nas escolhas de Júlia sobre o seu futuro, tanto profissional quanto amoroso, as opções são muitas e as escolhas não serão fáceis, porém ela precisa fazê-las. Deixe sua voz sair.


#24 in Romance #2 in Érotique Interdit aux moins de 18 ans. © Raquel Rasinhas do Nascimento

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Prólogo

É tão estranho estar de pé em silêncio com alguém bem na sua frente. Uma amiga disse que tinha um garoto querendo falar comigo e eu vim, mas nunca pensei que ele fosse me pedir para ficar com ele, muito menos agora. Olho para o relógio na parede e meu coração acelera. Já estou atrasada e não sei o que responder. Ele é bonito, uma série acima, tem um cabelo descolado e um sorriso de menino doce, mas nada disso faz o meu coração vibrar como eu acho que deveria. Estou tão nervosa, minhas mãos estão suando e não sei como dizer para ele. Ele se aproxima e coloca suas mãos na minha cintura, agora sim eu estou nervosa. Acabo me afastando e olho para o relógio. Não dá mais para enrolar.

— Desculpa. Eu acho você um gato e tudo o mais, só que no momento eu não acho que vou poder ficar com alguém. — Ele dá um leve sorriso e encosta na parede à minha frente.

— Bem, eu posso esperar. Enquanto isso vou curtir o som que vocês fazem. — Um alívio absurdo toma conta do meu peito. Dou um beijo em seu rosto e saio correndo dali.

Estou atrasada, muito, muito, muito atrasada. Merda! Os caras vão me matar! Passo pela porta do auditório e toda a escola está lá, meu estômago revira e engulo seco, meu coração dispara e minhas pernas tremem ao ver todo mundo ali, apenas esperando por nós. Tudo bem, vai dar tudo certo. Dou a volta e entro pelos fundos, tentando fazer o mínimo de barulho. Eu já estou encrencada, não quero piorar ainda mais a minha situação. Ando até o pequeno palco e todos estão ali. Ahi está verificando as caixas de som, Eros brincando com as baquetas, Erick posicionando os instrumentos e o Apolo... Bem, está sendo o Apolo, focado no celular, provavelmente falando com alguma garota peituda e sem cérebro suficiente para entender que ele não está levando ela a sério. Infelizmente é ele quem me vê. Vou na direção de todos jogando minha mochila em um canto e amarrando meu longo cabelo preto em um rabo de cavalo baixo.

― Finalmente apareceu. Onde infernos você estava Lígia? ― Ele se coloca sobre mim, tirando vantagem da diferença de altura que nem é tanta assim, só dois centímetros. Essa proximidade faz meu coração acelerar um pouco, mas é só porque ele é intimidador.

― Desculpa gente, eu tive... Uns contratempos. ― Sinto meu rosto esquentar e desvio o olhar, procurando algo que nem sei o que é dentro da mochila.

― E podemos saber o que é esse contratempo tão importante que te fez atrasar justo hoje? ― Apolo insiste, mas eu não quero falar sobre isso, muito menos para ele.

― Teve dor de barriga? Já aconteceu comigo, é uma merda. Sem piada. ― Fico ainda mais vermelha com o comentário do Eros, então me viro e simplesmente solto.

― Um garoto veio falar comigo, ele queria ficar comigo... ― Todos me olham em silêncio. Eros larga as baquetas e vem correndo, empurrando Apolo para o lado.

― E o que você disse? ― Todos estão prestando atenção, esperando a minha resposta e isso me deixa ainda mais nervosa, meu coração a mil por hora e não sei onde enfiar minha cara nesse momento.

― Eu agradeci, mas recusei. Meu foco é a banda e não garotos. ― Todos se olham e eu fico ali de pé muito sem graça.

Não é mentira que meu foco é a banda e nossa música, mas eu não contei toda a verdade, nem para os rapazes e nem para o garoto que pediu para ficar comigo. Não recusei o garoto apenas por isso, é que eu já gosto de alguém, mas é platônico e eu duvido muito que isso vá mudar. Pensar nisso é desanimador e eu me sinto um pouco idiota, mas eu tento focar na música e curtir o momento.

