French Kiss Suivre l’histoire

urutake Urutake Hime

Em meio a uma conversa sobre nacionalidades e idiomas distintos, regada a um bom vinho, dois rapazes podem descobrir o prazer de estarem juntos. [Shura x Camus]


Fanfiction Anime/Manga Interdit aux moins de 18 ans.

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Histoire courte
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Capítulo Único

Em um dos quartos de uma república de universitários, um rapaz estava confortavelmente esparramado em sua cama, lendo atentamente um livro que possuía conteúdos importantes para sua tese. O relógio sobre o criado mudo avisava que já havia passado da meia noite, mas não sentia sonoalgum e estava submerso em sua leitura, além de não se preocupar com o dia seguinte por ser fim de semana. Era um avido leitor desde pequeno e estudar não lhe era nenhum suplicio, ainda mais por estar cursando o que gostava e o que queria fazer pelo resto da vida. Além disso, mesmo sendo um estrangeiro, conseguiu um bom lugar para se acomodar e levar sua vida estudantil sem maiores problemas.


A república estava relativamente tranquila e sabia que os outros três inquilinos estavam na sala, fazendo uma maratona de seus filmes preferidos e felizmente não eram muito barulhentos. O local era exclusivamente para estrangeiros e inicialmente deveria ser só dos três, mas acabaram abrindo mais uma vaga para ajudar no aluguel e, como o preço era bem acessível, acabou se mudando pra lá sem pensar duas vezes. A convivência não foi tão harmoniosa no princípio, ainda mais por ser um rapaz mais reservado e até um pouco frio, mas agora conseguia se dar bem com os demais, cada um a sua maneira.


— Ainda acordado, Camus?


Aquela pergunta o arrancou tão abruptamente de seus estudos que levou um susto, fazendo-o fechar o livro por reflexo. Estava deitado de bruços na cama e se virou de lado para encarar a porta, encontrando ali o moreno alto, com os cabelos curtos e arrepiados, além dos olhos miúdos cuja tonalidade enganaria a muitos: qualquer um poderia afirmar serem pretos, mas era preciso olhar bem de perto para perceber que eram de um verde bem escuro. Ele havia aberto a porta ao percebê-la apenas encostada, querendo checar se o outro estava dormindo ou não, mas não se surpreendeu ao encontrá-lo rodeado com seus materiais de estudo.


— Shura... Estou sem sono, resolvi adiantar um pouco das minhas pesquisas para a minha tese. — explicou-se logo, sentando-se corretamente sobre o colchão — Terminaram de ver os filmes?


— Não todos, mas Afrodite e Deathmask começaram a se olhar demais, então eu decidi deixá-los sozinhos. — explicou, encostando-se no batente da porta — É melhor namorarem lá embaixo do que no quarto ao lado, imaginei que poderiam te incomodar.


— Oh, entendo... — sabia que o sueco e o italiano tinham um caso, era comum vê-los agarradinhos ou se alfinetando pela república — Obrigado pela consideração, já é difícil dormir quando eles resolvem... Bem, você sabe.


— Eu sei. — Shura acabou rindo e, mesmo sem um convite, acabou adentrando no quarto — E como anda a sua pesquisa?


— Bem, eu peguei alguns livros na biblioteca que vão me ajudar bastante. — comentou, mostrando a capa do que estava lendo a poucos minutos para o outro. Foi neste momento que notou algo na mão alheia — De onde veio essa garrafa?


— Ah, o Deathmask que trouxe. — mostrou o objeto e Camus logo reconheceu que se tratava de vinho — Você sabe, ele adora beber... Felizmente o Dite segura as pontas para ele não passar dos limites, então acabou sobrando um pouco. Eu ia beber o resto, mas... Quer um pouco?


— Já faz tempo que não bebo vinho... — o francês se sentiu tentado, embora não fosse chegado em bebidas alcoólicas.


— Não tem muito, veja. — Shura apontou com o dedo sobre o vidro, pelo menos um terço da garrafa ainda estava intacta — Eu quero tomar um pouco também, então terminaremos rápido.


Camus acabou convencido a aceitar e ajeitou seus materiais para guardá-los, enquanto isso o moreno acabou sentando-se no chão e com as costas apoiadas na cama do outro, aproveitando para tomar o primeiro gole. Não havia trazido copos, então o jeito era irem provando no gargalo mesmo. A bebida descia lentamente por suas gargantas, produzindo um efeito de relaxamento e prazer imediato. Shura já havia bebido um pouco com os outros dois, mas só agora ficava um pouco alto e o francês também sentia efeitos rápidos, pela falta de costume com o álcool. Logo estavam rindo e conversando sem impedimentos, sentados um ao lado do outro e trazendo assuntos diversos até caírem em suas nacionalidades.