― Ok galera, já deu. Lígia vai aquecer a voz, vamos começar em alguns minutos. — Ahi bate palma e se vira.

― Você precisa relaxar Ahi, vai ficar velho rápido assim. É só uma apresentação para os nossos colegas, não é como se estivéssemos fazendo um show no Maracanã. ― Erik se apoia no microfone e sorri com seu jeito relaxado. Viro para responder, mas Apolo se coloca na minha frente.

― Ahi está certo e essa não é só uma apresentação, é a nossa primeira apresentação de muitas. Nossa banda vai ficar famosa e vamos conhecer o mundo juntos.

Sinto meu coração palpitar e borboletas no meu estômago. Sim esse é o nosso sonho, foi por isso que montamos a banda, porque amamos música e queremos viver dela pelo resto de nossas vidas. A música que nos uniu quando todo mundo acharia impossível sequer nos cumprimentarmos e hoje estamos fazendo o nosso primeiro show. Sai de trás de Apolo e olho para cada um deles e quando nossos olhos se encontram sinto essa conexão, esse laço incrível que temos e meu peito se enche de emoções como amor, alegria, satisfação.

― Não estamos aqui à toa, não vamos parar por aqui. Eu estou aqui porque acredito na gente, acredito em vocês e sei que vamos voar muito alto. Nós somos o Rosa e Espinhos e vamos ser a banda mais famosa do mundo.

Nos abraçamos, o diretor nos anuncia e respiro fundo. Respiro fundo, as borboletas no meu estômago parecem ainda mais agitadas, minhas pernas tremem um pouco, mas as firmo. Seguro o microfone com as duas mãos e olho ao redor, todos estão sorrindo para mim, me dando um pouquinho da sua força e confiança e então o show começa.

Começamos com nossos covers favoritos, músicas das bandas que mais amamos, vibramos a cada nova estrofe, a cada nota, a cada batida, levamos o público a loucura. Várias meninas jogam papéis no palco, sem dúvida com seus telefones e e-mails, os caras gritam e todos cantam junto com a gente. Quando o show acaba, nos abraçamos e agradecemos, estamos ofegantes, exaustos, mas muito felizes e satisfeitos com nosso primeiro show bem-sucedido. Saímos do palco e logo fomos cercados por nossos colegas. Minhas amigas gritam, me abraçam e aplaudem, noto alguns caras olhando diferente para mim e meu coração acelera. Nos tornamos as celebridades da escola e assim começou o nosso sonho, a banda Rosa e espinhos.

22 Mai 2019 00:02:12 3 Rapport Incorporer Suivre l’histoire
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Cris Torrez Cris Torrez
buen inicio se ve interesante,quiero ver como sigue,mas adelante.
August 16, 2020, 00:52
Rouke Nystrom Rouke Nystrom
Sabe, gosto de coisas assim, acho que até posso usar a solene frase do Bauman no livro medos liquidos, onde ele diz: o medo é irracional. Adorei a sua maneira de escrever, serio devorei esse prologo duas vezes. Fico curioso por quem a Ligia esteja apaixonada, até mesmo como a banda toda se conheceu. Estou com mil e uma perguntas para tantas coisas, além de tudo cheio de expetativas para o desenrolar da estória. Dizem que um leitor tem mil e um desejos para cada capítulo que lê e a autora sempre o surpreende com aquilo que ele espera e com o que não espera. Amei esse prólogo.
May 29, 2019, 00:07

  • Raquel Rasinhas Raquel Rasinhas
    Que alegria! <3 Estou muito feliz que tenha gostado e espero atender as suas expectativas com relação ao livro. Realmente, são muitas perguntas e aviso para ir se preparando para situações bem inusitadas no decorrer do livro. May 31, 2019, 10:04
~

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