— Sabe, mesmo querendo ver outros lugares do mundo e estar gostando deste intercambio na Grécia, eu sinto muitas saudades de casa. — Camus segredou, suspirando enquanto passava a garrafa para o outro — Passear pela Champs-Élysées, me deliciar com as obras do Louvre, apreciar a vista da Torre Eiffel...


— Eu sei como é isso, às vezes a minha cabeça se perde em lembranças da minha amada Espanha. — Shura sabia como era a sensação, estando longe de sua terra natal há mais tempo do que o outro — E uma das coisas que mais sinto falta é da comida...


— Ah, não! Você vem dizer isso justo para um francês, cuja culinária é referência ao redor do mundo? — não se incomodou se soaria convencido por suas palavras, era um fato afinal — Pensar na comida só me faz ter mais saudade ainda...Oh, si merveilleux!


— O que disse? — Shura riu ao ouvir o outro falar em francês, era a primeira vez desde que começaram a morar juntos na república.


— Eu disse que é maravilhoso! A comida de lá definitivamente é a melhor. — acabou rindo também, algo que só era possível por estar mais relaxado pelo vinho — Francês parece estranho pra você?


— Um pouco, mas é muito bonito também... Me ensine alguma coisa em francês! — pediu, tomando mais um gole de vinho.


— O que quer que eu ensine?


— Qualquer coisa está bom... Desde que não seja muito complicado.


Camus pensou um pouco no que poderia ensinar, então decidiu por frases curtas e simples, que seriam úteis de alguma forma. Agradecimentos e perguntas, as quais Shura teve um pouco de dificuldade em reproduzir, mas acabava se divertindo ao fazer. Ambos acabavam rindo da pronúncia torta e um tanto equivocada, além do sotaque espanhol que atrapalhava um pouco na conjugação das frases, porem não os intimidava a continuar. Na verdade, o moreno começava a achar a língua francesa mais bela, cada vez que Camus repetia uma frase para facilitar seu entendimento. Nunca poderia soar tão bem quanto ele, essa era a verdade.


— Ah não, definitivamente não vou conseguir pronunciar isso...


— Não é tão difícil assim, veja:Voulez-vous m'excuser, s'il vous plaît? — Camus repetia o mais lentamente possível, ensinando como poderia pedir para darem licença.


— Hm... — Shura pode ver a língua do outro se desenrolar enquanto pronunciava as palavras, se distraindo com isso quando deveria prestar atenção — Tão complicado...


— Se você diz... Porque não me mostra um pouco de espanhol então?


— Não é um idioma tão belo quanto o seu...


— Não diga isso, estou curioso para saber como é!


Shura suspirou e tomou mais um gole do vinho antes de entregar a garrafa ao outro, o último gole poderia ficar para ele afinal. Enquanto o tomava, Camus foi surpreendido quando o moreno começou a falar em espanhol, sentindo uma força oculta em cada palavra trazida pelo sotaque. A voz de Shura se tornava mais grave e um tanto rouca falando em seu idioma natural, chegava a ser bem sensual... Ainda mais que mantinha os olhos fixos no francês quando conjugava as palavras, deixando o outro um tanto inquieto. Pode sentir o rosto esquentar um pouco, mas atribuiu a culpa desta reação ao vinho.


— O que achou?


— Hm... Eu não entendi uma palavra do que disse. — foi sincero e os dois acabaram rindo — Mas é muito bonito... Não sei, parecia que estava me embalando de alguma forma.


— Fico feliz que pense assim. Posso tentar lhe ensinar o básico também, mas sei que terá dificuldade com a pronúncia, assim como eu tive com o seu idioma.


Camus concordou com um aceno de cabeça, pronto para aprender algo novo. Era sempre assim, ele adorava desbravar o desconhecido e absorver novos conhecimentos, então uma nova língua viria bem a calhar. Shura escolheu frases simples assim como outro fez consigo, como perguntas banais e formas de agradecimento, e podia ver o empenho do francês em repetir o mais fielmente que conseguia no momento, fazendo o moreno pensar no quanto aquilo era adorável. O espanhol tinha uma sensação nova e inquietamente batucando em seu peito, uma vontade de ficar mais perto e capturar aquela boca que tentava articular outro idioma. Essa sensação foi ficando tão forte que não conseguiu refreá-la.


Acabou se inclinando um pouco para frente sempre que tinha que repetir alguma frase mais lentamente para o outro poder compreender, fazendo com que Camus ficasse com os olhos fixos em seus lábios. Ainda que se divertissem com os erros e a pronúncia estranha, o francês queria fazer bem feito e até imitar o outro se fosse possível, por isso seu olhar estava tão vidrado na boca do outro, acompanhando seus movimentos. Ainda assim, isso o fez se sentir ainda mais quente e distraído da aproximação de Shura, que se tornava cada vez maior. Por fim, uma das mãos do moreno foi parar no queixo do outro, fazendo Camus finalmente perceber que a distância entre seus rostos era muito pequena e o viu pronunciar uma última frase:


¡Quiero besarte!


— O que... Significa? — conseguiu perguntar, embora deduzia qual era o sentido daquelas palavras.


Shura não quis responder com palavras, apenas exibiu um pequeno sorriso e terminou com a pouca distância que ainda havia entre eles, colando os lábios um no outro. Camus sentiu-se estremecer, mas não estava nem um pouco disposto a se afastar e repousou uma das mãos sobre o ombro alheio, deixando que aquele beijo prosseguisse. Talvez fosse por conta do álcool que os dois estavam muito a vontade naquele momento, se conhecendo de uma forma que não tinham pensado antes, mas que os agradava muito. Os lábios se moviam em sincronia e logo as línguas puderam se conhecer, engatando-se uma na outra em uma dança só delas.


Em poucos minutos, Camus estava com os braços envoltos no pescoço alheio, deixando que uma de suas mãos se perdesse naqueles cabelos escuros. Shura o havia trazido para mais perto de si, prendendo-o em seus braços enquanto deslizava as mãos pelas costas do francês. Ambos se perdiam na sensação de estarem tão próximos, com o leve aroma do vinho se misturando ao perfume de cada um e no calor que os tomava no momento, aumentando a vontade de permanecerem daquele jeito por muito mais tempo, mas isso não era possível já que também precisavam respirar. Assim, quando encerraram o beijo, se encararam em silêncio até um deles tomar a iniciativa.


— Ah... — Shura suspirou, passando uma das mãos pelo rosto, sentindo-o queimar — Você definitivamente me deu um novo sentido para “Beijo Francês”. — não conseguiu resistir em fazer a comparação, sorrindo ao vê-lo ficar ainda mais vermelho.


— Haha, porque você acha que leva esse nome? — Camus tentou se gabar, apesar do embaraço e logo sorriu também — Pelo jeito, o vinho nos afetou mais do que o esperado...


— Talvez, mas eu acho que iria tentar te beijar, mesmo estando sóbrio!


— Po-por quê? — o francês se surpreendeu com aquelas palavras, sentindo seu coração acelerar.


— Como resistir? Você fica muito fofo tentando falar em espanhol. — o moreno rebateu, rindo baixinho — Mas você já estava pedindo por beijos antes, falando em francês... Principalmente por conta do biquinho!


— Que biquinho?!


— Esse biquinho. — Shura pressionou os lábios do outro com a ponta do indicador.


— Eu não faço isso, Mon Dieu!


— Viu? Acabou de fazer!


O espanhol não conseguiu resistir em provocá-lo com aquilo, vendo-o ficar um pouco emburrado, mas logo desfez essa expressão quando um selinho foi roubado. Camus não queria deixar por isso mesmo, então começou a falar qualquer coisa em francês para ver até onde a audácia do outro iria. Acabou sendo presenteado com um beijo atrás do outro, pois Shura não estava satisfeito com apenas um, precisava monopolizar aqueles lábios macios e deixar aquela língua articulada bem ocupada. O francês não protestou em nenhum momento, queria tanto quanto o outro e permaneceram juntos o máximo que conseguiram, até o ar se fazer necessário.


Era uma deliciosa surpresa perceberem o quanto se sentiam bem e o quanto queriam continuar daquele jeito, pois provavelmente só precisavam de uma oportunidade - e um pouco de vinho - para descobrirem como poderiam se dar bem. Talvez aquele fosseo inicio perfeitopara um relacionamento forte e duradouro... Com suas raízes tão distintas se entrelaçandoaté formarem algo único e Shura podia apostarque nada lhe seria mais cativante do que os beijos daquele francês.

6 Mai 2019 01:36:17 0 Rapport Incorporer 1
La fin

A propos de l’auteur

Urutake Hime Uma garota que escreve desde 2009, com diversas temáticas e fandom diferentes. Nyah: https://fanfiction.com.br/u/30892/ Spirit: https://www.spiritfanfiction.com/perfil/urutake-hime Wattpad: https://www.wattpad.com/user/Urutake-Hime

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